D a i - K i c h i : Dois Lados da Mesma Moeda
4 Alec - A Caçada da Lua Sangrenta
—- Nessa cidadezinha existe uma lenda... Desde que surgiu a primeira casa que deu origem a essa cidade, no auto da montanha existia uma grande mansão, não se sabe desde quando ela está ali, nem quem era seu dono, porque ele nunca havia sido visto. Em decorrência desse fato, passou a existir uma lenda de que lá existe uma coisa assustadora, um Vampiro! Durante o dia nunca vemos ninguém naquelas redondezas. Porém existem vários relatos de sons, ruídos e gritos estranhos vindo das montanhas durante a noite. Até agora não era nada que ameaçasse os moradores. Porém, a cerca de um mês, um adolescente sumiu de entre os jovens que faziam um acampamento ao luar. Dois dias depois ele foi encontrado na floresta, sua pele estava pálida e em todo seu corpo existiam várias marcas do que pareciam ser mordidas de presas afiadas. Após esse evento, dia após dia, pessoas que vagam sozinhas durante as noites, nas ruas escuras e sombrias, somem, nas garras do Vampiro, que as leva para o seu covil, na mansão "abandonada".
—- Seeei! Claro, com certeza!-- Elliot falou com uma cara de quem fez pouco caso da estória daquele idoso, estragando todo o clima assustador que estava no ar.
Era fim de tarde, esse já era o último caso da "temporada de caça". A noite estava prestes a cair, precisávamos reunir algumas informações antes do "ataque". A instituição Lua Sangrenta era responsável por manter a ordem do mundo natural e não natural, por isso existiam certos jovens designados para irem em missões de varreduras, instituindo a chamada "Caçada a Lua Sangrenta" em que mistérios tidos como "lendas locais" eram investigados. Após isso, se fosse comprovada a experiência e envolvimento de Nêmeses, o mesmo deveria ser eliminado o mais rápido possível.
—- O jovenzinho por acaso está me chamando de mentiroso? -- O velho parecia realmente ter ficado furioso com a descrença de Elliot. Não só ele, mas alguns moradores que estavam envolta. -- Vocês são caçadores de vampiros não são?
—- Parece que sim -- Alec soltou um leve sorriso, meio sem jeito. Parecia que nem ele mesmo acreditava naquilo.
Tanto Alec, quanto Elliot sabiam do que realmente se tratava o suposto "Vampiro", só que Alec era calmo, paciente e gentil. Em contra partida, Elliot não tinha muita paciência, era muitas vezes rude e mal educado, mas ainda sim era justo e de bom caráter.
—- Então é isso, tenham uma boa noite, não se preocupem. Vamos resolver isso pra vocês. Tenham bons sonhos.
—- Ééé! Vão dormirr. E vêem se não atrapalham nosso trampo! -- Alec e Elliot tinham pressa para dispersar aquele grupo de pessoas que haviam se acumulado ao redor deles e do idoso para ouvir aquela "história macabra".
...
—- Parece que a noite vai ser cheia hoje heim Elliot? -- Alec falou enquanto esboçava um sorriso nervoso e travesso, como se esperasse uma resposta cotidiana de seu amigo.
—- Vamos Chuutar uns traseiros hoje heim! Hehe -- Elliot parecia delirar só de pensar na adrenalina que ganharia do campo de batalha.
Como aqueles dois, pessoas tão diferentes, poderiam ser amigos? Era um mistério, talvez fosse por causa do trabalho... Mas provavelmente não.
Era tarde da noite, perto de meia noite, umas 23:30. A lua estava perto do seu ápice no céu, a neblina tomava conta das ruas desertas e silenciosas. Era o cenário perfeito para uma "Caçada a Lua Sangrenta"
...
E então cortando o silêncio do cenário, ouviram-se sons de algo se aproximando. Era ele sem dúvidas, o Nêmeses estava vindo, e com sede de sangue. Ambos sorriram um para o outro e se incluíram mais ainda na sacada do prédio onde estavam de guarda. Seus olhos começaram a brilhar como um Rubi de Sangue, fazendo jus a "Lua Sangrenta" que resplandecia no céu da Meia Noite. Em seguida colocaram em seus rostos a Máscara tribal que todos os caçadores usavam, o rosto macabro de algo indescritível, que esboçava dor, raiva, angústia e muitas outras coisas juntas. O apetite sádico de Elliot parecia ter se tornado maior...
—- Se é preciso ser uma fera... Então vocês serão a caça! -- Elliot indagou, com uma voz que ecoava no interior da máscara, se referindo a todos os Nêmeses que poluíam o mundo.
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