Notas iniciais
Aqui termina "Death Note: O Retorno de Kira". Trago pra vocês um último ponto que antes não foi explicado e será agora. Espero que gostem =)

Estava chovendo, parecia que o mundo estava se acabando num dilúvio. A mulher correu em busca de um abrigo, o guarda-chuva dela quebrara devido o vento, então ela não podia ir andando pra casa nessa chuva, a menos que disesse pegar um resfriado. Ela correu para dentro de uma loja, que bom, finalmente um lugar seco.

Seus cabelos eram castanhos e seus olhos eram verdes, consideravelmente uma mulher de 21 anos muito bonita. Ela ficou na loja esperando a tempestade passar até que finalmente esta se amenizou.

Choviscava um pouco ainda, mas ela tinha que ir logo pra casa. Não é muito seguro andar na rua tarde da noite. Mesmo sem a chuva, ainda ventava muito. De repente ela viu algo negro voando em sua direção. Ela teve tempo para defender o rosto, então ela ouviu que o "Objeto Voador Não Identificado" havia caido no chão.

Olhando um pouco, parecia um livro ou um caderno. A curiosidade humana a incentivou a pegar o objeto, mas com medo de cair outra tempestade, ela decidiu dar uma melhor olhada no objeto quando chegasse em casa.

***um ano depois***

– Droga... Não gosto tanto de usar esse caderno... — ela falou olhando pra objeto.

– Mas você o tem faz quase um ano e usou poucas vezes.

– Puxa, pode até ser incrível um caderno que mata quem cujo nome for escrito nele, coisa e tal, o fato de esse ser diferente dos outros por que pertencia diretamente ao shinigami-daioh...

– Está com medo de se tornar uma shinigami completa por causa do caderno?

– Talvez, mas você disse que demora uns anos pra isso, não é? Mas, não sei, possivelmente é por que não sou fria o suficiente para matar alguém sem ter remorso.

O Death Note que ela tinha nas mãos não era um Death Note qualquer, era um Death Note que pertencia diretamente ao Shinigami-Daioh, chamado também de "Destiny Note". E qual é a diferença desse caderno para os outros? Bom, em primeiro lugar, ele não possui os limites dos outros Death Notes, pode-se escolher qualquer data para a morte, qualquer sentença idependente se matará terceiros ou não, idependete de ser ou não possível e sempre é o dominante, idependente se outro caderno tiver escrito determinado nome antes. Segundo, era proibido de ser usado por humanos, pois, aos poucos o caderno passa ao humano poderes do Shinigami-daioh, aos poucos esse humano se torna um shinigami. É um processo que leva anos, mas segue enquanto o humano tiver a posse do caderno.

***tempos depois***

A mulher estava distraída andando e lendo um livro no parque, quando de repente alguém esbarrou nela e ambos caíram.

– Ai, desculpa, me desculpa, eu não consigo controlar essas coisas direito.

Ela olhou e viu que era um homem de cabelos negros e olhos também negros que usa óculos. Ela reparou que ele estava com uns patins nos pés, então foi por isso que ele caiu em cima dela.

– Tudo bem, eu te ajudo a levantar.

Ela se levantou e o ajudou. Ele ficou meio sem graça devido a falta de jeito e pediu desculpas mais de mil vezes antes de finalmente se apresentar:

– Eu me chamo Thiago. E você?

– Sara.

– De novo, desculpa por ter te atropelado.

– Pare de pedir desculpas, hahahaha!

Eles riram, depois se sentaram num banco e passaram um tempo conversando.

***dois anos depois***

Sara ficou chocada ao saber que o teste de gravidez deu positivo, ao mesmo tempo, Thiago ficou empolgado.

– Gravida? Ela está grávida?

– Sim, parabéns a vocês dois. — o médico disse.

O homem ficou extremamente feliz, mas a mulher não saiu do estado de choque até chegar ao carro. Ele falou um monte de coisas do tipo "será que será menino ou menina?", "nossa, nossos pais vão gostar tanto de saber disso" e etc etc, mas ela, apesar de sorrir as vezes para parecer feliz também, estava preocupada. Será que o Destiny Note poderá afetar a criança também?

Num momento que estava sozinha, ela perguntou ao seu shinigami, mas este não sabia se poderia afetar o feto ou não. Ela pensou por alguns minutos então decidiu: Iria abdicar a posse do caderno.

O shimigami concordou e ela abdicou o caderno ao shinigami, então o deus da morte se foi. Ao contrário dos outros cadernos, ao abdicar aquele caderno o usuário não se esquece dos fatos ligados a ele, mas, mesmo ainda lembrando de tudo, ela ficou feliz com o seu marido e anciosa para que a criança logo nascesse.

***

Numa noite fria e chuvosa a criança nasceu. Era um menino saudável, a mãe se emocionou muito ao ver a criança e o pai também. Num tempo depois, quando ela ia amamentar a criança, ela se assustou. O menininho abriu os olhos e suas íris eram vermelhas. Ela ficou preocupada. Será que são olhos de shinigami?

