Damn Cupid

14 Fake Feelings.


Notas iniciais
OLLAAAAARRRRR MEUS AMORES!!!!!!! Tudo bem com vocês? Nossa, gente, me perdoem por ficar mais de um mês sem atualizar DC, é que eu, de verdade, estou embolada com o cursinho pré-vestibular e meu tempo está bastante reduzido... Espero que me perdoem mesmo, mas eu to tentando administrar melhor esse tempo viu? Sei que pode parecer enrolação minha, porém estou falando a verdade... Enfim, senti falta de vocês!! ♥ ♥ Trago aqui um capítulo fresquinho que acabou de sair do forno.. Gente eu demorei uns três dias para escrever esse capítulo 14, nossa senhora... Mas depois de MUITA PROCRASTINAÇÃO E DIFICULDADE ele finalmente saiu do meu útero!! O parto está feito :D HAHAHAHA Bem, não vou mais enrolar vocês nessas notas iniciais. Vão para o capítulo e boa leitura ;)

Chapter XIV: Falsos sentimentos.

POV Marlene McKinnon

Eu estava eufórica. A brilhante (ou talvez não tão brilhante assim) ideia que acabara de surgir em minha mente fez meu sangue parecer entrar em ebulição. Sempre me deixei guiar pelas minhas intuições e, na maioria das situações, eu saía vencendo. E agora não seria diferente. Não sei por que, mas ao ver O’Brien todo inseguro quando mencionei Sirius Black, me senti estúpida por não ter percebido isso antes: o ciúme dele seria como um aliado para mim em minha, digamos, vingança. Já captou a essência do meu plano? Sim, sim , você está certo. Eu vou causar ciúmes no meu ex-namorado.

Nem me venha com aquele papinho de “nossa, que infantil” ou “nada a ver, nem Sirius nem Stefan merecem isso”. Posso lhes afirmar que a dupla de “S” merece. Bem, no que se refere ao Black... Ele merece ter uma chance de ficar comigo, quero dizer, não vai se importar de fazer esse pequeno favorzinho para mim. Ainda mais depois daquela conversa que tivemos na casa do James, o que me fez enxergá-lo com outros olhos e eu sei que essa frase teve sentido ambíguo, a verdade é que, os dois sentidos estão certos.

Enquanto me afasto Stefan me chama algumas vezes, mas não lhe dou atenção. Desço as escadas que me levariam até o pátio da escola convicta de que a pessoa, cuja qual eu necessitava conversar nesse exato momento, estaria lá. Provavelmente a minha aula de Literatura já havia começado, mas eu não estava nem um pouco preocupada com ela e nem com a possível bronca que eu levaria se caso McGonagall me encontrasse perambulando por aí em horário de aula. Em ocasiões como essas sinto uma pequena inveja dos Stewfalcons, pois eles são liberados das aulas quando o treinador requere algum treino extra.

Assim que chego ao térreo, avisto o time saindo do vestiário masculino mais ao fundo. Diminuo o passo para não parecer nitidamente que estou seguindo-os e finjo procurar algo em minha mochila olhando de relance para os meninos que caminhavam animados em direção ao campo de rugby. Paro enfrente a um bebedouro qualquer disfarçando um pouco mais. Depois do que me parece ser décadas, Black é último a sair com os cabelos presos em uma espécie de coque, trajando o uniforme vermelho com alguns detalhes em amarelo e com uma garrafa d’água em mãos.

Era agora ou nunca.

— Black! – chamo seu nome caminhando em sua direção. Ele continua seus passos parecendo não me ouvir. Reviro os olhos e chamo novamente, dessa vez, mais alto: – Sirius Black!

E então ele vira o pescoço em minha direção enfim me avistando e para de caminhar.

— Não devia estar em aula, McKinnon? – pergunta com uma sobrancelha arqueada.

— E desde quando você se importa com onde estou? – cruzo meus braços ficando de frente para ele e Black dá de ombros, desinteressado. – Precisamos conversar. – afirmo indicando-o com a cabeça.

Ele ri pelo nariz e desvia seu olhar de mim por um segundo.

— Se você não percebeu, Lenezinha, eu tenho treino agora.

— Não vai demorar nem um minuto. Quero dizer, tudo depende da sua resposta. – soo misteriosa atiçando sua curiosidade. Eu sabia que ele era curioso e essa era a forma mais rápida de fazer com que ele concordasse em ceder alguns minutinhos do seu treino para conversar comigo.

— Manda – faz um gesto com a mão para que eu começasse a falar.

— Não aqui – digo assim que vejo os amigos de Stefan mais a frente encaminhando-se para o vestiário e então vou em direção à pilastra mais longe possível com Black em meu encalço. Assim que chego ao referido local, encosto-me no mármore e mordo o lábio inferior.

— Beleza, já me trouxe até o fim do mundo agora desembucha. – pede sendo educado como de costume. Só que não.

