Damn Walls

13 Capítulo 13 - Sombras e Árvores Altas


Notas iniciais
Oh. Meu. Deus.
Eu recebi a primeira recomendação da minha vida e to chorando de alegria. Muito obrigada lilithfx.

Obrigada tb pelos comentários... eu tipo, AMO.

Esse capítulo não tem MUITA coisa pq a história está tomando um rumo rs...

Boa leitura.

Acordei rapidamente, assustada por ser acordada com o calor de um corpo junto a mim, que era decididamente maior do que o corpo que normalmente ficava aninhado no meu lado... leia-se Sheila.

Eu rolei com cuidado sobre minhas costas e para longe de Quinn para que eu pudesse vê-la à luz das lâmpadas, que continuou acesa noite adentro, lutando contra os males de um filme horrível. Eu esfreguei os olhos um pouco, e inspecionei minha cama. Ela ainda estava deitada de costas, braços dobrados, como se eu ainda estivesse com ela e pensei em como era bom sentir, finalmente, o aconchego da Bate Parede.

Mas eu não deveria estar me aconchegando com a Bate Parede, isso era definitivamente um declive muito, muito escorregadio. Um que eu estava relutante para escalar. Olhei mais para baixo de sua forma requintada, notei que a manta estava enrolada entre suas pernas, e lembrei o que ela significava. Era de sua mãe. Meu coração batia um pouco mais cada vez que eu pensava em sua voz doce partilhando timidamente esse pedaço dela comigo. Ela não sabia que eu tinha falado com Emma sobre seu passado. Ela não sabia que eu sabia que seus pais não estavam mais vivos. A ideia de que ela ainda se agarrava a manta de sua mãe era inexoravelmente doce, e mais uma vez meu pequeno coração quebrou.

Eu era próxima de minha mãe Shelby, e mais ainda dos meus pais Leroy e Hiram. A ideia de que eu iria ter um dia que andar na terra sem sua âncora e sua orientação equivocada me fez estremecer, imagine perder meus dois pais quando eu tinha apenas 18 anos. Eu nem poderia imaginar isso.

Eu estava feliz por Quinn que parecia ter tantos bons amigos, e um poderoso defensor como Will a assistindo. Mas por mais importantes que amigos e amantes podem ser, os pais são raízes, as raízes que às vezes são necessárias quando o mundo luta contra você.

Quinn se mexeu levemente em seu sono e eu a olhei novamente com cuidado. Ela murmurou alguma coisa que eu não consegui entender, mas soou um pouco como 'almôndegas'. Eu sorri, e permiti que os meus dedos deslizassem levemente em seus cabelos, sentindo a seda macia que estava bagunçada no meu travesseiro. Deus ela faz uma boa almôndega.

Enquanto eu acariciava seus cabelos, minha mente vagava por um lugar onde almôndegas fluíam interminavelmente e tinha pizza todos os dias. Eu ri um pouco para mim quando eu senti o sono começar a me levar de volta, e eu me aninhei de volta em Quinn. Quando senti o conforto mais uma vez, que apenas os braços quentes poderiam fornecer, um pequeno alarme gritou em minha cabeça, alertando-me para não chegar muito perto.

Eu tinha que ser cuidadosa. É claro que ambas fomos divinamente atraídas uma a outra, e em outro espaço e tempo estaríamos batendo paredes aos gritos com a pulsação acelerada. Mas ela tinha o seu harém, e eu não tinha o meu “O”. E quando eu soube que eu estaria disposta a arriscar um sexo com Quinn, mesmo sem meu “O”, não havia nenhuma maneira que eu iria me tornar uma de suas meninas. Então permaneceríamos amigas. Amigas que se aconchegam. Amigas que fazem almôndegas. E nós iríamos para Tahoe muito em breve.

Eu me castiguei mentalmente por retratar Quinn imersa em uma banheira quente com o Lago Tahoe espalhado em toda a sua glória por trás dela. A visão era realmente muito gloriosa para ser vista.

Eu me acomodei no sono, acordando apenas ligeiramente quando Quinn se aconchegou um pouco mais perto, e mesmo que fosse baixo, um pouco acima de um sussurro... Ela suspirou meu nome. Sorri quando eu escorreguei de volta no sono.

Na manhã seguinte, eu senti uma picada persistente no meu ombro esquerdo. Eu esfreguei-a, mas ela continuou.