Sara foi contar ao seu marido sua preocupação. Ele sabia que ela tinha um "Death Note" e que o abdicou quando soube que estava grávida, mas não sabia que aquele Death Note não era qualquer um. Ela o falou a verdade do caderno que possuia e o medo que sentia do filho ter nascido com algumas características de shinigami.

Thiago a pediu para não se preocupar, falou que faria de tudo pra que o filho deles tivesse uma vida normal.

***

Os anos passaram. Aos poucos foi se descobrindo que o menino não tinha apenas olhos vermelhos. Ele podia ver o nome das pessoas, tinha sonhos com criaturas estranhas e certo dia ele mesmo afirmou pra mãe que viu um "shinigami".

A mulher parou e pensou:

O Shinigami-daioh além de não morrer por nenhum meio físico ou o caderno, ver o nome e o tempo de vida dos humanos e enxargar outros shinigamis (obviamente por que é um), ele também, com um pouco de esforço, podia "ver" os outros shinigamis e ás vezes humanos que usam o Death Note através de vizões do passado. Isso de certa forma o faz um shinigami que sabe de tudo, difícil de enganar.

Enfim, será que com o tempo o seu filho vai acabar se tornando um shinigami completo? Ou não, apenas continuará com as habilidades parciais que tem e pronto? E como ele poderá conviver com isso? Como será que ela poderá responder quando ele perguntar "por que eu sou assim?", "por que sou diferente?".

Ela estava com medo. Não queria que ele acabasse tendo que saber que as outros crianças o ignoram, ficam longe dele por conta de ser "estranho", por sua causa.

***

Era véspera de natal. Enquanto Sara e seu marido colocava os presentes nas árvore para a criança anciosa, o homem perguntou:

– Qual o problema, Sara?

– Ruan vai ter que saber de tudo ano que vem. Eu... Estou preocupada.

– Também não queria ter que contar, mas alguma hora ele vai ter que saber.

– Eu sei, mas eu amo tanto nosso filho, não quero que ele me odeie.

– Tudo bem, Sara, ele não vai te odiar...

–-----um tempo antes------

Aquele homem estava nervoso. E agora? O que ele poderia fazer para dar um jeito naquele moleque se não podia mantá-lo?

– Já sei!

– O quê? — perguntou o shinigami, curioso.

– Já que não posso matar aquele pirralho, vou dar um jeito nos pais dele.

– Mas como isso pode ser eficiente? Você não quer matá-lo pra silenciar ele?

– Sim, mas a morte dos pais pode ser mais interessante e de certo modo pode afetá-lo. Supondo que eles morram por suicídio, como a criança reagiria? Será que poderia achar que a causa de tudo foi ele? Bom, não deixaria de ser verdade, mas seria um bom motivo pra ele ter receio e não falar nada, hu hu.

– Hum, então pode ser um bom plano.

– Claro que é, huhu. Progamarei pra dezembro, será melhor para não levantar suspeitas.

****************

Ruan abriu levemente os olho. Sua visão estava um pouco embaçada, mas em poucos segundos ela voltou ao normal e viu um rosto conhecido.

– Que bom que você acordou.

– Olá, L. — ele se ajeitou na cama par se sentar — Então, como estão os outros?

– Bom, resumindo tudo, todos os membros da polícia japonesa voltaram pro seu país, Julia está numa prisão feminina fora do Brasil, mas os pais acham que ela está só num intercambio (ideia do Near para que o "sumisso" dela fosse mais discreto); Leonardo voltou a sua vida normal, Near está agindo como um detetive anônimo com outro pseudônimo, Beyond sumiu e A também.

– Hum... Sabe, enquanto eu tava inconciente, eu tive uma visão. Agora entendo por que tenho os poderens que tenho. Também o que realmente fez os meus pais se suicidarem.

– Você vai me contar?

– Claro. Ah! Espero um segundo!

Ruan colocou a mão em baixo do travesseiro e de lá tirou um envelope.

– Quando isso foi colocado aí?

– Não sei ao certo, mas eu lembro de uma garota tê-lo deixado aqui. Me senti meio estranho, era como que um segunda atrás eu estivesse morto e de repente eu estava vendo um "anjo", hu, vai entender.

Ele abriu o envelope e no momento que tocou num objeto preto veio uns rápidos flashbacks na sua cabeça, mas ele não viu todos pois o largou rapidamente.

– Merda!

L não resistiu e acabou liberando um leve riso, então ele pegou o envelope e viu que tinha um Death Note nele mais uma carta.

– O sexto caderno!

– "Um pequeno presente a vocês que acabei levando mais tempo do que esperava pra encontrar, mas acabou que no final sendo muito útil. Esse Death Note foi encontrado, porém nunca usado, por uma jovem que possuia o oposto do Death Note, um "Life Note". Provavelmente seria necessário para garantir que Zeta sobrevivesse, enfim, parece que agora tudo acaba aqui, não é mesmo? Não sei se um dia nos encontraremos de novo, de qualquer modo, até logo. A." — disse L lendo a carta.

