Damn Walls
15 Capítulo 15 - Me Ame, Me mate
Notas iniciais
Não sei se vcs vão gostar desse... porém..
Boa leitura.
Eu olhei para Quinn debaixo de mim, morna e úmida. Bem aqui, e não havia nada no mundo que eu quisesse mais do que os seus lábios contra os meus. Assim, embora cada sino na minha cabeça estava soando como alarme, eu me centrei, envolvendo minhas pernas mais apertadas em torno de sua cintura, e olhei diretamente em seus olhos. Os verdes sexys se recusaram a me deixar soltá-los, me trazendo para casa, como a Estrela da Morte trouxe a Falcon.
“Mmm, Garota da Camisola, o que você está fazendo?" Ela sorriu, as mãos fortes na minha cintura, os dedos escavados na minha pele.
Sua pele estava caindo contra a minha em uma maneira que estava me fazendo não ficar certa da cabeça, e eu podia sentir, eu poderia realmente sentir os seus seios contra mim. Ela era tão poderosamente deliciosa que o meu cérebro começou a queimar e minha perseguida começou a tomar todas as minhas decisões. Eu acho que o próprio “O” bateu a cabeça por um momento, como um roedor que dá uma rápida olhada ao redor e se percebe muito mais próximo da primavera do que tinha estado nos últimos meses.
Lambi meus lábios, e ela refletiu minha ação. Eu mal podia vê-la através da névoa de vapor quente da banheira, e o desejo real agora fervia neste caldeirão de química clorada. Eu não poderia mais lutar.
"Eu não estou bem, isso é certo", eu respirei, subindo um pouco, o sentimento dos meus seios esmagando contra a sua pele era inimaginável.
Enquanto eu me estabeleci no seu colo outra vez, eu senti a sua mão em mim de uma maneira muito tangível, e nós duas gememos com o contato.
"Você não está bem?" ela disse, sua voz rouca.
"Não estou bem." Sussurrei em seu ouvido enquanto ela pressionou sua boca contra meu pescoço.
"Você tem certeza disso?" ela gemeu, apertando as mãos nas minhas costas com um abandono delicioso.
"Vamos Quinn, vamos bater algumas paredes..." eu respondi, permitindo que minha língua saísse de entre meus lábios e fosse contra a pele logo abaixo de sua mandíbula.
Ela gemeu e eu a agarrei firmemente na base do pescoço e posicionei-a em frente a mim, seus olhos cresceram e queimaram quando os limões sexys se transformaram em pequenos hipnotizadores.
Inclinei-me e, rapidamente, suguei-lhe o lábio inferior entre os meus próprios, mordiscando levemente antes de morder para baixo, puxando-a mais perto do meu corpo apenas com os meus dentes. Ela veio de bom grado, cedendo o controle para mim, enquanto meus dedos puxavam e empurravam seu cabelo, pressionando minha língua em sua boca enquanto ela gemia em baixo de mim.
Tudo no meu mundo agora foi reduzido a apenas o sentimento dessa garota, esta mulher maravilhosa em meus braços e presa entre minhas pernas... E eu a beijei como se o mundo estivesse prestes a acabar. Não foi doce e hesitante, foi pura frustração carnal misturada com vodu bate parede e enrolada em uma bola gigante de por favor-Deus-me-deixe-viver-na-boca-dessa-garota-por-todo-a-eternidade.
Minha boca levou a dela em uma dança tão antiga quanto as montanhas que estavam nos observando em aprovação, a nossa língua, dentes e lábios estalavam e rachavam e cediam à doce tensão que vinha crescendo desde que apareci em sua porta vestindo a inspiração para o meu apelido.
Eu estava realmente tremendo enquanto eu a sentia agarrando minha bunda em suas mãos bonitas e empurrando-me ainda mais perto dela, minhas pernas prenderam nela enquanto eu ofegava como uma prostituta na igreja. A Igreja de Quinn... onde eu estava morrendo de vontade de me ajoelhar diante dela.
