Damn Eyes(reescrita)

5 A cidade misteriosa


Notas iniciais
Desculpem a demora. Apenas agora minha internet se estabilizou o suficiente para que eu pudesse postar mais capítulos. Aviso que já tenho a fic praticamente toda escrita no pc. Espero que gostem. A parte boa está chegando.

A caminho de Durville, a próxima cidade no mapa, me vi em um cruzamento de estradas.

-Esquerda ou direita? – perguntei a mim mesmo.

Ponderei por um minuto e resolvi escolher aleatoriamente. Escolhi um numero e comecei a contá-lo apontando cada vez para uma das estradas.

-1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9. – contei – Esquerda.

Ajeitei o sobretudo preto e segui rumo à estrada da esquerda. Uns dez minutos de caminhada se passaram naquela estrada quando percebi que o lugar era um tanto quanto silencioso e solitário.

Finalmente, após uma hora de caminhada intensa por estradas esburacadas, cheguei a uma velha cidade que em nada se parecia com a Durville que eu esperava. Era um lugarzinho morto e cheio de poeira, quase como uma cidade fantasma. Não vi sequer um ser humano em suas ruas mal-traçadas portanto resolvi bater à porta de alguém para ver se descobria onde estava. Escolhi, aleatoriamente, um casebre de madeira com teto de palha mal-amarrada e bati na porta. Uma mulher magra e pálida abriu uma pequena fresta da porta e quando identificou meu rosto puxou-me para dentro e trancou a porta.

-O que você... – comecei.

-Shhh! – sussurrou ela – Ele pode te ouvir!

Quando meus olhos se acostumaram ao ambiente escuro percebi mais duas pessoas, um homem por volta de sessenta anos e uma menininha de uns treze.

-Ele quem? – perguntei intrigado.

-É um monstro terrível, meu caro viajante. – disse a mulher – Ninguém sai mais às ruas com medo dele.

-Senhora. – comecei em tom baixo – Deixe que eu me apresente. Sou Zero Gayatta, um Fire Curser. Talvez eu possa dar um fim a essa criatura para vocês. Conte-me como ela é. Tem nome?

Ela ponderou por um minuto, olhou para o homem de idade que presumi ser seu pai e, quando este assentiu, começou:

-O nome da criatura é Golem. Foi criado por um padre da comunidade com o intuito de proteger nossa pequena e frágil vila. – ela parou por um minuto – O monstro mudou de lado e agora nos aterroriza. É a criatura mais horrorosa que já existiu. É inteiramente feito de argila. Muitos já o feriram, mas ele se recompõe com a própria argila. Tememos por nosso futuro nobre guerreiro. Se tudo continuar assim morreremos de fome em nossos refúgios.

Meu coração deu um pulo no peito. Um monstro feito e argila e que se regenera?

-Onde posso encontrar esse tal padre?

O homem velho moveu a cabeça negativamente.

-O monstro o matou. – disse ele.

Congelei em meu lugar. Onde eu havia me metido? Essa cidade não está nem mesmo nos mapas. Mesmo assim eu não podia deixar aquelas pessoas desprotegidas...

-Onde vive a criatura? – falei.

-Ele vive na igreja do falecido padre. – disse a mulher.

-Mostrem-me onde é. – comecei – Eu matarei o Golem.

A mulher estudou-me por um minuto e então assentiu.

-Siga até o fim dessa rua e dobre à direita. – disse ela – Duas quadras adiante você verá a igreja em uma esquina à esquerda.

Assenti, agradecido. Antes de sair ela me dirigiu a palavra mais uma vez.

-Cuidado nobre guerreiro. Muitos dos seus já tentaram matar o Golem, mas todos tiveram o mesmo fim.

Estremeci, mas não podia deixar aquilo evidente.

-Já matei muitos demônios na face da terra. – falei – Esse será apenas mais um.

-Se engana senhor. – disse ela – Esse monstro não é parecido com nada que tenha enfrentado. É praticamente imortal.

Resolvi sair dali antes que ela desce asas ao monstro. Sorri e acenei antes de sair pela porta mal-cortada. Estava frio do lado de fora e uma neblina formava-se no ambiente enquanto o sol ia se começando a se por. Sem mais demoras pus-me a correr pelas ruas poeirentas da pequena cidade. Ao longo do caminho vi de relance pessoas espiando por entre as venezianas. Vi também o que pensei ser uma sombra de dois metros passar por um beco ao meu lado.

Quando finalmente cheguei à porta dupla e bem entalhada da igreja empurrei-a e analisei o ambiente. Certamente não havia ninguém cuidando daquele lugar. O eco era alto ali dentro e a escuridão era total. Fui até o altar, tateando para encontrá-lo, e agarrei um candelabro. Usei meu Fire Curse para acender suas sete velas dispostas simetricamente.

Notas finais
Comentem para avaliar.