"Sheila, pare com isso sua imbecil", eu gemi, escondendo a cabeça debaixo das cobertas, embora eu soubesse que ela não iria parar até que eu a alimentasse. Ela era regida por seu estômago.

Então, ouvi uma risada distintamente humana, calma e definitivamente não era Sheila. Meus olhos se abriram, e a noite anterior voltou para mim em detalhes brilhantes. O medo, a torta, o aconchego. Eu empurrei meu pé direito para trás, fazendo-o deslizar na cama até que eu o senti parar de encontro a algo quente, agora eu estava mais certa do que nunca, não era Sheila.

"Bate Parede?" Eu sussurrei, sem querer virar. Fiel à forma, eu estava espalhada na diagonal da cama toda, a cabeça de um lado, os pés praticamente do outro.

"A primeira e única", uma voz sussurrou em meu ouvido, e meus dedos dos pés e minha perseguida se enrolaram.

"Merda," disse, virando-me de costas para ver o dano. Ela estava encolhida em um canto que meu corpo havia dado a ela, meus hábitos noturnos de partilhar a cama não tinham melhorado mesmo.

"Claro que você pode encher uma cama", ela murmurou, sorrindo para mim de onde ela estava enrolada em uma bola sob o pouco de manta que eu havia deixado para ela. "Se vamos fazer isso de novo, terá que ter algumas regras básicas."

"Isso não vai acontecer novamente, foi em resposta a um filme terrível que você empurrou em nós duas. Sem mais aconchego," eu disse firmemente, pensando em como meu hálito matinal era terrível. Eu coloquei minha mão na frente do meu rosto, respirei, e dei uma cheirada rápida.

"Rosas?" ela perguntou inexpressiva.

“Obviamente”, eu sorri.

Olhei para ela, amarrotada e na minha cama. Ela sorriu aquele sorriso e eu suspirei pesadamente. Permiti-me por um momento entrar em uma fantasia Bate Parediana onde eu seria devastada por alguns segundos da minha vida, mas eu tive sabiamente o controle da minha puta interior.

"E se você se assustar esta noite?" ela perguntou quando eu sentei e me estiquei.

"Eu não vou", eu disse por cima do meu ombro.

"E se eu ficar com medo?"

"Cresça menina bonita, vamos fazer o café e depois tenho que ir trabalhar", eu ri, e bati nela com o meu travesseiro.

Eu assisti quando ela deslizou para fora sob a manta, tomando o cuidado de dobrá-la e levá-la consigo para a cozinha, onde ela a colocou suavemente sobre a mesa. Eu sorri pensando no que ela disse pouco antes de adormecer na noite anterior, e, posteriormente, quando ela disse meu nome. O que eu não daria para saber o que estava correndo pela sua mente quando ela disse isso.

Nós nos movendo pela cozinha calmamente, moendo grãos, medindo o café, vertendo água. Coloquei o açúcar e o creme em cima do balcão enquanto ela descascou e cortou uma banana. Eu derramei granola, ela colocou leite e banana nas taças para nós. Em poucos minutos estávamos sentadas ao lado uma da outra sobre as banquetas, comendo o café da manhã como se fizéssemos isso há anos. A facilidade simples que tínhamos me intrigava e me preocupava.

"Os planos para o dia?" Eu perguntei, cavando em meu prato.

"Eu preciso passar no escritório do New York Times".

"Você está trabalhando em algo para eles?" Eu perguntei, surpreendida com o nível de interesse que até mesmo eu pude ouvir na minha voz.

"Vou passar alguns dias trabalhando em uma peça para o jornal em saídas de fim de semana, viagem de fim de semana ou esse tipo de coisa", ela respondeu mordendo um pedaço de banana.

"Quando você vai fazer isso?" Eu perguntei, examinando as passas na minha tigela e tentando não parecer muito interessada na sua resposta.

"Na próxima semana, viajo na terça-feira", respondeu ela e meu estômago ficou enjoado de imediato. Na próxima semana, era quando era suposto irmos para Tahoe. Por que diabos eu me preocupava tanto que ela não fosse?

"Eu entendo", eu acrescentei, ainda fascinada com as passas.

"Mas eu vou estar de volta antes de Tahoe, eu estava pensando em dirigir direto para lá quando eu terminar o meu serviço", disse ela, olhando-me sobre a borda da caneca de café.

"Oh, bom, isso é bom", respondi calmamente, fiquei chocada com a forma como meu estômago já estava pulando por toda parte.