Eu o encaro e respiro sonoramente tentando encontrar um meio de começar aquilo. De pedir aquilo. Eu havia ficado louca. De repente me vejo observando seus olhos acinzentados que obtinham um reflexo quase que hipnotizante quando a claridade do sol incidia sobre eles. Pisco algumas vezes e decido começar:

— Eu... Euprecisodeumfavorseu. – nem eu consigo me entender ao proferir aquela frase tão rapidamente. Ele enruga o cenho confuso e me vejo em obrigação de repetir. – Eu preciso que me faça um favor. – as palavras parecem arranhar minha garganta conforme saíram.

Quando ouço meu pedido, a luz da sanidade finalmente acende em meu cérebro e eu me arrependo no instante seguinte de levar aquele plano até esse ponto. Mas agora já era tarde demais.

— Fumou alguma coisa antes de vir para a escola? – inquire tentando esconder um riso.

— Vai se foder Sirius eu estou falando sério! – respondo já perdendo o pouco de paciência que tenho.

— E eu também. Qual é, McKinnon, nós dois sabemos que você nunca pediu um favor para mim e acho que você preferia morrer ao invés de pedir. – diz com sinceridade e eu permito-me sorrir um pouco. É, ele me conhecia.

— Acredite, eu estou quase me arrependendo de ter feito isso. Mas enfim, vai me ajudar ou não?

— Depende... O que eu vou ganhar com isso? – ele apoia o braço na pilastra paralelo a minha cabeça delimitando o espaço entre nós.

Era só o que me faltava.

— Você ganha a minha eterna gratidão – sorrio contente dando-lhe um ótimo motivo. Sirius revira os olhos e desapoia o braço afastando-se de mim.

— Não me convenceu.

Reviro os olhos em inquietação.

— Ai, o que você quer então? – pergunto com o cenho franzido esperando, no mínimo, que ele peça de presente alguma moto nova. Se for isso, mas nem em três séculos que eu vou desperdiçar o meu dinheiro comprando uma maravilha dessas para manuseio de Sirius Black.

Mas, para a minha surpresa, ele não pede isso. Do contrário, me olha de cima a baixo e responde evasivo:

— Vou pensar e depois eu te digo. – Jeová que me ajude. – No que meus excelentes serviços podem te ajudar?

Eu achava que talvez esse momento nunca chegasse, mas cedo ou tarde eu teria de falar no que o favor consistia.

Desvio o meu olhar do seu e procuro ao redor algum sinal dos amigos do Stefan ou até dele próprio caminhando por aí. Ao me assegurar que estava a sós com Black, mesmo que os barulhos do time de rugby pudessem ser ouvidos ao longe, eu decido revelar:

— Faz algum tempo que eu notei que o Stefan tem demonstrado reações estranhas quando me via ou vê conversando com você. – começo com cautela. Sirius confirma com a cabeça e faz um gesto para eu continuar. – Então... Eu tive a comprovação, agora mais cedo, que obviamente ele sente ciúmes quando nos vê juntos e, ah, o que eu to querendo dizer é que... Quero que me ajude a deixar ele enciumado, digo, com raiva igual como fiquei naquela noite da festa... – termino incerta e olho de relance para Sirius que já não mais me encarava e sim fitava o ‘nada’ ao longe.

Depois que o meu aparente discurso acaba, Black não responde nada a princípio. Continua a encarar o horizonte parecendo estar absorto em pensamentos. Qual é a dele? Será que não escutou nada do que eu disse e estava pensando na sua última relação sexual? Mas, antes que eu ponha voz ativa nessas perguntas ele se manifesta.

— Deixa eu ver se entendi direito – diz voltando seus olhos para os meus. – Você quer me usar para fazer ciúmes naquele merdinha? Você ainda se importa com ele? É sério isso, McKinnon?

— Sim, quero dizer, não! É que é complicado e eu achei que você não se importaria de, sei lá, me ajudar nessa-

— Vingança? Você tá brincando com a porra da minha cara? Não sou homem desse tipo de coisa! Quantos anos você tem? Oito?

Eu me calo. Não consigo proferir sequer uma palavra. Por que ele ficou tão alterado de repente? A ideia realmente pareceu ser absurda para ele de modo que Black me encarava agora como se eu fosse a escória da humanidade em pessoa.

— Qual é o seu problema? – questiono com as sobrancelhas unidas em inquérito. Eu esperava, no máximo, que Sirius risse da minha cara e não que ficasse totalmente com raiva.

— O meu problema? – ele ri em descrença, mas não responde a minha pergunta. Apenas passa uma das mãos pelo rosto e olha para trás em direção ao campo de rugby. – Olha McKinnon, eu tenho que voltar para o treino que nem comecei, então se não se importa eu to indo – e dizendo isso Sirius gira nos calcanhares e caminha na direção rumo ao campo sem nem por fim, decentemente, aquela nossa conversa.

