Notas iniciais
"Não acredito na lógica e sim na vida." -Herbert de Souza

Eram exatamente 10:00 h. da noite quando Allya, despertou do seu "sono" , abriu os olhos devagar. Não se lembrava de muita coisa...

–Oh, querida acordou ? Está melhor? Nos deixou preocupados que susto ! rs.

Uma voz aconchegante ecoou. Era Margareth, que estava ali, com Allya desde o desmaio.

–Aaah, sim, sim, estou melhor, eu acho...Cadê o papai ?

Retrucou Allya ainda zonza...

–Ele veio para jantar, e mal terminou, já que teve que voltar para delegacia, casos importantes, mas nada demais! Ah, não se preocupe, não contei ao seu pai sobre o desmaio...

–Obrigada.

–Bom vamos descer e comer alguma coisa ?

–Claro.

Allya levantou ainda zonza, e desceu as escadas com um pouquinho de dificuldade. Margareth foi preparar um lanche e Allya sentou na mesa, viajando nos proprios pensamentos. Até que foi interrompida pela campainha. Rapidamente Margareth foi abrir:

–Oh, Reverendo Charlie, que prazer recebe-lo! Mas o que pode ter trazido o Senhor aqui a esta hora ?

–Dona Margareth, queria saber se o Jhonn já chegou da delegacia .

–Não, não. Houve alguns problemas...Ele não voltou ainda! Mas entre, podemos tomar uma chicara de chá enquanto esperamos juntos a chegada dele...

–Ah, obrigada, a senhora é realmente muito generosa...

–Não, não, o Senhor é que nos dá a honra. rs.

O reverendo entrou e sentou numa cadeira a frente de Allya. Ela, nem sequer o olhou nos olhos, não sabia porque mas estava se sentindo mal, muito mal! Ele, olhava com olhos atentos e astuciosos , enquanto ela brincava com um pequeno enfeite que tinha na mesa, tentando disfarçar assim, a insegurança.

–Allya, comprimente o Reverendo!-Resmungou Margareth , como em uma ordem.

–Ah, me desculpe, estava perdida nos meus pensamento! Boa noite, Reverendo Charlie.

–Boa noite Allya, tudo bem ?- respondeu ele em um tom intimidador.

Allya não respondeu , ficou paralisada olhando nos olhos do homem que a deixava tão mal apenas com o tom de voz. Teriam ficado assim por horas, se não fosse novamente a campainha tocar. Margareth, foi novamente até a porta :

–Que bom que voltou Jhonn, estavamos todos preocupados...

–Hum, Allya está bem ?

–Sim, sim...Ah, o reverendo Charlie está aí!

–Oh, não me diga, que honra...

Jhonn adentrou , deu-lhe um abraço, e claro, pediu uma benção ao amigo . Eles ficaram falando sobre a cidade e política até Allya resolver subir para o quarto. Mas, ela resolveu voltar es sem ser vista sentou na escada escura, à ouvir os cochichos dos presentes à mesa:

–Enfim, reverendo, as notícias são más, e não temos pistas de nada que nos leve a uma conclusão segura...O corpo estava todo úmido , inchado, o pulmões cheio de água, olhos arregalados e tanto na boca quanto do nariz escorriam água, o que mais nos surpreendeu, ele morreu afogado, mas não tinha água por perto, muito menos água salgada! -Noticiou charles com desânimo.

–Água Salgada ? — Exclamou Margareth assustada!

–O que nos leva a água do Mar. Não Jhonn ? Perguntou Charlie totalmente pacífico e com nenhuma demonstração de surpresa.

–Sim. Mas não moramos nem perto da praia, fica a milhas daqui! É impossível ! Indagou Jhonn, com voz de desespero.

Allya ouvia tudo da escada. Desapercebida.

Logo após horas de conversa, o reverendo foi embora. jhonn, subiu para descansar. Margareth tinha pra sua casa, e Allya já estava no seu quarto...O sono não vinha, eram altas horas e mesmo assim, não consegui sequer um cochilo, resolver levantar já estava amanhecendo.

O sol, logo nasceu e Allya desceu para saborear um café forte. Resolveu esperar o reverendo lá fora. Ia realmente questioná-lo , estava descidida! Margareth já havia chegado. Jhon já havia saído para a delegacia. Em menos de meia hora o carro do reverendo estacionou a frente da casa. Allya correu até o carro, e sem cerimonias perguntou :

–Como o senhor sabia que eu ia ser atacada? Como sabia das arvores secas, e o "mal" ?

–Não sei do que está falando garota. Entra no carro.Tenho que te levar na escola, eu prometi ao seu pai lembra ?

–Eu não vou com o senhor! Eu não o que o senhor é, e nem o que faz, mas fica longe de mim !

Allya saiu andando depressa, quase como correndo, a raiva era tanta, que a lágrima escorria sem querer. Ao atravessar a esquina de sua casa, foi quase atropelada por Crossfox Vermelho. Por pouco não se machucou.

–Heeeeey russa, toma cuidado !

