DELETADA

4 Notícia velha


Notas iniciais
Hello Eve!!! Bem, como toda história tem suas dedicatórias, essa em especial vai ter a sua primeira dedicatória a minha queria Du, ela que indicou minha fanfic, mas além disso, ela que é muito entusiasmada com a história e sempre está me incentivando a continuar, se mostra interessada e super apegada a ela, por todo o carinho a minha filha, ela recebe a primeira dedicatória. Obrigada Du. Agora, uma dica para quem for ler, quando chegarem na parte em que Blaine da a sua escapada da casa do Kurt, escute Dont Deram It's Over, por que é a música que eu estava ouvindo e sinceramente traz um sentimento a mais para o momento. Obrigada por continuarem lendo, mesmo que eu sempre demore para atualizar. Boa leitura ☕📖❤ ps: ignore os erros, lembrem que eu escrevo no celular amorzinhos, e eu não tive tempo de corrigir, assim que chegar do trabalho eu corrijo! 💋

♦Blaine

O clima natalino já estava em todo o lugar, a neve fraca começava a cair na varanda do quarto, todos os dias, as lojas já estavam decoradas com o tema e também tinham a trilha sonora natalina ecoando por todas as ruas.

O natal era a época favorita de Blaine, os sentimentos mais íntimos das pessoas vindo a tona, as famílias reunidas, a sensação de gratidão e o espírito de irmandade por todos os lados.

Ele levantou-se devagar, sem muita vontade de fazer, seus olhos estavam pesados, seu corpo com movimentos limitados e sua cabeça dando voltas. Se perguntou se Kurt havia acordado da mesma forma que ele, e também se o encontraria na cozinha, tomando café com os outros.

Cansado de apenas especular, ele foi até o banheiro, tomou algumas aspirinas e começou todo o seu ritual para mais um dia com os Hummel, talvez ele tivesse sorte e hoje fosse um dia tranquilo, diferente últimos que teve ali.

Alguns bons minutos depois, ele saiu do seu quarto, seus olhos instintivamente rolaram até o quarto ao lado, procurando algum sinal do castanho, mas a porta estava trancada. Talvez Kurt ainda estivesse dormindo.

Ele desceu as sem prestar muito atenção ao seu redor, o que foi um grande erro. No fim dos degraus, suas pernas chocaram-se contra alguma coisa, fazendo ele cair de barriga no chão.

– Aí, aí, ai! — Exclamou o pequeno Adam, deixando Blaine assustado. Ele conseguiu virar seu corpo, e viu o pequeno com as mãos na própria cabeça. Ele levantou as pressas e foi até a criança para fazer uma revista completa, prostou-se de joelhos diante do pequeno e primeiro checou a cabeça de Adam, depois os bracinhos, seguido do rosto.

– Adam meu bem, me perdoa eu não te vi aí, eu… — Ele levantou-se e pegou Adam em seus braços, e o carregou até a cozinha, checando a cada passo como estava se sentindo a criança, deixando o menino ainda mais assustado.

O lugar estava cheio, Burt, Finn e Abigail conversavam animadamente sobre as decorações de Natal, enquanto Rachel e Carmela estavam entretidas em outros assustos. O pequeno Adam quase caiu dos braços de Blaine quando se atirou para os braços da mãe, buscando um pouco de consolo.

– Finn, me perdoe, eu não vi que ele estava nas escadas e esbarrei nele, acho que bati na cabeça dele. — Blaine colocou suas mãos na cabeça da criança, procurando outra vez por algum sinal de machucados. — Foi totalmente minha culpa, devia prestar mais atenção e…

– Ei garoto, respire. Está tudo bem, não aconteceu nada de mais. — Burt teve de intervir, ninguém conseguia ser tão alarmado quanto Blaine. — Adam sabe que não deve ficar sentado nas escadas, é perigoso, para ele e para quem está usando. Não é mesmo mocinho?

– Sim vovô Burt. — O pequeno se remexeu nos braços da mãe para que ela o soltasse e foi saltitando até Blaine. — Desculpe Blaine, foi minha culpa.

O rosto dele se iluminou, seus lábio formaram um pequeno bico, e suas sobrancelhas triangulares se juntaram, tamanha a doçura a doçura do pequeno. O moreno se abaixou perto de Adam e o envolveu em seus braços, para um abraço acolhedor. — Está tudo bem Adam, foi minha culpa também.

