Notas iniciais
Hello Eve!!!! Então, espero que gostem desse capítulo. Eu sofri muito, porque tive que reescrever metade dele. Mas ta ai. Eu também estou muito desgostosa, por que não acho que ficou com a qualidade do outro, mas realmente foi refeito de última hora, para não atrasar a atualização. Prometo que o próximo vai ficar tão bom quanto o primeiro. Enjoy!

♣ Kurt

O som de alguém batendo na porta fez Kurt acordar assustado, resmungando ele pegou o despertador e viu que tinha perdido a hora. – Meu menino desculpe incomodar, mas eu achei que o senhor ia sair mais cedo hoje. – Uma voz doce chamou do outro lado da porta.

Suas mãos foram até suas têmporas apertando o lugar, sua cabeça doía agora, talvez por conta de todo o vinho da noite anterior, ele realmente precisava revisar os horários das suas visitas. – Tudo bem Nana, já estou acordado. Obrigado.

Ele refez todos os planos para aquele dia silenciosamente em sua cabeça, ele tinha que ir ao escritório, logo depois ele iria ao café que seu pai gostava e compraria a sua preferida depois voltar para casa e quando tudo estivesse pronto, ele iria pegar o pequeno Anderson para ir receber, seu pai, seu irmão, a esposa irritante dele e mais alguém que viria junto a ela. Mas agora, ele teria realmente que ligar para Blaine, para acertar as coisas. Ele pegou o telefone e procurou na discagem rápida o número de do moreno e ligou. Já era a segunda chamada e nada do moreno atender, seus pés batiam firmes no chão impacientes, isso já o estava irritando, qual era o motivo para tanta demora?

– Alô.

– Olá querido, demorou.

– Eu estou realmente ocupado agora, Kurt. – O rapaz fez uma pausa e Kurt o ouviu falando com mais alguém. – Sebastian, não é nada demais, coisas do trabalho, pode ir andando eu te acompanho.

Um pouco confuso, Kurt apenas esperou para ver se ele ainda falaria algo. – Ocupado? Certo, vou deixar que volte para suas ocupações de estudante.

O suspiro de Blaine no outro lado da linha o entregou, ele estava disponível para Kurt. Ele pode em sua mente, ver a imagem do pequeno deixando seus ombros caírem um pouco revelando a linda curva no pescoço dele. – O que houve? Aconteceu alguma coisa?

– Meu pai e meu irmão chegam hoje, vamos buscar eles no aeroporto tudo bem?

– Ok.

– Até mais doçura.

– Kurt

– Sim?

– Eu vou dormir na sua casa hoje? Quer dizer, vamos dormir juntos?

Oh pequeno Anderson, não devia deixar seus sentimentos tão expostos, algum lobo mal poderia se aproveitar deles. E nesse caso, o lobo é Kurt. Ele tinha que admitir que ter Blaine na sua mão, era no mínimo excitante, talvez isso, seja um dos motivos para essa relação se estender por tanto tempo. – Claro, aliás, prepare algumas roupas e coisas pessoais, você vai ficar a minha casa e se você se comportar e me chupar gostoso, talvez possa ficar no meu quarto. Precisamos parecer convincente não é mesmo?

– Mas...

– Blainey, vai se negar a me ajudar? – Sua voz era dengosa para convencer o moreno, não que precisa-se de toda essa encenação, ele teve que se forçar para não rir.

– É claro que não, eu vou agora, preciso deixar tudo em ordem para ir. Você vem me pegar?

– Sim, eu passo ai. Mal posso esperar para te ver... e também o seu lindo traseiro. – Ele quase sentiu o moreno corar através do telefone e isso o deixou animado. Era sempre tão fácil convencer Blaine, mesmo assumindo e reconhecendo que não era justo abusar dos sentimentos que o outro sentia por ele, ele não podia deixar passar a oportunidade, afinal, naquela relação ninguém estava perdendo, ele tinha as transas mais gostosas e Blaine bem, Blaine tinha ele.

Ele desligou o telefone, no caminho para a cozinha, agora precisava organizar tudo para a chegada dos parentes, ele passou um tempo ainda no quarto arrumando-se para seu dia. Sua casa não era tão grande, mas era bem maior que uma casa necessitava ser. Ele desceu as escadas para a sala, e então a cruzou até a porta que dava acesso a cozinha, Rose e uma outra mulher, essa mais velha e com uma postura mais relaxada estava lá, conversando sobre alguma coisa enquanto a mulher preparava o café. – Bom dia.