Ao se virar reconheceu o motorista : Pitter Briel.

–Vá se ferrar!- Exclamou quase que rindo, o susto foi realmente de abismar.

–Não vai querer nem uma carona ?

–Claro que não. Acha que eu vou entrar do carro de um pivete maloqueiro que nem sabe dirigir e sai atropelando Russas inocentes ?

–Hahaha! Que revolta é essa garota ?

–Aposto que nem tem carteira !

–Quer ver ?

–Quero sim.

–Tá no meu bolso da frente, se quiser mesmo ver vai ter que vir pegar!

–Me poupe! -Resmungou virando as costas

–Mas e a carona ?

–Não sei não. Não posso confiar em estranhos.

–Entra aí . Você vai andar pela primeira vez com um motorista de verdade..

–Hahaha. Sei! Meu Deus vela por mim...

Mal ela entrou, e ele já disparou a mil no carro. Ela gritava e se divertia ao mesmo tempo . Ele era louco, disso ela tinha certeza! Chegaram na escola em 10 minutos. Quando o carro parou no estacionamento do colégio, ele desceu, e foi abrir a porta pra ela, todos ficaram boquiabertos. Ela estava de jeans preto, um vestidinho preto curtérrimo , uma bota marrom claro rasteira, e um cachecol roxa, uma touca preta e luvas roxas. Ele já estava de jeans azul escuro, blusa preta e uma jaqueta preta de couro que chegava a brilhar. A neve estava por todo lado. Parecia um espetáculo. E eles faziam parte.

Em meios aos cochichos e inveja. Eles adentraram o colégio. O resto do dia foi calmo, não teve aula do professor Logan. Mas por onde ela passava todos a olhavam admirados , uns por sua beleza, outros por ciúmes do Briel. No fim do período estudantil, Allya se encontrou com Anne, que vinha gritando de felicidade :

–Hello Darling! Já me esqueceu ?

–Claro que não Anne. Só não te vi.

–Huum, fiquei sabendo de você e do Pitter.

–Ãaan ? Como assim eu e o Pitter ?

–Ah, todo mundo tá falando de vocês e tal. Mas não liga não vou te apresentar uns amigos. Vem....

Anne , puxou o braço de Allya pelo enorme corredor que dava no Ginásio Poliesportivo: "Agamenon Luna".

–Ah, meu bebê o Lunão, vem Allya !

–Já vou Anne calma.

Entraram pela porta meia aberta, era enorme, todo iluminado com o simbolo do colégio no meio do pátio. Nas arquibancadas distantes estavam uns jovens conversando,pareciam animados.

–Geeeente, trouxe ela...Allya, esses são meus amigos, Jennifer, Paul, Ryan , Jasmine, Erick , Gabriella, Jeremy ,Carollyne, Rebekah e Marcel.

–Oi, você é russa né ? rs, prazer !

–Oii, o prazer é meu...

Assim, todos um por um a Conheceram, e a aconchegaram dentro da turma, sem perguntas curiosa, apenas a trataram como se já fosse dali. E ela gostava disso! Meia hora depois, Alguém abriu novamente a porta do Lunão. Era Pitter!

–Heey, Senhor Briell , chegou meio tarde néh ? -Exclamou Marcel com Ironia !

–Não, não! Meus amigos cheguei na hora certa!

–Como assim na hora certa maninho ? -Perguntou Rebekah curiosa !

–Sim, maninha, consegui uma viagem a praia! Para todos nós...O fim de semana inteiro...

Todos comemoraram, e Allya não podia acreditar que Rebekah era a irmã de Pitter.

–Eae Russa tudo bem ? Ironizou Briell.

–Eae guri ? Retrucou Allya.

As horas voaram e quando Allya olhou o relogio já eram 9 horas da noite. Ela tinha que voltar!

–Geente, eu já vou indo foi um prazer...

–Maaas..

–Peraí...

–Não vai não..

Allya, saiu apressada sem olhar pra trás, morava um pouco longe e ia só. Pitter saiu logo atrás dela. Quando Allya is atravessar a rua da escola outro carro cruzou seu caminho! Era o Reverendo Charlie...

–Allya, minha querida, nem todas explicações tem lógica!

Dito isto , foi embora. Ela ficou sem entender. Alguém tocou seu ombro :

–Vamos te levo em casa...

Pitter, a levou chegaram em casa. Se despediram e Allya entrou na casa. Margareth já tinha ido embora. e Jhonn estava na mesa:

–Pai desculpe o atraso. Atividades extracurriculares.- Explicou enquanto corria escada acima.

Entrou no quarto tomou um banho, e deitou se. Parou para pensar nos últimos acontecimentos. Se preocupou com Logan : "Porque ele não apareceu mais ?", Pensou em Briell , e sorriu.

Mas imediatamente seu sorriso foram interrompidos pelas palavras do Reverendo ecoando em sua cabeça:"Nem todas explicações têm lógica..."

Ela sabia que ele tinha razão. Talvez nada tivesse lógica.

Notas finais
Proximo capitulo tem surpresa e ações..