Damn Walls
23 Capítulo 23 - The End
Notas iniciais
Capítulo dedicado especialmente para Emily, (aquela que me chama de little hobbit sem minha permissão) que fez o favor de me encher a paciência todos os dias para postar o último capítulo :P
Boa leitura.
4:37 da tarde
"Isso é sabão? Não escorregue no sabão".
"Eu não vou escorregar no sabão".
"Eu não quero que você escorregue, seja cuidadosa."
"Eu não vou escorregar no sabão, agora volte e fique quieta."
"Quieta? Não é possível, não quando você... mmm... e então quando você ooohhh... e então quando você... ow, doeu Quinn? Você está bem?"
"Eu escorreguei no sabão."
Eu comecei a girar ao redor para ver se ela realmente estava bem quando de repente ela me pressionou contra a parede do chuveiro, segurando minhas mãos contra a cerâmica. Lábios lisos e água polvilhavam na minha pele, pelos meus ombros enquanto seu corpo flexionava contra o meu.
“Agora, shiu, quero você bem quietinha”
Pensamentos sobre escorregar no sabão saíram da minha mente enquanto ela deslizava seus dedos novamente para dentro de mim, deliciosa. Minha respiração me deixou em um suspiro, amplificado pelas paredes de azulejos, parecendo sexy pela queda d'água e, rapidamente, seguido por outro suspiro quando ela passou a pressionar em mim, dolorosamente lento e calculado, enquanto sua outra mão segurava meu quadril com firmeza.
Eu joguei minha cabeça para trás, virando meu rosto para o lado, e fui recompensada com a visão de Quinn, nua e molhada. Eu explodi rapidamente, com a consciência clara e sem conseguir pensar antes de explodir mais uma vez, palavras sem sentido caindo fora da minha boca e para baixo da água, circulando no sentido da fuga.
Agora que o ‘O’ estava de volta
, ele não tinha folga. Ele chegou rapidamente e sem avisar, destruindo a memória de dias, semanas e meses de espera e chorando, pedindo e implorando, agora me recompensando com um desfile constante de ‘O’s’ que me deixavam trêmula e boba, desossada e pronta para mais.
Sussurrando em meu ouvido ao sentir-me em torno dos seus dedos, tremendo e pulsando, ela desacelerou o ritmo. Ela sabia que por inerência, como eu sabia, que sua namorada queria um pouco mais. E assim, com a destreza da agonia, ela plantou um beijo na minha garganta, deixou meu corpo, virou-me rapidamente, e me beijou antes que eu pudesse dizer: "Ei, onde você vai?"
"Não se preocupe Garota da Camisola, eu não vou a lugar nenhum tão cedo", ela murmurou no meu ouvido, me apertando contra a parede, usando seu peso para esmagar-me contra o azulejo, segurando-me a ela e me prendendo. Seu corpo flexionado enquanto o meu achatava, nossa pele escorregadia dava uma sensação indescritível a cada uma de nós.
XXX
6:41 da tarde
Andando no meu apartamento com apenas uma toalha, esquivando-se das pilhas de farinha e pedaços de passas, Quinn ainda era um espetáculo para ser visto. Quando ela escorregou em um pedaço de marmelada e bateu no balcão, eu ri tanto que eu tive que sentar no sofá. Ela estava na minha frente com uma fatia de pão de abobrinha quando eu ri, olhando para baixo com um olhar divertido no rosto.
Eu continuei a rir, e ao fazê-lo a minha toalha escorregou, revelando mais do que um pouco do meu patrimônio. À vista dos meus seios, seus olhos esbugalharam.
"Você percebe que você está me transformando em algum tipo de máquina?" ela brincou, balançando a cabeça.
XXX
9:32 da noite
"Eu não posso acreditar que esta é a segunda vez que estamos limpando a farinha e o açúcar uma da outra, o que há de errado com a gente?"
"O açúcar é bom para a esfoliação, não sei o que a farinha está fazendo para a gente."
"Esfoliação?"
"Sim, eu acho que toda vez que fazemos sexo aqui, todo esse açúcar está nos ajudando a remover as células mortas da pele."
"Sério Rachel? Células mortas da pele? Isso é muito sexy."
"Você não estava reclamando mais cedo."
"Bem, não, como eu poderia? Você prometeu me dar uma torta de maçã, não se esqueça dessa parte."
"Eu não vou esquecer, mas eu estava um pouco sob pressão."
"Você estava debaixo de mim, não sob pressão, debaixo de mim."
"Sim Quinn, eu estava em baixo de você."
"Quer lavar suas costas?"
"Sim, por favor."
Estávamos deitadas em lados opostos da banheira, relaxando e arrancando outra rodada de meleca da cozinha. Em algum ponto eu ia ter que limpar toda a bagunça de lá, mas agora a única coisa que eu poderia me concentrar era nessa mulher na minha frente.
Esta mulher, até quase o pescoço enfiado nas bolhas perfumadas, braços serpenteando para fora agora para me trazer para mais perto dela. Virei na banheira como uma bóia, balançando para trás e para frente e me colocando na frente dela. Ela usou uma toalha para remover suavemente a última das gosmas pegajosas que me cobriam depois do nosso encontro amoroso na cozinha.
Ela me puxou contra ela, encostando-se na borda da banheira. Seus braços me rodeavam, aconchegando-me, rodeada por água morna e uma Quinn quente. Fechei os olhos, saboreando a sensação de tudo. A segurança, a doçura, a sensualidade. Me movi, tentando impossivelmente ficar mais perto.
XXX
11:09 da noite
“Eu vou pegar comida. Preciso de suprimento."
"Pegue, em seguida, volte correndo para mim, eu preciso de você Quinn, porque você está rastejando no chão?"