Fecho minha boca que só agora percebo que a mantive aberta esse tempo todo e corro em sua direção parando à sua frente.

— Ei, ei! O que foi aquilo? Você não vai me ajudar é isso mesmo?

— Quer que eu desenhe? Achei que fosse mais inteligente.

Ao ouvi-lo sinto meu sangue ferver e uma vontade imensa de socar seu rosto.

— Você é um grande idiota, Black, e eu mais ainda por achar que podia contar com você. – cuspo as palavras carregadas de desprezo e desvio do seu corpo para sair do seu campo de visão o mais rápido que posso.

Não quis nem perguntar o motivo dessa negação repentina, pois eu juro que se ficasse mais um minuto sequer olhando seu rosto e ouvindo sua voz eu não responderia por mim. Caminho à passos rápidos e pesados até a sala de aula quando sou barrada pela Coordenadora Pedagógica. Ela aponta para o relógio de seu pulso e em seguida indica a sala de detenção.

E agora mais essa. Ficarei detida até o sinal do intervalo tocar porque estou atrasada para a aula de Literatura.

Você me paga, Black.

~*~

Um som estridente me desperta do meu cochilo de vinte minutos na sala de Detenção. Levanto, em um sobressalto, minha cabeça da mesa e percebo que o sinal do intervalo finalmente tocara. Ser acordada dessa forma nem um pouco tranquila me fez ficar ainda mais irritada. Pego minha mochila jogada aos meus pés e deixo o recinto como um furacão.

Assim que chego ao pátio avisto minhas amigas conversando. Não sei porquê, mas o fato de vê-las tão comumente normais deixou meus nervos pegando fogo. Eu estava com raiva. Muita raiva. Era óbvio que Lily e Dorcas não tinham culpa no cartório, porém meus sintomas de TPM estavam colaborando para a degradação do meu humor.

— Idiota! Insensível! Cretino! Egoísta! – começo entre dentes estando próxima a elas. – Ai como eu pude ser tão idiota?! – as duas param no mesmo instante de conversar e me encaram com semblantes confusos.

Bufo fazendo com que uma mecha loira levante alguns centímetros do meu rosto enfurecido.

— Lene, calma, Stefan realmente foi-

— Não é dele que eu estou falando! – interrompo Lily que pisca algumas vezes. Nesse instante até meus cabelos me irritam, obrigando-me a prendê-los em um coque mal feito. – Eu estou falando do ridículo do Black!

— O que? – Dorcas profere confusa. – Mas vocês não estavam de bem hoje pela manhã? Pareciam até BFF’s – isso é o que mais me irrita em Doe, por tentar fazer piadas de coisas que, definitivamente, não tem a menor graça.

Eu reviro os olhos.

— Não viaja Meadowes! Ser amiga daquele insensível é a última coisa que eu faria!

— Tudo bem, relaxa, eu só estava brincando... – ela tenta se desculpar embora eu soubesse que não possuía nenhum sentimento de culpa perante minha desgraça.

Geralmente não gosto muito de ser esse tipo de amiga: a irritada. Costumo, na maioria das vezes, levantar o astral de minhas amigas e lembrá-las de que ninguém pode fazê-las sentirem-se inferiores.

Entretanto, quando se trata dele todos os conselhos e pensamentos que eu prego parecem não surtir efeito em mim mesma. E eu, mais do que tudo, não queria deixar minha instabilidade visível para todos. Principalmente para Doe e Lily, mas, no minuto seguinte, quando a ruiva me pergunta o que havia acontecido, eu não consigo me controlar:

— Qual foi o problema dessa vez?

— O problema é que eu só posso ter nascido na Trouxalândia por achar que Black poderia me ajudar – desvio meu olhar do seu, tentando ao máximo não transparecer mais detalhes.

— Ajudar com o que? – Lily não colabora com minhas tentativas de esconder sentimentos. Eu sabia que agora teria de contar a verdade e, algo me dizia que elas não reagiriam muito bem quando soubessem.

Assim que ouço sua pergunta eu suspiro fechando os olhos e apoio minhas mãos na cintura. Eu não sabia como começar aquilo, mas a julgar pelos olhares carregados de expectativas que ambas lançavam em minha direção, era óbvio que elas não sairiam dali enquanto não obtivessem uma devida e clara explicação. Mordo o lábio inferior e encaro meus pés, um tanto envergonhada.

— Eu pedi ao Black para me ajudar a causar ciúmes no Stefan. – revelo sem rodeios.

— Como é que é, McKinnon?! – Dorcas começa o bombardeio, incrédula. – Você ainda se importa com aquele lixo?

— Nem vem Dorcas! Você me conhece! Sabe que não vou deixar barato! – me irrito com seu julgamento. – Além disso, pareceu ser uma boa ideia...