"Quando você vai para lá?" ela perguntou, parecendo estar estudando agora a sua própria tigela.

"Os meninos irão com Santana e Blaine na quinta-feira, mas eu tenho que ficar na cidade para trabalhar. Eu vou na tarde de sexta-feira."

"Perfeito, eu vou voltar para buscá-la então", ela ofereceu e eu tranquilamente acenei com a cabeça.

Sentadas, nós terminamos nosso café da manhã e assistimos Sheila perseguir a um pedaço perdido de algodão ao redor da mesa uma e outra vez. Nós não falamos muito, mas sempre que encontrávamos o olhar uma da outra, ambas sorriamos.

KPOV

"Hey Emma! Como você está? Lindo terninho", eu disse, puxando Emma em um abraço rápido. Eu estava parando no escritório para conversar com Emma sobre um trabalho de organização que ela queria me consultar, e eu pensei em ir convencer Rachel enquanto eu estivesse lá e ver se ela queria comer algum lanche.

"Obrigada amor, você está bem? Como está indo com Blaine, animada para a próxima semana?" ela perguntou, olhando-me com cuidado.

"Sim, nós devemos ter um grande momento. Blaine e Santana irão nos conduzir até lá na próxima quinta, mal posso esperar!" Eu gritei. Eu estava muito animado com a viagem, eu tinha essa sensação estranha sobre todos nós ali juntos, mas eu não conseguia dizer o que era.

"Bem, venha até meu escritório e podemos conversar lá, quer um pouco de chá?" ela ofereceu enquanto nós fizemos nosso caminho pela área da recepção até a longa escadaria.

Eu podia ouvir Rachel rindo quando chegamos ao degrau mais alto, ela tinha uma risada que você poderia reconhecer no meio de uma multidão.

"O que está a deixando tão risonha hoje?" Perguntei enquanto caminhávamos em direção ao escritório mais próximo de Rachel a caminho do de Emma.

"Novo cliente, eu não sei quanto trabalho eles estão realmente fazendo ai, mas eles com certeza estão se divertindo", observou ela, levantando uma sobrancelha.

Nós dois instintivamente abrandamos quando passamos pela porta de Rachel, e eu não pude evitar, mas espiei. O que eu vi me fez congelar.

Jesse St. James. Rachel estava encostada em sua mesa, ainda rindo como uma idiota enquanto Jesse St. James parecia estar enterrado em livros de design. Ele estava rindo, assim, eles pareciam bastante confortáveis. Enquanto eu olhava, eu o vi chegar do outro lado da mesa e tocar a mão dela, e ela não a tirou.

Eu inalei, preparando-me para pular e logo em seguida chutar a bunda dele quando eu fui movido da porta por uma Emma surpreendentemente forte. Quando uma mão agarrou firmemente sobre a minha boca e a outra se envolveu em torno da minha cintura, eu estava sendo arrastado pelo corredor como um manequim até seu escritório.

"Emma! Que inferno!" Eu disse, com raiva. "Você sabe quem ele é?"

"Eu sei que ele é novo cliente da Rachel, que está prestes a gastar uma tonelada de dinheiro com esta empresa e pelo olhar no seu rosto, alguém que eu não quero que você grite. Meu Deus Kurt, você parecia uma chaleira! Eu nunca tinha visto o rosto de alguém chegar tão rápido no vermelho..." ela suspirou, afundando-se em sua cadeira. Eu comecei a andar para trás e para frente em seu escritório, continuando a ficar mais e mais irritado.

"Novo cliente meu... pé, ele é Jesse St. James!" Eu gritei.

“Eu conheço Jesse St. James. Ele parece bastante inofensivo", ela deu de ombros, tomando seu chá com uma xícara de porcelana.

"Você sabe quem ele realmente é?" Eu perguntei, virando-me para enfrentá-la, tentando manter o meu nível de voz.

“Freddie Mercury? Brincando, estou brincando! Sim, eu sei que ele é um ex-namorado de Rachel, o que tem? Ela parece bem em trabalhar com ele. Eu perguntei a ela antes de ela concordar em assumir o serviço, ela pode lidar com isso", ela me garantiu, imaginando que todo o alarido era sobre isso. Me afundei na cadeira lateral na sua frente, tentando reunir os meus pensamentos. Eu tomei uma respiração profunda.

"Emma, ele não é um ex-namorado, ele é o ex-namorado. O ex-namorado de todos os ex-namorados."