Meus olhos estavam fechados, minhas pernas estavam abertas, e eu já estava gemendo em sua boca como uma espécie de cão raivoso. A ideia de que um beijo, apenas um beijo tinha me transformado em um gigante saco de RachelPrecisaDisso era inegável, e eu sabia que se ela continuasse a me fazer me sentir desse jeito, eu iria convidá-la para entrar.
"Entre em minha Tahoe, Bate Parede", murmurei incoerente em sua boca, quando ela fez uma pausa para tentar decifrar o que eu acabara de dizer.
"Rachel, entrar na sua o quê? Oh Deus", ela conseguiu, quando eu nos empurrei para o lado oposto da banheira quente por entre as águas, esvaziando metade do seu conteúdo na plataforma e a outra metade bateu em torno de nós como se a maré subisse.
Ela me bateu na parede da banheira, me empurrando contra a bancada e recondicionei minhas pernas em volta de sua cintura, enquanto eu corajosamente empurrei minha boca de volta para sua, não querendo deixar ela me soltar. Em um ponto, eu a beijei tão forte, que ela teve que me empurrar para que ela pudesse pegar um fôlego.
"Respire Quinn, respire", eu ri, acariciando seu rosto enquanto ela lutava diante de mim.
"Você. É. Uma. Anã. Louca", ela arquejou, com as mãos prendendo debaixo dos meus braços e suas mãos ondulando em torno do topo do meu ombro, mantendo-me firmemente contra ela enquanto eu cavava meus pés em sua parte traseira, prendendo-a exatamente onde eu precisava dela. Ela fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, e rosnou um som baixo e animalesco em sua garganta quando eu direcionei sua mão para meus seios, enquanto minha perseguida comandava o ataque.
"Você deve ser extraordinariamente boa", eu gemi, quando eu comecei a beijá-la novamente, chovendo beijos através de sua boca, bochechas, queixo, deslizando por baixo para sugar e morder seu pescoço quando ela baixou a cabeça para trás para permitir que eu continuasse.
Suas mãos estavam em mim, mergulhando de volta em baixo nas minhas costas e pegando em minhas cordas do biquíni, soltando os lados. O pensamento dos meus seios nus contra ela me deixou louca de desejo, e tirei minhas mãos do seu cabelo e a serpenteei por trás do meu pescoço e comecei a puxar o nó.
Enquanto eu me manobrava, bati em uma das garrafas vazias de Cava, e começou um efeito dominó de garrafas caindo no chão. Eu ri quando ela recuou assustada com o som. Seus olhos estavam um verde vibrante, cheio de luxúria, mas quando eles se concentraram em mim, eles começaram a limpar.
Eu finalmente consegui chegar ao nó desatado e pude sentir a água começar a rodar na minha pele nua. Eu comecei a soltar as cordas, quando Quinn agarrou-as firmemente em suas mãos. Ela balançou a cabeça como se quisesse limpá-la, em seguida, fechou os olhos firmemente, cortando a minha ligação.
"Hey. Hey. Hey!" Eu a belisquei, forçando seus olhos a abrirem e a fazendo olhar para mim, embora eu estivesse fisicamente segurando as pálpebras abertas. "Onde você está agora?" Eu sussurrei, quando ela embrulhou as mãos, ainda segurando minhas cordas ao redor do meu pescoço.
Ela começou lentamente a amarrar meu biquíni de volta, quando eu senti meu rosto virar um vermelho brilhante, e todo o sangue do meu corpo me trair naquele instante.
"Rachel", ela começou, agora respirando pesadamente, mas me olhando com cuidado.
"O que há de errado?" Eu a interrompi, enquanto suas mãos pousaram sobre meus ombros, equilibrando, e aparentemente mantendo uma distância cuidadosa entre nós.
"Rachel, você é incrível, mas eu... não posso..." ela começou, e eu era agora a única a fechar os olhos. As emoções giravam por trás das minhas pálpebras, a vergonha passando por elas. Eu podia sentir seus olhos em mim, querendo que eu abrisse os meus.
"Você não pode..." eu disse, abrindo meus olhos, mas olhando para qualquer lugar, menos para ela.
"Não, quer dizer, Rachel, eu não posso ag...", ela gaguejou, aumentando a distância e meu mal-estar quando ela se afastou de mim. Eu comecei a tremer.