Adam beijou o rosto dele e soltou-se dos braços do moreno, para correr livre e desapareceu por a porta da cozinha.

– Sente-se Blaine, tome café com a gente. — Burt puxou a cadeira que estava ao seu lado, fazendo um sinal para que ele tomasse acento, que aceitou de bom grado. — Quando terminamos, vamos descansar um pouco para ir buscar Carole no aeroporto. Ela vai adorar você, se quiser nos acompanhar.

– Claro, ela deve ser tão adorável quanto todos vocês.

– Você está brincando? — Rachel disse. Ele pulou da cadeira, ao ouvir a voz estridente da mulher, que soou bem em seus ouvidos. Como ela havia chegado atrás dele, sem que ele se desse conta? — Carole é a mulher mais doce de todo o mundo.

A ideia de conhecer a madrasta de Kurt, por quem ele tinha tamanha admiração estava arrancando de Blaine seus maiores sorrisos em dias. O problema disso, é que aquilo tudo não passava de uma farsa, quando o Natal acabasse, todos ali iriam embora de volta para suas vidas em Lima, e ele? Bem, ele voltaria a ser apenas a peça favorita da coleção de Kurt.

A ideia de que aquilo logo se aproximava, fez o moreno enjoar, ele não podia se jogar de cabeça, não quando se tratava de Kurt.

– Blaine querido, você está bem? — Perguntou Abigail, o tom de preocupação nítido em sua voz.

– Eu estou é só… — Os olhos dele correram por todos da sala, todos esboçando preocupação, lhe encaravam. — Eu sinto muito, eu preciso ir ajeitar umas coisas antes de ir ao aeroporto. E eu vou adorar conhecer a sua esposa Senhor Hummel.

– Blaine, se sente mesmo bem? — Foi a vez de um preocupado Burt perguntar.

– Eu estou bem, com licença. — Ele tentou sorrir, sem muita certeza de que convenceu todos ali, mas era o melhor que ele podia fazer no momento.

Ele precisava sair dali antes que sua reação o entregasse, mas antes de ele se levantar, algo chamou sua atenção.

– Ah meu Deus, não pode ser… Elliott Gilbert. — Todos inclusive Blaine olharam para onde o mais alto estava fitando. Blaine quase caiu da cadeira, quando seus olhos viram o homem que estava ao lado de Kurt.

O homem de cabelos negros, tinha o rosto coberto por uma maquiagem negra, seus olhos bem delineados, brilhos por todos os lados e roupas que poderiam ter sido usadas em Grease. Kurt o trazia agarrado pela mão.

Todos na mesa se levantaram. Enquanto Blaine olhava confuso; todos com excessão de Rachel, que bufava sonoramente enquanto recitava os olhos, foram até os dois cumprimentar o recém chegado estranho. Estranho pelo menos para ele.

Talvez Rachel não fosse tão ruim, por algum motivo, agora a moça lhe caia muito melhor. Todos voltaram aos seus lugares, Kurt e o outro homem os acompanhando.

– Bom dia bebê. — Kurt passou por trás de Blaine, e sentou-se no colo dele, que estava tão curioso e desconfiado, que nem mesmo se importou que os outros estivessem vendo aquela cena. — Eu estou com saudades, eu pensei em te acordar, mas depois de ontem, preferi te deixar descansar.

As bochechas dele queimaram, adquirindo um tom escarlate. O castanho tomou seus lábio de surpresa e logo os dois estavam em um beijo calmo, mas cheio de tensão.

Quando finalmente Kurt permitiu que o beijo terminasse, o moreno deu uma olhada ao seu redor, para ver como todos estavam reagindo, mas ninguém os olhava, todos estavam com suas atenções voltadas para a visita.

– Quem é ele? — O rapaz sussurou para Kurt, que fingiu não ouvir e interviu na conversa para salvar o rapaz da sua própria família.

– Finn, por favor, sua esposa está na mesa. Tenha decência e leve Elliott para um dos quartos desocupados pelo menos.

– Kurt. — Burt o repreendeu, arrancando um sorriso do castanho.

– Papai, eu estou sendo sensato, Finn está quase engravidando o Elli de tanto entusiasmo.

O moreno cruzou seus braços em frente ao corpo. Ali estava ela, sua técnica de segurança, seu espaço pessoal, naquele lugar, ninguém poderia se meter. Era como se ele fosse um estranho naquele meio, se sentindo como se tivesse entrado de penetra na casa de uma família.