"Ok, você vai ter que explicar isso, eu não tenho ideia do que isso significa," ela sorriu, mordiscando um biscoito. Eu suspirei e tentei pensar como eu poderia dizer a Emma sobre Rachel e Jesse, e o mais importante em como Rachel era com Jesse.

"Eles namoraram realmente sério, eram praticamente noivos até que Rachel terminou com ele. Ele não aceitou tão bem, e realmente não estava bem em deixá-la ir. Ele não é acostumado a não conseguir o que ele quer", respondi.

"Eu já tive esse sentimento, mas eles parecem estar bem juntos", assegurou ela, oferecendo-me uma xícara de chá também.

"Claro, agora eles estão bem. É assim que isso começou. Mas St. James, ele é, bem... ele não é só bom para ela. Ele tem essa forma de fazê-la duvidar de si mesma, limitando-se".

"Rachel? Por favor, aquela menina consegue exatamente o que ela quiser! Eu nunca a vi desistir de nada", Emma bufou.

"Oh, sério? Ela quase não aceitou o seu estágio Emma," eu bufei de volta, meu rosto endurecido. Ela parou de roer as unhas.

"Por que diabos ela-"

"St. James não queria que ela tivesse que trabalhar depois da faculdade," eu interrompi, recostando na minha cadeira quando ouvi os dois saírem do escritório de Rachel. Emma e eu olhamos um para o outro enquanto ouvimos os dois discutirem sobre onde ir almoçar.

"Nós devemos apenas ir para o restaurante tailandês na esquina, é tão bom, e isso vai ser mais rápido."

"Rachel, eu estou realmente com vontade de comer comida vietnamita, você não acha que seria melhor?"

"Você esqueceu que eu não gosto de comida vietnamita?" Eu ouvi Rachel dizer, e eu mentalmente bati palmas por isso.

"Vamos lá, você pode pedir uma sopa", ronronou St. James, e eu quase podia ver o olhar no seu rosto.

Emma sorriu por trás de sua mesa.

"Não mesmo menino bonito, Rachel detesta comida vietnamita", disse ela, confiante.

"Tudo bem, será comida vietnamita, eu posso encontrar alguma coisa", ouvimos Rachel dizer, e eu balancei minha cabeça com tristeza.

"Eu só não gosto de tudo isso", sussurrei para Emma, seu rosto refletia o olhar do meu.

Mensagens interceptadas de Kurt e Brittany:

Você sabia que Rachel está trabalhando com Jesse? – K”

“Que Jesse? – B”

“Jesse St. James obviamente, quem mais? – K”

“NÃO! Por que? – B”

“Ele é o seu novo grande cliente... lembra que ela nos contou sobre isso? É claro que ela se esqueceu de mencionar que era ele – K”

“Eu vou chutar o rabo dela quando eu a encontrar... tomara que ela não cancele Tahoe – B”

“Blaine te disse que ele vai levar seu violão? – K”

“Sim, ele me disse que queria fazer algum tipo de merda de cantar junto, palavras de Santana – B”

“Ele disse? Haha, acho que vai ser divertido... – K”

Mensagens interceptadas entre Santana e Quinn:

Você ainda pensando em viajar conosco neste fim de semana? – S”

“Sim, mas eu vou chegar um pouco atrasada, tenho um serviço – Q”

“Quando você vai chegar? – S”

“Sexta a noite, paro na cidade e vou até lá – Q”

“Por que diabos você vai voltar para a cidade se você pode fazer um percurso direto pra lá? – S”

“Eu só preciso pegar algumas coisas para o fim de semana – Q”

“Quero ver, arrume suas merdas e leve sua bunda para Tahoe – S”

“Eu vou, só preciso pegar Rachel primeiro – Q”

“Entendi – S”

“Você não entendeu nada – Q”

“Eu entendi tudo – S”

“Tem certeza disso Satã? E quanto a Britt? – Q”

“Britt? Porque é que todo mundo me pergunta sobre Britt? – S”

“Nos vemos em Tahoe – Q”

Mensagens interceptadas entre Kurt e Rachel:

Você tem alguma explicação para dar Barbra... – K”

“Oh não, eu odeio quando você dá uma dessas comigo... o que eu fiz? – R”

“Explique-me porque você não me contou sobre seu novo cliente? – K”

“Rachel, não ignore a minha mensagem... – K”

“RACHEL! – K”