— É uma péssima ideia! – Lily pronuncia-se também alterada. – Usar Black como fantoche? Não me surpreende que ele tenha recusado.

— Não é isso! Eu não ia fazer dele um fantoche! Só queria que o O’Brien provasse do próprio veneno, já que ele tem ciúmes do Sirius assim como eu tinha da Johnson. – tento explicar minha linha de raciocínio o menos abstrato que consigo. Por que era tão difícil para todos entenderem o modo como eu penso?

Assim que termino de falar o silêncio instala-se entre nós. Eu sabia o que Lily e Dorcas estavam pensando naquele momento: “Marlene McKinnon é uma insensível e egoísta” e elas estavam certas, não posso negar afinal que essa ideia toda favorecia mais a mim. Porém, apesar disso, não consigo me sentir culpada ou com algum outro tipo de aflição, pois eu não estava de todo errada. Stefan O’Brien era o culpado de tudo isso e a raiva que eu estava dele nesse instante era maior do que qualquer sentimento solidário que pudesse ter.

— E agora que ele recusou você está pensando em que? – Lily indaga tirando-me de meus devaneios.

— Não sei... – digo soando sincera – Eu estava contando com isso, entende? Eu só posso ter enlouquecido – rio considerando toda a situação.

Seria tudo tão mais fácil se Black tivesse simplesmente dito ‘sim’. Mas, desde quando ele dirige suas ações baseadas na simplicidade? Eu já deveria ter aprendido isso.

— Lene, não me mate, mas onde está o Sirius? – essa é a última pergunta que eu esperava vir de Lily. Afinal, porque ela está à procura dele depois de tudo o que eu contei?

— Você é uma péssima amiga – crispo meus olhos. – Está lá no campo, treinando é óbvio.

Lily olha em direção ao campo, decidida. Aparentava certa de algo ou alguma coisa e, com uma postura confiante, ela desvia de nós e caminha rumo aos meninos que treinavam rugby.

— Eu já volto. Não precisam esperar por mim. – afirma de costas não parando para nos encarar.

— Aonde essa criatura vai? – pergunto virando-me para Dorcas realmente interessada no destino incomum de Lily.

— E eu que sei? – ela dá de ombros também olhando para Lily que já estava longe. – Lil’s está um pouco estranha hoje, parece dispersa ou preocupada... – conta deitando-se no gramado e eu a imito. – Sorte de vocês que a próxima aula é de educação física então não precisa de tanta atenç- Puta merda! – Dorcas xinga de repente interrompendo sua própria frase.

— O que foi? – pergunto estranhando aquela atitude.

— Esqueci minhas joelheiras e com certeza vamos jogar Handball na aula do Hebert.

— Ah, é isso? Pensei que tinha alguma prova surpresa agora – relaxo pegando o celular dentro de minha mochila para acessar alguma rede social qualquer.

— Se fosse prova surpresa como é que eu saberia, gênio? – ela ri e eu permito-me sorrir um pouco, enquanto rolava a tela dentro do Instagram. – Me empresta as suas? Digo, você não vai jogar não é, já que está naqueles dias...

— Tá brincando? É claro que vou jogar – respondo ainda sorrindo. – To precisando descontar a minha raiva. – e imediatamente penso em acertar em cheio as partes sensíveis de Black. Sem querer, é claro. Heather e Stefan também não estavam longe de serem meus alvos.

— Meu Deus, às vezes eu tenho medo de você. – Dorcas se afasta um pouco fingindo temer minha presença.

— Em sou um anjo, meu bem. Só que sem auréola. – acrescento e a morena gargalha alto. – E relaxa, eu tenho umas joelheiras extras. – digo ainda pensando no jogo.

Nunca ansiei tanto por uma aula de educação física.

~*~

— Muito bem pecadores, obrigado por terem vindo a mais uma aula de educação física, sei que vocês realmente me amam e não vieram somente para não terem frequência negativa no boletim – começou Hebert enquanto caminhava pelo ginásio de Stewart causando costumeiras risadas em seus alunos.

Estávamos enfileirados pelo perímetro da quadra com nossos uniformes esportivos esperando os comandos que Hebert sempre passava antes de iniciarmos algum jogo. Bem longe de mim estava Heather e aquele longo cabelo liso e preto preso a um rabo de cavalo o que só aumentava a minha vontade de puxá-lo. Mas eu estava bem controlada agora.

— Vamos iniciar correndo em volta do ginásio especialmente para dar mais um cansaço ao time de rugby que acabou de voltar do treino. Foi mal, feras – disse nem um pouco em lamento. – Vamos lá. Duas voltas completas – e dizendo isso, o som do apito soa em meus ouvidos indicando o início do exercício.

