DDoS.
1 Capítulo Único
Quando eu dispor-te, não te farei sentir bem. Mais que isso. Farei sentir-se eminente ao “bem". Pode-se dizer que dentro de sua concepção você possa vir a ser o soberano dentre todas estas outras pessoas porque eu te farei sentir assim. O excepcional. O proeminente. Mas não necessariamente porque tem-me, mas porque eu te deixarei penhorado pelos meus enaltecimentos e mimos. Para que você se memore de mim assim, a principio. Alguém que antes de tudo, te endeusou.
Eu vou te conduzir aos supernos momentos de sua vida, aos supernos lugares nos quais você nunca imaginou pisar – e eu vou fazer questão de que se memore de mim por isso, por cada um deles, por cada momento, cada lugar, cada resquício de aprazimento que nós respectivamente tivermos enquanto juntos. Digamos que seja impensável (e não apenas para você) de não estimar e amar a pessoa insigne que patentearei ser. Então é disso que vai recordar. É disso que vai recordar após meus primeiros indícios de pecado que decerto te farão querer ir embora. É disso que vai recordar quando quiser ir embora e é isso que vai te fazer ficar. E se não for, é o que vai te fazer retornar.
Porque eu vou fazer isso contigo. Nenhum destes magnificentes atos e considerações foram para ti. Foi tudo por mim.
Vou te destruir da forma mais bela que um ser humano pode destruir ao outro. Vou fazer você rastear para mim novamente e você vai gratificar-me por isso. E pouco importa se eu cometi meus equívocos, porque posteriormente a tudo você vai se lamentar de ter deixado.
É desse jeito. É desse jeito que te faço ir embora. E é desse jeito que te faço voltar.
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