Notas iniciais
... hm... desculpas ._. Faz bastante tempo desde que comecei a postar, eu simplesmente esqueci e-e, no meio da algazarra que minha rotina havia se tornado... mas enfim, cap novo õ/ Espero que gostem c:

Mal havia recuperado o fôlego do feitiço; todos ainda estavam em estase do momento de triunfo, e os Priests ainda estavam a curar o restante dos feridos que chegavam. Arctic põe seus itens de volta na bolsa, e parte em direção ao local que o Rei e os demais se encontravam, quando, no horizonte distante em direção ao sol nascente, um rugido áspero é escutado, fazendo todos engolirem seco toda a felicidade que a pouco sentiam. Imediatamente, Kayleen olha através de sua Orb e enxerga uma silhueta feminina montada num dragão enorme e, logo atrás, uma frota de dragões de diversos tamanhos os seguiam.

“Pelos Deuses!! Nós não temos tropas para mais uma onda de ataques! ”

Exclamou o General Douglas olhando para a face estarrecida da Sorceress Kayleen. Arctic teleporta-se para o norte e vai de encontro aos demais líderes da corte.

“Ainda estamos em apuros! Há mais dragões se aproximando vindos d...”

“Sabemos! Acabamos de ver! “

General Douglas interrompe, expressando grande preocupação.

“Douglas, avise aos Priests para saírem com os feridos daqui! Nós não podemos deixar mais civis serem mortos... Arctic, junte todas as tropas que conseguir, sorceress, guardas ou clerics, não importa! Precisamos nos preparar enquanto ainda estão distantes! ”

Exclamou o rei, enquanto vestia sua armadura de ouro. Arctic, cabisbaixo, balança a cabeça em negação, e todos olham para ele.

“Majestade, sinto muito, mas não temos soldados suficientes para mais uma batalha. Por hora, o melhor a se fazer é tentar salvar a todos, tirando-os da área de risco e... ”

“O que você está sugerindo com isso? Não temos solução! ”

Arctic pega sua staff, ergue a cabeça e olha nos olhos do rei

“Majestade, peço-lhe que faça o que sugeri. No momento, a única solução que vejo ao nosso alcance é derrotar o mal em seu princípio. Não somos fortes o suficiente para lidar com tudo isso,— Arctic faz uma breve reverência – por favor V.Sa. Alteza, permita que eu saia em busca de mais forças para enfrentarmos o que está por vir. ”

O rei estava pensativo, preocupado com o que poderia acontecer durante sua ausência, pois graças a Arctic que a última vitória foi possível. Guardando sua espada, anda em direção a Arctic e põe a mão seu ombro

“Nós não temos muitas alternativas, mesmo achando tudo isso loucura. Espero que saiba o que está fazendo e que volte logo! ”

O feiticeiro respira fundo e consente. Vira-se para Kayleen e pede que não deixe a situação sair de controle. Despedindo-se de cada um ali presente, Arctic pega suas coisas e corre em direção ao jardim do castelo e, de longe, Kayleen o segue. Ao chegar no Jardim, Arctic começa a se concentrar e conjurar um feitiço em voz baixa;

// Arctic... o que planeja fazer? //

Pensa Kayleen, quando percebe que gravuras se desenhavam sob os pés do feiticeiro, enquanto emitiam uma luz branca. Se aproximando mais, tem uma visão nítida do que se formara sob os pés do jovem.

// Essas gravuras... ISSO É MAGIA ANTIGA! Onde e com quem ele aprendeu usar isso??? //

Arctic termina de conjurar o feitiço; a luz do círculo mágico que se formou fica mais intensa e os símbolos nele começam a girar no sentido anti-horário. Ao virar sua cabeça para o lado, para admirar o reino pela última vez antes de partir, percebe que Kayleen está a ver tudo, e que ela vinha em sua direção, pedindo para que esperasse. Voltando a olhar para a frente, Arctic permanece em silencio e ignora o que Kayleen diz; quando ela se aproxima, um fecho de luz muito forte a faz parar e proteger os olhos com as mãos, e, ao perceber que a luz desapareceu, olha para a direção cujo Arctic estava, percebendo que ele havia desaparecido.