"Você. Não. Pode?" Eu perguntei, sentindo o frio me gelar mesmo na água. Abri minhas pernas, permitindo que ela saísse.
"Não Rach, digo, não desse jeito-"
"Bem, não é como se eu estivesse me sentindo uma idiota", eu consegui dizer, rindo e logo me puxando para cima e para fora da água, sentando ao lado da banheira, sentindo a pressão do ar frio.
"O que? Não Rachel, você não entende, é que eu não...", ela começou se aproximar de mim, e levantei uma perna, apertando meu pé na sua barriga, a mantendo afastada.
"Hey Bate Parede, eu entendo, você não pode. Tudo bem, wow essa foi uma noite louca né?" Eu ri novamente, balançando para o lado em direção a porta, querendo fugir antes que ela pudesse ver as lágrimas caírem.
Eu sabia que elas estavam em seu caminho. Claro que, enquanto eu tentava navegar pelos degraus, eu escorreguei em um degrau molhado, e eu fui para baixo com um baque grande. Eu podia sentir a traseira de meus olhos começarem a arder quando eu me levantei tão rapidamente como eu poderia, eu não queria que ela tivesse que me ajudar, e entrei em pânico por começar a chorar antes que eu pudesse entrar. Agora que eu estava me movendo, eu pude sentir os efeitos de todo o álcool que eu tinha consumido, e o começo de uma dor de cabeça muito forte.
"Rachel! Você está bem?" Quinn gritou, começando a sair da banheira de água quente assim que eu estava de pé novamente.
"Eu estou bem, estou bem, só..." Eu saí, minha garganta começou a fechar quando eu reprimi um soluço. Eu segurei minha mão atrás de mim, dizendo que eu não precisava de sua ajuda. "Eu estou bem, Quinn."
Eu não podia virar-me e vê-la, e só comecei a ir embora. A música maldita ainda tocava no som, mas eu ainda a ouvi dizer o meu nome mais uma vez. Eu a ignorei e segui meu caminho em direção à porta, sentindo-me tola agora com esse biquíni que claramente não era tão atraente como eu pensava que era. Eu nem sequer me preocupei em pegar uma toalha, em vez disso eu abri a porta de vidro, a ouvindo se fechar atrás de mim quando eu corri para o meu quarto. Deixei pequenas poças pelo chão de ardósia enquanto eu andava pelo corredor, tentando ignorar os sons de risos vindo do quarto de Britt.
Quando as lágrimas finalmente correram pela minha face, apressei-me até meu quarto, trancando a porta e tirando a minha roupa de banho. Eu tropecei no banheiro, acendi a luz, e ali estava eu, refletida de volta para mim. Nua, cabelos molhados e escorrendo, uma contusão já estava começando a se formar na minha coxa, onde eu tinha conseguido a minha queda bêbada... E inchada, os lábios inchados dos beijos.
Enrolei meu cabelo em uma toalha, e depois me inclinei sobre a bancada, levando meu rosto a poucos centímetros do espelho.
"Rachel, minha querida, você só foi rejeitada por uma garota que já fez uma mulher miar durante 30 minutos diretos. Como você se sente?" A mulher nua no espelho me perguntou, virando o polegar em um pequeno microfone. Ela apontou para mim, segurando o polegar.
"Bem, eu bebi vinho suficiente para sustentar uma pequena aldeia espanhola, eu não tenho um orgasmo há mil anos, e provavelmente vou morrer velha e sozinha em um apartamento bonito com todos os filhos ilegítimos de Sheila pulando em torno de mim... como você acha que eu me sinto?" Eu perguntei de volta, oferecendo à Rachel do espelho seu polegar de volta.
"Berryzinha, você castrou a Sheila," A Rachel do espelho respondeu, sacudindo a cabeça para mim.
"Vá se foder Rachel do Espelho”, eu terminei, encerrando a entrevista e levando a minha bunda de volta ao meu quarto.
Vestindo uma camiseta do chão, eu caí na cama, cansada por causa da minha bebedeira, da caminhada, do jantar, do vinho, da música e da melhor pegação da minha vida.