"Eu acho que não posso realmente andar neste momento. A máquina precisa de uma pausa. A máquina deve precisar de reparos. A máquina, espere, o que você tá fazendo aí Rach?"
"O que? Isso?"
"Sim, sim, parece que você está, uau, você se toca assim sempre?"
"Eu não tenho me tocado ultimamente, por quê? Parece bom para você?"
"Sim, é isso... uau... hum... a porta... o cara com a comida tailandesa está aqui, eu... eu... eu... tailandesa... Eu..."
"Você está fazendo rimas agora Quinn? Mmm, isso é bom..."
"Olá, Olá, alguém aí? Alguém fez um pedido de... Wow, como vou te dar seu troco?"
“Fique com o troco".
"Você empurrou uma nota de cinquenta por debaixo da porta, você sabe que é como uma gorjeta de trinta dólares, certo?"
"Fique com o troco. Deixe a comida. Rachel, vá para a cama."
"Mmm, tão perto Quinn, tem certeza que você não... quer... que eu... mmm... termine... ooo, eu adoro quando você faz isso."
"Mmph, mumph, hah, hooo..."
"Não fale com a boca cheia Quinn, Quinn, Quinn, Quiiiinn..."
"Ok, eu vou deixar sua comida aqui, hum, obrigado pela gorjeta?"
XXX
01:14 da manhã
Ficamos deitadas na cama, moles e um pouco bobas. Minha pobre Quinn, eu deixei ela à beira da extinção. Após a última rodada na Cidade Do Pecado, ela se arrastou mais uma vez para o corredor, pegando a comida, e comemos tailandesa sentadas no meio da cama.
Eu tinha retirado rapidamente os lençóis, uvas passas e as marcas remanescentes de farinha restantes do encontro anterior. A quantidade de trabalho que eu iria ser confrontada amanhã, quando eu tivesse que limpar a cozinha, seria difícil, mas valeu a pena. Tudo isso, tudo isso valeu a pena.
Agora, descansada, sentada, mas não conformada, ainda envolta em mim mesma, mas agora vestida com uma camisola cor de rosa e um par de calças de moletom. Para ser clara, eu usava a camisola rosa.
"Quando você tem que voltar ao trabalho?"
"Eu disse a Emma que eu ia voltar na segunda-feira, embora essa seja a última coisa que consiga pensar agora."
"O que você está pensando?"
"Espanha".
"Sério?"
"Sim, foi incrível. Muito obrigada por me levar, e depois me pegar", eu brinquei, a cutucando com o cotovelo. Deitamos lado a lado, de frente para a outra, pernas entrelaçadas e mãos dadas.
"Foi um prazer, em ambos os sentidos. Fico feliz que você pôde... vir..." ela bufou.
Agora que o ‘O’ tinha retornado, podíamos brincar com isso. Nós ficamos em silêncio por um momento, apenas apreciando a música. Quinn tinha andado com dificuldades até o apartamento ao lado há pouco para colocar um disco. Mesmo mancando, ela era gostosa. Uma aleijada gostosa.
"Quando você viaja para o Peru? Babaca, eu ainda te odeio um pouco por ir, mas quando você vai viajar?"
"Em cerca de duas semanas. E não odeie a fotógrafa. Eu tenho que ir, mas eu sempre vou voltar."
"Oh, para ser clara, eu não odeio você por ir. Eu te odeio porque eu quero ir também, mas estou divagando. Eu te amo mais do que eu te odeio, por isso estamos bem."
"Nós estamos bem?"
"Sim, claro, você tem que viajar por causa do seu trabalho. Não é como se eu não soubesse disso."
"Bem, saber sobre isso e ser deixada para trás são duas coisas diferentes", ela afirmou, os olhos ficando um pouco nublados. Eu cheguei com minha mão livre, alisando todo seu rosto, sentindo seu pescoço e sua pele e a vendo inclinar-se no meu toque. Seus olhos se fecharam e ela cantarolou um zumbido contente.
"Você não está me deixando para trás. Vivemos vidas ocupadas e continuaremos vivendo. Só porque você começou a enfiar seus dedos em mim agora, isso não vai nos mudar", eu respondi quando um lento sorriso se espalhou em todo seu rosto. Seus olhos ainda fechados, mas sorrindo.
"Às vezes os dedos mudam as pessoas", disse ela por meio do sorriso.
"Às vezes os dedos mudam uma pessoa que precisa ser mudada, por vezes, os dedos a torna melhor."
"Às vezes os dedos a torna melhor, isso é uma coisa estranha de se dizer".
"Fique por perto, quem sabe o que vou dizer a seguir."
"Ficando".
"Grudando".
"Indo beijá-la agora."
"Graças a Deus," Eu ri quando ela passou os braços em torno de mim e me puxou para ela. Nós nos beijamos silenciosamente, pensativas. Eu me aconcheguei em seu corpo, perfeitamente em forma e com cheiro de céu.
"Eu adoro este lugar."
"Bom".
"Ninguém mais tem esse aconchego."
"Ele é seu."
"Sim, é sim, certifique-se de dizer isso a todas as mulheres andinas que vão tentar seduzir a americana gostosa."
"Eu vou ter certeza de dizer a elas que o meu abraço tem dona."
Eu sorri e bocejei enormemente. Tinha sido um dia esgotante.
XXX
01:23 da manhã
"Quinn?"
"Hum?"
"Você está dormindo?"
"Mmhm..."
"Eu só queria dizer que, bem, eu estou realmente feliz que você veio para casa mais cedo."
"Mmhm, eu também."
"Estou muito apaixonada por você."
"Mmhm, eu também."
