Dangerous Minds

3 Mulher de lata com coração de carne fraca


Notas iniciais
Com vocês Logan Lerman como Logan Bergmack. Primeira aparição da nossa queridinha Fabray e seus comparsas haha. Rachel recebendo instruções de missão e Marley sendo incluida também. A musica que dá nome ao capítulo é Homem de Lata, de Talma&Gadelha, uma banda muito boa da minha cidade.

Pentágono, Washington

Quinn caminhava lentamente entre os corredores da base, o mais novo Capitão e Tenente a acompanhava para sua primeira reunião com o Marechal, a Ministra da Segurança e a atual Presidente, na frente deles o Coronel os guiavam. Por fora, a loira é um reflexo do nada, sua expressão era dura e seus olhos estavam vidrados nas costas polidas sob o terno do Coronel, caminhando no mesmo ritmo de seu superior, mas por dentro ela estava em colapso. Há alguns anos ela estava no campo de batalha, segurando um dos seus amigos em seus braços enquanto ela morria. Soldada, atiradora, comandante, tenente, capitã. Ela passou por todos, em cada etapa uma opressão maior, mas ela estava aqui, ela chegou onde queria. Em nome da segurança.

As portas são abertas revelando uma sala elegante, o chão era preto polido como um espelho, o gabinete era de um mogno escuro, assim como as cadeiras de couro. De fato, as unicas cores presentes ali eram da bandeira americana na parede, num super computador, a tela de vidro acoplava-se a parede que ia do chão a quase o teto e era proporcionalmente largo, nele a imagem do brasão estava projetada. As cortinas estavam fechadas,as luzes são baixas, mas ela agradecia ao fato de serem diferentes da do corredor incrivelmente branco. O gabinete era oval, de modo que a loira identificava nas laterais Sue Sylvester, a Ministra da Segurança, O Marechal Schuester e na ponta da mesa, a presidente Anastasia.

Coronel Wilhelm lhe estendia a mão, repetindo o gesto com os acompanhantes da loira e um a um os presentes da bancada faziam o mesmo. Sylvester lançava-lhe um olhar irônico e prepotente, que fora rebatido quando a mais jovem empinou o queixo e recebeu um aceno de cabeça, ela chegou até a cadeira da presidente e segurou-lhe a mão com extrema delicadeza, dobrando um joelho para apoiar-se em outro num claro sinal de devoção e fidelidade. A mais velha sorriu presunçosamente, colocando a mão que antes era segurada pela mais jovem sobre seu ombro esquerdo, depois o direito, como uma benção, seus olhares se encontram como se dentro deles o universo de suas galáxias sofressem uma pequena explosão. Finalmente todos estavam sentados em seus devidos lugares.

– Senhores, é um prazer e uma honra recebe-los neste país. Sejam bem vindos a Washington – Anastasia fala amena, seus olhos fixados na Major. – Gostaria de conhece-los primeiramente antes da Cerimônia de apresentação. Imagino que já conheçam todos os presentes nesta sala, mas educação é uma só em qualquer lugar do mundo. Esta é Sue Sylvester, Ministra da segurança, Will Schuester, Marechal e eu sou Anastasia Verger, Presidente desta República.

Sylvester levantou-se e assim fizeram também os convidados.

– Excelentíssima, este é Mark Buckley, atual Pimeiro Tenente. – O homem galante fez uma referencia inclinando seu corpo abaixo da linha de visão da presidente e então a loira passou para o outro. – Finn Hudson, Capitão desta divisão, natural do Canadá. – Ele fez a mesma referencia, tendo um pouco mais de dificuldade por sua altura. – E Lucy Quinn Fabray, Major, antiga capitã da força aérea inglesa. – A loira abaixou-se novamente sendo seguida pelos olhos azuis astutos de Anastasia, quando ela retornou, é recebida com um sorriso de canto da superior. Eles voltam a sentar-se e Sue volta a falar — Todos vieram da Armada Inglesa, notáveis em combate, estratégia e honrarias. Grandes prodígios, não os escolhemos por acaso, todos são de natureza Americana, suas raízes estão aqui senhores e senhorita – Ela observou-os como um coiote observava sua presa – Estamos reivindicando-os, pelo menos neste momento. Temos alguns planos e uma série de tarefas para serem cumpridas. Gostaríamos de situar-lhes sobre a situação, e após a cerimônia de apresentação estaremos prontos para começar as Execuções.