Começo a corrida com Dorcas e Alice ao meu lado já que Lily havia ido embora mais cedo. O ritmo delas é lento se comparado ao meu, o que fazia com que constantemente pedissem para eu diminuir meus passos.

— Isso tudo é empenho para se aquecer antes do jogo? – Alice pergunta, com a respiração entrecortada enquanto tenta me acompanhar.

— Preciso queimar algumas calorias – respondo sorrindo sem desviar meu foco da corrida. – Força nessas pernas Alice! – brinco e ela põe a língua para fora simulando exaustão.

— Desisto-o v-vai na frente – Dorcas soa mais atrás e eu balanço a cabeça em sentido negativo. E ainda nem tínhamos completado uma volta.

Sem esperar, eu aumento a velocidade da corrida, avançando mais alguns alunos e sentindo meu rabo de cavalo saltitar de um lado para o outro em minhas costas. Encaro meus pés tentando manter a respiração controlada e já sentindo o cansaço começar a me afetar.

No minuto seguinte recebo um encontrão no ombro e a figura da Johnson surge mais a frente.

— Desculpa, eu não te vi – diz com a voz o mais irritante possível.

Ah, mas era só o que me faltava.

Encaro-a coma boca entreaberta recebendo um sorriso cínico como resposta.

Calma Marlene, não se estresse. Não vale a pena. Ainda não.

Conto até dez, normalizando minha respiração e adrenalina e retomo minha corrida conseguindo finalizar as duas voltas completas. Dado mais alguns minutos Alice e Dorcas juntam-se a mim comentando sobre o ocorrido que não puderam deixar de notar também.

— Achei que você iria dar uma voadora nela ali mesmo – começa Doe com as mãos apoiadas nos joelhos.

— Foi difícil, mas eu me controlei. – digo ajeitando minha bermuda legging.

— Beleza pessoal, agora escolham os times, hm, Black e O’Brien podem tirar – determina Hebert e eu tenho vontade de gritar. Será possível? Eu não queria ser escolhida por nenhum dos dois!

Ambos saem da fila lateral e encaminham-se em direção ao centro da quadra para começarem a seleção. Depois de breves palavras trocadas, Black vira-se para os alunos indicando que ele começaria a formação das equipes.

Seguro um dos meus braços e apoio o peso do meu corpo na perna esquerda evitando contato visual para impedir que eu seja a sua escolha. Como eu esperava, minha tentativa falhou, pois Black olhava constantemente em minha direção nenhum pouco preocupado em manter a discrição. E, depois do que me pareceram ser séculos, ele anuncia:

— Fico com a McKinnon.

Maravilha...

Cruzo os braços enfrente ao peito e o encaro com os olhos semicerrados. Hesito um pouco antes de dar um passo a frente, porém, a minha demora tardia pareceu impulsionar Stefan para dizer:

— Eu também quero a Marlene. – ele afirma convicto fitando-me com intensidade. A quadra ficou em silêncio por vários minutos já que todos sabiam o que havia acontecido na festa de James. Tento não abrir tanto minha boca em surpresa e parecer estar o mais normal possível.

— Desde quando eu virei um objeto cobiçado? – indago com sarcasmo causando, sem querer, o riso de alguns estudantes.

— Talvez pela sua excelente performance nos jogos, Srta McKinnon – Hebert profere, com um sorriso amarelo, tentando apaziguar o clima tenso iminente em sua aula. – Bem, o Sr. Black tomou primeiro a posse da palavra então você fará parte do time dele.

Descruzo meus braços e caminho lentamente até Sirius que me fitava com certo interesse.

— Pronta para detonar? – ele sorri para mim assim que ficamos frente a frente.

— Só se for com as suas bolas. – digo entre dentes. – Por que diabos você me escolheu?

— Por que achei que você não iria querer ficar no time do seu ex.

— Isso é um jogo não uma terapia de casal. E desde quando você se importa com minhas vontades?

Ele me encara como se me avaliasse. Pisca algumas vezes e eu acho que, pela primeira vez em todos esses anos em que o conhecia, Sirius fica sem palavras. Ele não me responde, apenas vira-se novamente para frente dando continuidade a seleção do time.

Depois de mais alguns minutos as equipes estavam prontas para iniciarmos a partida de handball. Posicionamos-nos em pontos específicos da quadra e, depois de todos estarem em seus devidos lugares, Hebert leva o apito até sua boa e assopra.

O passe da bola começa comigo que corro em uma área próxima ao gol e sem seguida atiro-a para Courtney Zinn que estava em um lugar mais estratégico. Courtney deixa a bola cair e o time adversário consegue apanhá-la.

Desvio um pouco minha atenção do jogo ao notar que Stefan não parava um minuto sequer de me encarar. Isso desconcentra-me e não me dou conta de que a bola já estava perto de mim novamente.