"Preguiçosa como uma gatinha".
"Mmhm, eu também."
"Quem perdeu suas luvas."
"Luvas, mmhm..."
"Quinn?"
"Mmhm?"
"Você está dormindo?"
"Mmhm..."
"Eu te amo".
"Eu também te amo."
...
...
...
"Rachel?"
"Mmhm..."
"Estou muito contente por ter vindo para casa mais cedo também."
"Mmhm..."
"E eu estou realmente feliz que você teve um orgasmo".
"Chega".
"Boa Noite".
"Noite Quinn”.
E com o som de Count Basie e sua orquestra arrastando suavemente através da parede, e Sheila enrolada entre nós, embora na maior parte do meu lado para ser justa, dormimos. O sono profundo de quem realmente merecia isso.
XXX
O dia seguinte
Mensagens interceptadas entre Kurt e Rachel
“Onde diabos está você? – K”
“O quê? – R”
“Estamos esperando por você no restaurante, você está vindo? – K”
“Merda, eu esqueci completamente... eu posso marcar para outro dia? – R”
“Queremos saber tudo sobre a Espanha! Você esteve fora por uma semana, não ligou, não mandou e-mail, nem sequer uma mensagem! – K”
“Eu estava muito ocupada, eu sei, eu sinto muito – R”
“Você sentiu o terremoto de ontem à noite? – K”
“SIM! Espere, o quê? O terremoto? – R”
“Não foi muito forte, mas todos acharam que... você não sentiu? – K”
“Ah, sim. Eu senti. – R”
“Então...? – K”
“Então, o quê? – R”
“Como foi a Espanha? – K”
“Surpreendente – R”
“Como foi Quinn? – K”
“Surpreendente – R”
“Eu sabia disso – K”
“Você não sabia de nada – R”
“Eu sabia! Tenho um sexto sentido sobre essas coisas... você transou com ela não foi? – K”
“Você fez essa pergunta em voz alta na lanchonete, não é? – R”
“Talvez... continue – K”
“Vou te contar tudo, venha esta tarde, eu fiz todos os tipos de cookies e outras coisas para mandar para sua casa, enfim... traga Britt – R”
“Você acabou de voltar, quando diabos você teve tempo para cozinhar? Vou te contar tudo, basta estar aqui cerca de 2h... – K”
“Melhor marcar 3h. Algo aconteceu. – R”
“Rach? – K”
“Ei Rachel? Certo, te vejo as 3. – K”
XX
Primeiro dia de volta ao trabalho, pós Espanha
Eu sentei na minha mesa, tentando limpar minha cabeça o suficiente para realmente me concentrar no trabalho, mas as cenas não paravam de pipocar na minha cabeça, piscando em todo o interior de minhas pálpebras como um trailer de filme. Quinn, entre as minhas pernas, as mãos enroladas sobre as costas dos meus joelhos, empurrando minhas coxas com seu nariz. Quinn, rindo enquanto ela limpava a farinha no chão. Quinn, gemendo no meu ouvido enquanto me observava fazer a massa para a sua torta de maçã, observando de cima do meu ombro direito. Era um trailer bom.
"Ela está de volta!" Emma chamou de fora da porta, a golpeando, como sempre. Saia lápis preta, camiseta preta, de casaco de couro cor de mel e botas de cano longo.
"Estou de volta, saudades de mim?"
"Por favor, claro que eu senti. O escritório não foi o mesmo sem você, o trabalho quase não acabava!"
"Pfft eu digo, pfft", eu ri, gesticulando para ela vir e sentar-se. Xícara de chá na mão, ela valsou, estabelecendo-se na cadeira em frente a minha mesa com um olhar compreensivo no rosto.
"Solta tudo Berry”.
"É isso? Direto ao ponto?"
"A Espanha está linda?"
"Sim, tão inimaginável."
"E a casa que você ficou? Adorável?"
"Muito."
"Então, com isso, o que aconteceu com a Quinn? Vocês duas, você sabe, tiveram um tempo para sexo?"
"Por que toda mulher na minha vida está interessada nos meus momentos para o sexo?"
"Então, houve momentos de sexo? Graças a Deus. E para que conste, não apenas as mulheres, Carl está ansioso para partir para mais detalhes também, esse é um grande babado", ela sorriu, bebericando seu chá. Concentrei-me no vaso pequeno de flores em frente a mim.
Eu tinha parado, por costume, esta manhã na loja de flores para fazer minha escolha para a semana. Não foi tulipas, nem dálias. Rosas. Duas dúzias de aveludadas rosas vermelhas. Eu deixei meus dedos arrastarem levemente em todas as pontas, macias e sedosas. Sexys.
"Emma? Foi maravilhoso, vamos apenas dizer isso," Sorri baixinho, ainda brincando com minhas flores.
"Oh meu Deus, sério? Então você, e ela, quero dizer, você e ela..." Ela parou.
"Sim, nós somos alguma coisa," eu admiti, sentindo meu rosto ficar vermelho quando eu disse essas palavras.
"Alguma coisa?"
"Alguma coisa, uma coisa muito boa", eu sorri, pensando naquela manhã, quando eu a deixei, amarrotada e bonita na minha cama. Beijos e mais beijos me deixaram sem fôlego e quase atrasada para o trabalho.
Emma e eu só olhamos uma para a outra por alguns segundos mais, e então soltamos um grito nada profissional. Nós fofocamos por alguns momentos, eu compartilhei alguns dos destaques mais adequados, e então passamos algum tempo no meu calendário de planejamento de alguns projetos futuros. Eu estava começando a trabalhar em alguns trabalhos de projeto de Natal, muito comuns nesta época do ano, bem como duas novas reformas de quartos que eu tinha previsto para janeiro.