Massachussetts

– Senhores, estou aqui para informa-los sobre nossos novos membros. – Ela move-se sobre o palanque improvisado de caixotes de madeira. Do chão, meus olhos passeiam pelos 5 novos rostos. Cassandra continua caminhando e gesticula para que as pessoas se aproximem – Esta familia, foi salva graças a vocês. Agora vamos conhece-los – Ela se dirige para eles falando-lhes diretamente – Podem se apresentar?

Timidamente a primeira deles é um rapaz de no máximo 16 anos, franzino e tem o olhar levemente assustado focado em seus pés, ele mexe o queixo de um lado para o outro nervosamente antes de levantar a cabeça e começar a falar.

– Olá... Meu nome é Logan Bergmark Rose – Seus olhos incrivelmente azuis brilham com algo que eu reconheço, ele é forte, sinto pela sua voz. Vira-se para Cassandra e eu vejo que ela também o vê dessa maneira. – Eu não sei o que dizer... além de agradecer a todos vocês, por salvar a mim e minha familia – Ele acena para Cassandra como se perguntasse se aquilo bastava, ela assente e um homem aparentando estar na casa dos 40 vai até o centro. Logan, não sai no entanto, o homem gestiula para ele e no final põe a mão fechada sobre seu peito olhando para Cassandra firmemente e depois para nós. – Este é Hunter Bergmark, meu pai. – Posso ouvir a voz de Longan vacilar e tremer. – Ele não fala e não ouve, uma das bombas atingiu nossa casa no bombardeio em Nova Orleans há alguns anos. Hm.... – Hunter torna a gesticular, desta vez para todos, a maioria de nós entende, mas Logan continua traduzindo – Ele disse que deve a vida a vocês e que quer fazer parte do grupo. Assim como eu.

– Obrigada Logan. – Meu peito aperta, lembro-me de minha própria familia, tento controlar minha respiração, a voz de Cassandra me desperta e ela se posiciona em frente a Hunter, fazendo gestos enquanto fala – Senhor Bergmark, é uma honra te-lo conosco. Confie em nós, estão seguros agora.

Ele funga, mas seu olhar não vacila, os dois homens se afastam e então uma garota parecida com Logan vai até o centro, ela parece calma, apesar do marejar em seus olhos azuis. Em seu encalço uma garotinha loira de olhos verdes está agarrada a sua mão firmemente.

– Marley Rose, sou irmã de Logan, Hunter é meu padrasto para efeitos legais, mas para mim é meu pai. Não tenho palavras para descrever minha gratidão. E esta é Beth.

– Bem-vindos, todos. Esta cidade é nossa, façam dela sua casa, falem com qualquer um se precisarem de alguma coisa, estamos em familia agora – Disse enquanto gesticulava. Os 5 parecem aliviados, não consigo me desprender da garota com Marley, seu cabelo claro, olhos verdes e rosto angelical, ela me olha também e tenho um estalo. Apesar de uma criança sua expressão é séria, quase como se me desafiasse. Marley ajoelha-se falando com ela e logo elas saem seguindo July. Estou ficando louca.

– O que acha? – Brody bate levemente em meu ombro e pisco distraida, minha concentração parece inalcançavel.

– Vejo potencial em todos eles, mas o Pai do garoto... ele me parece abatido, não acho que seria inteligente coloca-lo em missão.