“Se acalme, é exatamente por isso que eu NÃO disse para você – R”

“Rachel Barbra Bery, essa é uma notícia que, obviamente, eu deveria saber! – K”

“Olha, eu posso lidar com isso ok? Ele é meu cliente, e ainda mais que ele vai gastar uma quantia obscena de dinheiro nesse projeto – R”

“Eu sinceramente não me importo com o quanto ele está gastando, eu não quero que trabalhe com ele – K”

“O que está dizendo? Eu vou aceitar a qualquer novo cliente muito bem, por favor! Eu tenho tudo sob controle... – R”

“Vamos ver... eu ouvi um boato de que você irá até Tahoe com a Bate Parede, é verdade? – K”

“Wow, mudando de assunto rápido. Sim, eu vou – R”

“Bom... peguem o caminho mais longo – K”

“O que diabos isso quer dizer? – R”

“Kurt? Você está aí? – R”

“Maldito seja Kurt... – R”

“OLÁ? – R”

Mensagens interceptadas entre Quinn e Rachel:

“Bate Parede...? – R”

“Bate Parede não está aqui, só o exorcista – Q”

“Não foi nem um pouco engraçado... – R”

“Haha... O que houve? – Q”

“Que horas que você vem me pegar na sexta? – R”

“Eu devo estar de volta à cidade às 3 da tarde, e se você puder cair fora do trabalho um pouco mais cedo podemos vencer a hora do rush – Q”

“Eu já disse a Emma que eu precisava sair um pouco cedo. Onde está você agora? – R”

“No Carmelo, numa colina com vista para o mar – Q”

“Menina você é uma romântica... – R”

“Eu sou uma fotógrafa, vou para onde o dinheiro é atirado – Q”

“Sua sem graça – R”

“Além disso, eu pensei que VOCÊ era uma romântica – Q”

“Eu te disse, eu sou uma romântica prática – R”

“Bem, então em termos práticos, até mesmo você gostaria de receber a visão que eu estou olhando agora, ondas, sol, é bom – Q”

“Você está sozinha? – R”

“Sim – Q”

“Aposto que você desejaria nunca estar... – R”

“Você não tem idéia – Q”

“Rachel? – Q”

“Sim? – R”

“Nos vemos mais tarde – Q”

“Sim – R”

Mensagens interceptadas entre Rachel e Britt:

“Você pode me dar endereço novamente da casa para que eu possa configurá-lo ao GPS? – R”

“Não – B”

“Não? – R”

“Não, até que você me diga por que você estava escondendo Jesse St. James – B”

“Jesus, é como ter duas mães... – R”

“Nós precisamos ter uma conversa sobre sua postura... – B”

“Inacreditável – R”

“Sério Rachel, nós apenas estamos preocupados – B”

“Sério Britt, eu sei. Endereço, por favor? – R”

“Deixe-me pensar sobre isso – B”

“Não vou perguntar de novo... – R”

“Sim, você vai... você quer ver a Bate Parede na banheira, não minta – B”

“Eu te odeio... – R”

Mensagens interceptadas entre Quinn e Rachel:

“Você já saiu do trabalho? – Q”

“Sim, estou em casa e esperando por você – R”

“Isso traz um visual bonito... – Q”

“Prepare-se Bate Parede, eu estou tirando o pão do forno – R”

“Não me provoque garota... Do que? – Q”

“Amora e laranja... – R”

“Hmmm Nenhuma pessoa jamais fez as preliminares de um pão da forma como você faz – Q”

“HA! Quando você vem? – R”

“Não. Consigo. Dirigir. – Q”

“Podemos ter uma conversa quando você não tiver com doze anos? – R”

“Desculpe, eu estarei ai em 30 minutos – Q”

“Perfeito, isso vai me dar tempo de assar meus bolos... – R”

“O que? – Q”

“Oh, eu não te disse? Também fiz rocambole de canela – R”

“Eu estarei ai em 15 minutos... – Q”

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"Eu não vou ouvir isso."

“É o meu carro, a motorista escolhe música."

"Na verdade, você está errada sobre isso. O passageiro escolhe sempre a música, é o que você recebe quando você desiste dos privilégios de dirigir".

"Rachel, você não tem sequer um carro próprio, então como você poderia ter privilégios de condução?"

"Exatamente, por isso, ouça o que eu escolher."

"Mas é uma viagem, você pode desligar isso?"