– Elliott, você não foi nos ver. — Finn disse com um ar triste.

– Kurt me disse para não fazer. Aparentemente ele não quer um complô contra ele.

– Eu estou muito bem desse jeito, obrigado.

A conversa foi se tornando mais vaga, as vozes iam sumindo em sua cabeça, seu cérebro processando toda e qualquer informação sobre o nome Elliott e sua relação com Kurt, mas nada lhe parecia familiar.

A maior parte da conversa, Blaine sorria, tentando disfarçar sua frustração e vontade de sair correndo dali. Nem mesmo Kurt estava alheio ao charme encantador do homem. Então ele tomou uma decisão.

– Com licença. — Ele colocou as mãos na cintura do namorado, fazendo com que ele ficasse de pé, e levantou-se da cadeira. — Eu vou arrumar aquelas coisas e já venho.

– Foi um prazer te conhecer Blaine.

Seus olhos encontraram os do recém chegado, ele o encarou por alguns segundos antes de sua máscara ser posta. Ele sorriu para o homem, como se tivessem tido a melhor conversa do mundo. — Foi um prazer te conhecer também…?

– Elliott, mas pode me chamar de Elli, assim como todos na família. — Todos na mesa sentiram o clima ficar pesado, o temperamento forte de Blaine contrastando com o sarcasmo do moreno.

– Claro, Elliott. — Ele deu ênfase no nome do rapaz, com outro sorriso e ele saiu da cozinha, deixando todos olhando suas costas. Um silêncio constrangedor se instalou no salão.

– Eu vou ajudar o Blaine.

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–Eles devem ser amigos, talvez tenham estudado juntos no colegial, isso, colegas de classes — Repetia ele para si mesmo, enquanto terminava de colocar as roupas na cômoda.

Alguem bateu na porta arrancando ele do seu momento. — Blaine? Sou eu, Rachel. Posso entrar?

– É que eu… — Ele revirou os olhos e jogou a camisa que tinha na mão em cima da cama, talvez Rachel lhe ajudasse a entender o que estava acontecendo. — Tudo bem Rachel, pode entrar.

A mulher entrou no quarto procurando Blaine, quando o encontrou, ele estava sentado no chão rodeado de gravatas borboletas e algumas camisas dobradas em cima de uma de suas pernas. — Precisa de ajuda?

– Não eu estou bem, obrigada. — Ele forçou um sorriso, sem se esforçar tanto dessa vez, ele não estava de bom humor e assumiu que não ia mais esconder isso. — Sente-se Rach. Eu posso te oferecer algo?

– Eu vim te a-… tudo bem, Blaine eu quero saber o que houve lá em baixo. — A mulher foi tão direta que fez Blaine rir. De verdade. Ele colocou a pilha de camisas no chão e foi até a cama para tomar acento.

– Elliott! — Ele revirou os olhos e começou a mexer em seus próprios dedos. Com a raiva passando, ele finalmente começou a raciocinar melhor e se deu conta, que havia esquecido completamente que aqueles dias ali, eram apenas uma farsa. Ele não estava com Kurt, eles nunca estariam juntos, tudo o que eles teriam eram sexo, quando o outro homem tivesse vontade. — Esquece, eu… — Ele se jogou na cama cobrindo seus olhos com uma gravata que estava pendurada em seu pescoço. — Foi uma cena ridícula não é? Eu não conheço ele.

– O que? Eu estou confusa, eu estava achando que sua hostilidade com ele era exatamente por que você sabia com quem estava falando.

Ele levantou devagar, fitando a moça. Agora ele estava confuso, por que ele teria que agir daquela maneira com o rapaz? O que ela queria dizer com aquilo? — Como assim?

– Elliott foi o primeiro namorado do Kurt.

A palavra namorado foi ecoando em sua cabeça, o chão começou a oscilar, suas mãos tremiam e ele não tinha tanta certeza se conseguiria levantar dali. — Namorado?

– É, eles foram namorados no último ano de Kurt no colegial.

– Rachel, eu preciso sair. Por favor, avise ao Burt que eu não vou poder ir com vocês tudo bem?

– Blaine, onde você vai? Não é grande coisa, eles foram namorados a muito tempo atrás. E…

– Rachel, eu realmente sinto muito, mas eu preciso ir. — Blaine sacudiu a cabeça, para dispersar o topor, caminhou até a cômoda, passando por cima de suas gravatas e roupas, pegou a carteira que estava em cima dela e saiu do quarto sem esperar resposta da morena.