– Bom dia meu menino. – A mulher veio de braços abertos para dar-lhe um abraço que foi bem recebido por Kurt, antes de soltar-lo, ela ainda beijou a sua bochecha e o olhou minuciosamente. — Meu menino, você está emagrecendo.

– Não estou não Nana. – Ele abriu seus braços para de auto examinar.

Abigail era uma senhora adorável, tudo nela era bem clichê para uma vovó. Ela tinha seus cabelos brancos cortados a cima dos ombros. Vestia um vestido com florzinhas azuis e usava um óculos que pendia até a ponta do nariz. Ela não era a verdadeira avó de Kurt, mas ele a considerava como. Desde que sua mãe faleceu, ela o acompanhava. Burt a contratou para cuida dele enquanto ele ia trabalhar e logo a relação dos dois passou, de babá, para avó de coração.

– Então, coma, eu pedi para a adorável Rose lhe preparar aquelas panquecas maravilhosas que eu fazia quando você era pequeno, aquelas que você tanto adorava.

– Nana, você é a melhor, por isso que eu te amo. – Ele a agarrou por a cintura, e a trouxe para perto beijando a bochecha.

– Você me ama por causa das panquecas? Agora estou realmente de com a auto estima lá em baixo.

– Nana, não seja dramática. Então, estou indo buscar Papai, Finn e os seus agregados hoje no aeroporto, quer vir comigo? – Ele lembrou-se de Blaine e pensou em todas as coisas que não poderiam fazer na presença da avó e se arrependeu no mesmo instante, mas não voltou atrás, fazia um bom tempo que não saiam e ele poderia levá-la a algum lugar antes do aeroporto.

– Não menino, eu vejo eles quando chegarem. Você pode chamar aquele jovem bonito que sempre vem aqui. Como ele se chama? – Por que todos falavam essas coisas sobre Blaine? Talvez, todos quisessem que eles ficassem juntos. 'Desculpe Nana, mas isso não vai acontecer.'

– Blaine Anderson. Ele vai comigo. — Ele fez uma pausa, enquanto mordiscava as panquecas. — Também vem passar uns dias conosco. – Continuou ele, sem entusiasmo. Ele sorriu, mas não um sorriso sincero, lhe irritava que as pessoas pensassem que tudo tinha que se voltar para um romance barato. Ele sempre acreditou quando se tem um relacionamento, tudo está destinado a se acabar, principalmente quando se trata de dois homens. Blaine e ele tinham muita química, e faziam um sexo realmente satisfatório não há como negar, mas tudo isso, não é nada mais do que dois caras que gostam de foder. Pelo menos para ele.

– Ah isso é fantástico, eu gosto muito daquele garoto.

'Oh Nana, eu também, ainda mais daquela bunda durinha.' Seus pensamentos voaram até a última noite em que estiveram juntos.

flashback on

Blaine chamava seu nome insistentemente, enquanto as mãos mãos de Kurt lhe rasgavam a pele próxima ao quadril, o castanho penetrava mais fundo no pequeno Anderson, que estava com suas mãos na escoradas no encosto do sofá e seus joelhos apoiados no acento, ficando completamente exposto para ele. A respiração dele se tornando cada vez mas pesada e audível, a cada investida certeira de Kurt, enquanto ele deixa escapar alguns gemidos por sua garganta. Sexo com os outros, era divertido, mas ele não tinha a mesma conexão que com o menor, Blaine não sabia o poder que tinha sobre ele e não descobriria por sua boca.

Com o calor do momento, os dois deixaram de se importar com o pudor e a decência, Kurt deixou sua mão cair direto na bunda do rapaz, fazendo um som extremamente alto. – Oh Kurt, outra vez, por favor. – Diz Blaine quase como um sussurro. E assim ele o fez, desceu sua mão com mais força sobre o traseiro despido do rapaz enquanto continuava investindo, cada vez mais forte e mais rápido naquela bunda. A melhor coisa sobre comer Blaine, é que o moreno é tão intenso quanto ele próprio.

Ele não precisava se conter, ou ter medo de assustar, ele onhecia perfeitamente o corpo e os limites do outro.

– Kurt, eu vou gozar.

