Dandelion

1 Capítulo 1 - Alone


Notas iniciais
Olá tortinhaas! Espero que vocês gostem dos nossos queridos personagens em um novo contexto ♥ Por favor comentem o que vocês acharam lá em baixo, se devo continuar a postá-la por aqui ou não... isso só depende de vocês ♥

Música: One Way Ticket da Taylor Swift

Enjoy

Todos os dias, sentada a porta de casa, América Salette escrevia em seu diário. Não se incomoda que seu irmão mais velho diga o quão infantil acha que tal ato é para a idade dela. Sally, como Carter costumava chama-la, acabara de completar seus 18 anos e segundo sua mãe, estava no auge de sua beleza. América possuía longos cabelos vermelhos e a pele tão branca quanto as flores de seu pequeno jardim. O que mais chamava a atenção de todos eram seus olhos de uma tonalidade tão azul quanto o céu em dia de verão. Sua mãe costumava dizer que era o perfeito equilíbrio entre o fogo e a água.

Rabiscando desenhos aleatórios, América observa a floresta que circunda sua casa. Nunca se atreveu a entrar, não por ter medo, medo era uma coisa que não tinha, e sim por que de alguma forma existir algo naquela floresta que não a permitia andar sozinha, apenas acompanhada de sua mãe. Nunca frequentou a escola, seu único amigo sempre foi seu irmão e ninguém mais. Isso pode parecer meio confuso, mas sim, sabia de todo seu passado. Sua mãe nunca lhe escondera de quem era filha e a menina conhecia bem seu pai. Ele vinha visita-la todas as primaveras e sempre lhe trazia um belo Lírio. As visitas eram rápidas, mas era o suficiente para ela que vivia sempre tão sozinha.

Um movimento dentre as árvores faz com que a menina se levante e se esconda atrás de um portão pequeno de madeira, com os olhos atentos a quem vem, espera apenas confirmar suas suspeitas para então se esconder completamente e manter os ouvidos atentos. Quando não escuta mais barulho nenhum se atreve a olhar e quando não avista ninguém se levanta novamente. Ri internamente de sua quase travessura e quando se vira dá um grito de susto.

“Carter! ”, disse com uma das mãos no rosto tentando controlar a respiração.

“Acho que alguém está perdendo a prática...”, zomba puxando uma mecha do cabelo da menina.

“Sabe qual é uma das maneiras de sempre virar o jogo? ”, sorriu sorrateira, apertando bem o monte de terra que tinha em uma das mãos. “Sempre ter um plano B, maninho. ”, e então jogou toda a terra em seu rosto e saiu correndo.

“Você me paga pirralha! “, correu atrás da menina.

“Crianças, parem de correr! “, Magda apareceu na porta da casa após ouvir a gritaria, com uma cara não muito boa, digamos. “Entrem logo, e vão se limpar! ”. Os dois se olharam segurando o riso e esperaram a senhora entrar para então soltarem a gargalhada.

Sempre era assim, América passava o dia todo em casa com sua Mãe e a noite Carter chegava para jantar com elas. Ele não era seu irmão de verdade, na verdade ele era algo como seu guarda-costas. Eles nem mesmo cresceram juntos. Até os 12 anos América vivia sozinha com sua mãe, apenas saindo com ela as vezes para fazer uma caminhada pelo mercado ou pela floresta mesmo. Com o tempo américa passou a realmente sentir falta de uma companhia, então por ideia de sua mãe, pediu ao seu pai que pudesse ter algum amigo, ou ao menos conhecer alguém de sua idade para brinca. O pai negou dizendo que não poderia de forma alguma, ela não questionou. Depois de três dias Carter se apresentou as duas como seu novo guarda-costas e entregou-lhe uma carta, nesta dizia:

“Querida pequena Dandelion,

Como vai brotinho? A saudade que sinto de ti já não cabe dentro de mim. Sabe que gostaria de poder ceder a todos os seus desejos para que de alguma forma possa suprir a falta de um pai presente a ti. Prometo-lhe que um dia tudo será diferente, mas por hora, peço que confie em mim e me perdoe mais uma vez. Sei que é madura para sua idade, mas ainda assim é muito nova para entender o universo dos adultos.