"De qualquer maneira, eu vou fotografar o apartamento que eu fiz para St. James na quarta-feira, acho que ficou bem bonito. Quer vir junto?" Perguntei, quando nós vimos as coisas.
"Você precisa de mim lá?"
"Oh não senhora, só queria que você visse o produto final."
"Eu sei que vai estar perfeito, eu vou dar uma olhada nas fotos quando você as tirar."
"Eu devo estar com elas neste fim de semana, o que me leva a sábado. Quinn e eu estávamos pensando em fazer um pequeno jantar juntas, chamar todo mundo, comer alguma coisa, beber um pouco de vinho, nós adoraríamos receber você e sua família."
"Fazendo um jantar juntas já? Wow, sério..."
"Pare com isso, nós apenas pensamos que seria divertido, não faça disso uma grande coisa."
"Nós vamos estar lá. Vou verificar com Carl e Will, mas tenho certeza que eles podem ir."
"Não venha sem eles. Você sabe, meus amigos só toleram você se eles virem o Carl."
"Eu sei disso", ela franziu a testa, se levantando da cadeira e indo para a porta. Ela parou e se virou.
"Rachel, estou feliz por você."
"Estou feliz por mim também, Emma."
E com uma piscadela, ela desapareceu no corredor. Olhei pela janela por outro momento. Que ótimo lugar para trabalhar.
"Pare de devaneios e comece a trabalhar Berry!" Eu ouvi do corredor.
"Ok!" Eu gritei de volta.
Dois dias depois
Mensagens interceptadas entre Rachel e Britt
“Você e Sant ainda virão sábado a noite? – R”
“Nós iremos, e nós levaremos as bebidas... – B”
“Ótimo! Daniel e Jessica vão trazer isto também, então isso nos faz 10. – R”
“10? – B”
“Emma e os meninos virão – R”
“Legal, tenho saudades do meu tempo de babar o Carl – B”
“Eu também, oooh, faça-o abrir o vinho, ele sempre parece bem abrindo o vinho – R”
“Boa pedida, talvez eu leve um pouco de champanhe também, então podemos ver algumas rolhas voarem. Além disso, podemos ter algo para comemorar... – B”
“Não me enrole, o que estamos comemorando? – R”
“Eu vou te dizer no sábado – B”
“Você vai me dizer agora – R”
“A Bate Parede gosta quando você é mandona? – B”
“Bate Parede gosta de mim de qualquer forma, agora me diga – R”
“Eita, agora que o ‘O’ está de volta, você está mais ousada. Até sábado... – B”
“Britt? – R”
“Brittany caramba, não ignore minhas mensagens! – R”
“Eu te odeio... – R”
...
Mensagens interceptadas entre Quinn e Rachel
“Então, eu falei com um amigo meu, eu acho que descobri como fazer os camarões que você amou tanto na Espanha – Q”
“Perfeito, eles se encaixam na pequena Noite Espanhola que estou planejando para o sábado – R”
“Tem certeza que não quer fazer isso no meu apartamento? – Q”
“Sim, vai ser mais fácil no meu, eu tenho o lugar que é melhor para cozinhar, mas eu estou comandando o seu forno – R”
“Posso comandar você, no lugar que é melhor pra cozinhar? – Q”
“Isso não é o uso correto da palavra comandar – R”
“Por favor, você sabe o que eu quis dizer – Q”
“Eu sei, e você pode – R”
“Adorável. Você viu o meu tênis de corrida? – Q”
“Sim, eles estão no meu banheiro, onde você os deixou na noite passada. Eu tropecei em cima deles esta manhã quando eu estava me arrumando para o trabalho... – R”
“Essa foi a pancada que eu ouvi? – Q”
“Você ouviu? – R”
“Sim, me acordou – Q”
“E você nem veio ver se eu estava bem? – R”
“Eu não quis incomodar Sheila – Q”
“Eu não posso acreditar que ela está dormindo ao seu lado, gata traidora – R”
“Nós somos amigas agora... bem, quase amigas. Ela fez xixi na minha camisa de novo – Q”
“HA! Eu tenho que voltar ao trabalho sua ladra de gatos, nós ainda iremos assistir a um filme esta noite? – R”
“Se é assim que você quer chamar – Q”
“Faz parecer que nós tínhamos planos – R”
“Eu tenho planos – Q”
“Assim como eu... – R”
“Eu estou sentada aqui... comendo sua torta de maçã... pense nisso – Q”
“Isso é tudo que consigo pensar agora... te odiar – R”
“Você não me odeia – Q”
“Isso é verdade, agora vá comer minha torta... – R”
“~engasgando... – Q”
Quarta-feira
Andei pelo apartamento, apenas mudando algumas coisas aqui e ali. Mudando essa almofada por aquela almofada, afofando os babados das cortinas, reposicionado uma mesa de canto, movendo uma tigela para parecer um pouco mais casualmente arranjada... isso por uns dez minutos. Finalmente, eu estava de volta e terminei tudo. Portas interpostas dentro de casa, em um ambiente metropolitano. Sofisticado. Casual. E ainda habitável.
"Está perfeito."
Eu pulei quando ouvi as palavras por trás de mim. St. James.
"Você gostou?" Eu perguntei, virando-me para encará-lo. Eu não sabia se ele estaria aqui hoje ou não.
"Eu adorei. É exatamente o que eu queria."
"Esse é meu trabalho, estou feliz que você gostou", eu sorri, olhando para ele.
Nós realmente não tínhamos nos falado desde a noite em meu apartamento, nos comunicando principalmente através de e-mails e mensagens as ultimas peças caíram no lugar. Ele respondia, dando um sorriso aqui, um aceno de cabeça lá, ele não perdeu nada. Ele fez todo o caminho até as janelas, em seguida, virou-se.