– Life Note... Agora entendo. Aquela garota escreveu o meu nome...

– Enfim temos finamente os seis cadernos, mas isso não é garantia de que "tudo acaba aqui". Eles precisarão ser trancados de modo que niguém possa chegar perto deles.

– Ah, onde estão os outros cadernos?

– Near providenciou para que eles fossem trancados numa área, digomos assim, desconhecida.

– Vai me contar onde é ou vai levar isso pro túmulo?

L levantou uma das sombrancelhas.

– Ha ha! Tou brincando! Bom... Vou contar pra você o que eu vi.

–---------------anos depois------------------

– Julia Gonsalves, *you have a visit* (você tem uma visita) — disse a policial

– Ok... — disse ela se levantando da cama de sua cela e dirigindo-se para ser algemada e lavada para a ala de visitas.

Nesses anos todos, foi meio duro ficar presa e ao mesmo tempo fingir que "estava tudo bem" para os seus pais e seus amigos. Foi dada uma desculpa de que a nota que ela tirou no ENEM foi o suficiente para ela conseguir uma bolsa de estudos na Inglaterra. Regularmente nas suas redes sociais apareciam umas atualizações para deixar o disfarce o mais altentico possível.

Tal mentira não foi ideia dela, por incrível que pareça foi Near que sugeriu e ela aceitou. Parece que ele entendeu que seria sofrimento de mais para a família dela saber que ela matou tantas pessoas. Aliás, quem será que a visitaria? Será que é o Near mesmo?

Ela chegou num local em que haviam algumas mulheres com o mesmo uniforme laranja conversando com pessoas que estavam no outro lado do vidro através de uma espécie de telefone.

– *Is at number five* (é no número cinco)

– Five? Ok.

Ela se dirigiu pra cabana cinco e se surpreendeu ao ver quem estava do outro lado do vidro.

– *You have thirty minutes* (você tem trinta minutos) — disse enfim a policial antes de se afastar.

Julia um pouco trêmula pegou o telefone e atendeu.

– L-leo?

– Oi.

– Por que está aqui?

– Te visitando, por que mais seria?

– Como... Está no Brasil?

– Estão todos bem. O seu irmão tá fazendo natação, a Cho se mudou com Tales pro Rio Grande do Sul com a filha "deles", por um mal entendido Sabrina e Alex se separaram mas em menos de um mês voltaram de novo, huhu. Praticamente está tudo bem...

– E você?

– Me formei em arquitetura ano passado. Acabou dando isso na telha.

– Ah... Meus pais sentem saudade de mim, não é?

– Sim.

Ele faz uma pausa por alguns segundo, como se quisesse dizer algo, mas pensava se diria ou não.

– Por que depois de todo esse tempo você veio me visitar? Eu fui ruim e sei o quanto você ficou com raiva de mim depois de tudo que fiz.

– Não fiquei com raiva, apenas fiquei chateado. Você se deixou levar para algo que não é possível através da violência. Vim apenas por que... Não sei, alguma coisa estava me dizendo pra vir.

– Hum...

– Antes que você me pergunte, pelo o que eu saiba, Zeta acabou resistindo ao ferimento.

– Ele está bem? Que bom... Você, o encontrou depois daquilo tudo?

– Não. Ele se mudou, então não tive mais contato. Na verdade, não tive contato com mais ninguém envolvido naquela parafernalha toda. Quase não consegui vir aqui.

– Hum...

– Eu gostava muito de você, de verdade, mas agora nossos caminhos terão de ser opostos.

– Eu sei...

– Eu tou namorando.

– Espero que ela seja legal.

– E é.

–*Your time is up*

– Eu tenho que ir.

– Adeus, Ju.

– Adeus.

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L fez uma breve visita à Wammy's House, depois de um tempo voltou a trabalhar como detetive anônimo, porém depois de tudo jamais revelou seu rosto novamente, nem mesmo aos seus subordinados nos casos.

Zeta se mudou para a Argentina e lá passou a trabalhar como desenhista, desenhando e vendendo suas artes.

Não se sabe a localização de "A".

Beyond foi visto pela última vez no estado de Ohio, nos EUA.

Não se sabe o que aconteceu com Sadow...

Notas finais
E assim termina a fic. Espero que tenham gostado. Eu gostei muito de escrevê-la durante todo esse tempo. Coloquei personagens que não esperava colocar, já tive vários problemas que me fizeram querer desistir e largar tudo, mas eu consegui resistir e continuar firme para concluí-la. Tudo isso graças a vocês, queridos leitores. Se não fossem por vocês essa fic não passaria da primeira temporada, fico muito feliz por todos vocês que tem me acompanhado, comentado, favoritado e recomendado a fic. Muito obrigada mesmo. Até logo o/ PS.: Voltarei às atividades na fic "Vampire Killer", os que quiserem dar uma olhada, fiquem a vontade ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!