– Cas sabe disso, ela não vai colocar alguem que possa nos atrasar.

Ele levanta-se e percebo que todos já se retiraram para o jantar, o acompanho sem muito ânimo. Acima de nossas cabeças o céu está especialmente estrelado, sem nuvens e com uma lua minguante brilhante, eu quase posso me esquecer das preocupações que nos cercam.

Olho para a luz amarelada escapando pelas janelas da mansão. Apenas a da sala de jantar, à noite qualquer fresta de luz chama atenção. Ouço passos atrás de mim, mas continuo andando, uma mão sob meu casaco e posso sentir a arma no cós de minha calça.

– Hey – Viro-me calmamente ao ouvir a voz. – Hm... Oi.

– Olá. – Inclino minha cabeça curiosamente, levemente risonha e me acalmo com o vento bagunçando meus cabelos.

– Eu ouvi o que falavam sobre meu pai. – Ele se aproxima – Vocês o acham tão inutil assim?

– Olha, o seu pai, me parece um grande homem, vocês estão aqui agora, não é? Ninguém aqui é um fardo, acreditamos nas pessoas potencialmente, não estamos aqui para educa-los e fazer-los de soldados e menos ainda esperemos que vocês se comprometam de alguma forma conosco. Mas se quiserem se juntar, não há nenhum problema, nosso maior objetivo é chegar à presidente e conseguir a oportunidade de dialogar e expor nossas ideias, precisamos de pessoas para isso, precisamos da massa.

– O que querem de nós?

– Nada. Logan, não estamos cobrando nada, fiquem o quanto quiserem, esta pode ser sua casa enquanto quiserem. Apenas acho que esse não é o momento para vocês entrarem em combate.

– Você não sabe de nada... – Sua voz sai controlada, eu poderia facilmente deduzir que ele está irritado, tento conduzir a conversa para outro rumo.

– Quantos anos tem, Logan?

– 17...

– De onde é? Bergmark.... sueco?

– Descendente, meus avós são de lá, somos apenas de Nova Orleans. Por favor, se Cassandra quer po-lo em campo, não deixe. Eu quero ir no lugar dele.

– Farei o que puder. O que eu disse, na tenda, foi sério. Você me parece um bom garoto.

– Já passamos por muita coisa, a bomba que caiu em nossa casa... foi jogada de um avião pilotado por um desses loucos suicidas, ele morreu pouco depois da bomba explodir. Minha mãe morreu na hora – Ele tremia levemente e seu tronco começou a balançar levemente para frente e para trás, sem saber o que fazer, toquei-o no ombro – Meu pai nos salvou do incendio que começou e nos conduziu de Nova Orleans até aqui, não posso perde-lo.

– Eu cuidarei disso, não se preocupe. – Ele sorri levemente e me acompanha, me sinto aliviada e conduzo-o até o local. — Venha, vamos jantar. Eu sou Rachel a proposito.

“A Secretária de Segurança do estado, Sue Sylvester, informa que já há uma substituta para o cargo do antigo Major Henrique Tunner, que morreu após uma emboscada numa operação de busca por rebeldes responsaveis por diversos atentados ao governo e graves atos de terrorismo. O comandante da operação, Greg T. Miles, também morreu na operação. A cerimônia de apresentação dos novos ocupantes de seus cargos deverá ocorrer ainda na semana que vem, haverá também homenagem ao Ex Major, Comandante e soldados envolvidos na operação. Está será aberta ao público. Os nomes dos novos encarregados ainda não foram divulgados, em....”

Cassandra desligou a televisão, cruzando os braços sob seu peito, eu bufo irritada com sua intromissão. Nosso grupo é linear, o que significa que não deve haver liderança e cargos de poder como seria numa piramide, ou no mundo la fora. Mas as vezes não é o que parece.

– Curiosa?