"É uma canção Bate Parede, pega essa bebezona", eu a critiquei, sentada no meu lugar depois de mudar a estação de rádio pela centésima vez. Eu bati o iPod e rolei até que encontrei algo que eu pensei que iria nos agradar igualmente.

"INXS? Mesmo?" perguntou ela, erguendo a sobrancelha e sorrindo.

"Eu ainda estou de luto por Michael", eu suspirei, dobrando as pernas para debaixo de mim e vendo a rodovia.

"Boa música", ela concordou e nós duas cantarolamos juntas.

A viagem tinha sido ótima até agora, e apesar de eu detestar admitir, a Bate Parede foi rapidamente se transformando em uma das minhas pessoas favoritas. Olhei para ela, cantarolando INXS, rufando seus polegares ao longo do volante no ritmo da música. Enquanto ela estava concentrada na estrada, aproveitei a oportunidade para catalogar algumas das suas características mais dignas.

Olhos? Perfeitos.

Lábios? Bonitos e só de olhar... talvez eu pudesse fazer a minha própria língua inspecionar um pouco...

Sentei-me em minhas mãos para me impedir de lançar-me sobre ela. Ela continuou a cantarolar e tamborilar.

"O que está acontecendo aí Garota da Camisola, você está um pouco pálida. Está precisando de um pouco mais de ar?" perguntou ela, mexendo no condicionador de ar.

"Não, eu estou bem", respondi, minha voz soando ridícula até mesmo para meus próprios ouvidos. Ela me olhou com estranheza, mas retomou o seu tamborilar.

"Eu acho que está na hora da pausa para o pão de amora e laranja, me dá um pedaço", ela disse um instante depois, quando minha mente estava entregando-se a uma fantasia leve de como eu poderia exatamente manobrar os seus dedos dentro de mim mantendo uma boa velocidade na estrada.

"Eu vou pegar!" Eu gritei rapidamente, mergulhando no banco de trás em alta velocidade, surpreendendo a ambas.

Eu fiquei com minhas pernas no ar, e minha bunda exposta enquanto eu apertava a minha cabeça para baixo em minhas mãos para trás do assento. Eu podia sentir minhas bochechas vermelhas e me dei um tapa para me trazer de volta a este mundo.

"Essa é uma bunda gostosa, minha amiga", ela suspirou suavemente, inclinando a cabeça sobre ela como se fosse um travesseiro.

"Hey. Garota-Bunda. Preste atenção à estrada e não na minha bunda ou nenhum pão para você," Eu a repreendi, dando em sua cabeça uma colisão com o meu bumbum e me forçando a bater de novo quando ela veio na mesma direção.

“Rachel, você precisa controlar a si mesma aí ou eu vou ter que te puxar."

"Oh calada, aqui está o pão maldito", eu disse de volta, rastejando para trás em meu banco de uma maneira sem graça e jogando o pão para ela.

"Que porra é essa? Não jogue ele, e se tivesse machucado ele?" exclamou ela, acariciando gentilmente a folha do pão embrulhado.

"Eu me preocupo com você Quinn, eu realmente me preocupo", eu ri, olhando para ela abrindo o final da embalagem.

"Você quer que eu corte um pedaço, ou você pode apenas fazer isso," Eu fiz uma careta, quando ela deu uma mordida gigante na ponta.

"Como você funciona na sociedade normal?" Eu perguntei, balançando a cabeça quando ela deu outra mordida de monstro. Ela apenas sorriu e continuou a comer todo o pão em menos de cinco minutos.

"Você vai passar mal, isso era para ser comido pedaço por pedaço, não totalmente engolido", disse eu, balançando a cabeça. Sua única resposta foi arrotar alto e tocar sua barriga. Eu não pude segurar, mas ri.

"Você é uma nojenta Bate Parede" Eu ri.

"Você ainda está intrigada, porém, não é?" ela sorriu, prendendo os olhos verdes em mim de tal maneira que eu senti minha calcinha realmente se desintegrar.

"Estranhamente, sim", admiti, sentindo meu rosto esquentar novamente.

"Eu sei", ela sorriu e seguimos em frente.

"Ok, a curva deve estar chegando antes mesmo de virar esta esquina, eu me lembro dessa casa", eu gritei, saltando no meu lugar, excitada.

Fazia um tempo desde que eu tinha vindo até aqui, e eu tinha esquecido de como era bonito. Eu amava Tahoe no verão, todos os esportes aquáticos e tudo mais. Mas no outono? O outono era bonito aqui.