Diferente do que a mulher achava não era à quando tempo eles haviam namorado, o grande problema, era Kurt ter namorado com alguém. Kurt, o que se negava a acreditar em amor, havia tido, por mais breve que tenha sido, uma ideia de amor com outra pessoa, alguém que estava ainda em sua vida. 'E se Kurt ainda sente alguma coisa por ele? E se o grande motivo do castanho não querer nada sério com ninguém, é por que espera por Elliott?' As perguntas iam se formando em sua cabeça,em enquanto ele lutava para que as lágrimas não caíssem.

Todos os que estavam na cozinha, agora ocupavam lugares no sofá da casa, rindo-se de alguma coisa, certamente algo que Elliott tenha dito.

– Blaine, nós… — A voz de Burt ficou para trás. Ele sabia que estava sendo grosseiro, mas no momento, ele seria incapaz de fingir que estava bem, por que ele não estava.

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Ele virou no cruzamento, sem se preocupar em o que poderia estar no outro lado. Desejando internamente que algo o atingisse. Seus dedos apertados contra o volante, seus dentre serrados e seu coração batendo acelerado. Kurt Hummel, era o único que tinha o poder de o fazer amar e odiar uma pessoa ao mesmo tempo.

As pessoas na rua movimentada, olhavam com curiosidade e reprovação o carro, que voava por a rua. Finalmente, ele parou. Em frente a um prédio de poucos andares, estranhamente acolhedor, onde vivia Sebastian. A decoração de Natal dava uma sensação de acolhimento, e as pessoas pareciam tão em paz que o contagiava.

Estar ali era um erro, ele não queria aquilo, ele queria estar com Kurt, por mais estúpido que fosse esse pensamento, Kurt era o homem que fazia o seu coração bater mais forte, que fazia borboletas darem cambalhotas em seu estômago, e o fazia tremer com um simples toque. Aquilo não era justo com ele, nem com Sebastian.

Seu telefone vibrou em seu bolso, fazendo ele pular. Um toque conhecido soou, 'mais oportuno impossível'. Kurt era quem estava ligando.

– Oi, Kurt eu…

– Não tente se explicar Anderson, qual é o seu problema?– Blaine se escorou no banco, jogando sua cabeça para trás. Brigar com o castanho estava cada vez mais corriqueiro e estava começando a o irritar. — Meu pai está muito preocupado com você. Por que diabos saiu daquele jeito? Quer saber, não precisa explicar, volte para casa e no caminho pense em uma boa desculpa para dar a ele.– Aquilo não podia ser sério, Kurt estava mesmo dando uma ordem a ele? Completamente descrente, ele sentiu a raiva lhe subir a cabeça.

– Okay senhor, vai querer que eu lave suas cuecas quando chegar em casa também?

– Não seja infantil Blaine.

– Eu estou indo, eu só precisava de um tempo para organizar minhas idéias

– Ah, mais uma coisa, você vai dormir comigo hoje.

– Sentiu saudades? — Ele perguntou satisfeito, Elliott pode ter sido o primeiro namorado de Kurt, mas era a ele que Kurt queria em sua cana a noite.

– Na verdade, Elliott vai dormir no seu quarto essa noite.

E aí está, outra vez fazendo seu humor mudar bruscamente. — Elliott?

– Ele e a minha família não se vêem a algum tempo, então, eu o convidei para que eles pudessem ter mais um tempo juntos.

Ele enfiou o celular no bolso da calça, sem se importar em desligar a chamada. O castanho era o amor da sua vida, mas era hora de encarar os fatos e considerar a possibilidade de que nunca seria retribuído, não importava o que fizesse.

Talvez Sebastian possa o ajudar nesse momento, ele era um homem bonito, gentil, o amava e se importava com ele.

Depois de trancar o carro, caminhou até o prédio e apertou o número 6, o número do apartamento de Sebastian, mas ele não respondeu. A noite estava fria e com as emoções a flor da pele, ele havia esquecido de trazer um casaco consigo.

Ele apertou outra vez.

– Sim?– Dessa vez, não demorou
até alguém responder.