"Sinto muito".
"Lamento muito também", Concordei, sorrindo verdadeiramente. Ele não era um cara mau, ele simplesmente não era o meu cara. ‘Meu cara’ estava em casa, lavando a sua camisa de Stanford, pela terceira vez esta semana.
"A fotógrafa deve estar aqui em breve, ela disse que ia me encontrar às 3:00. Assim que eu a receber e acertar tudo, eu vou estar fora de seu pé," eu comecei, recolhendo minhas malas para que elas estivessem fora do caminho assim que ela começasse. Um envelope endereçado a Jesse St. James caiu do bolso do lado esquerdo. "Ah sim, isso é para você", disse eu, encaminhando-o para ele.
"O que é isso?"
"Esta é a sua fatura final. Você pode querer abrir depois que eu sair", eu ri, e ele sorriu.
"Vale cada centavo. Posso ligar novamente para você? Se algum dia eu precisar de outra designer?", perguntou, sublinhando a última palavra.
"Sim, se você precisar de outra designer, você pode me chamar", disse eu em pé na frente dele. Eu dei em sua bochecha direita um leve tapa e depois segui em frente. Eu podia ouvir alguém na porta, e St. James foi abri-la enquanto eu erguia todas as minhas malas no meu ombro.
"Rachel?" perguntou uma voz musical, e eu me virei. Uma linda mulher apareceu diante de mim, alta e magra. Um vibrante cabelo castanho caindo sobre seus ombros, penetrantes olhos azuis, pele impecável.
"Sim. Victoria?"
"Culpada. Desculpe estou um pouco atrasada, presa no trânsito, dia fantástico para uma escalada, não pude resistir", ela sorriu, a energia dela enchendo a sala. Eu sorri de volta, sacudindo a mão.
"Não tem problema, nós estamos prontos, quer começar a tirar as fotos?" Perguntei, percebendo St. James andando novamente na sala e parecendo atordoado.
"Claro, soa bem", respondeu ela olhando em volta com um olhar apreciativo.
"Este lugar é incrível, de quem é?"
"Deixe-me apresentar-lhe o proprietário, este é Jesse..."
"St. James, Jesse St. James, prazer em conhecê-la", ele correu até ela, a alcançando e apertando sua mão. Os dois pularam para trás.
"Uau, deve ter alguma estática nos tapetes novos, eu levei um choque", ela riu quando seus olhos se iluminaram. Eles continuaram a sorrir, as mãos ainda unidas, enquanto eu observava do canto, divertida. Finalmente, tossi discretamente.
"Victoria, se você quiser, eu vou orientá-la para que você saiba o que precisa ser feito, e então eu vou deixar você com St. James. Tudo bem?"
"Claro, legal, soa muito bem", ela murmurou, soltando sua mão e olhando para mim um pouco atordoada. Até o momento que eu os deixei 30 minutos depois, ela e Jesse estavam furtivos como ladrões e já tinham feito planos de ir escalar esse fim de semana juntos. Havia amor à primeira vista? Quem era eu para dizer que não.
XXX
Quinta-feira
Mensagens interceptadas entre Kurt e Rachel
“Tem certeza que não tenho que levar nada no sábado? – K”
“Nah, Britt está trazendo bebidas, e nós estamos tomando conta do resto – R”
“É tão bom ouvi-la dizer "nós" de novo – K”
“Sim, eu estou me divertindo com isso – R”
“E o nós-nós? O que nós temos, 7 anos? – Q”
“Sim, nós-nós é bom – R”
“É bom ouvir isso, então você não dormiu na cama do pecado ainda? – K”
“Não, permanecemos no meu apartamento, eu acho que me sentiria estranha na cama dela – R”
“Muitas paredes foram batidas por aquela cama... – K”
“Exatamente, esse é o meu ponto, parece estranho – R”
“Talvez seria bom deixar sua marca na cama dela, por assim dizer. – K”
“Nova época, nova namorada, nova batida? Eu não sei, vamos ver... eu sei que em algum momento eu vou dormir lá, mas não agora. Além disso, ela está tendo um vínculo muito divertido com Sheila – R”
“O QUÊ? Sheila odeia todo mundo! – K”
“Eu sei, mas as duas chegaram a algum tipo de estranho acordo/compreensão. Eu não estou questionando – R”
“É como uma nova ordem mundial – K”
“Eu sei – R”
XXX
Quinta-feira
Silencio.
Todas as coisas quietas.
Quinn e eu nos sentamos no sofá, trabalhando. Eu estava desenhando, trabalhando em um conceito de férias para o baile de alguém. Sim, salão de baile. Este era o mundo que eu visitava. Visitava, não vivia. Eu ainda estava na minha roupa de yoga, tinha ido direto para a aula do trabalho.
Quinn cozinhou, usando a minha cozinha na qual ela estava ficando muito à vontade. Ela disse que era porque ela sabia que seria mais fácil, pois tínhamos acabado de chegar em casa de qualquer maneira, mas eu peguei ela levantando Sheila para cima do balcão para que ela pudesse "assistir".
Eu coloquei isso entre aspas, porque a palavra realmente foi falada, por Quinn, para Sheila. A frase completa, creio, foi "Venha aqui amiga, assim você pode assistir! Você não pode ver muita coisa daí do chão, eu aposto, certo? Certo." E Sheila respondeu de volta. E mesmo que eu soubesse que era tecnicamente impossível, ela pronunciou o miado que soou como... "Obrigada."
Minhas garotas tinham uma ligação. Era muito bom.
