Dangerous Temptations
1 It was clear that he hates me
Bem, como eu começo? Ah sim... Chamo-me Abby Addie Smith, nome engraçado não é? Tenho 17 anos e acabei de descobrir que minha mãe adotiva me entregou para uma família de estranhos. Sim, mãe adotiva. Meu pai morreu quando eu era criança e minha verdadeira mãe desapareceu. Cindy, a vadia que está me deixando agora com uma mulher totalmente estranha chamada Pattie, é tudo o que existe de ruim no planeta Terra. Pattie é a irmã dela e decidiu ficar comigo, por enquanto.
-Vamos Abby. –Pattie disse quando Cindy já havia indo embora.
Entramos em um carro blindado. Durante a viagem de Nashville até Atlanta ela foi me atualizando. E eu não disse uma única palavra, até que ela começou a falar de seu filho.
-Eu moro com meu filho Justin. — ela me mostrou uma foto dele. — Justin tem 20 anos. — Meu Deus, ele é lindo, charmoso. Extremamente sexy!
-E ele é chefe do tráfico em Atlanta. –ela continuou, falando como se estivesse dizendo isso para uma criança.
-Oque? –disse quase que gritando. Já devia ter desconfiado, o porquê do carro ser blindado.
Como assim chefe do tráfico? Se viver com Cindy já era ruim, viver com eles será pior ainda! Como Cindy me entregou para eles assim? Sem nem ter me contado que o filho dessa mulher era chefe do tráfico, pelo menos teria me preparado psicologicamente para atentados de morte, invasões em casa e não ter mais segurança ao sair.
-Cindy não sabe de nada. E você também não pode mais sair na rua sem algum guarda costa. Não ira mais ir pra escola...
-Como assim não vou ir mais pra escola? Eu preciso ir. –eu disse, sentindo os meus olhos marejarem. Todos os meus amigos estava lá, Megan, Ben, Carl e Alexis... Não posso me separar deles.
-Você terá que estudar em casa a partir de agora. Na escola estaríamos comprometendo a sua segurança, e tenho certeza que você não gostaria de morrer.
-Cindy não podia ter feito isso comigo. –disse, limpando a lagrima que havia escorrido no meu rosto.
-Ela não podia mais deixar você naquelas condições. –ela disse segurando minha mão.
Eu não disse nada, apenas virei para a janela e olhei o caminho até chegarmos a Atlanta. O lugar onde ficava a casa, devia ser muito distante por que andamos mais 1h depois que chegamos ao centro de Atlanta.
Quando chegamos, olhei para a imensa casa de dois andares, ela era absolutamente linda. Fui andando ao lado de Pattie enquanto ela me conduzia até a casa. Quando nos aproximamos ela me disse:
-Justin não é uma pessoa muito amigável, por favor, tenha paciência. Ele é um homem de 10 anos no corpo de 20.
-Ah sim. Claro.
Se por fora a casa já era linda, por dentro ela era perfeita, na sala havia uma grande janela que ia do chão ao teto e proporcionava uma vista maravilhosa de Atlanta. A sala era enorme, com um sofá em forma de “u” no centro e uma grande televisão.
-Até que enfim que você chegou, pensei que ia ter que ligar para aquela boate de novo pra pedir uma prostituta Caitlin. –disse um homem que estava assistindo ao jogo de basquete na tv.- Ah mãe, é você e... Quem é essa ai? –ele perguntou quando finalmente se virou para ver quem havia chegado. Se esse era o chefe do tráfico, deve ser bem fácil entrar na casa dele. Só disser que é prostituta certo?
-Justin, essa é a Abby, a filha da minha irmã.
-É mesmo? –respondeu Justin com uma voz preguiçosa, arrastada. Com uma cerveja na mão, ele se inclinou para frente no sofá branco.- Ela até que é uma gata, mas é muito novinha hein mãe. Pensei que ela era mais velha.