Pensar nisso trouxe as lágrimas à tona novamente, e eu me virei para pegar alguns lenços, só para encontrar uma caixa vazia. Que fez o meu rabo bêbado chorar ainda mais. Essa noite poderia ficar ainda pior? Então, meu telefone tocou.
QPOV
Eu afundei de novo na água, atordoada com o que tinha acontecido. Eu ainda podia sentir Rachel, como se sua pele ainda estivesse contra a minha, com suas pernas impossivelmente longas e belas ainda me mantendo confortavelmente presa entre elas, seus lábios macios provocando os meus enquanto eu lutava para não fazer o que eu tinha ficado fantasiando desde a vez em que ela apareceu na minha porta, zangada e inebriante.
Ela me deixava louca, desde o início. Ela me irritava e me deixava estressada, e ainda a partir do primeiro segundo que a vi, pensei que ela tinha as melhores pernas de todas e uma camisola rosa que era uma graça.
Seus julgamentos precipitados sobre a minha vida amorosa me irritavam, mas me intrigavam também. A amizade fácil que tínhamos conseguido após a trégua inicial ser feita foi algo com o que eu estava me habituando rapidamente. Eu não tinha sido amiga de uma alguém que eu não estava dormindo há muito tempo, isso era simplesmente eu mesma, sem interesses.
Ela me correspondia de sarcasmo para sarcasmo, e eu lembrei de quando eu estava me divertindo com ela. Se não fossem as outras mulheres na minha vida, eu teria tentado entrar no outro lado daquela parede desde o início.
Mas como nossa amizade cresceu, eu não sabia se tão fácil quanto a nossa amizade era, uma relação real seria qualquer coisa assim. Não que eu tenha pensado nisso.
Eu não tinha visto Megan ou Lori desde que eu voltei da Irlanda, e isso era inédito. Eu tinha pilhas de mensagens de ambas, perguntando onde eu estava e porque eu não tinha entrado em contato com elas. Eu estava evitando as mensagens e as conversas por toda a semana, curtindo a noite que tinha sido gasta com Rachel, o gato e rato que ambas estávamos envolvidas.
Eu realmente a chamei para vir para a Espanha comigo? Sim, eu chamei, e eu queria que ela viesse. Eu detestava viajar com outras pessoas, e nunca em minha carreira profissional eu tinha convidado alguém para participar de uma viagem comigo. Por que eu queria que ela viesse comigo? Porque seria ótimo. Era por isso.
Rachel era demais, de uma forma que eu não tinha experimentado em alguém há um longo tempo. Ela possuía todas as qualidades que eu costumava procurar quando eu pensava em ficar com alguém, antes de decidir que a minha vida simplesmente não era propícia a um relacionamento mais convencional.
Ela era engraçada, inteligente, aventureira, mundana, independente e destemida. E a melhor parte? Eu sabia que minha mãe teria adorado ela. Por que diabos eu estava aqui sozinha? Minutos antes, eu tinha uma mulher incrível em meus braços, que estava me encorajando a chegar mais perto dela do que eu alguma vez pensei ser possível. Quando ela começou a desamarrar suas alças, e eu sabia que estava prestes a ver os seios de Rachel, tudo que eu poderia fazer era não deixar meus olhos saltarem para fora da minha cabeça, como um desenho antigo.
Mas seu cotovelo perfeito, sim até seus cotovelos eram impressionantes, esbarrou em uma garrafa, e o som dela batendo nas outras me tirou do meu estupor, e me lembrei de onde estávamos e o que estava realmente acontecendo.
Rachel, Rachel, minha amiga, minha completamente bêbada e sexy amiga Rachel estava se jogando em mim, e eu nunca poderia permitir isso. Não quando ela estava bêbada, e não totalmente dentro de sua própria mente. Minha parada repentina surpreendeu-a e feriu seus sentimentos.
O pensamento de um travesso e louco sexo ao ar livre era certamente atraente, mas tanto quanto eu queria afundar-me no seu corpo e fazê-la dizer o meu nome repetidas vezes, havia algumas coisas que não estavam certas.