Então aqui nós nos sentamos, eu desenhando e Quinn fazendo seus planos de viagem on-line para o Peru. Ela tinha algo como 70.000 milhões de milhas de passageiro frequente, e gostava de exibi-las na minha cara. Então, estava tudo calmo, exceto pelo coçar dos meus lápis de cor sobre a página e suas batidas no teclado. E o clique de Sheila. As unhas da gata mais teimosa do mundo.
Quinn terminou seu trabalho e fechou seu notebook, estendendo os braços acima da cabeça e expondo sua barriga. Talvez eu tenha desenhado fora das linhas um pouco. Ela colocou a cabeça para trás contra o encosto do sofá, de olhos fechados. Dentro de alguns instantes, o menor dos roncos começou a aparecer, e eu sorri silenciosamente. Continuei meus esboços.
Dez minutos depois, senti sua mão chegar entre as almofadas, e segurar minha mão. Eu só precisava de uma mão para desenhar depois de tudo.
XXX
Sábado à noite
"Puta merda Rachel, estes camarões estão uma loucura!" Britt gemia de uma forma que fez Santana respirar fundo.
Estávamos todos reunidos em volta da minha mesa de jantar, cheia de comida espanhola e vinho espanhol. Eu tive uma explosão escolhendo o menu e tentei recriar toda a comida maravilhosa que tínhamos comido. Não estava tão bom, certamente, mas muito perto. E, claro, sem o ambiente costeiro, mas o aconchego que só uma noite de outono pode fornecer.
As luzes da cidade brilhavam através das janelas, um fogo crepitava na lareira que Carl tinha acendido, e risadas enchiam o apartamento. Eu sentei na minha cadeira, dobrada para o lado de Quinn enquanto nós ríamos com os nossos amigos. Eu estava um pouco nervosa que nós estaríamos submetidas a algum tipo de avaliação, já que nosso inevitável ficar-juntas tinha sido o tema de conversa durante tanto tempo.
Mas foi bom, todos sentados até a noite apenas brincando um pouco. Quinn e eu ficamos muito juntas a maior parte da noite, mas eu já podia dizer que iríamos nos transformar em um daqueles casais que não precisavam disso. Eu nunca quis ser aquele casal, aquele que era inteiramente co-dependente e em necessidade constante de reafirmação do outro.
Eu a amava, isso estava claro. Uma de nós viajava muito, pelo amor de Deus, por isso precisávamos ser esse tipo de casal que poderia lidar com isso. E eu acho que seríamos. Eu a senti ao meu lado, e me movi um pouco mais pra perto dela. Ela percebeu e sua mão bateu no meu ombro, apertando e fazendo-me apenas mais consciente de si. Eu estava consciente.
"Então, qual é sua grande notícia Britt? Você não acha que nos manteve em suspense o bastante?" Eu perguntei quando ela voltou de limpar a mesa. Eu cozinhava, então eu nunca tive problema em compensar as outras pessoas... Ela afundou-se em sua cadeira, Santana de pé atrás dela, as mãos em seus ombros. Minha barriga virou só um pouquinho. Alguma coisa estava acontecendo.
"Bem, acho que agora é um momento tão bom quanto qualquer outro. Eu sempre quis ter essa experiência e agora temos algumas novidades", disse ela calmamente, o rosto ficando rosa.
"Espere espere, deixa eu adivinhar, você está grávida!" Quinn estourou, começando a rir. Em poucos segundos, Santana estava rindo muito e Britt estava se transformando de rosa para roxo.
"Quinn, cale a boca, cala a boca!" Apressei-me, quando ela era o único na mesa rindo. Silêncio agora, ela virou com os olhos arregalados para o casal, sorrindo roxo.
"Sério?" Quinn perguntou.
"É... tipo, sério, mas..." Santana afirmou.
"Aeeee!" Blaine deu os parabéns.
Após a leseira, me concentrei em Britt. Eu levantei uma sobrancelha para ela, e ela balançou a cabeça. Kurt e eu olhamos de cima da mesa uma para a outra, as lágrimas começando a se formar.
"Nós vamos ser tios?" ele perguntou a Britt.
"De certa forma, sim!" ela estava feliz.
Depois de um abraço em grupo digno de um reality show, eu por acaso dei uma rápida olhada para Jessica e Daniel, me perguntando como eles iriam receber a notícia. Eles ficaram em silêncio, mas sorrindo também. Eu a vi acenar para ele, quando ele limpou a garganta.
"Não quero roubar o trovão de ninguém, mas temos um pouco de notícias também", Daniel explodiu, sua voz alegre cortando o barulho. Emma já estava planejando o berçário. "Tem sido um pouco complicado, mas finalmente conseguimos uma barriga de aluguel, e nós estávamos esperando estar grávidos em breve," ele anunciou, o seu sorriso grande o suficiente para dividir seu rosto em dois. Outra rodada de aplausos subiram, a sala começou a parecer grande como um game show.
"Eu nem sabia que vocês estavam tentando isso. É maravilhoso! Como ela é?" Eu perguntei, correndo para o lado de Jessica.
"Ela é fantástica", Santana começou a falar. Os risos acalmaram. Todos olharam para a única latina na sala, com o maior coração. Brittany segurava sua mão apertado.
"O quê?" Eu perguntei, minha barriga agora dando voltas.
"Sim, eu vou ser a barriga de aluguel," Britt sussurrou, os olhos brilhando. Jessica estava chorando lágrimas sem fim agora, Daniel ainda sorrindo como se tivesse ganhado na loteria. E de certa forma, ele tinha.
"Você tem certeza disso?" Perguntei, pegando sua outra mão na minha.
"Total, o quão legal é isso?" Ela gritou e eu não pude deixar de rir.