– Não! Eu quero ter seu pau gozando na minha boca outra vez, deixe-me terminar aqui, eu estou quase lá. – Ele sentiu Blaine se contrair em volta do seu membro, seus movimentos agora mais rápidos e mais fundos, estavam acertando em cheio a próstata de Blaine fazendo o rapaz gemer alto, se alguém passasse alí perto, poderia facilmente ouvir os sons que os dois faziam. Kurt sentiu suas pernas fraquejarem, seu sangue correr até seu membro, fazendo ficar mais duro e inchar. Estava na hora, ele acelerou seus movimentos e então, o frisson. Ele se libertou, a sensação de êxtase invadindo seu corpo, correndo como o sangue em suas veias, deixou seu corpo cair gradativamente sobre o corpo do outro rapaz.

Ele retirou seu membro de dentro do moreno e seus dedos delicados traçaram um caminho por os ombros de Blaine, de um lado a outro. Aqueles ombros realmente mexiam com ele, eram tão largos, mas ao menos tempo tão suaves, seus labios seguiam o mesmo canho antes traçado pot seu dedo, se demorando no pescoço banhado de suor pós sexo do outro, distribuindo alí alguns chupões e mordidas, enquanto acariciava o local com sua lingua. – Caralho Blaine, cada dia você está mais gostoso. – Ele falou, enquanto ainda arfava com a respiração nada regular. – Eu quero ver você gozar. Vire para mim.

flashback off

Agora ele realmente precisava encontrar Blaine, lembrar daquela noite o deixou animado outra vez. Como alguém podia ser tão bobo, mas tão sexy e quente na cama.

– Kurt? Querido

– Uou, Nana, eu me distraí um pouco.

– Pensando em Blaine?

'Sim.' – Não, só no que eu vou precisar comprar para o papai. – Ele mordeu os lábios tentando desviar seus pensamentos daquele momento completamente delicioso, mas totalmente inoportuno e tomou um grande gole de suco que Rose havia colocado para acompanhar as panquecas. Por mais que tentasse, ele não conseguia parar de pensar nessas coisas, não quando se tratava de Blaine.

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Eram quase 6 horas, a noite estava estranhamente calma, a não ser por umas crianças que jogavam bola alí próximo. Kurt esperava do lado de fora da casa de Blaine escorado em seu carro, enquanto o moreno ajeitava suas coisas para que eles pudessem ir pegar aa sua família no aeroporto.

Ele estava estranhando, que mesmo depois de anos, naquela relação com Blaine, aquele lugar lhe fosse tão pouco familiar, claro que já havia ido lá algumas poucas vezes, mas nunca havia realmente parado para prestar atenção na vizinhança. Não demorou para que a bola batesse em suas pernas, ele tranquilamente a apanhou enquanto uma garotinha de cabelos loiros, vestido cor de rosa e pés descalço vinha até ele para recolhe-la. – Oi, você está esperando Blaine?

A última coisa que ele precisava aquela noite era uma criança enxerida lhe fazendo perguntas, ele entregou a bola para a menina esperando que ela fosse embora, mas ela não foi, apenas passou a bola para os amiguinhos e continuou lhe mirando com seus grandes olhos marrons. – Vocês vão sair juntos? – Ele continuou em silencio, talvez assim ela fosse embora. – Sabia que não responder as perguntas que os outros fazem é uma falta de educação? – A garota bateu os pezinhos no chão e cruzou os braços em frete ao corpinho pequeno, exatamente como Blaine quando ativava seu modo espaço pessoa.

– Quer saber? Vou perguntar a Blaine porque Sebastian não está indo com vocês. — 'Barry?'

– Ei. – Ele chamou, fazendo a pequena parar e girar nos calcanhares, para encarar-lhe com um olhar mortal.

– Pois não?

– Quem é Sebastian?

– O namorado do meu tio.

Como assim Blaine tinha um namorado? 'Blaine, Blaine.' Mas antes que ele pudesse arrancar qualquer outra informação, apequena garota já havia ido embora, se juntar aos outros meninos na rua.

Blaine desceu as escadas com suas bolças, arrancando ele de seus pensamentos, não que ele estivesse com ciúmes, mas obviamente, era algo que deveria ter sido esclarecido. Ele abriu o porta malas para o moreno colocar suas coisas alí e os dois entraram no carro.

Nesse meio tempo, o menor colocou o cinto de segurança e beijou o canto da boca dele, deixando sua língua percorrer o local, logo voltando a se ajeitar no seu próprio banco. Kurt deu partida no carro e saiu dirigindo para o aeroporto. Ele deslizou sua mão por a coxa do moreno, seus dedos caminhando por sua entre coxa, desde o joelho até sua virilha e de volta ao joelho. O menor soltou um suspiro audível se enterrando o banco. Ele se atreveu a olhar, apenas por um momento e o rapaz tinha a cabeça deitada no banco e seus olhos fechados, seu peito subia por baixo da sua camisa polo branca, que delineava seu peitoral.

