Da amizade ao amor

20 "You taught me how to love..."


Notas iniciais
Cobra e K, casal imprevisível!! Música - Everything I Own - Bread

Karina POV

Acordei com dor de cabeça. Olhei para os lados e vi que estava deitada no meu quarto e respirei aliviada. Me sentei na cama, nervosa ao lembrar do que tinha acontecido na noite anterior, preocupada com meu pai e com Cobra, então vi meu amor ali, deitado na cama da Bianca. Me levantei, sentindo dor por todo meu corpo e fui até ele, passando a mão em seu cabelo. Ele tinha um curativo na cabeça. Me aproximei e beijei sua bochecha, mas ele me pegou no colo e me abraçou.

– Ai Cobra! – Falei. Ele me soltou um pouco, mas ainda estávamos abraçados.

– Eu fiquei tão preocupado com você meu amor. – Toda vez que ele falava isso eu ficava tão feliz. Eu realmente amava muito esse marrento. Ele me deu um selinho.

– O que aconteceu ontem? – Perguntei, tentando entender o que tinha acontecido. Cobra ficou estranho, e eu me soltei dele. – Cobra, você sabe de alguma coisa? – Perguntei.

– Tem algo a ver com o Alan, Karina. – Falou ele. – O Lobão deve estar preocupado que eu saiba demais porque to te namorando, e ele quis nos assustar. Eu to com medo K... – Ele falou, acariciando meu rosto. Meu pai entrou no quarto e eu me soltei de Cobra, indo até o Mestre Gael e o abraçando.

– Pai! Como você ta? – Perguntei, analisando o seu rosto.

– A minha filha, eu estou bem! E você? Fiquei tão preocupado. A sorte é que eu sou mais forte que eles. – Meu pai riu. – Na verdade, minha sorte foi o Duca ter chegado e me ajudado. A Bianca correu até a casa dele na hora.

– Falando nisso, cadê a Bianca? – Perguntei. O Cobra tava dormindo na cama dela.

– Ela dormiu na casa da Ruiva, não dava pra deixar o Cobra sozinho. – Ele disse. Meu pai se sentou na minha cama e ficou encarando Cobra. Sentei na frente do meu amor, que segurou minha mão. – Eu queria falar com vocês. – Meu pai estava sério, e eu comecei a ficar preocupada. – O Lobão deve ter querido assustar o Cobra, ele deve estar desconfiado que sabemos de algo sobre o Alan. – Continuou meu pai. Cobra tinha as mãos frias, mas suadas. – Eu acho melhor vocês se afastarem por um tempo.

– O que? Nunca! – Falei, me levantando, indignada. Cobra continuava na mesma posição, quieto. – Não vai falar nada? – Perguntei irritada.

– K... eu acho que o Mestre Gael ta certo. – O que? É brincadeira isso. – Meu amor, não é pra sempre, é só até o Lobão ser preso. – Falou ele, tentando vir até mim, mas eu me afastei.

– Isso já está perto de acontecer Karina! – Falou meu pai. – Por favor, filha! – Pediu ele. Eu não queria. Comecei a chorar e Cobra veio até mim, me abraçando.

– Calma meu amor, não é pra sempre! – Ele sussurrava.

Cobra POV

É tão difícil ficar longe dela! Eu mexia a cabeça, tentava pensar em outras coisas, mas era difícil. A Karina era tudo que eu pensava e tudo que eu precisava. Fazia quase um mês que nós fingimos ter terminado. Ninguém entendeu muito bem, mas os amigos da K achavam bom, porque eles ainda tinham restrições comigo.

– Cobreloa, que bom que você chegou, preciso conversar com todos os meus alunos. – Lobão estava esquisito, mas decidi ouvir o que ele tinha a dizer... – Meu colega... – Apontou para o homem que estava a seu lado. – Robson Romão, quer fazer uma parceria entre nossas academias. O Robson, para quem não sabe, treinou vários lutadores de começo de carreira e a academia sede dele é em São Paulo. Estou pensando em montar a nossa academia conjunta lá, e depois, irmos expandindo pelo Brasil. – Isso era um plano do Lobão para sair do Rio. Ele sabia que tinha algo errado acontecendo.

