Daisuki Anata II - I Like You
1 Capítulo 1 - The Beggining
Notas iniciais
* * *
Ao longe, certo ruivo sorria.
Finalmente ele estava vendo aquilo.
Fechou os olhos sentindo o vento um pouco gelado bater em sua face e soltou um leve suspiro.
Há quanto tempo não via o mar durante a madrugada? Há quanto tempo não sentia aqueles ventos que carregavam o cheiro da maresia?
É. Havia bastante tempo.
Naquele momento, sentiu vontade de tocar novamente.
Seus dedos tremeram e ele apertou suas mãos, tentando evitar aquela sensação ‘errada’.
Não queria mais tocar. Nunca mais.
Abriu os olhos e torceu os lábios, voltando para o jardim.
Tomou um rumo diferente, não indo para o salão. Na direção oposta, havia mais do que uma ou duas árvores. Havia várias.
O ruivo se sentou debaixo de uma delas, fitando o céu noturno.
- Se eu ao menos pudesse... –Murmurou algo consigo mesmo.
Ah sim.
Se ele ao menos pudesse se desconectar completamente do mundo...
Deu um leve sorriso ao constatar que seus sagrados fones de ouvido e que seu celular estavam em seus bolsos. Soltou um suspiro de alívio e imediatamente plugou os fones no Iphone e os colocou nos ouvidos.
Nothing Else Matters do Metallica começara a ecoar em sua cabeça, permitindo-o relaxar. Fechou os olhos novamente, aproveitando aquela sensação relaxadora.
A música o fazia se desligar do mundo.
Era sua salvação.
Respirou fundo e junto com o cheiro de chuva ao longe, sentira um perfume conhecido.
- O que faz por aqui, Utau? –Sua voz soara cansada enquanto ele tirava os fones.
Olhou para a loira que o fitava surpresa.
- Como sabia que eu estava aqui? –Ela perguntou.
- Seu perfume. –Dera de ombros.
Silêncio.
Taku fechara os olhos para bocejar e suas pálpebras pesavam um pouco.
Seu corpo havia voltado a doer, por conta do ocorrido da noite anterior. Amaldiçoou aquilo mentalmente, enquanto se chamava de idiota em sua mente.
Ele realmente precisava dormir.
Estranhou quando sentiu algo contra seus lábios e abriu os olhos, deparando-se com Utau bem à sua frente.
Ficou surpreso ao vê-la lhe beijando.
A loira se afastara vermelha e saíra correndo.
E ele?
Taku se levantou com os ombros encolhidos. Caminhou para fora do local e enquanto caminhava, mandou uma mensagem para Amu e Kukai.
“Fico feliz que tudo tenha dado certo. Me desculpem, mas estou indo embora, estou cansado. Boa noite e, mais uma vez, feliz aniversário, Amu.” To: Amu; Kukai.
O ruivo fora embora discretamente, até que Kurai o alcançou.
- Está doendo, não é? –O chara murmurara.
O dono lhe dera um sorriso torto, como se confirmasse. O pequeno shugo chara suspirou e sussurrou palavras conhecidas.
- Chara Nari. –E isso foi suficiente para que Taku pudesse sentir-se mais leve enquanto seu chara tomava conta de seu corpo até em casa.
Com Kurai no comando, as coisas foram relativamente fáceis. Simplesmente pularam pelos prédios na surdina, sem que ninguém pudesse sequer imaginar que bem acima de suas cabeças, um garoto de cabelos laranjas praticamente voava.
Poucos minutos depois, o ruivo entrava em seu quarto pela janela. Kurai ajudou-o a ir para o banheiro e tirar suas roupas, assim como tomar um banho rápido.
Após isso, Taku vestira uma roupa qualquer e seu guardião desfizera o Chara Nari.
- Obrigado, Kurai. –O ruivo murmurou, deitando-se na cama.
- Eu sou seu guardião, lembra? –O pequenino sorrira ternamente enquanto ficava ao lado do rosto do amigo, ajudando-o a se cobrir.
