Dance Floor
1 Prólogo
Notas iniciais
– Vamos lá Seiya! Você merece ter uma despedida de solteiro decente! – Exclamava Ikki, realmente animado para cair na farra.
– É Seiya, afinal nada do que acontecer vai chegar aos ouvidos da Saori! – riu maliciosamente o loiro, se jogando na poltrona e olhando para Shiryu.
– Já disse Hyoga, hoje vou sair com a Shunrei e não vai dar para cancelar o jantar... de novo.
– Então eu bebo por nós dois, ok? – Ikki pegou Seiya e o colocou em cima dos ombros enquanto o menor se debatia inutilmente.
– Para onde estamos indo? – indagou Seiya ligeiramente preocupado com as ideias de Hyoga, devido ao sorriso duvidoso em seus lábios.
– Um lugar bem legal... chama-se Santuário.
Quando Ikki parou o carro no estacionamento da boate, até ali nada de mais, um prédio de dois andares, grande o suficiente para uma pista de dança e palco espaçosos. Logo na entrada havia uma fila ligeiramente extensa de pessoas aguardando suas entradas serem liberadas. Em pé à frente da porta, um homem tremendamente alto – ao menos na percepção de Seiya. – Carregava um crachá onde se lia “Aldebaran”.
– E aê Deba? Beleza? Vim trazer uns amigos hoje... – Hyoga tirou um cartão dourado do bolso, o segurança o analisou por um breve momento e liberou a entrada com a mesma expressão carrancuda imutável. Logo a pista de dança se revelou juntamente com o palco repleto de gente.
– É aqui onde vamos ficar Hyoga? – Perguntou Ikki esperando o sinal verde para o bar ao lado.
– Ha! Nada disso meu amigo, vamos para uma parte mais...reservada. – Outra porta estava à frente e outro segurança, tão grande e forte quanto Aldebaran, mas bem diferente. Pele clara e cabelos verdes, uma fina barba no queixo e uma máquina pequena na mão, emitindo uma luz vermelha que se mesclava com o escuro da boate.
– Boa noite, meu nome é Thor, credenciais, por favor. – Disse o homem de quase dois metros e quinze.
O loiro entregou a carteirinha e após um rápido bip o homem liberou a entrada para uma outra sala, ligeiramente menor e definitivamente mais vazia. Seiya nunca estivera em uma sala VIP antes e não conseguiu manter a boca fechada, as paredes eram de uma madeira avermelhada com alguns arabescos dourados. A iluminação era meia-luz para dar um toque sensual ao local. As mesas em formato de “U” eram disponibilizadas em volta do local, todas ostentavam um poste de ferro bem ao centro.
– Boa noite mestres... Chamo-me Mu... Em que posso ser útil? – Uma menina de longos cabelos liláses presos com uma roupa de empregada apareceu.
– Ei Mu, hoje é a despedida de solteiro de amigo, será que a Cristal pode fazer uma dança?
– É claro meu mestre! – Ela deu uma risadinha e os levou até uma mesa ao fundo da sala, passaram pelo bar e algumas outras mesas, algumas haviam tres homens sentados no máximo. A primeira mesa à sua direita duas dançarinas – uma ruiva de lingerie e uma de cabelos verdes que sacudia os fartos seios no rosto do cliente, o qual ria embriagado.
Na segunda mesa à esquerda havia três homens sentados, todos com roupas de executivos, um ruivo, outro com um tapa olho e cabelos verdes e o ultimo com cabelos azuis preso para o lado. As suas dançarinas estavam mascaradas, uma loira com longos cachos usava um biquíni de conchas, a outra, tinha cabelos roxos e curtos trajando uma toga grega quase transparente.
Mais à frente tinha um homem ruivo, bastante embriagado, aplaudindo para a dançarina loira com as unhas escarlates.
– Sua mesa mestres... – apontou a garota – O de sempre, mestre Hyoga?
O loiro confirmou com a cabeça e se acomodou na cadeira.
– E então? Gostaram do ambiente? – Não tiveram tempo para responder, a empregadinha voltara com as bebidas.
– Ei, por que as mulheres estão mascaradas? – Perguntou Seiya à moça.
– Para proteger suas identidades... sabe como é... esses pervertidos... se precisarem de mim é só chamar. – E saiu para atender outros homens que haviam chegado.
– Hyoga... que raios de bebida é essa? – Ikki pegou o copo e o analisou contra a luz, a bebiba era azulada com pequenos cristais transparentes.
– Se chama pó de diamante, se eu fosse você beberia dev... – Ikki não escutara, virou o copo inteiro e soltou um som estranho que lembrava engasgo. Parecia ter engolido nitrogênio líquido direto do freezer.
– QUE PORRA É ESSA SUA PUTA? – Ikki puxou a camisa de Hyoga, que ria histericamente na cadeira. A dançarina chegou, tinha os cabelos quase brancos presos numa justa trança embutida com roupa de policial de couro, bastante agarrada à pele branca como a neve.