— Aqui! Joga aqui! – peço com as mãos erguidas até ter minha visão tapada pela cabeleira morena da Johnson que me bloqueava também com os braços esticados. – Porra, quer me foder me beija logo, vadia. – digo com raiva para ela e desvio de seu corpo.

Enfim tomo posse da bola e lanço-a com todas as minhas forças em direção à rede marcando ponto para o meu time. Enquanto alguns me cumprimentavam pelo gol marcado, percebo Heather me fitando enfurecida pelo meu xingamento e provavelmente por minha “vitória”. Satisfeita, eu sorrio com prazer em sua direção irritando-a ainda mais.

A partida recomeça e todos se dispersam pela quadra. E, por incrível que pareça não demora muito para eu ter Heather Johnson mais uma vez ancorada na minha frente bloqueando todos os meus movimentos.

Tento desviar de seu corpo retendo minha atenção na bola quando sinto uma pontada em minhas costelas logo depois de receber uma cotovelada.

— AI! – exclamo dolorida atraindo olhares para mim. Levo a mão até o local atingido e em seguida o apito do professor soa por todo o ginásio.

— Professor isso foi falta! A Heather machucou a Marlene – Dorcas interveio correndo até onde estávamos.

— Senhorita Johnson, está achando que isso aqui é MMA? – Hebert pergunta em tom de reprovação.

— Foi sem querer, professor, a McKinnon que é escandalosa.— ela profere me encarando de forma prepotente. Não foi preciso ser nenhum gênio para captar a referência que ela estava fazendo com relação ao meu comportamento naquela festa fatídica. Isso me irritou profundamente.

— Não, Johnson, é você que não suporta o fato de eu ser melhor que a sua pessoa em todos os quesitos e a única forma que tem para se conformar é me afetando. – revido de imediato travando uma batalha fervorosa de olhares com ela.

— Certo, não vamos nos desviar do assunto, a questão é que a Heather cometeu falta. – Alice quebra o clima tenso voltando a conversa para o handball.

— Sim, é claro. Voltem às suas posições e o time de Black tem o passe da bola. Vamos ao último lance, pois o primeiro período já vai terminar. – determina o professor querendo retomar o jogo.

Durante o resto da partida, ela não tentou outra falta contra mim, do contrário passou a jogar mais intensamente querendo destacar-se. Contudo, por mais que Heather se esforçasse para tentar ganhar algum tipo de prestígio, ela não era boa em handball e, além do mais, Black sabia escolher bem o seu time o que culminou com a nossa vitória. O placar final foi de 9x3 sendo essa uma diferença gritante.

E no final das contas, aquela cotovelada não tinha beneficiado-a em nada.

~*~

— Ela podia ter tentado ser um pouquinho mais discreta – comentou Alice enquanto vestia seu sutiã enfrente ao seu armário do vestiário feminino. – Quero dizer, todo mundo viu aquela cotovelada exagerada.

Eu sorrio lembrando-me do ocorrido e tiro a toalha branca da minha cabeça depois de ter tomado um refrescante banho para eliminar todo o suor que meu corpo produziu durante a aula de educação física.

— Ela tem necessidade de atenção, tadinha. – Dorcas fingiu estar abalada. – Era mais fácil pintar a bunda de vermelho e sair pelada por aí. – disse caminhando alguns passos com uma imitação exagerada de Heather o que nos causou ainda mais risos.

— Heather Johnson não cansa de ser ridícula – digo penteando meus cabelos já terminando de me arrumar. – To indo manas, preciso passar na farmácia urgentemente comprar pílula anticoncepcional porque minha cartela acabou ontem e eu preciso tomar uma antes do meio dia. – pego minha mochila e me despeço de ambas.

— Okay, nos vemos depois, até. – escuto a voz de Dorcas as minhas costas.

Ao sair do vestiário feminino, sou banhada pelo ar abafado do dia quente lá fora. Todos os meus poros parecem se abrir e eu permito-me sentir relaxada. Esvazio minha mente de todos os pensamentos frustrantes que ocorreram comigo e caminho com passos leves até o estacionamento de Stewart.

Enxergo meu Audi A3 na costumeira vaga de sempre agora já com as vagas ao seu redor desocupadas devido o horário. Agradeço todos os dias por ir embora de carro, pois eu me mataria só de pensar em ter de enfrentar o ônibus escolar lotado depois de uma manhã exaustiva.

Porém, meu caminho tranquilo até o carro é interrompido quando ouço aquela ordinária voz:

— Lene! – o chamado de Stefan retumba em meus ouvidos e eu estremeço. – Lene, precisamos conversar. – diz ao chegar próximo de mim.

— Quantas vezes eu vou ter de dizer que não quero conversar com você? – viro-me para encará-lo. – Não temos mais nada para conversar, que coisa Stefan! – exclamo indignada. Ele tinha algum problema mental por não conseguir entender isso?