- Boa noite... –o mais velho murmurou após tomar alguns comprimidos.
- Boa noite. –O mais novo respondeu num leve sussurro.
Taku sorriu um tanto fraco e se rendera ao cansaço.
Alguns minutos depois, Kurai já podia ouvir o ruivo ressonando. O chara suspirara.
Estava com Taku havia pouco tempo –pouquíssimo, aliás. Mas com certeza sabia de tudo.
O corpo do garoto estava exausto e se ele continuasse se sobrecarregando...
Nada de bom iria acontecer.
E claro, havia a tortura mental de seu dono.
O chara suspirou mais uma vez. Esperava que tudo melhorasse para o ruivo, o quanto antes. Ele certamente iria acabar destruindo seu corpo, daquela forma.
Fitou a pele machucada do mais velho e torceu os pequenos lábios.
Ele sabia que aquilo não era nem o começo do que estava por vir.
Ainda mais... Depois daquela mensagem.
* * *
Kukai sorria sem parar.
A festa de Amu havia acabado há pouco tempo, e depois de ouvir muitas e muitas broncas de Utau, Rima e Hana, o garoto pudera se despedir corretamente.
“ -Amu, seu presente. –Ele dissera, entregando uma caixinha.
A rosada corara e aceitara, abrindo a pequena caixa e se maravilhando com o que vira. Um medalhão prateado, escrito “I love you” e um anel. Sendo que este último, o castanho pegara e se ajoelhara.
- Namora comigo? –Pediu.
Tudo o que a menina pudera fazer foi abraça-lo enquanto queria chorar de felicidade. Então, Kukai colocara o anel em seu dedo anelar da mão direita, oficializando.
Claro, ele já havia conversado com o pai da garota. Não era tão louco.
O que importava naquele momento... Era que eles estavam juntos. Oficialmente juntos.”
O castanho soltou um riso alegre enquanto estava deitado em sua cama.
- Agora que está namorando, parece mais bobo ainda! –Daichi riu de sua cara.
Kukai mostrou-lhe a língua e então lembrou-se de pegar seu celular. Havia uma nova mensagem e ele estranhou por não ter visto que era de Taku antes.
Sentou-se na cama, curioso para ler o conteúdo enquanto sorria. Mas quando seus orbes esmeraldas percorreram as linhas, eles se arregalaram. Seus lábios entreabriram em espanto.
Aquilo não era nada bom.
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Uma semana havia se passado e as aulas voltavam ao normal. Kukai esperara por Taku, mas nenhum sinal do ruivo. Encolheu os ombros e seguiu até a casa da namorada.
Amu lhe esperava no portão, e sorriu ao vê-lo.
Trocaram um rápido selinho e entrelaçaram as mãos.
- Bom dia. –Cumprimentou sorrindo.
- Bom dia. –Ela riu.
Seguiram caminho para o colégio calmamente.
- Taku me deu uma caixinha de música. –Amu comentou alegre. –Mas não consegui falar com ele esses dias.
- Eu também não. –Kukai admitiu e suspirou. –Estou preocupado. Ele não me atende.
A rosada o fitara espantada.
- Vamos conversar com ele no colégio... Estou sentindo algo estranho no ar. –Ela murmurou.
O castanho concordara e em alguns minutos estavam em frente à escola.
Assim que entraram, todos pararam o que estavam fazendo para olhá-los.
- S-Souma-kun! –Uma menina exclamara espantada. –O-O que s-significa isso? –Apontou para a mão dele que segurava a de Amu.
Kukai sorriu.
- Estamos namorando. –Dissera e dera um beijo na testa da rosada, fazendo-a rir.
- Baka. –Comentara num sussurro.
- O seu baka. –Ele gargalhou.
E aquilo foi para acabar com qualquer boato.
Agora não restavam dúvidas.
Ah... Mas aquele colégio iria se tornar o verdadeiro caos. Ah se iria.