Rachel era melhor do que isso, e certamente melhor que o meu pequeno “harém”. E por certo, eu tinha começado recentemente a me questionar se esse acordo ainda era certo para mim, isso tinha funcionado bem para mim e minha vida por muito tempo, e era algo que eu não iria desistir sem dar-lhe alguma consideração séria.
Rachel merecia alguém que estivesse por perto, que fosse capaz de estar lá para ela, mais do que voando para todos os cantos da terra. Além disso, havia uma parte de mim que sabia que ela poderia potencialmente alterar a trajetória da minha vida, e essa merda me dava medo.
Eu inclinei minha cabeça contra a lateral da banheira, arrastando as minhas mãos no meu rosto e tentando tirar a imagem de uma molhada e quente Rachel para fora da minha mente, e percebi que eu não podia. Eu não queria. Por que eu estava tendo essa briga?
Em segundos eu estava no pátio, menos de um minuto mais tarde, eu estava na sua porta, pronta para bater e pedir para ela me deixar entrar, querendo falar com ela, pedir desculpas a ela por ferir seus sentimentos, e então deixá-la fazer qualquer coisa que ela quisesse com a trajetória da minha vida. Eu enrolei meus dedos, prestes a bater quando eu ouvi uma risada baixa vindo de dentro, e depois outra. Eu levantei uma sobrancelha, esforçando-me para ouvir.
"Jesse... vamos lá, você é tão bobo", ela ronronou, e minha pele se arrepiou.
Outro riso veio de Rachel, então o silêncio. Jesse St. James. Deus, eu odiava aquele cara. Não querendo incomodá-la, enquanto ela estava, obviamente, ao telefone, eu caminhei pelo corredor, entrei no meu quarto, e vi a luz do meu telefone piscando. Tirei meu biquíni e vesti um pijama, peguei meu telefone e afundei-me na minha cama, minha cabeça começou a latejar da dor de cabeça que eu sabia que estava se formando. Rachel era uma amiga, nada mais. E eu é que tinha outras partes da minha vida que eu estava negligenciando.
Assim como em casa, eu podia ouvir Rachel através da parede, embora desta vez eu soubesse que era St. James que a fazia rir, e não Sheila. Eu nunca pensei que iria sentir falta daquela gata de merda. Ela ainda estava rindo enquanto eu rolei através das minhas chamadas não atendidas, percebendo que eu tinha uma mensagem de Megan.
“Estou com saudades, quando eu posso ver você? Tenho saudades de suas mãos, especialmente, dos seus dedos. Megan”.
Joguei a imagem de Rachel fora da minha mente, me lembrando que éramos amigas, e apenas amigas... era o melhor.
Eu digitei um texto rápido para Megan, empurrando enviar e colocando um travesseiro sobre minha cabeça, bloqueando os sons de Rachel rindo de qualquer coisa espirituosa que Jesse St. Merda estava dizendo. St. James idiota...
“Eu estarei de volta à cidade amanhã à noite, eu preciso vê-la. Logo. Quinn”.
RPOV
"Panquecas, docinho?"
"Uma amor, obrigado baby."
Jesus.
"Ainda tem creme para o café?"
"Eu tenho o creme aqui".
Jesus Cristo.
Ouvir um novo casal... Não, DOIS casais novos era digno de um vômito. Adicione isso a uma ressaca, essa ia ser uma manhã muito longa.
Depois de falar com St. James na noite passada, eu cai em um sono profundo, ajudada, sem dúvida, por todo o vinho que eu tinha bebido. Eu acordei com a língua grossa, uma dor de cabeça, e um estômago enjoado. Fiquei ainda mais enjoada com o conhecimento de que eu teria que ver Quinn esta manhã e nós teríamos a estranha, e totalmente finalizada conversa sobre a noite passada.
Jesse me fez sentir melhor, porém, ele me fez rir e me lembrei de novo de o quão bem ele cuidou de mim em um momento de nossas vidas juntos. Era um sentimento agradável, e uma memória agradável. Ele havia ligado sob o pretexto de verificar comigo uma cor de uma pintura, que rapidamente pareceu um blefe. Ele admitiu que só queria conversar comigo, e depois do Grande Fora na Banheira eu estava feliz de falar com alguém que eu sabia que queria a minha atenção.
