Dance is the rule

10 Capitulo 9- Origens (Estilhaços)


Notas iniciais
Aqui está o ultimo capitulo das origens, desculpem ser curto. Até já ♥

Á 3 anos atrás, a Tikki destacou-me para uma missão de risco em NY, ataques sucessivos á filial, os dançarinos da Papillon usavam truques sujos para lesionar mortalmente os dançarinos da Miraculous, felizmente ninguém estava a sair dali com danos suficientes para morrer… Eu aproveitei a minha entrada numa academia americana para poder ficar lá. Tudo corria como o planeado, durante o dia melhorava como dançarina e vivia a minha vida académica. De noite derrotava os “akumatizados”, junta com o meu parceiro e encaminhava-os para um centro de reabilitação da Miraculous na filial de NY. Até que aconteceu o inesperado. Toda a minha vida trabalhei para orgulhar a Miraculous e os meus pais. Quando me dirigia para a Miraculous para mais uma noite de trabalho, recebi uma chamada. Tudo á minha volta girava, quando me disseram que devido a uma avaria, o avião onde os meus pais viajavam para visitarem a filial inglesa das padarias da nossa família, despenhou-se no mar, sem qualquer sobrevivente. Fui a funeral no dia seguinte. Vagueava pelas ruas de Londres, sem eira nem beira. De repente, uma mão tapou-me a boca, aos poucos eu apagava. As minhas pernas fraquejavam, até que fiquei inconsciente. Acordei deitada numa cama que não conhecia. Um rapaz de cabelo loiro, um pouco mais comprido do que o do Adrien, preso num rabo de cavalo pequeno e espetado e olhos verdes veio em minha direcção, preocupado.

— Estás bem? Marinette? Doí-te alguma coisa?

Eu olhei fundo nos olhos dele e no principio não percebi, mas finalmente cheguei lá, aquele magnetismo…Não podia…

— FÉLIX?!

Ele era mais velho apenas 1 ano.

— Desculpa a surpresa, a Papillon manteve-me preso, eles acharam que o meu talento para computadores era bastante útil. Tenho passado os últimos anos aqui preso aqui…

Comecei a tomar atenção ao que me rodiava, o som da chuva era continuo, trovões rebentavam de vez a vez. Eu olhei para o Felix, ele parecia distante olhando para a janela.

— Félix…onde estamos?

— Na sede da Papillon em NY.

— Tenho de sair daqui…

Tentei levantar-me, uma forte dor de cabeça atingiu-me fazendo-me cair com a cabeça na almofada outra vez.

— Talvez amanha, hoje ainda estás muito fraca Marinette…

Eu olhei para ele, ele sorria para mim de uma maneira que me fez perder a respiração por momentos.

— Ok…

Ficamos a conversar de como eu fui parar aquele lugar, como o Adrien, tu e o Nino tinham crescido. Quando atingiu a meia noite tocou uma sineta.

— Mari, eu tenho de ir, esta sineta significa que temos 10 minutos para ir para os nossos quarto e- ele engoliu seco- eles não gostam de atrasos…

— Claro Félix, boa noite.

Ele deu me um beijo na bocheicha e dirigiu-se á porta, quando a mão dele tocou a maçaneta, eu falei.

— E obrigado…por estares aqui comigo numa situação destas…

— De nada, dorme um pouco que ajuda. Boa noite…

Ele saiu do quarto, deixando um silêncio incómodo no quarto. Eu bem queria sair dali, mas não agora. Agora precisava de dormir e descansar um pouco. Uma porta que eu não tinha visto no fundo do quarto abriu-se.

Ding dong…

Eu levantei a cabeça e olhei para a porta, um rapaz com máscara de tigre de cara inteira olhava para mim. Olhos verdes e cabelo loiro esbugalhado. A voz dele era rouca e baixa. Ele carregava uma maleta na mão. Eu saltei da cama, afastando-me em direção da porta normal.

— Quem és tu?

Ele olhou para mim, como um caçador olha para uma presa, com desprezo.