Sorrindo com sua conquista, ele fez aquele caminho mais uma vez e dessa vez passou os dedos levemente por cima do membro enrijecido do moreno, fazendo sua respiração ficar descompassada, ele levou sua mão até o volante, como se nada tivesse acontecido.

– Kurt?

–Oi, Blaine.

– O que você está fazendo?

– Como assim? Estou dirigindo. – Ele parecia o mais inocente dos homens nesse momento.

– Você vai simplesmente parar? Assim, no meio da coisa?

– Oh Blaine, você é tão apressado.

O moreno simplesmente cruzou seus braços em frente ao corpo e eles continuaram a viajem daquele jeito, em silencio, sem tentativas de nenhuma das partes a começar uma conversa.

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Sete hora e o avião estava pontualmente no saguão, enquanto os passageiros desembarcavam, a alguns passos a frente, Kurt avistou um rapaz alto, que se destacava na multidão, junto a mais um grupo de pessoas, um homem de mais idade, uma mulher e uma moça que lhe acompanhava com uma criança em seus braços. No mesmo momento em que o viu, a criança começou a debater-se nos braços da mulher, que gentilmente o colocou no chão, o pequeno logo correu em direção aos dois, com seus pequenos braços abertos. Kurt a envolveu em um abraço. – Hey, campeão. Como você está?

– Tio, eu estava com saudades.

– Eu também, como você creceu. A ultima vez que eu te vi, você estava menor que a sua mãe. – A mulher morena soltou uma risada claramente forçada e logo veio abraçar seu cunhado. O homem mais velho sorriu com o comentário e se juntou aquele abraço, que logo se formou em um grande abraço coletivo, sendo completado pelos braços compridos do irmão.

– Vocês podem me deixar aproveitar um pouco o meu sobrinho por favor, vocês o tem todo o tempo. Obrigado.

A medida que todos se afastavam, seus olhares caiam sobre o pequeno homem, que esperava em silencio logo atrás de Kurt, ele se virou para ver de que se tratava e logo entendeu, que todos estavam curiosos para conhecer seu motivo de não ir para Lima esse ano. Ajeitando o pequeno Adam em seus braços, ele se virou para Blaine. – Todo mundo, esse é Blaine, Blaine esses são todo mundo, Papai Burt, Finn, Rachel, Carmela e... – Ele ergueu o pequeno acima de sua cabeça como na cena do rei leão, fazendo o pequeno se derreter em uma risada. – Esse, é meu pequeno Adam, o membro mais bonito da família, depois de mim obviamente.

– Obviamente. – Falou o Burt sorrindo para o filho e logo foi cumprimentar o moreno, seguido do resto da família.

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Como só havia um carro, Blaine, Adam e Kurt voltaram em um taxi enquanto o resto da família iam no carro de Kurt. Todo o caminho, ao contrário de antes, estava ocupado por a voz doce do pequeno. Como não podia ser diferente Adam rapidamente fez amizade com Blaine e os dois brincavam de adivinhar coisas na rua, enquanto Kurt apreciava os sorrisos do sobrinho.

Alguns minutos depois, o taxi parou na entrada da casa dele e todos deixaram o carro, ele levava o pequeno Adam dormido em seus braços enquanto Blaine ficou para trás para pagar a corrida.

Todos estavam na sala em uma conversa animada, quando ele entrou e todos viraram, Abgail logo veio ao seu encontro, seus olhos no pequeno embrulho em seus braços. – Meu Deus Finn, ele está tão grande.

– Sim e pesado. Tome irmão, é seu turno. – Finn riu e foi até ele para pegar Adam de seus braços, ao mesmo tempo o moreno entrou na sala.

– Então Blaine, vocês estão namorando a muito tempo. – O homem mais velho lhe perguntou, ele olhou para o moreno. 'Não seja tão infantil Blaine, é só uma pergunta.' O menor olhou para ele de volta. – Não papai, um par de meses. Começamos a sair e Blaine estava namorando, mas ele não me contou nada obviamente. – Ele sorriu, mas seu sorriso não chegou aos olhos, ele mirou o moreno e pode ver ele o olhar confuso. – Como era mesmo o nome dele querido? – Ele fez uma pausa fingindo pensar, em seguida estalou os dedos como se tivesse acabado de ter uma ideia incrível. – Ah sim, Sebastian. – Ele foi até Blaine que estava paralisado, entrelaçou seus braços e o exibiu para a família. – Não fique envergonhado por isso baby. Todos na família sabem como eu sou irresistível.

