Da Janela
3 Cp. 2
Notas iniciais
O despertador toca insistentemente, fazendo com que a música favorita de Jacob se tornasse a ex música favorita de Jacob. Ele tinha ficado grato quando ele ganhara de Embry um lindo despertador, mas agora ele entendia o motivo pelo qual seu amigo lhe deu esse maldito despertador na noite passada, apesar de ter dito que era para que ele não perdesse a hora de vê a ruiva, ele sentia que tinha algo a mais e ele finalmente sabia qual, o despertador não desligava a menos que apertasse um maldito controle que ficara na caixa que estava jogado em algum maldito lugar na sala.
Maldito seja! pensou
Resolveu por fim, jogar o despertador no chão. Mas o desgraçado ainda tocava.
Jacob cobriu a cabeça com um travesseiro fofo e abafou o som, bem, não completamente. Quando acostumava-se a dormir com aquele barulho, outro o incomodou. Agora era seu amado celular com sua música favorita, musica esta que fez Jacob repensar sobre o por que ele colocou-a como toque. Tateou pelo colchão o celular, encontrando-o embaixo do lençol preto.
Embry
– Seu filho de uma égua! Não me deixa em paz — atendeu.
Uma risada abafada foi ouvida e um rolar de olhos foi feito por Jacob. Logo, ouviu o amigo com uma voz séria dizer:
– Tem uma menina aqui. — Mas logo voltou a ser o Embry de sempre — Ela é uma gata! Quer falar com você. Ela disse que o viu ontem numa livraria, sei lá. Mas aí eu pensei: "Isso deve ser algum código, o Jake não gosta de ler"... — Jacob ouvia atentamente o amigo tagarelar como uma mulherzinha, e ao olhar para o criado mudo para ver as horas, viu ali o livro que havia comprado. A loira, deve ser ela, se fosse Renesmee, Embry falaria, né?
O despertador voltou a berrar a função soneca e Jacob sem nenhuma paciência levantou ainda com Embry ao telefone.
– Gata, Jacob. Loira...
– Embry! — reclamou — Chego em vinte minutos, sirva-a algo.
Vinte minutos em ponto, Jacob estacionava o carro na garagem do restaurante. Entrou à procura da menina e a encontrou sendo babada por Embry. Passou por Emily que lhe deu um sorriso travesso, por Rachel que lhe deu um olhar de reprovação e sussurrou-lhe: "A ruiva é melhor". E, enfim chegou a loira.
– Oi.
– Ah, — levantou-se e cumprimentou-o com um aperto de mãos. — Oi, sou Claire. Você deve ser Jacob.
– Sim. Embry, vai procurar o Seth. — disse ao amigo que lhe mandou um olhar feio, mas ao contornar a menina de modo a ficar atrás dela ele sussurrou: "Gata!" mas a loira não pode ver. Jacob riu. — Ah, você é a menina da loja. — Disse e pediu que se sentasse.
– Sim, e melhor amiga de Renesmee. Nossa, ela vai me matar!
Jacob riu do desespero de Claire.
– Eu — continuou — o vi ontem e conversei com ela. Ela me disse que você fica a olhando todos os dias, como se a vigiasse. Eu achei estranho e por isso, já que ela não pergunta, vim perguntar: Por que?
– Bem, eu não sou um maluco, como ela disse. Apenas quero entendê-la. Por que? Por que todo dia alí.
– É complicado Jacob, ela que deve lhe contar. Você parece ser uma boa pessoa, parece gostar dela. Na boa, se for sim, eu posso ajuda-lo, mas apenas se ela lhe contar. — Clarie percebeu que falou de mais então calou-se e olhou para o relógio. Desesperada por Renesmee, ela sai apressada.
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DJ
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– Oi?
– Perseguidor? — diz sem se levantar do banco e sem tirar os olhos do livro.
– Será que eu posso conversar civilizadamente?
– Nem lhe conheço!
– Sou Jacob, formado em administração de empresas, cujo o sonho era abrir um restaurante. Tenho 27 anos, não sou casado. Sou brasileiro, mas moro no EUA. E...
– Onde quer chegar Jacob? — perguntou a ruiva.
– Te conhecer talvez?
– Desculpas sou comprometida — fechou o livro e o olhou em desafio.
– Então não é um encontro. — sugeriu.
– Nem uma reunião de amigos — respondeu.
– Bem, então vou me sentar aqui e como um completo desconhecido vou puxar assunto sobre os pombos. — Ela riu. Bingo!
– Okay então. O que mais lhe fascina nos pombos? — perguntou entrando na brincadeira do moreno. Não o queria longe, na verdade, ela precisava de uma nova distração no momento, ou até um novo amigo. Estava cansada dos muitos livros, de Claire a dizendo para superar e viver e da família a confortando, sendo que: nada poderia ajuda-la. Jacob parecia tão insistente que como um ato de bondade resolveu conversar com ele.