Ficou dia. Arctic, sozinho, olhava o nascer do sol deitado sobre o gramado de uma colina que ficava entre árvores. Seus olhos esverdeados como esmeralda brilhavam mais e mais no deslumbre daquele momento. A leve brisa, o cheiro das flores e das arvores, o gorjear dos pássaros, o som das águas caudalosas do rio... cada detalhe de cada segundo era sentido e contemplado, pois não tinha essa sensação de paz há muito tempo, especialmente após o que havia ocorrido antes de chegar alí.

Assim foi o primeiro de muitos dias que estavam por vir. Pensando qual seria seu primeiro passo, Arctic tentava se recuperar da exaustão causada pela viagem temporal, pois feitiços do porte gastam muita mana.

“ // Nunca pensei que usaria uma magia assim tão cedo, fazem apenas 89 anos que aprendi ela.... Enfim, a partir de agora, tudo no futuro depende de mim.... Espero que todos fiquem bem...// preciso ficar muito mais forte!— Arctic lembra de cenas da batalha em Saint Haven – Não permitirei que tudo aquilo aconteça novamente...”. Após um breve descanso, levantou-se, arrumou seus itens que estavam jogados ao chão e seguiu seu caminho mundo adentro. A jornada do jovem feiticeiro acabara de começar.

Ocultando sua presença enquanto andava entre as arvores, tão cauteloso quanto um felino em caça, Arctic procurava por uma trilha ou estrada onde pudesse seguir para uma cidade ou pedir informação. Seu objetivo era ir para o instituto de magia Fairy Star, famoso instituto de magia de mana Ridge, liderado por Karacule, onde havia boa parte do que se conhece por magia atualmente. Sem mana suficiente para magias fortes, Arctic segue a pé até encontrar uma estrada cheia de mato amassado; provavelmente deixado por alguma charrete ou carruagem e segue na direção a qual o mato estava deitado, cogitando a possibilidade de encontrar pessoas.

O feitiço de viagem temporal levou Arctic para 20 anos antes da catástrofe de Saint Haven. Todo conceito de vestimenta era diferente do que se conhecia no futuro... e, um rapaz com uma Staff nas costas, uma bolsa com Grimoire do lado, vestido de preto, coberto por uma capa também preta com detalhes a ouro e couro e cabeça coberta por um capuz que deixava somente o rosto parcialmente à mostra, não era o tipo de visual que passaria despercebido. Pessoas comuns tinham medo, e, ao perceberem Arctic logo adiante, desviavam-se do caminho ou se escondiam. E assim, boatos do andarilho negro se espalhavam vagarosamente entre os poucos habitantes da região, deixando crianças assustadas, e ladrões atiçados. Enquanto seguia a estrada de mato amassado, Ladrões de todo tipo abordavam o jovem para afanar suas coisas. Entretanto, sob efeito de ilusões e outros truques mentais, os mesmos nunca conseguiram sequer tocá-lo. E devido ao crescimento de bandidos nas estradas, Arctic decidiu seguir seu caminho por entre a mata.

“Preciso empregar esse tempo livre, enquanto caminho, treinando algo...” fala olhando para os lados, atento a possíveis bandidos “Malditos dragões... esmagarei a todos, com minhas próprias mãos! .... Preciso melhorar minha guarda! Preciso me manter em alerta! ”

A noite caía rapidamente e, sutil, andava atento aos ruídos, reflexos de luz e odores que por alí surgiam.

“Interessante...” pensa alto “... mas agora preciso descansar. ” Fala olhando em volta.

Ajeitando-se, senta encostado entre as raízes de uma árvore, usando sua bolsa como apoio para deixar as costas confortáveis. Concentrando-se, sussurra:

“communionem naturae”

Em segundos, Arctic desvanece aos poucos diante dos animais noturnos, misturando-se junto à árvore como uma camuflagem até desaparecer por completo, e tenta dormir.

Notas finais
sem fim dramático :v pq não há forma melhor de terminar algo, senão dormindo XD Comentem o que acharam o/ e até o próximo capitulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.