Quando ele me chamou para jantar na semana seguinte, aceitei imediatamente, sabendo que teríamos um ótimo momento... E desde que meu “O” estava de volta de seu esconderijo, eu poderia desfrutar de uma bela noite na cidade.
Agora, eu estava sentada à mesa do café, cercada por dois novos casais que estavam enchendo a cozinha com uma satisfação sexual suficiente para me fazer querer gritar. Eu não tinha como ir embora, eu continuei sentada enquanto Britt alegremente sentava no colo de Santana e Blaine alimentava Kurt com bolinhas de melão, como se ele tivesse sido colocado nesta terra especificamente para esta finalidade.
"Como foi o resto da noite Srta. Rachel?" Kurt piou, levantando uma sobrancelha sábia para mim. Eu apertei os dentes do meu garfo na mão dela e disse-lhe para se calar.
"Uau, mal-humorada. Alguém deve ter passado a noite sozinha", Britt murmurou para Santana, fazendo-me olhar para sua surpresa. A casualidade com que elas estavam se tratando estava realmente começando a me incomodar.
"Claro que passei a noite sozinha, com quem diabos você acha que eu passei a noite? Huh?" Eu perguntei, batendo de volta na mesa e batendo meu copo de suco de laranja acabado. "Ah foda-se, vão todos para o inferno", eu murmurei, pisando em direção ao pátio, as lágrimas me ameaçando pela segunda vez em menos de doze horas, e eu odiava a chorar. Sentei-me numa das cadeiras, e olhei para fora sobre o lago.
O frio da manhã acalmou meu rosto quente, e eu limpei desajeitadamente em minhas lágrimas quando ouvi os passos se aproximando.
"Eu não quero falar sobre isso, ok?" Falei, quando eles tomaram os lugares à minha frente.
"Certo... mas você tem que nos falar alguma coisa. Quer dizer, eu tinha certeza de que quando saímos ontem à noite, eu quero dizer... você e Quinn estavam apenas-" Kurt começou, e eu a parei.
"Eu e Quinn nada, não há eu e Quinn. O que, você pensou que eu iria me acertar com ela só porque vocês quatro finalmente descobriram essa merda? De nada por isso, a propósito," Eu bati, puxando meu boné mais para baixo no meu rosto, protegendo as minhas lágrimas contínuas de meus melhores amigos.
"Rachel, a gente só pensava-" Britt começou, e eu a cortei também.
"Vocês pensaram que já que éramos as que sobraram estaríamos num passe de mágica nos tornando um casal? Como em um livro de contos, três grupos de casais perfeitamente enquadrados, certo. Como se essa merda sempre acontecesse, isso não é um romance".
"Ah, vamos lá, vocês duas são perfeitas uma para a outra, você nos chamou de cegos na noite passada? Porque, OI, eu sou Brittany Pierce, caso a senhorita não lembre eu sou muito boa em reparar em pessoas apaixonadas", retrucou Britt, não me deixando esquecer isso, da época da faculdade.
"Bem, você tem cerca de 30 segundos antes de eu chutar sua bunda. Nada aconteceu, nada vai acontecer. Caso vocês tenham esquecido, ela tem um harém, senhores, um harém! E eu não estou prestes a tornar-me sua terceira puta. Então, vocês podem esquecer isso, ok?" Eu gritei, me empurrando para fora da cadeira e voltando para a casa, correndo para a direção de uma Bate Parede tranquila.
"Ótimo! Você está aqui! E eu vi vocês dois espreitando através das persianas, idiotas..." Eu falei, olhando para Santana e Blaine que tentavam nos ouvir da cozinha.
"Rachel, podemos conversar, por favor?" perguntou ela, agarrando-me pelos braços e me girando em direção a ela.
"Claro, porque não? Vamos fazer a vergonha ser completa. Como eu sei que vocês estão morrendo para saber, eu me atirei nesta garota na noite passada e ela me recusou. Ok, os segredos acabaram, agora podemos esquecer isso, por favor?" Eu bufei, serpenteando para fora de seu controle e caminhando em direção a trilha até o lago.