"Muito, muito legal", eu sorri e abracei-a apertado. Todo mundo estava parabenizando a cada um, o outro estava abraçando o outro, todo mundo estava falando sobre os outros enquanto nós todos procurávamos mais detalhes.
Todo mundo pulou quando o som de uma rolha de champanhe que estourou ricocheteou através da sala. Nós todos viramos e lá estava Carl. Camisa branca de botão, calça jeans desbotada, e aquele sorriso matador. Champanhe derramando sobre suas mãos perfeitas. Em conjunto, todas com um útero suspirou.
"Merda, nós perdemos seu polegar empurrando a rolha", Britt murmurou. A gravidez nunca iria tirá-la dos laços do Anjo Carl.
XXX
"OK, essa é a última palavra, sem mais pratos", Quinn anunciou, fechando a porta da máquina. Depois que todos finalmente saíram, decidimos limpar o resto da bagunça, em vez de deixá-la para a manhã seguinte.
"Graças a Deus, estou morta",
"E eu estou com as mãos enrugadas", ela piscou os olhos, me mostrando como elas estavam vermelhas.
"Essa é a marca de uma boa dona de casa", eu brinquei, batendo em suas mãos molhadas.
"Apenas me chame de dona, e traga essa bunda fantástica de volta para cá", ela disparou de volta, jogando um pano de prato em minha direção.
"Esta bunda? Esta bunda aqui?" Eu perguntei, apoiando-me contra a copa apenas para que me inclinasse sobre os cotovelos.
"Você quer brincar agora, é isso? Pensei que você estivesse cansada", ela murmurou, pegando minha bunda em suas mãos enrugadas e me dando um tapa.
"Talvez eu esteja pegando a segunda rodada," Eu ri, quando ela prontamente me jogou em seus ombros e começou a voltar para o quarto. De cabeça para baixo, bati meus punhos contra sua própria bunda e chutei, não tanto como realmente querendo fugir. Seus pés pararam na porta do quarto.
"Esqueceu alguma coisa hoje?" perguntou ela, voltando-se para que eu pudesse ver por dentro. Cama nua, sem lençóis.
"Porra, eu esqueci de colocar os lençóis na secadora, eles ainda estão molhados!" Eu resmunguei.
"Problema resolvido, festa do pijama na casa da Quinn", anunciou ela, caminhando para o meu armário e puxando minha gaveta de lingerie.
"Escolha uma camisola, qualquer camisola"
"Você quer ficar em sua casa esta noite?"
"Sim, por que não? Estamos dormindo aqui desde que voltei da Espanha, minha cama está solitária", brincou ela, mexendo através das rendas e sedas. Hmm, sua cama estava provavelmente mais solitária do que nunca. "Então escolha uma", ela cutucou.
"Eh, escolha algo que você goste, eu vou desfilar para você", eu sorri ao falar nisso. Certo, eu certamente poderia passar a noite em sua cama, poderia ser divertido.
Eu vi algo especial de renda fazer o seu caminho para debaixo do seu braço e, em seguida, partimos para o outro lado do corredor. Eu consegui chutar sua porta no caminho, algo muito difícil de fazer, enquanto estava de cabeça para baixo.
XXX
Eu ouvi Quinn mexer em seu aparelho de som, os indicadores estalaram e o pop da agulha no vinil era um som bem reconfortante. Glenn Miller. Moonlight Serenade. Suspiro. Abri a porta e lá estava ela. Em pé ao lado da cama, a cama gigante do pecado de Bate Parede. Seu sorriso lento me ultrapassou, e ela me olhou de cima a baixo.
"Você está bonita", ela murmurou, enquanto eu caminhava na direção dela.
"Você também",
"Eu estou vestindo a mesma roupa que eu estava usando antes, Rachel", ela respondeu, sorrindo, enquanto eu rodeava seu pescoço com meus braços. Seus dedos arrastaram para cima e para baixo nos meus braços, fazendo cócegas no interior do meu cotovelo.
"Eu sei", eu respondi, colocando um beijo molhado debaixo da sua orelha. "Você parecia bem e então você parece bem agora",
"Deixa eu dar uma olhada melhor em você", ela sussurrou, respondendo com seus próprios beijos molhados na base da minha garganta. Eu tremi. O quarto não estava tão frio.
Ela virou-me como numa pista de dança, e me segurou no comprimento dos braços por um momento. Camisola rosa, sua favorita. Ela esqueceu de trazer a calcinha combinando, e eu esqueci de avisar. Ela virou-me de volta para ela, e imediatamente começou a trabalhar com os botões de seu vestido.
"Que noite essa...", comentou. Dois botões abertos.
"Você está me dizendo, eu acho que nós tivemos a maior novidade",
"Quais são as novidades que nós tivemos?" Outro botão pressionado.
"Bem, só que nós somos, você sabe",
"Que você é minha namorada?" o vestido caindo.
"Sério? E eu aqui pensando que estávamos apenas transando!" Eu ri.
"Pois bem, eu vou transar com minha namorada", ela sorriu.
"Eu gosto do som disso", eu sussurrei em seu ouvido quando ela me deitou na cama. Pairando sobre mim, colocando beijos em meu peito, ela dizia a palavra uma e outra vez. Namorada, então me beijava. Namorada, namorada, então me beijava.
"É uma responsabilidade muito grande, porém, espero que eles estejam fazendo a coisa certa", eu comentei, pensando em como as vidas de todos estavam prestes a mudar.