– E também muito modesto. – Disse Finn, que estava voltando para a sala agora, Kurt deu de ombros, sorrindo para o irmão. – Rachel amor, vamos deitar? Adam vai acordar bem cedo pela manhã. Precisamos estar bem dormidos. – Ele desviou o olhar para todos da sala. – Ele está impossível. E Blaine, não se preocupe. Sei que se conhecem a pouco, mas Kurt adora entregar todos que ele gosta, isso é um jeito dele demonstrar que te ama. – Todos inclusive Kurt riram, menos Blaine que ainda estava desconfortável. Burt também levantou junto a Rachel.

– Bem e eu vou agora, porque graças aquele bendito câncer, até não ter nenhum risco de remissão, tenho que dormir cedo com um velhinho. Sem ofensas Abigail.

– Como se não tivéssemos a mesma idade, seu velho.

A sala mais uma vez se encheu de risos e todos foram indo para os seus quartos, deixando a sala apenas com os dois rapazes e um silêncio incomodo.

– kurt?

– Oi?

– De onde tirou esse nome?

– Lugar nenhum, só foi o primeiro nome que me veio a cabeça. – Blaine soltou um suspiro pesado, como se tivesse segurado o ar todo esse tempo. Embora ele e Blaine não tivessem um relacionamento, saber que o moreno pertencia a mais alguém lhe deixava irritado, não era da sua natureza dividir as coisas. – E aliás Blaine, tem uma sobrinha muito bonita.

♦ Blaine

O coração do pequeno acelerou no mesmo momento, se Kurt havia conversado com Patricia, então provavelmente ela lhe havia falado de Sebastian. Suas mãos automaticamente começaram a suar e seus olhos suplicantes estavam em Kurt, o tom calmo do castanho o deixava ainda mais nervoso, não era da sua natureza ser tão calmo. — Kurt... veja, Sebastian e eu não temos nada.

O olhar do castanho o fez como se estivesse encolhendo, naquele momento, ele sentia que poderia estar menor do que o pequeno Adam. – Blaine, eu não disse nada.

Ele mordeu seus lábios fechando seus olhos, tentando encontrar um jeito de explicar aquilo para Kurt. Era impossível se concentrar enquanto o rapaz usava aquelas calças apertadas, coletes desenhando seu corpo e ainda com aqueles olhos inquisidores em cima dele, o julgando em silencio. – E-eu... nós... Sebastian e eu...

– Blaine, eu vou dormir também. – Ele foi interrompido, por o tom desinteressado de Kurt, ele se preparou para seguir o outro, mas o castanho se virou o encarando. – Seu quarto, fica ao lado do meu.

– Eu pensei que fossemos dormir juntos.

– Eu acho que falei, que isso aconteceria se você se comportasse e me chupasse gostoso. Mas, não tivemos nenhum dos dois hoje. — O tom de voz dele era desinteressado, mas com um toque de satisfação, talvez tivesse percebido o quanto havia lhe afetado.

Blaine soltou um suspiro e jogou seu corpo no sofá, enquanto observava Kurt deixar a sala. Mesmo estando ali por milhares de vezes, aquela sala nunca pareceu tão grande e solitária como naquele momento. Ele conhecia Kurt, aquilo não estava acabado. E o pior, o castanho não estava errado. Em seu interior, ele sentia que havia enganado o castanho, mesmo sem nenhum compromisso, pelo menos Kurt nunca lhe escondeu as coisas que ele fazia.

Todos os empregados da casa já haviam parado de trabalhar e até Abigail já havia ido se deitar, mas ele ainda continuava ali, perdido em seus pensamentos, tentando encontrar uma maneira de explicar tudo a Kurt. Seus olhos começaram a pesar, então, depois de o que pareceu uma eternidade, então ele levantou-se e foi para o seu quarto.

A casa era tão sombria a noite, tantas porta e corredores, ele chegou em seu quarto e seu olhos se demoraram na porta vizinha, onde provavelmente estava Kurt, fazendo só Deus sabe o que, com Deus sabe quem. Ele sentiu uma pontada de tristeza em seu coração, já estava tudo dando errado e aqueles quinze dias nem tinham começado, seus planos de dias perfeitos estavam indo por água a baixo.

Notas finais
E aí gostaram? Espero que sim. Críticas? Sugestões? Aceito tudo. kk até semana que vem.