"Graças a Deus, eu preciso fazer xixi," Quinn suspirou, como ela vinha fazendo nos últimos vinte e tantos quilômetros.

“É sua culpa por beber aquele refrigerante sozinha," eu adverti, ainda pulando fora.

“Uau, é aqui?" ela perguntou quando virou a esquina. As lanternas iluminaram o caminho até a entrada para uma casa de cedro alastrando de dois andares com uma lareira de pedra gigante até o lado esquerdo. Os carros já estavam na calçada, e eu podia ouvir a música que vinha da volta.

"Parece que nossos amigos já fizeram uma festa," Quinn percebeu, quando ouvimos guinchos e risos vindos da parte de trás da casa.

"Oh, eu não duvido. Meu palpite é que eles estão bebendo desde o jantar e estão meio nus na banheira de água quente até agora", eu ri, andando para trás para pegar minha bolsa.

"Bem, nós vamos ter que surpreendê-los agora, não vamos?" Ela piscou, tirando uma garrafa de licor italiano de sua bolsa.

"Eu pensei que nós poderíamos dar algumas Batidas na Parede".

"Eu sabia que você estava morrendo para ter meus dedos dentro de você Rach," ela riu, pegando sua bolsa e a minha quando fomos em direção à porta.

"Por favor, você queria era inventar uma bebida e a chamar de Camisola Rosa só para me ter em sua boca, e nem sequer tente mentir sobre isso", ri, cutucando-a com o meu ombro. Ele parou no meio do caminho e olhou-me ferozmente.

"É um convite? Porque eu sou um inferno de uma barwoman", declarou simplesmente, os olhos brilhando na escuridão.

"Eu não tenho nenhuma dúvida", eu respirei, o espaço entre nós agora pesado com a tensão que estava se tornando ridiculamente difícil de ignorar. Eu tomei uma respiração profunda, e eu notei que ela também fez isso.

"Vamos, vamos entrar e começar este fim de semana", ela riu, me empurrando com o ombro e quebrando o feitiço.

"Começando", eu murmurei, subindo o caminho bem atrás dela.

Será que eu olhei para sua bunda por todo o caminho? Com certeza sim.

Encontrando a porta da frente aberta, Quinn e eu escondemos as malas e fizemos o nosso caminho através da casa para o a parte de trás. Lá, o deslumbrante lago estava espalhado diante de nós, apenas mal iluminado pelas tochas que pontilhavam a doca e os caminhos que levaram até a costa. Toda a volta da casa era acompanhada por tijolos e decks, e foi ali que encontramos os nossos amigos.

"Rachel!" Kurt gritou da piscina, onde ele e Blaine estavam jogando água um no outro. Ah, já estávamos no Alto Bêbado.

"Kurt!" Eu gritei de volta, procurando em volta por Britt. Ela e Santana estavam empoleiradas no banco de pedra da pira, assando marshmallows. Ambas acenaram alegremente, Santana gesticulando obscenamente com sua vara.

"Fazê-los ver o erro disso pode ser mais fácil do que pensávamos, companheira casamenteira", sussurrei para Quinn, que já estava começando a misturar um coquetel no bar do pátio.

"Você acha que isso vai ser tão fácil?" ela sussurrou de volta, dando a seus amigos o aceno de cabeça internacional que dizia: "E ai cara?"

"Sim, eles já estão quase lá sem a nossa ajuda. Tudo que temos a fazer é mostrar a eles o que já está bem na frente deles", eu sussurrei de volta.

"Você não acha que eles veem isso?" perguntou ela, entregando-me um coquetel.

"Eu não vejo como eles perderiam todo esse tempo para as coisas estão óbvias", eu respondi, tomando um gole.

"Então, como eu estou?" perguntou ela, piscando o olho.

"Este é um Bate Parede?"

"É", Eu tomei um gole, o gosto rodou em volta da minha boca e na minha língua.

"Você é tão boa como eu sabia que você ia ser", eu sussurrei, tomando um gole perigosamente grande.

"Então, perdendo tempo para as coisas que estão óbvias", acrescentou ela, batendo o seu em meu copo e tomando o seu próprio grande gole.

"Para as coisas que estão óbvias", repeti, os nossos olhos se encarando. Maldito voo doo bate parede...

Notas finais
Espero que tenham gostado. :D

Até amanhã, se não houver alguma catástrofe.

Bjs