– Quem é o felizardo de hoje? – Perguntou Cristal em um tom sensual ao subir na mesa abrindo as pernas, forçando ainda mais o couro.
– Esse aqui! – Hyoga apontou para Seiya. A dançarina o puxou o menor pela camisa e o beijou na boca.
– Bem bonitinho... Vai ser bem divertido – Puxou o rapaz para cima da mesa, o jogou contra a barra de ferro, começou a roçar o corpo contra o do menor, o qual estava ruborizado e estático.
– Ei, Hyoga... Acho que já chega não? – Perguntou Seiya inutilmente para o amigo que estava muito mais interessado em seu copo de bebida.
– Cristal... Finish Him! – Gargalhou o loiro, logo a dançarina puxou os braços do menor para trás e num rápido movimento algemou as suas mãos.
– Vou ficar mais a vontade ok? – Cristal deu um sorriso sádico e começou a arrancar tiras da roupa de couro e ao mesmo tempo esfregava os glúteos contra a elevação na calça de Seiya. Aquilo durou alguns minutos, entre beijos e toques obscenos.
– H-Hy-Hyoga... Peça para ela parar... Acho que não vou aguentar mais... – E arfou alto, caindo de joelhos sobre a mesa.
– Ora ora... Já acabamos? – Riu a mulher gélida esfregando os seios no rosto de Seiya.
– Dá um desconto para ele querida, é a primeira vez dele nesse tipo de boate e além do mais...
– Já chega pra ele Hyoga, acho melhor levar Seiya para casa – Disse Ikki antes de dar um longo gole numa caneca de cerveja (Já desistira de beber o drinque azulado).
– E quanto a você? Vai ficar? – O loiro dirigiu um olhar suspeito e maldoso para o moreno – Então está bem... Volto logo, a Mu vai cuidar de você até eu voltar.
– Hump, não preciso de nenhuma babá para tomar contar de mim loirinha – Riu em deboche.
Quando se viu só na mesa o fênix desabou com a cabeça sobre a mesa, controlando as lágrimas que ardiam nos olhos e tudo isso por causa de uma mulher: Esmeralda. Já eram casados fazia três anos e as brigas estavam começando a ficar muito comuns, eram sempre os mesmos assuntos: trabalho e aquele velho papo de “você não me dá mais carinho, não me procura mais e blá blá blá”.
– Ela só vive enfiada naquela merda de delegacia e vem reclamar do meu escritório. – Soltou uma risada amarga. – Agora tenho que ficar me afogando em álcool até ama...
– O que um homem bonito como você está fazendo sozinho? – Ikki levantou a cabeça e viu outra dançarina, estava usando uma roupa de enfermeira justa e um jaleco branco.
– Eu não pedi para te chamarem. – Disse rispidamente. A moça limitou-se a dar um sorriso.
– Tudo bem... Para você faço de graça... – E se sentou no colo do fênix, beijando seu pescoço. Ikki tentou levantar, porém a dançarina deslizou suas mãos para seu peito e o impediu de sair dalí.
– Shh... Apenas relaxe... – Deu-lhe um beijo na boca, os lábios rosados e macios fizeram ele sentir alguma coisa... Algo que não sentia fazia muito tempo, a moça deslizava a mão pelo seu peito enquanto rebolava em um ritmo alucinante. Ikki já não aguentava mais e apalpou os glúteos volumosos da dançarina com força.
– Kyaa! Danadinho... É bem assim que eu gosto, com força. – O ritmo que a dançarina fazia estava ótimo, nem devagar ou rápido. Não se sentia mal por fazer aquilo, somente estava aproveitando, exceto quando a moça soltou um grito.
– EU JÁ DISSE PISCES! NADA DE BISCATE NA MINHA BOATE! – Era Mu e realmente estava muito brava, ela enroscava os dedos nos cabelos azuis da moça com tanta força que a enfermeira caiu de joelhos.
– QUE MERDA CABRITA! ME SOLTA LOGO! – Mu a soltou, ela ajeitou o cabelo bagunçado e foi aí que Ikki pode ver a pinta embaixo de seu olho esquerdo.
– Seus clientes estão aguardando... Somente relembrando: Nada de presentinhos. — E empurrou a moça que ia em direção a uma mesa com dois homens mal encarados.
– Me desculpe mestre... É que essa dançarina em especial causa muitos problemas... Por que não vai ver o show no palco principal, a Baby Doll é bem popular entre o público. – A garota não esperou resposta e puxou Ikki até a frente do palco escoltada por outro segurança e o DJ da cabine começou a falar no microfone.
– Atenção público! Como espetáculo especial da semana... Baby Doll! – A música começou a soar mais alto e uma dançarina entrou: Era loira com os cabelos lisos trançados até a cintura, usava uma roupa de odalisca vermelha e dourada, nas mãos e pés havia tatuagens de rena e no belo rosto um véu cobrindo a boca.
Notas finais
ps. deixem comentários e.e, como estou começando podem dar dicas se quiserem...
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