Era agora ou nunca, Kurt poderia o odiar para sempre, mas isso podia ser algo bom, talvez Sebastian seja uma opção mais segura. Era hora de confiar em seus instintos e tomar as rédias da sua vida. — Sebastian, sou eu Blaine. Está um pouco frio aqui fora, eu posso subir? — Ele riu e pode ver sua respiração se materializar em névoa a sua frente.

– Bee, oh meu Deus. O que você está fazendo aqui? A noite está congelando.

– Eu… você está ocupado Seb? Eu posso voltar outra hora. — Mentira! Se não fosse agora, ele nunca teria coragem outra vez.

– Tem um amigo comigo aqui, mas você quer subir?

– Não eu só… eu não quero te interromper.

– Não, não, não. Blaine não é isso.– Ele ouviu o outro rir através do interfone. – É só o Hunter, nós estávamos fazendo um trabalho da faculdade, ele já estava indo mesmo.

– Sim, eu estou indo… nesse momento. Posso ver porno em casa, obrigado.

– Hunter!

Outra vez sua respiração se materializou, quando ele soltou todo o ar que havia preso. O alívio foi tomando conta dele, por um momento considerou que Sebastian estava com outro alguém, e isso estranhamente o causou ciúmes, mesmo que ele não tivesse nenhum direito, ou sentimentos por o castanho. Ele não se sentia amado por Kurt, ele sabia, que não era amado por Kurt. E a ideia de que a pessoa que o amava, havia encontrado alguém, o perturbou imensamente, mesmo não sendo correto.

Uma sirene tocou e ele soube que podia subir.

Se deu conta de quanto tempo não frequentava ali, e sentiu-se envergonhado por o que estava fazendo com o castanho. Como ele podia exigir algo de Kurt, quando estava fazendo o mesmo com Sebastian, jogando com seus sentimentos, usando-o para se livrar de seus reais sentimentos, assim como Kurt estava fazendo sobre Elliott.

Sebastian o esperava na porta assim como Hunter, que tinha em seu rosto uma expressão maldosa. O rapaz veio de encontro a Blaine e piscou antes de cruzar e ir em direção ao elevador, enquanto o moreno ia até Sebastian, que lhe cumprimentou com um beijo em seu rosto.

– Bem vindo feiurinha.

–Feiuri… Ah, por que eu ando desaparecido, certo? Bem engraçado você, já pensou em ser comediante senhor Smythe? Seria um dos bons.

– Alguém está de mal humor.

Blaine girou em seus calcanhares, ficando frente a frente com Sebastian, mal podendo olhar em seus olhos. A culpa é um veneno que vai tomando conta de seu corpo lentamente.

– Seb, eu queria lhe pedir desculpas.

O castanho foi até ele, tomou suas mãos para si e as colocou junto ao seu peito. — Blaine, você não veio até aqui para isso não é? Não tem nada, que se desculpar.

– Sebastian eu tenho sido um completo idiota…

– Bee.

– Você é uma cara tão especial, tão incrível e adorável…

– Blaine.

– Você merece muito mais do que eu venho dando a você…

– Eu mereço que você cale a boca e me beije, pelo amor de Deus.

Mesmo querendo manter o nível da conversa, ele sorriu embaraçado enquanto mirava os próprios pés.

Sebastian se aproximou devagar do moreno, deixando suas mãos deslizarem por o corpo dele.

Ele passou suas mãos por os ombros do castanho, e deslizou seus dedos por entre os cabelos lisos e escorregadios do outro, o trazendo para mais perto. Seus rostos próximos o bastante, para que pudessem sentir a respiração do outro. Blaine então se precipitou e encaixou seus lábios nos lábios do outro.

O sabor era completamente diferente do que ele estava acostumado, era um sabor mais doce e mentolado, totalmente diferente do sabor de Kurt, algo de menta, misturado com álcool.

Sua outra mão deslizou por as costas do castanho até a bunda, tamanha era a necessidade de ser tocado. O mais alto parou o beijo, dando alguns selinhos e com sua mão, tirou a de Blaine de sua bunda.

Meio atordoado, ele encarou Sebastian apreensivo. — O que? Você não quer? Eu entendo se não estiver afim.

– Blaine cale a boca. — O castanho riu. — Você está muito apressado, não tem que ser assim. Venha. — O rapaz segurou ele pela mão e o colocou sentado no sofá.

À muito tempo Blaine não era tocado gentilmente, era algo quase novo para ele depois de tanto tempo. Então deixou seu corpo relaxar sobre o sofá, enquanto o outro lhe despia completamente.