"Quais? Todos contaram algumas notícias bombásticas hoje",
"Bem, todos eles. Vai haver bebê por toda parte em breve! Hoje me senti muito, eu não sei, como uma espécie de filme. Tudo parece perfeito, muito certo. Eu só espero que todos eles saibam onde estão se metendo", eu continuei, apesar de o pensamento coerente estar começando a ser um problema. Suas mãos estavam sob a minha renda, agora você entende.
"Bem, eu sei aonde eu estou me metendo," ela murmurou de algum lugar do sul do meu umbigo.
"Você sabe? Aonde?"
"Em você, sua boba", disse ela.
"Eu só me preocupo com o nosso próprio final feliz. Ou dois, ou até mesmo três. Bebi o chá de ginseng que você me deixou esta manhã, veja só", ela riu, diante de mim e levantando uma perna minha sobre seu ombro, beijando um caminho para baixo e dentro da minha panturrilha.
"Final feliz hein?"
"Você não acha que já ganhou o seu?", ela perguntou, ajoelhando-se, lábios bem na parte superior da minha coxa enquanto eu ofegava.
"Oh sim", eu ri, jogando meus braços sobre minha cabeça e arqueando-me para encontrá-lo.
Olá ‘O’, prazer em vê-lo novamente.
Com os lábios, ela me trouxe um. Com sua língua ela me trouxe outro. E quando ela deslizou os dedos para dentro de mim, e me empurrou até o alto de cama, eu quase tive um outro com o contato.
As roupas agora descartadas, pele na pele suada. Seus olhos ardiam nos meus, enquanto eu apenas sentia. Dentro. Fora. Em tudo ao redor.
"Oh Deus", eu gemi.
E então eu ouvi.
Thump.
"Oh Deus", eu gemi novamente.
Thump Thump.
Eu ri ao som, sabendo que estávamos batendo. Ela olhou para mim, levantando uma sobrancelha.
"Algo engraçado?", perguntou, fazendo uma pausa em seus movimentos. Ela empurrou de volta em mim, lentamente, muito lentamente.
"Estamos batendo nas paredes," Eu ri novamente, observando seus olhos mudarem quando ela registrou o meu riso.
"Nós certamente estamos", admitiu, rindo um pouco também. "Você está bem?"
Enrolei as minhas pernas em torno de sua cintura, tendo a certeza de que eu estava tão próxima dela como eu poderia estar.
“Com certeza Bate Parede", eu pisquei e ela sorriu.
Eu estava sendo conduzida até a cama com a força de suas investidas. Ela estava se dirigindo em mim com força inabalável, dando-me exatamente o que eu poderia tomar e depois só empurrando-me para a borda. Seu rosto olhou para mim, piscando-me aquele sorriso inteligente.
Elas se levantou e abriu a gaveta, e eu vi o strap-on. Quinn já havia me falado sobre isso, conversamos e decidimos que seria legal usar. Muito legal.
Fechei os olhos enquanto ela se arrumava, e continuei com eles fechados deixando-me sentir como eu estava sendo profundamente afetada. E eu quero dizer profundamente profundo...
Ela segurou minhas mãos e levou-as acima da minha cabeça, colocando-as na cabeceira da cama de ferro, agarrando firme.
"Você vai querer segurar firme nisso", ela sussurrou em meu ouvido, e jogou minhas pernas, uma de cada vez por cima do ombro enquanto movia seus quadris, fazendo-me gritar o seu nome.
"Quinn!" Eu gritava, sentindo meu corpo começar a ter espasmos. Seus olhos, aqueles olhos verdes condenáveis, olharam nos meus enquanto eu tremia.
XXX
Um pouco mais tarde, quase dormindo, senti o mergulho no colchão quando Quinn saiu da cama. Ao ouvi-la virar o disco, eu me aconcheguei mais no travesseiro. Meu corpo estava deliciosamente cansado depois de ter sido trabalhado até o esgotamento total. Nós batemos as paredes, sim, realmente. Eu tinha os dois lados da parede agora.
Eu ouvi ela se arrastar pelo corredor, não sei o que ela estava fazendo. Pensando dessa forma, cansada, meio acordada, que ela estava buscando um pouco de água, eu voltei a dormir.
Alguns momentos depois, fui acordada por seus braços deslizando novamente em torno de mim, me puxando de volta contra o seu corpo quente. Ela me beijou na nuca, em seguida, bochecha, testa, em seguida, ela se deitou. Então eu ouvi... um ronronar?
"O que foi isso?" Eu perguntei, olhando ao redor.
"Eu pensei que ela poderia estar se sentindo sozinha", admitiu ela timidamente. Olhando por cima do meu ombro, eu vi Quinn e, em seguida Sheila.
Quinn tinha ido do outro lado do corredor, e trouxe a minha gata. Sheila estava ronronando muito alto, bastante satisfeita com toda a atenção que ela vinha recebendo ultimamente. Ela cutucou o nariz em mim, estabelecendo-se na brecha entre nós.
"Inacreditável", eu murmurei, revirando os olhos para as duas.
“Isso te surpreende? Você sabe o quanto eu amo uma gata", brincou ela, em seguida, sua risada silenciosa sacudiu a cama.
"Você tem muita sorte de eu te amar", eu acrescentei, deixando seus braços me abraçarem.
"Eu também acho isso"
E então, quando seu riso desapareceu e nós caímos em um sono tranquilo, eu pensei no que o futuro reservava para mim e minha Bate Parede.
Eu sabia que não seria sempre assim tão fácil.
Mas com certeza seriam bons momentos.
Fim
Notas finais
Olha, me perdoem se o capitulo final estiver uma bosta, eu realmente não estava com vontade de termina-lo u.u
Porém, espero que tenham gostado... Não só do capítulo, como da fic.
Se tiver erro me avisem. Ainda dá tempo.
Obrigada, e até a próxima.
Beijos!
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