– Ansiosa. Deus, estão nos chamando de terroristas. – Mordo meu lábio consciente do ato, mas ainda incapaz de controlar, é como um tique. – Estamos demorando, Cas, espero que você já tenha um plano.

– Plano? – Ela ri e senta-se ao meu lado na cama – Querida, eu já tenho um dossiê com as informações necessárias. Sei quem é não só a Major como seus cães de guarda. Tenho tudo esquematizado.

A noticia me choca, realmente, em momentos como esse sinto que somos todos marionetes nas mãos dela. Ela me olha culpada e sei que minha expressão é nada menos do que “a ponto de saltar em sua jugular”.

– E só me diz agora!

– Rachel, os papeis acabaram de chegar. Quer ver ou não?

Suspiro audivelmente sentindo-me levemente culpada de ter acesso a estas informações antes dos outros, uma vantagem que tenho pois sou a mais próxima de Cassandra. Por um momento cogito deixar o envelope de volta a seu colo e esperar para o momento em que ela convoque todo o grupo, mas a curiosidade fala mais alto. Abro o envelope pardo sem nenhuma informação a não ser o nome dela, retiro uma resma de papeis relativamente grossa e encadernada. O nome na primeira página: Dossiê Finn Hudson, na pasta atrás desse: Dossiê Mark Buckley.

Meus olhos passeiam rapidamente pela primeira página, há uma foto 3x4 e uma especie de ficha que reconheço pelo brasão ser do exercito, no canto oposto ao da foto há o brasão dos Estados Unidos. Percebo que há outra ficha, esta com o brasão de outro país com uma fotografia mais atual do rapaz.

– Leia para mim.

– Finn Hudson, natural do Canadá... hm... Transferido da Inglaterra para cá. Isso explica o brasão desconhecido. Ele era Primeiro Tenente do exercito Ingles desde 14 de novembro de 2030. – Observo cuidadosamente a foto dele, o cabelo castanho bem aparado nas laterais, olhos castanhos claro que contrastavam com os fios. Ele era inegavelmente bonito – Veio pra cá para substituir o T. Miles, que promoção. Por que você foi para a Inglaterra, Finn? – Sussurro observando a foto, seus ombros são largos e ele parece realmente grande mesmo por foto.

– Hmm... interessada?

– Claro, ele será nosso alvo, mas se está se referindo a outros termos, sabe que minha área é outra.

– O que mais?

Folheio mais páginas observando informações sobre missões em que ele participara e suas honrarias enquanto Comandante na Inglaterra, ao que parece a vida militar dele começou lá. Franzo o cenho para a quantidade de informações precisas naquelas paginas, algo dificil de conseguir principalmente por ser “importado”.

– Ele foi brigadeiro e antes esteve em combate na Coreia do Sul por quase 2 anos em missão de resgate de soldados. – Cassandra balança a cabeça negativamente comentando rapidamente sobre a idade dele. – Não, espera, tem mais, ele também comandou duas operações bem sucedidas de resgate naquela região e uma de ataque ao grupo ALBASTR um ano depois. Esse cara tem história.

– Já ouvi bastante, ele é o braço direito da Major.

– É uma mulher, então?

– Sim.

– Onde está o dossiê dela?

– A caminho. Quando ele chegar, em no máximo dois dias, iniciaremos os preparativos para a missão.

– Disse que já sabe quem ela é. – Não quero soar incisiva, mas é assim que a frase ecoa. Cassandra nota o tom de ataque. Não me importo o suficiente, apenas quero respostas.

– Rachel, essa é a informação que quero compartilhar com todos de uma vez só, porque em seguida daremos inicio as operações e viajaremos para Washington.

– Não vai dar tempo, Cas, temos pouco mais de uma semana. Quem é ela?

– Temos armamento, pessoas e estratégia, não se preocupe. Estamos prontos, eu venho me preparado para essa viagem há meses. – Outra apunhalada, eu não estava sabendo disso e aposto que os garotos também. – E quanto ao outro? – Ignoro o incomodo em meu peito e abro a outra pasta.