Eu me afastei, não ouvi nada atrás de mim. Virei-me para ver todos os cinco deles, com os olhos arregalados e sem saber o que fazer em seguida.
"Ei! Vem cá Bate Parede, vamos", eu bati o meu dedo para ela, e ela começou a andar depois de mim, parecendo um pouco assustada. Enquanto eu andava pela trilha, eu sabia que ela estava me seguindo.
Eu tentei acalmar a minha respiração, meu coração batia e eu não queria falar com ela enquanto eu estava irritada, nada de bom poderia vir disso. Enquanto eu respirava para dentro e para fora, eu olhei a bela manhã ao nosso redor, e pude sentir meu coração começar a clarear um pouco. Eu realmente valorizava Quinn como minha amiga, e eu não queria deixar isto pior do que já estava.
Deixei para trás a linha das árvores, e não parei até que cheguei ao fim da doca. O sol estava batendo e lançava uma luz prateada na água. Era uma manhã fria, mas era encantadora. Eu a ouvi chegando, e depois ela parou logo atrás de mim. Tomei mais uma respiração profunda. Ela ficou em silêncio.
"Você não vai me empurrar, vai? Isso seria uma má jogada Quinn", eu avisei, e exalei um riso. Sorri um pouco, não querendo, mas não sendo capaz de segurar.
"Rachel, eu posso explicar sobre a noite passada? Eu preciso que você saiba que-"
"Assim não, ok? Não podemos apenas colocar a culpa no vinho?" Eu perguntei, girando para enfrentá-la.
Ela se levantou, olhando para mim com um estranho olhar no rosto. Parecia que ela tinha se vestido apressada, camiseta branca, jeans bem desgastados, e tênis que nem sequer estavam amarrados, seus cadarços estavam úmidos e lamacentos da caminhada curta pela floresta. Ainda assim, ela estava deslumbrante, o sol da manhã iluminava os planos fortes de seu rosto e o vermelho fraco em suas bochechas.
"Eu queria poder fazer isso Rachel, mas-" ela começou novamente, e eu balancei a cabeça.
"Sério Quinn, só-" eu comecei, mas ela me parou quando ela pressionou seus dedos contra a minha boca.
"Você tem que calar a boca, sabe? Você continua a me interromper, e imagine o quão rápido você pode ser lançada nesse lago", advertiu ela, com o brilho nos olhos que eu tinha ficado tão acostumada. Concordei, e ela tirou a mão. Eu tentei ignorar as chamas que lambiam os meus lábios, trazidos à superfície por um simples toque.
"Então, ontem à noite, chegamos muito perto de cometer um erro muito grande", disse ela, e quando ela viu minha boca começar a se abrir, ela apontou o dedo para mim. Eu zipei meus lábios, e fiz a mímica de jogar a chave dentro da água. Ela sorriu com tristeza, e continuou.
"Obviamente eu estou atraída por você Rachel, como eu poderia não estar? Você é incrível. Mas você estava bêbada, eu estava bêbada, e tão bom como teria sido, teria... ah Rachel, isso teria mudado muitas coisas, sabe? E eu não posso mudar agora, Rachel, eu não consigo", ela se esforçou, correndo as mãos pelos cabelos em um gesto que eu tinha chegado a compreender como frustração. Ela olhou para mim, querendo me fazer ficar bem, para lhe dizer que estávamos bem.
Eu queria perdê-la como uma amiga por causa disso? De jeito nenhum.
"Ei, como eu disse, está tudo bem, muito vinho. Além disso, eu sei que você tem suas relações, e eu não posso... as coisas simplesmente fugiram de mim na noite passada", expliquei, tentando fazê-la entender. Ela balançou a cabeça, e suspirou um grande suspiro.
"Continuamos amigas? Eu não quero que isso deixe as coisas estranhas para nós, eu realmente gosto de você Rach," ela disse, olhando como se pensasse que seu mundo estava prestes a chegar ao fim.
