Dakota Lessons

2 Prólogo – Parte 2


Notas iniciais
Como eu achei que seria sacanagem manter vocês esperando uma semana pra segunda parte do prólogo (ou seja, nem um capítulo inteiro ainda), e provavelmente nao vou mais receber leitores até uma nova atualizacao, aqui está! :3

Era noite.

A lua cheia resplandescia no céu, jogava a sua luz pelo chão como a única iluminação daquele grupo exótico que dançava alegremente ao som de tambores. A música era o único barulho produzido em um raio de quilômetros na imensidão do deserto.

Algumas pessoas formavam uma roda no meio da pequena aldeia e batiam palmas acompanhando o ritmo, ao passo que observavam os outros pulando no centro executando passos de dança; todos adornados com majestosas penas presas ao cabelo ou colocadas sobre a cabeça com a ajuda de algumas peças de couro, os rostos e braços pintados de diversas cores imitando animais.

A música cessou repentinamente, mas isso não impediu que a atmosfera continuasse alegre; as pessoas conversavam entre si em uma única língua entendida por todos, porém de sons estranhos aos nossos ouvidos tão acostumados com aqueles idiomas famosos, aqueles vindos de países gloriosos, conquistadores.

Apesar do falatório, todas as atenções estavam voltadas para apenas um indivíduo; um garoto alto, que aparentava ter uns 15, 16 anos. Era um dos que dançavam no centro da roda humana instantes atrás.

Tão rápido quando a música desapareceram todas as conversas, restando apenas os olhares ansiosos. Ali no meio aproximava-se um homem do garoto, mais alto, mais forte que ele. Tinha a pele avermelhada, queimada pelo sol, assim como a de todos ali presentes. E o garoto.

Colocou as mãos em seus ombros.

“ Meu filho...”, ele começou, “ Você está prestes a passar por uma das fases mais umportantes de sua vida. Você se tornará um homem. Está preparado para isso?”

“ Sim.”, foi sua única resposta. Sua voz era firme.

“ Durate sua viagem, os espíritos de nossos ancestrais o acompanharão, portanto não precisa ter medo. Deverá provar que é capaz de sobreviver sozinho no deserto e retornar na próxima lua cheia. Lembre-se de evitar comer e beber wuando os espíritos entrarem em contato com você, e só depois poderá preparar sua viagem de vo0lta para casa. Perguntar-lhe-ei novamente: Está preparado?”

“ Sim.”, ele repetiu, encarando o pai com uma expressão séria.

Ele sorriu.

“ Faça-me orgulhoso.”

Retirou as mãos do ombro do mais novo, que olhou uma última vez em volta e voltou a cruzar olhares com o maior à sua frente, encontrando o apoio que precisava. Só então virou-se; afastou-se da aldeia e logo foi envolvido pela escuridão do deserto inóspito.

Ao longe, ainda conseguia ouvir o som dos tambores e a voz de seu povo, todos voltando a dançar, comemorando e enviando votos de boa sorte ao garoto que, caso cumprida a missão, logo se tornaria homem.


Isso aconteceu há uma semana atrás.


Ele se sentou no chão e logo se encolheu, esperando que o calor proveniente da fogueira à sua frente aos poucos o acolhesse. Observava com certo interesse as labaredas e suas danças, bem como o grande pedaço de carne que, em um grosso graveto apoiado sobre outros dois, ganhava lentamente uma tonalidade dourada.

Da carne olhou para sua lança que jazia ao seu lado. Sorriu, orgulhoso de si mesmo. Havia saído de casa sem nada e a fizera sozinho, logo realizando sua primeira caça solitária; um pássaro grande que acreditava ser um gavião. Comeu e com suas penas adornou a lança para dar boa sorte nas caçadas seguintes. Tudo ocorrera relativamente bem e seu único problema fora o tamanho frio que tivera que enfrentar de noite, amenizado apenas muito pouco pelas fogueiras que acendia.

No segundo dia, conseguiu matar um búfalo moribundo de tamanho médio e aproveitou ao máximo sua carne. Tirou sua pele e imitou os processos que aprendera observando as mulheres de sua tribo, pulando algumas etapas que não conseguia ou não tinha como realizar. O resultado foi uma capa de pele capaz de fazê-lo suportar o frio noturno no deserto com muito mais facilidade, mas um pouco duro e amarrotado.

Porém, naquele mesmo dia enquanto dormia, teve uma visão do espírito que o acompanhava; uma grande águia de aspecto fantasmagórico. Compreendeu então que aquela fora a primeira tentativa de contato com o outro mundo e foi obrigado a entrar em jejum, deixando sua rica fonte de carne para os urubus.

Agora, depois de seis dias sem comer absolutamente nada e bebendo apenas quando extremamente necessário, finalmente iria se fartar de outro grande pedaço de carne de búfalo, que conseguira caçar logo de manhã.

Ainda esperava pela comida ficar pronta, seu estômago roncando, faminto depois de dias sem receber alimento.

Foi quando ouviu um barulho a poucos metros de si, barulho esse que atraiu toda a sua atenção.

Um pequeno aglomerado de arbustos secos surgiu diante de seus olhos já acostumados à escuridão. Suas folhas tremiam, as mais fracas cedendo e caindo ao chão.

Sem tirar os olhos dos arbustos, pegou sua lança e levantou-se, aproximando-se com passos cautelosos, preparado para qualquer ataque repentino que pudesse acontecer.

A poucos centímetros dele, viu algo sair das folhagens. Assustou-se, apontou a lança para o que se movia quando viu que era apenas um lagarto. Observou-o olhar os lados incessantemente, a garganta subindo e descendo.

Ajoelhou-se para examinar melhor. Parecia ser verde, com longos dedos finos e garras longas. Uma fileira de escamas parecidas com espinhos percorria toda a sua vértebra até a ponta do rabo comprido, listrado de verde e um pouco de perto.

Era uma iguana.


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Assustou-se quando o bicho fugiu, logo desaparecendo de seu campo de visão com grande agilidade quando o arbusto se mexeu mais uma vez.

O garoto ficou de guarda, petrificado, a arma segurada com força em uma de suas mãos. Esperava que o autor dos movimentos se manifestasse...

De repente, reconheceu uma mão saindo das folhagens. Arregalou os olhos, mas não se atreveu a sair do lugar. Tampouco largou a lança. Aquela mesma mão puxou parte do corpo do indivíduo para fora enquanto a parte abaixo da cintura parecia continuar presa.Ele resmungava algo que o garoto não compreendia, mas parou quando percebeu que algo se ajoelhava a poucos centímetros dele.

O estranho ergueu a cabeça, e seus olhos se encontraram.

Notas finais
Eu AMEI esse capítulo. /SHOT
Foi o primeiro que eu escrevi, depois fiz o outro e pensei em que ordem colocá-los. Acho que por isso ficou tao bom e o resto ficou uma merda ariaira /APANHA
Amo parágrafos longos mas acho que nunca escrevi tantos na minha vida. /APANHA²
Acho que já perceberam que eu sou melhor em descrever paisagens/situacoes que acoes, né? e_ê'
Por isso nunca serei uma boa fanfic writer ;3;
Mas enfim, VAMOS AOS REVIEWS?