Assim que terminei de lutar, fui à academia de Gael, correndo para que ninguém me visse.

– Gael, preciso falar com o senhor. – Falei. Todos pararam e me encararam. Gael veio até mim e me puxou pelo braço, fazendo – me acompanhar ele até seu escritório.

– Fala Cobra! – Falou ele.

– O Lobão disse que quer sair do Rio e ir para São Paulo. Ele pretende fugir pelo visto. – Falei. Gael me olhou pensativo.

– Aceita ir com ele. – Pediu. Mas eu não queria ficar longe da Karina. – Aceita ir. Precisamos tirar ele daqui, enquanto pegamos o Doutor Haideguer. Ele acha que nós ainda confiamos nele, mas terá uma surpresinha. – Ele sorriu satisfeito.

– Mas e a K? – Perguntei, preocupado.

– Você volta depois Cobreloa. – Falou ele. Eu estava apreensivo. – Não conta nada pra ela agora, espera isso se concretizar.

Karina POV

Cheguei na academia na hora que o Cobra estava saindo. Esbarrei nele de propósito.

– Olha por onde anda garoto! – Falei e ele me olhou com vontade de rir, mas manteve a pose.

– Olha você! Quer esbarrar em mim de propósito. – Ele disse. Fiz uma cara de desprezo e continuei andando. Cinco minutos depois, uma mensagem chegou no meu celular:

“Por favor, vem me ver essa noite, pelo menos para matar a saudade!”

Sorri. Eu não agüentava ficar sem vê – lo.

“Ok, eu vou! Mas não se acostuma não viu! Beijo te amo!”

Cobra POV

Quando vi Karina, foi como se eu morresse e nascesse de novo. Ela é tão linda! Eu queria beija – la, aqueles beijos violentos só para ela sentir o gosto da saudade de ficar 3 semanas sem ficar com ela. Decidi mandar uma mensagem para ela, pra gente se encontrar, porque se eu fosse viajar, eu iria ficar um tempo sem vê – la, e agora era hora de nos despedirmos.

Lobão veio até mim, quando eu estava indo para o QG e parei. Eu sabia que ele tinha visto minha discussão com a Karina.

– Cobreloa, você e a filha do Gael terminaram não é? – Perguntou e eu assenti. – Eu não consigo ver uma pessoa sofrer, eu tenho pena sabe. Por isso, você foi o meu primeiro aluno que eu comprei a passagem para ir comigo. Eu sabia que você iria aceitar. – Ele me entregou a passagem na mão e eu fiquei o encarando. Eu tinha vontade de meter um soco naquela cara deslavada, mas eu não podia ferrar com tudo. Aceitei a passagem e fui para o QG.

Tomei um banho, e fiquei esperando Karina chegar. Eu queria fazer uma surpresa pra ela, então, corri até uma loja de flores e comprei uma dúzia de rosas vermelhas.

Karina POV

Saí umas 23hs de casa, esperei todo mundo ir dormir e fui. A rua estava vazia, e as luzes do QG, apagadas. Fui até lá e dei três batidas. Cobra logo atendeu e ele estava lindo! Com uma blusa branca e uma calça jeans.

– Oi loirinha. – Ele disse com um sorriso. Sorri de volta e ele me puxou para entrarmos. Perto dele eu perdia meus sentidos. Lá dentro estava tudo limpo, que eu até estranhei. Cobra saiu de perto de mim, e uns minutos depois, chegou, com um buquê de flores, lindo. – Eu sei que você não gosta dessas coisas de menininha, mas eu precisava fazer isso pra você. – Peguei o buquê, e lhe dei um selinho. Cobra me segurou e aprofundou o beijo, me fazendo deixar o buquê sobre a mesa do computador.

Fomos caminhando e nos beijamos até o sofá daquele dia. Cobra dormia nele pelo visto. Lembrei daquela noite e sorri, fazendo Cobra parar de me beijar e me encarar.

– O que foi? – Perguntou, confuso.

