D Rudra
12 Lorde
Notas iniciais
Aiden
A bela moça deitada, dasacordada, vestia apenas uma curta camisola e estava com seus cabelos soltos. Tão bela, tão perigosa, mas ao mesmo tempo tão indefesa...
A mão do D’Rudra percorria todo o caminho por sua perna enquanto sussurrava em seu ouvido: “E então? Vê como és minha?” Ele apertou a mão sobre a coxa da mulher e roubou um toque de seus lábios. Suas carícias foram subindo e por ardência arranhou a perna da mulher, próximo à seu objetivo sexual.
O quarto em que estavam deitados era grande, vazio, e mesmo na escuridão as cores que se distinguiam na parede podiam se resumir em uma palavra: sangue.
Quantas estiveram ali para que aquele tipo de ambiente fosse projetado?
–Desculpe-me senhorita, deixe-me limpar esse sangue – Aiden desliza pela cama, passando seus cabelos, claros como neve, em seu peito, para em seguida lamber todo o sangue ainda sagrado e puro que escorria.
–Senhor, já é tempo! – Mefistófeles, um dos lordes infernais, abre a porta violentamente anunciando para seu general.
O mestiço ergue a cabeça deixando as mãos repousadas sobre seus seios.
– Logo agora? Mas está tudo bem, avise aos outros que logo irei sair. Logo, se me entende...
Belphegor
Sua mão estava suja com o sangue de um inocente ser humano, mas não tinha tempo para se culpar agora, Sheperd tinha outra lança e sua cabeça novamente em mira.
Os olhos lacrimosos do D’Rudra mal tiveram tempo pra agir, então Belph saltou às cegas, deixando o corpo da jovem estirado ao chão. A lança atravessou sua cabeça, espalhando massa encefálica pelo chão, não tinha mais salvação algum.
O anjo, agora desarmado, ria.
–Não fuja, garoto. Não há escapatória quando está sob minha sentença. –Provoca o alado, sorridente. Esperava um momento de distração para recuperar as armas, e por precaução, voava em uma maior altitude enquanto não tinha tal brecha.
Belphegor volta ao corpo da falecida garota e arranca a lâmina de sua cabeça, ateando fogo, ainda branco, a ela.
–Venha pegar, bocão. –As vozes se misturam ao lançar o desafio.
Sheperd voa para trás de sua presa, planejando uma rasante para recuperar sua outra lança, mas Belph não se move. Então, o anjo desce. Atitude burra.
Belphegor arremessa a lança em meio ao nada, surpreendendo Sheperd, que no susto, tentou parar o voo, todavia, era tarde. A arma reluziu levemente em um tom lilás, e as chamas negras retornaram à tona, degradando a arma num piscar de olhos, e reaparecendo em frente ao loiro, trespassando seu peito com a fúria de um verdadeiro demônio.
A forma de seu rosto oscilava entre uma imagem disforme e seu real rosto definido. Belph lentamente assumia a forma de natureza dada por seu pai, porém seus olhos ainda continham o brilho de Nihm, sua querida mãe, com a cor de Mary, sua doce amada, e era isso que o continha, era isso que o matinha humano. Pelo menos um pouco.
Sheperd caíra no solo com um baque grave, como se pesasse toneladas, estava atônito com seu peito aberto, assim como fizera com a pobre garota.
–Acho que de tanto comer groupies está ficando um pouco gordo, Cullen.
–Cale a boca, seu merda –O anjo retruca, cuspindo sangue.
Aquele era o momento final da batalha. As fãs começaram a se dispersar, deixando apenas os dois combatentes e o falecido corpo da garota. O mestiço caminhou até sua vítima, e sorriu com a face demoníaca para sua vítima.
–Diga adeus pra Papai do Céu e todos seus Deuses. –Diz o D’Rudra, levantando o anjo pelo pescoço.
–Deuses? O que você chama de humanos deixou de acreditar neles em sua maioria, –Cospe sangue. –seus Deuses não existem mais, nem gregos, nem egípcios, nem nórdicos, romanos ou seja lá o que já acreditaram. Somos anjos e demônios agora, e esses entre nós são apenas objetos. Assim como aquela que você acabou de chorar por. Patricinha, não?
Belphegor tende a relutar com as palavras ouvidas mas não cede.
–Pra você é Mary. –Diz com a voz feminina da mesma ecoando juntamente a do mestiço, retornando à feição humana. A mãos ardem em chamas e deformam a bela face angelical.
O corpo completamente queimado é largado ao chão. Sangue, seco pelas chamas, reside em toda a roupa do D’Rudra, cuja mão continua quente, porém, não há mais chamas, e sim traços do demônio ali despertado pela primeira vez.
–Muito prazer, meu lorde infernal.
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