— Marlene, não vai demorar nem dois minutos... – afirma com o cenho enrugado em súplica. – Me dá uma chance. – pede se aproximando mais de mim.

Considero o seu pedido. Talvez se eu permitisse que Stefan falasse o que ele tanto queria depois não me perturbaria mais. Embalada por essa linha de raciocínio, eu cedo, rendida.

— Okay, seja breve.

Ele sorri um pouco diante de minha resposta e eu prendo minha atenção naquilo. Aquele maldito sorriso que sempre me encantou. Droga, Stefan! Por que você tinha que me trair?

— Eu queria pedir desculpas pela Heather. – o encanto acabou. Eu rio pelo nariz de forma debochada.

— Você fala por ela agora? Não sabia.

— Não! – ele grita de repente, assustando-me. – Digo, só queria dizer que eu achei totalmente ridículo o que ela fez no jogo de handball. – termina recompondo-se.

— Sim, você precisa controlar melhor a sua namorada. – comento revirando os olhos e encarando algum ponto qualquer do estacionamento.

— Ela não é minha namorada. Nem nunca vai ser. – sinto seu olhar em mim. – Porque eu gosto de você, Lene.

— Ah, claro, e eu sou virgem – respondo com sarcasmo. – Me poupe Stefan, você já estragou essa conversa – digo e tento desviar do seu corpo para ir embora, mas ele segura meu pulso impedindo-me.

— Espera, Marlene, sei que você pode não acreditar mas é verdade. Eu gosto de você. Muito. – Stefan se aproxima mais e deposita o indicador e o polegar em meu queixo. – Sinto sua falta. – sua voz sussurra ternamente. – Preciso de você. Do seu cheiro. Dos seus beijos...

— Stefan para... – peço tentando manter o controle. Droga Marlene, resista! Pelo amor de Deus resista!

— Volta pra mim. – ele continua com aquela tortura e eu sinto meu coração acelerar cada vez mais.

— Não, Stefan, me deixa ir embora. – meus olhos começam a arder e eu sinto que não vou aguentar por mais tempo. Ele dá mais um passo a frente, encurralando-me com seu corpo inibindo qualquer reação provinda de mim.

Já era tarde.

— McKinnon!

Ou talvez não.

Nós nos separamos e eu desvio minha atenção de Stefan virando-me em direção ao chamado quando me deparo com Sirius Black, caminhando em nossa direção, decidido. Não sei por que, mas sinto uma estranha felicidade ao vê-lo surgir do nada para interromper o que provavelmente aconteceria se ele não tivesse aparecido.

— Posso falar com você? – Sirius pergunta, mas seus olhos estavam fixos em Stefan e pareciam pegar fogo.

Pisco algumas vezes tentando me recompor.

— Você não percebeu que estamos ocupados, Black? – Stefan responde antes que eu possa proferir algo.

— Ela não está interessada em falar com você. – Sirius rebate e então eu sinto a mão dele deslizar pela minha cintura enquanto puxa-me para mais perto, colando nossos corpos intimamente. Uma descarga de adrenalina percorre minhas veias com esse toque e minha respiração fica irregular. – Nós estamos juntos.

Como é que é?

Eu só posso não ter ouvido isso direito.

Sirius Black disse isso mesmo?

— Mas de que porra você tá falando, Black? – questiona Stefan com o cenho franzido e o olhar indignado.

— Eu to ficando com a Marlene e ela comigo, deu para entender ou quer que eu desenhe? – Sirius retira sua mão de minha cintura e deposita seu braço em volta do meu pescoço, trazendo-me ainda mais para perto dele.

Stefan alterna seu olhar de Black para mim freneticamente enquanto eu tento absorver tudo o que acontecia ali.

— Fala sério, é verdade isso Marlene? – O’Brien pergunta incrédulo.

Fala alguma coisa Marlene McKinnon. Reaja!

— É-é. É verdade, eu e Black estamos juntos. – digo incerta pelo soar dessa frase. Nunca me imaginei dizendo isso em hipótese alguma da minha vida... Quando foi que o universo ficou tão maluco assim?

— Satisfeito? – Sirius pergunta ácido. – Agora, vaza.

Stefan continua me encarando e eu desvio meus olhos dos seus passando a fitar o chão sem saber o que fazer. Eu realmente não estava preparada para aquela situação agora.

Com um jeito enfurecido, ele desvia de nós e se afasta a passos pesados na direção oposta. Sirius o acompanha com o olhar, ainda agarrado em mim, e espera até O’Brien sumir de nossas vistas.

Assim que a aparente normalidade retoma eu desvencilho-me de seus braços e me afasto indignada.

— Mas o que você pensa que está fazendo?! – pergunto tentando não gritar.

— Você não queria isso? Fingir estar comigo para atingir ele? – ele responde soando com obviedade. – Não me diz que desistiu...