Os dois seguiram para a sala de aula e sentaram-se em seus lugares. Seus amigos chegaram, mas nada de certo ruivo aparecer.
Kukai se remexeu incomodado na cadeira.
Taku não era de faltar.
E Hana não era daquela turma.
Nikaidou entrou na sala de aula, dando bom dia. Sorriu para o grupo mais conhecido e piscou sorrindo divertido.
Antes que ele começasse a aula, alguém abrira a porta.
E lá estava ele.
Takuto Yutaka.
Mas ele parecia diferente do comum e aquilo fez Kukai se preocupar.
- Desculpe, com licença. –O ruivo murmurara um tanto rouco enquanto caminhava até os fundos da classe, sentando-se na última carteira.
De imediato, Kukai sentiu-se mal.
Havia algo de errado com o ruivo.
Muitíssimo errado.
O melhor amigo apenas se sentou afastado, e olhou para a janela.
Amu o observou melhor e ficou tensa rapidamente. Quase se levantou naquele mesmo momento, mas se conteve.
Aquilo não era um bom sinal.
- Então, pessoal. Logo o Festival Cultural irá acontecer, portanto nós temos que pensar em algo. Vamos apenas conversar, ok? –Nikaidou falara e se sentara em sua mesa.
Não.
Não fora na cadeira.
Ele literalmente estava sentado em cima da mesa de madeira.
Os alunos comemoraram e Taku reprimira um suspiro.
- Alguém tem alguma ideia? –o professor perguntara.
Diferentemente do que todos esperavam, ninguém levantou a mão.
Nikaidou suspirou.
- Fracamente, minna. Vocês têm entre 14 e 16 anos, não é possível que ninguém tenha uma ideia.
Os adolescentes resmungaram algo como “Falar é fácil.”.
- Então, se ninguém se candidata para dar uma ideia... Eu escolho... Hm, vejamos. –O homem de óculos vasculhara a sala inteira e seus olhos decaíram no único ruivo.
Imediatamente pensou em brincar com os alunos, para quebrar o clima sério. Aliás, como ele sempre arranjava um meio de fazer.
Porém Nikaidou notara algo de errado.
- Utau-san. –Chamara por Utau.
A loira virara-se para ele, com os olhos roxos fulminando-o.
- Não tenho nenhuma ideia, sensei. –Ela se esquivara agilmente.
O professor estreitara os olhos e então olhara para a loira baixinha da fileira do canto.
- Rima-san.
- Pergunte a outro. –A pequena dissera entediada.
Nikaidou reprimiu um suspiro.
- Nagihiko-san.
- Hm, desculpe-me. Mas também não consigo pensar em algo. –O arroxeado dera um sorriso amarelo e desviara o olhar para a namorada.
- Tadase-san? –perguntara.
- Sinto muito, Nikaidou-sensei. –O loiro negara num aceno com a cabeça.
O homem de óculos suspirou pesadamente.
- Kukai, Amu? Por favor, digam-me que têm uma mísera ideia! –Ele praticamente implorava.
Ambos quiseram rir e então negaram em acenos de cabeça.
Nikaidou suspirou irritadamente e contou até dez mentalmente.
- Ninguém teve uma única ideia? –repetira a pergunta.
- Não. –A classe respondera num perfeito e, que ele poderia ter julgado maldosamente combinado, coro.
Ele grunhiu e olhou para o garoto da última carteira da fileira da janela.
- Taku, diga-me. Ao menos você sabe de algo para fazer, não?
Todas as atenções voltaram-se para o garoto de cabelos ruivos.
Vários alunos o olharam com... Repulsa.
Taku revirou os olhos e fitou o professor.
- Apenas escolha qualquer coisa. Um maid-café, uma casa mal assombrada, uma barraquinha de adivinhação, sei lá! –Dissera num tom estranho.
Kukai o olhara com o cenho visivelmente franzido.
Agora ele definitivamente estava preocupado.
Notas finais
Aproveitem e obrigada por estarem acompanhando!
Até uma próxima semana, minna!
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