Tigre a seu dispor…

Ele aproximou-se de mim, eu abri a porta e como reacção comecei a correr. Os corredores eram escuros eu corria, aquilo parecia um labirinto, ia em frente, direita, frente, frente esquerda, direita. Quando virei á direita pela última vez esbarrei-me contra a parede. Olhei em frente para voltar para trás, mas era tarde de mais. Ele atirou-me contra a parede, eu caí atordoada, ele rapidamente retirou uma seringa da maleta e agarrou-me o braço. Inserindo a agulha no meio do braço.

Quanto mais depressa menos custa…

Eu senti o liquido entrar me nas veias, todo o medo desaparecia aos poucos. O meu corpo era leve. Senti o meu cérebro aos poucos a deixar de pensar. A adrenalina corria me no sangue. Sentia como se todas as minhas partes do corpo relaxassem. A minha mente apagava todas as minhas preocupações, deixando todas as minhas emoções sendo sugadas pelo liquido. Até era bastante agradável, podia ficar assim para sempre se fosse preciso, era fantástico.

— Como te sentes, Miss Badluck?

— Óptima…

A partir dessa noite, continuei a ir ao Miraculous, como Miss Badluck. Todos os dias corria, tentando escapar do meu destino, ir outra noite ao clube e mandar outra pessoa ao hospital. Frente, direita, frente, frente, esquerda, direita, esquerda, frente e mais um beco sem saída. Em contra partida, durante o dia desenvolvia um laço forte com o Felix. Estávamos os dois juntos naquela alhada. Já se tinham passado 2 anos desde que tinha ido para NY. Comecei a sentir algo diferente pelo Félix, algo que só sentia com o Adrien. Num dia infeliz, ele declarou-se. Eu pensei que dali, daquela desgraça toda, algo tinha vindo de bom.

Um dia, uma senhora veio me visitar, vinha de mascara posta, a dizer que vinha de uma flilal australiana da Papillon. Eu estava sozinha, o Félix tinha partido em missão e só voltava no dia seguinte. A senhora entrou no quarto.

— Como estás Marinette?

— Tikki?!

Abracei-a com toda a força, ela retribui. Contamos tudo o que se passava uma á outra, eu ia fugir naquela noite. Apesar de ter corrido mal…Tudo o que estava planeado foi por água abaixo. Um erro muito grande foi cometido. Nessa noite, descobri que Félix, o meu único pilar, era na realidade Tigre, e que trabalhava de livre vontade para Hawkmoth, o dono da Papillon. Passei um ano em recuperação e agora estou aqui…

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A Alya olhava incrédula para Marinette, a azulada chorava silenciosamente, como se as memórias fossem dolorosas de mais para recordar. Não se atreveu a perguntar mais nada, não tinha coragem. Sabia que faltavam pedaços de vidro naquela janela, e que provavelmente nunca iria saber quais eram. Tal como Marinette guarda retalhos de pano nos bolços, também ela e Nino o faziam. Não tinha moral para perguntar fosse o que fosse. Abraçou a azulada. Quando se prepararam, foram em silencio com a Tikki de carro. O ambiente não era pesado, nada disso. Haviam era muitas coisas na cabeça de Alya e Mari a organizarem-se ainda.

De longe, um diabo vestido de cordeiro, ou melhor um tigre vestido de humano, observava o carro partir. Ele gostava de observar o que fazia, afinal, tinha sido ele que tinha partido a janela em primeiro lugar, não é?

Notas finais
Espero que tenham gostado destes dois capítulos e que tenham compensado a espera. Aqui está a explicação do que aconteceu em NY. Mas será que não faltam coisas? Será que a Marinette não esconde mais do que o que diz? O que realmente se passou na noite em ela fugiu? Quem é Félix na realidade? Eu não sei, digam-me nos comentários as vossas teorias malucas sobre o que está a acontecer. Falando em comentário, eu leio cada um deles com muito carinho, e quase choro quando os leio, eles são muito inspiradores. Só não tenho postado por causa da net. Amo-vos a todos meus leitores queridos. Desculpem a sério. Continuem a apoiar me. Estou a pensar em escrever um especial Halloween, o que acham? Kisses de morango e mantenham-se determinados ♥ Ps: Capitulo não revisado, qualquer erro avisem, falta de tempo :/