— Não! Quero dizer, eu queria isso, mas você disse que n-

— Eu mudei de ideia. – Black me interrompe colocando as mãos nos bolsos dianteiros da calça jeans.

Eu o fito ainda mais confusa. Como assim Sirius Black havia mudado de ideia quando mais cedo ele parecia estar tão convicto de sua resposta negativa?

— Por quê? De repente você decidiu que queria ser solidário e me ajudar? – inquiro com pouca fé.

— Porque você não tem autocontrole para negar um pedido desse merdinha e cai fácil na lábia dele. – explica convencido.

— Ah, mas era só o que m-

— E não é? O que teria acontecido se eu não tivesse aparecido? – e então veio a revanche. Desta vez, ele é quem me deixa sem resposta.

Ficamos em silêncio por algum tempinho. Penso por um instante e chego à conclusão de que ele estava certo. Não fui forte o suficiente para negar os pedidos do O’Brien e estava quase assinando a minha sentença de infelicidade e arrependimento.

Eu fui muito idiota.

— Então você vai seguir com isso? – começo com expectativas. – Vai fingir estar ficando comigo na frente do O’Brien? – pergunto incerta.

— Sim. – ele suspira conformado. – Vou te ajudar nessa vingancinha. Além disso, a ideia de te ter em débito comigo pareceu ser boa – acrescenta com um meio sorriso e eu reviro os olhos também não deixando de rir um pouco.

— Sabia que tinha alguma coisa por trás.

— Sempre tem.

— Idiota. – eu digo e ele ri.

Eu acho que nunca vou me acostumar com o fato de Sirius Black conseguir me surpreender das mais diversas maneiras. O encaro com o cenho levemente enrugado, tentando obter algum significado naquilo tudo.

Ele para de sorrir aos poucos e também me fita. Seus olhos acinzentados são completamente irresolúveis e isso, a partir de agora, desperta o meu interesse. Quando o silêncio entre nós começa a ficar incômodo Black acena para mim com a cabeça em despedida e gira nos calcanhares para ir embora.

— Black. – eu o chamo fazendo-o se virar para mim novamente. Consigo dar uma reduzida em meu orgulho para proferir aquelas oito letras pela primeira vez. Aquilo significava muito para mim e eu queria demonstrar isso: – Obrigada. Mas tem uma condição. — acrescento de imediato.

Sirius enruga o cenho e demonstra interesse.

— Eu te ajudo e é você quem impõe as condições? – pergunta arqueando uma sobrancelha.

— Sim, mas acho que você também vai concordar com essa condição. – digo ajeitando a mochila em meus ombros.

— Manda.

— Sem beijos. – revelo convicta. – Vamos fingir estar juntos, mas sem beijos.

Ele demora um pouco para absorver aquela informação e depois de alguns segundos finalmente entende.

— Ah, claro, sim. Eu nem cogitei essa possibilidade – diz estremecendo ao pensar em um beijo nosso.

— É eu só queria afirmar para não ter nenhum tipo de dúvidas afinal beijos são muito íntimos...

— E a gente não precisa dessa intimidade toda, certo?

— Certo.

— Okay...

— Uhum...

— Só não sei se você vai conseguir resistir a mim – diz depois de um tempo e eu gargalho alto.

— Querido é mais provável que você não resista a mim, mas tudo bem, até amanhã – afirmo ainda sorrindo e pisco convencida. Ele concorda ironicamente e eu caminho em direção ao Audi A3 sentindo seu olhar em minhas costas.

Era óbvio que eu resistiria aos lábios de Sirius Black, não é? Ter de fingir estar junto dele sem beijá-lo seria extremamente fácil.

Sim, seria. E, pelo amor de Deus, que nenhum maldito cupido prove o contrário.

Notas finais
E que nenhum Damn Cupid prove o contrário né, Lene? KKKKKKK coitados, mal sabem que resistência é tudo o que eles menos vão ter um com relação ao outro. Awnti, Sirius Black mostrando ser a melhor pessoa sim ou claro? To apaixonada por ele, queria ter um homão desses na minha vida. Bem, esse capítulo foi pura e essencialmente Blackinnon, então me perdoem por não ter aparecido Jily ou Doremus, eu tento focar nos ships de acordo com os POV's.. O próximo será da Dorcas, com + interação Doremus e por aí vai. E entao? Amaram? Odiaram? Odiaram a Heather? Estão com ranço por ela e pelo Stefan? Eu também, detesto escrever sobre eles, mas enfim, preciso priorizar o plot kkkk porque se eu pudesse atropelava eles com algum caminhão na fic. Bem, é isso pessoal, desculpem os errinhos ortográficos e me avisem caso enxerguem alguns. AMO VOCÊS E MUITO OBRIGADA POR TODOS OS REVIEWS QUE MANDARAM, ELES FORAM MARAVILHOSOS!!!! BJÃO NO CORAÇÃO!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.