– Eu estava lembrando aquele dia... – Olhei para o sofá e ele entendeu o recado. Logo ele veio até mim, e me puxou, me fazendo sentar em seu colo no sofá.

– Lembrou foi. – Beijou meu pescoço me fazendo arrepiar. – Eu lembro todos os dias... – Olhei para seu rosto malicioso. Eu queria tanto ele, confiava tanto nele...

– Cobra... – Falei, corando com o que ia dizer em seguida. – Eu quero... – Ele me olhou e então entendeu o recado ao ver minha cara de vergonha.

– Tem certeza K? – Perguntou. – Porque eu não quero te forçar a nada. – Falou, beijando meu ombro. Ele me olhou novamente e era agora ou nunca. Eu não tinha coragem de responde – lo, então o beijei com toda a minha vontade. Cobra entendeu e me tirou de seu colo, me deitando no sofá. Ele começou a beijar meu pescoço. Pedro já havia beijado meu pescoço, mas com o Cobra era diferente, ele era mais forte, com ele era mais gostoso. Comecei a gemer sentindo meu coração bater com força. Ele levantou seu corpo e tirou a camisa, me fazendo morder os lábios.

– Gostou do que viu foi? – Perguntou e eu ri, corando. – Você fica linda, envergonhadinha. – Puxei sua calça jeans e ele caiu sobre mim, me beijando novamente. Cobra começou a passear suas mãos pelo meu corpo, até ir para minha blusa. Ele foi levantando aos poucos e eu me levantei um pouco para tira – la. Nenhum homem tinha me visto assim, só de sutiã. Cobra passou a mão sobre meus seios, em cima do sutiã e eu tremia. Logo ele abriu o sutiã...

Nós dois estávamos com as últimas peças que restavam. Cobra começou a tirar minha calcinha e eu fechei meus olhos. Querendo ou não eu tinha muita vergonha disso.

– Meu amor... olha pra mim... – pediu ele. – por favor K. – Falou ele. Eu não tinha como resistir aquela voz rouca e sexy. Abri os olhos e vi Cobra com o rosto cheio de desejo por mim. Ele segurou a mão e um segundo depois eu estava no paraíso...

Eu e Cobra estávamos abraçados no sofá. Eu não sei como eu estava assim, nua, mas eu estava, sem pudor. Cobra era o cara que eu amava, eu tinha certeza que ele me amava também.

– K, eu preciso falar com você. – Começou ele. Logo, ele me tirou de cima de si, e pegou nossas roupas. Eu coloquei minhas peças intimas e minha blusa. – Fica mais fácil conversar com você, vestida. – Ele já tinha colocado sua calça jeans, mas estava sem blusa. – O Lobão, parece que ele quer fugir para São Paulo. Ele sabe que o Alan está vivo. Seu pai quer armar para pegarmos o Haideguer e assim, pegarmos o Lobão. Por isso, o seu pai acha que eu devo ir para São Paulo com ele. – Ele disse e eu o olhei estarrecida.

– Você não ia me contar isso, ia? – Perguntei, magoada. Ele não ia me contar.

– K... – Ele começou a falar, mas eu comecei a colocar minha calça.- Karina, me ouve! – Pediu. Ele veio até mim e segurou meu braço. – Eu não vou nessa viagem, eu vou devolver a passagem e...

– Devolver? Então você já está com a passagem? Cobra eu me entrego pra você e você me diz que vai embora? Que tipo de canalha você é? – Perguntei, cuspindo as palavras para machuca – lo.

– Karina, não é pra sempre, eu volto. – Ele disse, mas eu estava triste demais para ouvi – lo.

– Pra mim é pra sempre Cobra! -Falei. – Me solta! – Pedi, quando ele forçou a mão no meu braço.

– Karina, não faz isso com a gente! – Pediu ele, quase chorando.

– Você foi egoísta e cruel! Eu vou sair e não quero te ver mais! – Falei e saí, sem olhar pra trás. Dessa vez não teria volta!

Notas finais
Gente eu não quis exagerar muito na primeira vez deles!! Espero que tenham gostado!! COMENTEM!!! Beijos