Céu de Lítio
8 Capítulo 8
Mikey esperou seu irmão no estacionamento durante um bom tempo. Onde se metera Gerard? Estaria em confusões...
-Toc, toc...
O rapaz olhou para o lado, o coração sobressaltado e os olhos esgazeados, mas acalmou-se ao notar o rapaz loiro ao seu lado, no banco do carona, que surgira do nada, literalmente.
-Bob... Você podia se controlar, não me dê mais sustos assim...
-Eu estou de passagem... — sua voz possuia um misto de aviso e sarcasmo. — Tem alguém que quer muito o seu pescoço... É melhor se esforçar, Ray quer os dois o mais rápido possível...
-Eu estou me esforçando, Bob... Mas eles são espertos, sabia, pra me fazer passar pelo rapaz que sequestramos foi muito difícil, não sabe o quanto aquele garoto tem domínio sobre os seus poderes, minha mente mais parece um tanque blindado, eu não posso pensar na minha vida sequer um minuto.
-Chega de chorar, Brian... Você já teve quase duas semanas, tem de levar os meninos já, ordens são ordens. E você é que é o inteligente por aqui, hein? Dê um jeito.
-Vou levar o Gerard hoje, mas o Frank vai ser mais difícil, nós só tivemos uma oportunidade juntos e eu não o tratei bem, vocês podiam ter escolhido alguém mais bem-educado para eu me disfarçar, e ainda tenho de fingir que sou asmático... É o fim, enrolada demais essa missão...
-Se vire. — Bob sumiu.
-Sempre o Bob, me deixando no vácuo... Tudo bem, mas e agora: O que eu faço?
-Oi! — Gerard acenou do lado da porta do carona, antes de entrar, sorrindo como um bobo. -Sabe o que eu acabei de descobrir?
-Não, mas eu sei o que eu descobri... Uma casa-de-chá ali na outra rua, estou morrendo de fome, uns lanches seria legal...
-Ahhh... Claro. — Gerard olhou-o, meio confuso. Como estava diferente, estranho.
Mikey dirigiu velozmente, fazendo o ponteiro mexer-se frenéticamente perto dos quebra-molas e semáforos.
-Na outra rua... Acho que estamos indo longe demais, Mickey...
O mais velho tirou um óculos do bolso da jaqueta, colocando-o apoiado na ponte do nariz.
-Desde quando você usa óculos, Mikey?
Não houve resposta.
-Está me assustando...
Freou bruscamente, abrindo um compartimento(porta-trecos) ao lado do volante e sacando um revólver.
-O que você...
-E a propósito... É Brian!
Brian puxou o gatilho, a arma de tranquilizantes disparou, o projétil alojou-se no ombro de Gerard, que desfaleceu.
-Agora só falta um... — pegou o celular do bolso e discou um número. — Fase um completa, número 714 sob controle e, diga-se de passagem, eu tive de usar uma atitude extrema.
-Os pais dele viram?
-Não, e foi difícil tirá-lo de casa, contudo, ninguém presenciou a captura.
-Traga-o já! Entendido?
-Sim...
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