"Claro que continuamos amigas, o que mais poderíamos ser?" Eu brinquei, engolindo em seco e forçando um sorriso. Ela sorriu de volta, e começamos a caminhar em direção a casa. Ela parou para pegar um punhado de areia da praia, e a colocando em um saquinho de plástico pequeno.
"Garrafas?"
"Garrafas", ela concordou, e começamos a subir o caminho.
"Portanto, parece que o nosso plano funcionou", comecei, tentando formar uma conversa.
"Com o pessoal? Oh sim, eu acho que funcionou bem... eles parecem ter encontrado o que precisavam."
"Isso era tudo que estávamos tentando fazer, certo?" Eu ri, quando nós atravessamos o pátio em direção à cozinha. Quatro cabeças desapareceram da janela e começaram a assumir posições de indiferença em torno da mesa. Eu ri baixinho.
"É sempre bom quando o que você precisa e o que você quer são as mesmas coisas", brincou, segurando a porta aberta para mim.
"Garota, você disse tudo", respondi, sem forçar o sorriso desta vez quando eu vi como meus amigos estavam felizes com seus novos parceiros.
"Você quer café da manhã? Há ainda um bolo de canela. Eu acho", ela ofereceu, andando até o balcão.
"Um, não, eu acho que vou fazer as malas, vou arrumar minhas coisas", eu respondi, observando seus olhos fecharem um pouco.
Bem, isso era o que acontecia quando duas amigas se beijavam, as coisas nunca mais eram as mesmas. Concordei com meus amigos e fomos para meu quarto. Estimulados pela minha insistência em voltar para a cidade, dentro de duas horas estávamos todos com as malas prontas e decidimos quem ia de carona com quem.
Eu não queria voltar sozinha com Quinn, puxei Kurt e pedi para ele trazer Blaine conosco. Sem muita insistência, estávamos todos arranjados. Quando Quinn estava empilhando tudo no seu Range Rover, eu tremi um pouco, percebendo tarde demais que eu tinha colocado meu casaco de lã em minha mala, que estava enterrada. Quando ela voltou até mim, ela notou.
"Está com frio?"
"Um pouco, mas tudo bem, a minha mala está no fundo e eu não quero que você tenha que reorganizar tudo", eu respondi, batendo o pé um pouco para me manter aquecida.
"Isso me lembra, eu tenho algo para você", ela exclamou, remexendo em sua bolsa que estava em cima. Ela me entregou um pacote de forma irregular, embrulhado em um papel pardo.
"O que é isso?" Eu perguntei, quando ela corou profundamente. A Bate Parede pode corar? Eu raramente via isso...
"Você não acha que eu me esqueci disso, não é?" ela respondeu, com o cabelo caindo nos olhos dela um pouco quando ela deu um sorriso de menina.
"Eu ia dar a você na noite passada, mas depois-"
"Hey Fabray! Pode me dar um pouco de ajuda aqui!" Santana chamou, enquanto ela lutava para carregar todas as compras de Britt de sua excursão de compras de ontem. Ontem, como o mundo tinha mudado em um dia.
Ela se afastou de mim, enquanto Kurt e Blaine se sentaram no banco traseiro. Eu abri o pacote para encontrar uma muito grossa, muito macia camisola meio suéter de malha da Irlanda. Eu a levantei do papel, sentindo o peso e a textura das tantas linhas. Apertei-a contra o meu nariz, inalando o cheiro de lã e Bate Parede inconfundíveis que se agarravam a ela. Sorri para a camisola, em seguida, rapidamente coloquei-a sobre a minha camisa, admirando a maneira como ela ficou folgada, mas ainda me envolvia de uma forma reconfortante.
Virei-me para ver Quinn olhando-me de lá da caminhonete de Santana, dando-me outro sorriso enquanto eu sorria para ela.
"Obrigada," Eu balbuciei.
"De nada", ela disse de volta.
Cheirei meu suéter/camisola por todo o caminho para casa à cidade, esperando que ninguém percebesse.
Notas finais
É isso... Até amanhã se for da vontade de deus. kk
Obs. Avisem se houver algum erro por favor.
bjs
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