Mando-te está carta para que eu possa lhe apresentar seu novo guarda-costas, Carter Woodwork, é filho de um dos meus melhores soldados e o mesmo quem se ofereceu para tal trabalho. Confie nele, como confias em mim. Espero que se tornem amigos.

Mil beijos,

Rei Shalom Salette Dandelion,

Seu Rei e Soberano. ”

Quando o conheceu Carter tinha apenas 18 anos, América acreditou que ele era o amigo mais próximo da sua idade que seu pai poderia lhe apresentar. Logo Carter e América se tornaram amigos, o soldado se mostrou tão criança quanto a menina e daí passou a trata-la como sua irmã mais nova. Os dois construíram um belo elo de irmandade e o próprio soldado até adotou Magda como mãe já que perdera a sua tão jovem. Se apegou tanto aquelas duas mulheres que mesmo depois de seis anos, apesar de ter sido promovido a oficial, todos os dias voltava para casa jantar com as duas e passar um tempo com sua irmã mais nova.

Os dois já limpos se sentaram à mesa enquanto Magda servia o jantar.

“Bom... Eu tenho duas notícias, uma boa e uma ruim. Quem faria as honras? “, disse se servindo de sopa.

“Depende, como saberei se a notícia será tão ruim que me causará uma indigestão, ou se a boa é só é boa para você. “, questionou América.

“Mãe...”, resmungou para a mãe.

“Você viu! Ele me ignorou! ”, américa apontou o garfo para Carter que estava a sua frente na mesa.

“America modos! “, disse Magda.

“Mas ele me ignorou, olha aí, está fazendo de novo! ”

“Eu não te ignorei, tô esperando acabar o showzinho. ” se pronunciou.

“Eu não estou fazendo showzinho. ”

“Você é uma pedra no meu sapat...”

“Os dois parem! “, interrompeu Magda. “Se desculpem! ”

“Desculpa...”

“Desculpa. ”

“Ótimo. Agora conte, filho. ”

“Okay, agora sem mas delongas vamos a notícia boa, é a que eu queria contar desde o começo antes de todo o nhemnhem da Sally. Acontece que eu recebi essa notícia a uns dois dias e...”

“Conta logo! ”, as duas disseram.

“Eu fui aceito na assembleia de missões especiais do rei! Não é o máximo?!”, disse empolgado.

“Carter isso é... o máximo! ”, America esboçou um sorriso empolgado, mesmo não fazendo a mínima ideia do que se trata essa tal assembleia.

“Sim, isso é demais! Parabéns filho! Você merece todas essas vitórias! ”, a mãe pareceu fazer o mesmo que América.

“Agora vou trabalhar com meu pai e fazer parte do conselho! Terei menos tempo é claro, mas nada do que eu não possa aguentar...”

“Carter, qual a notícia ruim? ”, perguntou américa já receosa.

“A má notícia é que não vou poder vir todos os dias aqui. Trabalharei no castelo, e é bem distante. Não conseguiria ir e vir sempre. ”, disse calmamente encarando o rosto tristonho da irmã que logo disfarçava olhando para o lado.

“Sabe que isso não muda o fato de sermos uma família certo? ”, America afirmou com o rosto ao mesmo tempo que uma lágrima caia pelo seu rosto e pelo de sua mãe.

“Venham aqui. ”, Carter as envolveu em um abraço e disse que as amava e que iria visita-las sempre que fosse possível.

Logo no dia seguinte, já de malas prontas Carter partia para o castelo. Dessa vez não voltaria. Ela não o culpava. Sabia que ele tinha que viver sua vida, não podia ficar presa ali para sempre com ela. O sentimento de abandono passou pelo seu coração mais uma vez. E olhando da janela do seu quarto, américa chorou. Por ter que viver presa a aquele lugar, por sempre ser abandonada por alguém que a ama. E novamente se sentiu sozinha. Sua vida estava passando e tudo o que ela queria era poder vive-la.

E como em todo dia que se sentia triste, America pegou seu diário e escreveu em meio a lágrimas e borrões tudo que se passava pela sua cabeça.

“[...] eu só queria poder escolher...”

Notas finais
Oie de novo haha Então, oque acharam desse primeiro capitulo? Me contem tudo! O que vcs esperam que aconteça no próximo?

Beijos e queijos ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.