Sebastian apoiou os braços na escora do sofá, ficando com seu corpo suspenso sobre o dele. Abaixou um pouco a cabeça e ele sentiu a língua do castanho tocar o lóbulo da sua orelha. Respirou fundo, tentando processar aquela sensação.

O castanho foi descendo por o pescoço dele, o tocando apenas com a língua deixando o caminho molhado, por onde escorregava a língua.

O ambiente estava carregado de tensão, o menor mal conseguia se conter com os toques mais íntimos do outro. Ele levou sua mão até o seu membro, mas Sebastian lhe deu um tapa, fazendo com que ele o soltasse e mantivesse suas mãos quietas sobre o sofá.

– Sebastian… — Suspirou o nome do outro, mal podendo diferenciar as sílabas.

O castanho foi distribuindo beijos no pescoço do menor, Blaine tinha sua cabeça jogada para trás e seus olhos fechados enquanto arfava.

Entre os beijos, Blaine podia sentir algumas chupadas sobre sua pele. Podia sentir que o castanho continuava, descendo por o corpo dele. Finalmente, o outro tomou o membro enrijecido do moreno em suas mãos e colocou toda a glande em sua boca e sugou devagar, deslizando sua língua por ela, arrancando suspiros dele.

O moreno arqueou suas costas, empurrando seu quadril para a frente a fim de se colocar mais dentro da boca do outro rapaz. Porém, Sebastian mantinha sua postura calma, com suas mãos o empurrava de volta para seu lugar. Afim de o deixar mais relaxado, deslizou suas mãos por o peitoral dele, uma delas até seu um dos mamilos e o apertava gentilmente enquanto o acariciava com a outra.

Sua pele queimava como fogo, cada centímetro do seu corpo estava ligado aos lugares que Sebastian tocava. Ele havia se esquecido como sexo calmo podia ser extremamente satisfatório. Então, pode sentir a língua do outro deslizar por o seu membro até o escroto. Por sua vez, ele dobrou suas pernas, apoiando-as no sofá, para deixar mais fácil o acesso do outro.

Mais rápido do que ele esperava, o castanho desceu sua língua por o escroto, deslizando até a entrada dele. Era uma sensação nova fazer amor com aquela calma e gentileza. O corpo dele se desmanchou de prazer e desejo, com os toques espertos e certeiros do outro homem, e tão fácil como andar, ele relaxou enquanto o outro fazia todo o trabalho.

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Blaine estava ofegante, enquanto o castanho terminava de se libertar dentro dele, ele sentiu o peso do corpo do outro sobre o dele e abriu seus olhos e encontrou Sebastian o encarando.

– Quem é você? E o que você fez com Sebastian?

– Cala a boca. — O castanho riu e escondeu seu rosto no peitoral dele. Sebastian deslizou seu membro de dentro dele, e jogou a camisinha aberta no chão da sala, fazendo os dois rirem.

– Você é um idiota, isso é nojento.

Ele aproveitou para deslizar suas mãos nas costas do castanho, seus dedos iam e vinha, e outra vez. Os dois apenas ficaram ali calados, aproveitando o momento calmo e íntimo.

Por longos minutos eles se mantiveram quietos, desfrutando da companhia e dos carinhos do outro, deixando o espaço para palavras completo por um silêncio esclarecedor.

Estar com Sebastian mostrou para o moreno, que haviam outras formas para estar com alguém, formas menos dolorosas e dependentes. Deu-lhe uma visão mais abrangente do que era estar com alguém, por outro lado, permitiu que ele se desse conta, que não importavam as circunstâncias a lembranças de Kurt ainda continuavam com ele, para o bem, ou para o mal.

Seu celular tocou, o puxando de volta a realidade, o toque era o mesmo de antes, Kurt estava ligando, era hora de acordar do sonho. — Seb, eu tenho que ir.

– Você não pode ficar? Eu adoraria que dormisse aqui hoje a noite.

– Eu sinto muito Seb, eu realmente preciso ir.

– Eu posso te ligar amanhã? — Ele se repreendeu mentalmente, claro que aquela noite havia reacendido a esperança de Sebastian em relação a eles, mas Kurt não vai gostar disso.

– Eu te ligo, tudo bem? — Ele levantou do sofá, e saiu cantando suas roupas jogadas no chão.