– Bem, não entendo de pombos, mas uma coisa que me fascina é estarem aqui sempre... até mesmo na chuva.
– Eles não ficam aqui na chuva.
– Você é como eles — começou incerto se deveria, olhou-a e ela o olhava. Tudo que na cabeça dela passava era: como? — sabe, sempre aqui. Sempre assustada, com medo. Como se se apenas batêssemos o pé — o moreno chocou o pé no chão e os pombos voaram — você foge.
Ela pensava naquilo. Podia ser as palavras dele verdade?
– Mas os pombos são sujos e odiados.
– Nem todos. Você não é suja e não é odiada. Mas ninguém sabe de onde vieram assim como não sei de onde veio, nem quando sumirão... — parou de falar ao vê-la com os olhos marejados a ponto de escorrer uma lágrima do seu pálido rosto rolando pela sua bochecha rosada. — Me conte, Renesmee. Posso ser um bom amigo.
– Tem razão. — sussurrou — sobre... tudo, Jacob. Eu... — e a lágrima escorreu e ela apressou-se a limpar, mas não foi o suficiente. Outras vieram tão rápidas que ela não pode conte-las. Jacob a abraçou. E ali ficaram.
Quando já calma, ela saiu do seu aperto envergonhada. Jacob a olhava e ela agradeceu ao céus por que em seus olhos não havia pena, mas curiosidade. O primeiro a lhe olhar apenas com curiosidade após sua crise de choro.
Olhou para o relógio de pulso e alarmou-se, devia ir.
– Tenho que ir — disse guardando o livro sem nenhuma gentileza. Levantou-se e Jacob a olhava. — Ãh, amanha eu lhe vejo? — perguntou sem jeito. — Oh Céus! Esquece.
– Sim, estarei ali — ele apontou para a janela que costuma a olhar, ela sorriu e disse tchau.
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DJ
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Jacob abriu a porta do escritório após conversar com os amigos superficialmente sobre o que acontecera, ele sabia que ela sofria e como bom amigo, segredos devem ser guardados.
– Eu sabia!
Ouviu a voz de Rachel e revirou os olhos.
– Sabia o que?
– Que vocês se gostam. Eu vi o abraço! — não era abraço Rach, ela estava chorando, pensou em dizer mas conteve-se.
– Vai trabalhar Rach!
Depois de sua conversa com Renesmee, Jacob passou o dia falando dela, explicando sobre ela a todos. O dia foi normal, papeis, café da manhã, almoço, janta e fecharam.
Chegando em casa, ele sentou-se no sofá e ligou para Dona Sarah, sua mãe, conversaram sobre tudo, menos sobre Renesmee. E desligou. Tomou um copo de agua, tomou banho e foi dormir.
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DJ
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Jacob ouviu batidas em sua janela cobertas de persianas. Afastou-as com os dedos e olhou. Era Renesmee com um sorriso tímido abaixo dos óculos.
Ela apontou para o banco e levantou os braços o mostrando dois copos de café.
Ele saiu e a encontrou sentada, sem nenhum livro nas mãos apenas as pernas balançando, um grande casaco preto e sua mochila carteiro.
– Oi.
–Oi — respondeu e sentou-se.
– Ãh. trouxe café. — Ele riu, eles vendiam café. — Bem, eu sei que vocês fazem café, mas...
– Tudo bem, é bom saber como anda a concorrência. — Ela riu e lhe entregou. — Como vai? — tomou um pouco do café e fez uma careta.
– Bem, o que foi?
– Café com leite e açúcar. — apontou para o copo.
– Oh não! Desculpas, esse é o meu, o seu é esse: Puro e açúcar, típico do Brasil.
– Andou pesquisando minha cultura?
Ela sentiu-se encurralada.
–Bem, uma vez — ajeitou os óculos — você perguntou por que venho aqui. Bem, — respirou fundo e disse: — conheci meu marido aqui... bem, ex marido — apressou-se a explicar — Nahuel... bem, morreu. Quando namorávamos vínhamos aqui depois da escola, e depois quando noivamos vínhamos aqui depois do trabalho e quando casamos continuamos a vir aqui. Estar aqui é como estar em casa, como estar com Nahuel. Sabe, é complicado.
– Faz muito tempo?
– Um ano e meio, acidente de carro. Sabe? O mesmo de sempre: motorista bêbado, com chuva, derrapou e o matou.
– Sinto muito. — ela concordou não muito contente.
– Tudo bem, eu só... não quero que me magoar e machucar de novo, por isso, que se você pisar eu voou.
A tensão rondou os dois, e Jacob sugeriu que eles fossem a outro lugar, incerta das coisas... ela aceitou.
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