Gata, eu? Tenho 1,66m, uma pele clara vampírica, olho azul claro e cabelos longos lisos e castanhos claros, por mim, eu não serei gata, nem aqui e nem na China Futuristica.
-Cala a boca Justin, ela tem 17 anos e, por favor, nada de azaração pro lado dela.
Justin estreitou os olhos e me estudou com atenção. Os olhos dele tinham uma cor muito linda. Era um castanho, cor de mel, meio avelã. Surpreendente e incomum. Nunca havia visto nenhum olho como o dele.
-Nem por isso ela pode ficar aqui. –ele disse por fim se se recostando no sofá.
Pattie pigarreou.
-Você só deve estar de brincadeira, não esta? Ela vai ficar aqui sim.
Justin não respondeu apenas se levantou e começou a subir as escadas. No 5° degrau ele parou e se virou para nós. Justin prestava atenção em mim outra vez. Estava esperando que eu fizesse alguma coisa? O que queria que eu dissesse? Um leve sorriso de ironia moveu os seus lábios e ele piscou para mim.
-Se ela quiser ficar vai ter que ficar o mais longe possível de mim e do meu escritório. –Ele desviou os olhos para Pattie.- Se ela fizer qualquer coisa de ruim, ela não vai ir parar rua, e sim em um caixão.
Mantendo os olhos baixos, virei-me e me dirigi à porta. Ouvi a Pattie dizendo algo para Justin, mas me forcei a não escutar. Não queria ouvir o que aquele cara lindo estava dizendo de mim. Ele não gostava de mim, isso tinha ficado claro.
-Onde você vai? –Pattie perguntou, quando já estava do meu lado.
-E-Eu só preciso tomar um ar.
Quando estava segura do lado de fora, deixei escapar um soluço e andei até o jardim frontal. Meu lugar não era ali, naquela casa ridícula, com aquele menino metido. Estava com saudades de casa. Dos meus pais. Outro soluço escapuliu.
Enxuguei meus olhos e me forcei a respirar fundo. Não podia desmoronar agora. Voltei para dentro da casa. Pattie estava assistindo a algum filme. Juntei-me a ela, que me perguntou se eu queria jantar, mas fiz que não com a cabeça.Fiquei mais alguns minutos assistindo o filme que estava passando e depois subi para o quarto que Pattie disponibilizou para mim.
Durante a noite, acordei com alguns gritos abafados que vinham do andar de baixo. Peguei meu celular para ver que horas eram: 03h45min da madrugada. Tentei voltar a dormir, mas os gritos continuaram, então desci para ver o que estava acontecendo e, de uma coisa eu tenho certeza:
O que eu estava escutando, não eram gritos. Comecei a caminhar em direção á sala quando ouvi uma mulher gemendo. Meu estômago embrulhou. Tentei voltar para o meu quarto, mas meus pés estavam firmemente plantados no chão de mármore. Eu não conseguia me mexer.
-Isso, gostoso, isso, Justin. Chupa mais forte, isso. Mais forte. –falava a mulher entre gemidos.
Senti ciúmes na hora e isso me deixou puta de raiva. Eu não deveria ligar, eu nem conhecia ele direito. Eu estava indo em direção ao som mesmo sabendo que aquilo era algo que eu não queria presenciar. Como em um acidente de trem. Mesmo que eu não quisesse ver aquela imagem, isso ficaria gravado em meu cérebro para sempre.
-Hummmm, Justin, isso, toque em mim, por favor. –implorava a mulher.
Tentei recuar, mas continuei andando naquela direção. Ao entrar na cozinha, encontrei-os na bancada. Ela estava sem blusa e com um dos mamilos na boca dele, que movia a mão entre as suas pernas. Eu não podia ter visto aquilo. Precisava sair dali. Imediatamente.
Girei os calcanhares e sai correndo em direção as escadas. Ele estava transando bem ali na bancada da cozinha para qualquer um entrar e ver, e ainda por cima aria e Guadalupe faziam comida ali. Como ele pode fazer isso?
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