– Tudo bem. — Ele parou de vestir suas roupas, para encarar o castanho que também se vestia.

– Não, por favor não faça isso. Eu prometo te ligar. — Ele foi até Sebastian, com o coração apertado e machucado por o que havia feito e selou demoradamente seus labios, em um pedido de desculpas mudo.

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Ele tentou não fazer barulho, entrou no quarto na esperança de que Kurt tivesse adormecido, já que não tornou a ligar depois dele ter ignorado a chamada, mas no fundo ele sentia que estava errado… e estava.

– Eu espero que tenha organizado ben suas idéias. Eu disse para meu pai que você tinha ido ver um parente doente. Tente não se esquecer disso amanhã.

– Kurt eu realmente sinto muito, vou pedir desculpas a ele amanhã.

O castanho passou sua mão sobre seu membro, olhando cobiçosamente para o moreno, que tinha os cabelos meio bagunçados, sem tanto gel como de costume, deixando um ar mais selvagem em sua aparência.

– Agora venha aqui Anderson, você está muito gostoso hoje.

Contrariando sua vontade e seu instindo, Blaine de uns passos a frente sentando-se ao lado do castanho na cama. Logo, ele sentiu a mão do moreno em seu membro, que mesmo contra a sua vontade, foi enrijecendo com o toque experiente do castanho.

– Kurt, por favor, eu estou cansado, podemos fazer isso amanhã? — O morena jogou seu celular na mesinha de cabeceira do lado da cama. Ele poderia simplesmente ter continuado, mas sabia que se fizesse, se sentiria pior e mais sujo do que estava agora.

O castanho estreitou seus olhos, o avaliando. Era impossível permanecer impassível com aqueles olhos inquisidores sobre ele. — Blainey, Blainey, o que você está escondendo de mim?

Kurt girou seu corpo, ficando por cima dele, foi movimentando seu corpo devagar, mordendo o pescoço dele, enquanto ia roçando seus membros até que os dois estivessem duros. Foi então, que qualquer vontade de resistir, e moral foram mandadas embora, quando a boca esperta do castanho o devorava, e a percepção de o quanto o rapaz o queria o atingiu. O que ele faria sobre seus sentimentos era o de menos, no momento, ele só queria pertencer a Kurt e acreditar por um momento, que o outro o pertencia também.

Inconvenientemente o telefone dele tocou na mesinha, e antes dele ver quem era o mais alto, levantou seu corpo, e ficou estático por um momento, em Blaine teve certeza de quem era. Os olhos do castanho penetraram os de Blaine, a raiva abrasadora o fazendo encolher em cima dos lencoes macios da cama.

Sem pedir permissão, Kurt pegou o celular e sentou-se, em cima dele, mas não tinha nada sexual naquele movimento. — Querido Blaine. — Ele leu em voz alta, enquanto Blaine se afundava mais na cama. — Eu sei que disse que ia me ligar, mas eu queria dizer que eu estou feliz por hoje. Espero que você me conte o que te perturbava, sim seu bobinho. Eu sei que algo não estava bem. Até amanhã. Beijos.

O castanho estendeu o braço para guardar o celular, o que o deixou aliviado, se Sebastian tivesse colocado algo sobre o que tiveram, só Deus sabe o que aconteceria naquela noite. Mas, para o seu desespero e azar, o telefone tocou outra vez e outra vez o castanho olhou a mensagem. — PS: obrigado por… você sabe. Estou limpando o chão.

Kurt levantou da cama, deixando celular cair em cima de Blaine, que o agarrou por instinto antes que caísse. Ele fechou os olhos com força, se repreendendo mentalmente, por permitir que tal coisa acontecesse. — Kurt eu…

Já era tarde demais, o homem já não estava mais na sala, Blaine levantou e correu até a porta para tentar explicar a o castanho, ou pelo menos abrandar a sua raiva. Mas ao chegar na porta, seus pés congelaram, uma vertigem o atingiu, tudo a sua volta desaparecera, a única coisa que ele viu, foi Kurt entrar no quarto ao lado, que pertencia temporariamente a ele, mas naquele momento, quem estava lá dentro, era o primeiro e único namorado que o castanho tivera na vida.

Notas finais
Não, não teve o lemon completo, por que sim, eu sou fraca e não tenho condições psicológicas para escrever momentos de sexo entre Blaine e outra pessoa que não seja Kurt. kk Obrigada por lerem ❤
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.