– Mark Buckley, nome esquisito, ele era segundo tenente, também na Inglaterra. Acho que não há mais pessoas aqui para recrutar, estão começando a importa-los.

– Não, não... aquele Finn Hudson é um sujeito de alto valor, Canadense, esse Mark deve ter algo de impressionante também. Aposto que é natural daqui.

– Na mosca. E, bem, ele tem menos informações que o Hudson, na verdade ele tem bastante participação como Sargento, mas ainda há muito pouco. Hm, no momento em que o Hudson é promovido à Tenente o Buckley tem uma especie de reviravolta e aparece em envolvido em grandes batalhas, como o planejamento espacial dos soldados na batalha do Mediterrâneo e o Confronto de Gales.

– Ele esteve nessa? E sobreviveu? Esteve numa salinha movimentando suas peças por satélite ou esteve em campo?

– Bom, acredite ou não, ele esteve em campo. Estava ao lado do Hudson quando Gales foi preso.

– Que filho da puta. – Ela coça o queixo e eu sorrio para ela antes de olhar para a foto do rapaz, olhos castanhos esverdeados e uma expressão forte, há uma ficha médica anexada junto com informações de familiares próximos, verficio a outra pasta e percebo que também há esses anexos.

– Não te parece suspeita essa ascensão dele justo quando o Hudson é feito Primeiro Tenente?

– Acha que eles tem um relacionamento?

– Algum laço eles tem, ele pode ser o braço direito dele ou...

– Ou amantes.

– Tudo é possível.

– Não estão brincando, trouxeram os melhores de lá. Estou curiosa para conhecer nossa Major. – Oh, você terá muito tempo...

– Cass, sobre quem você está pensando em recrutar...

– Não se preocupe, não irei por nenhum novato na missão.

– Na verdade, o Logan e a Marley podem ser uteis.

– Eles não tem quaiser experiencia, Rachel e estamos sem tempo para treinamentos.

– Não precisa... – Insisto, ela suspira e faz sinal para que eu continue – a familia de Logan é sueca, o avô veio para cá depois que a filha foi sequestrada, ela era uma funcionária publica, ele era ex-combatente. Treinou o filho, e o filho treinou o garoto, ele sabe usar armas e dirigir, além de ter curso de primeiros socorros – Sorrio de lado, até parece que o garoto está concorrendo a um emprego. Cassandra balança a cabeça descrente, mas também sorri.

– E a garota?

– Marley é formada em Quimica, sua mãe era delegada, nesse caso ela é uma garota disciplinada e também participou de torneios de artes marciais, ela conseguiu derrubar Brody.

– Eu preciso pensar.

Ela pega as pastas colocando-as de volta no envelope e guardando na gaveta do criado-mudo, parece calma e despreocupada. Queria essa serenidade para mim, não consigo deixar de me importar que essa missão será muito mais difícil, talvez pela falta de tempo, talvez porque essas pessoas são prodígios, a Inglaterra é premiada em questão de treinamento de soldados, são os melhores ficando atrás apenas dos russos e temos sorte (nós, do grupo) do país soviético não importar soldados ao estado por enquanto ou estaríamos com sérios problemas, apenas armamento bélico e cientistas.

Talvez meu maior problema seja Cassandra guardando informações tão importantes para si, ou apenas contando somente para mim, tentando me guardar do que eu realmente luto. E mesmo assim, o que ela deixa chegar até mim? O que mais ela sabe?

Notas finais
Eita, mais alguém ai desconfia de Cassandra? Será que o Logan dá conta de participar de uma missão? Finn e Mark como grandes aliados da Fabray, nenhum romance ainda e vai demorar, mas alguém notou uma tensão entre Quinn e Anastasia? cá pra nós a coroa é bem dotada, gosto de pensar nela como a Milla Jovovich