Céu de Lítio

29 Capítulo 29


-Frank, acorda querido.

-Han... O que...? Gee! — Frank despertou completamente, ao ver o rosto de Gerard.

-O que houve comigo? — Gerard tocou uma faixa fria de algum material, provavelmete metal, que projetava-se de sua fronte.

-Depois que a gente... Bem, você sabe o que, eu te abracei muito forte e... Desculpa, Gee... -Frank abraçou-o, enterrando seu rosto no ombro dele.

-Não, Fran, num chora... Me conta o que aconteceu, direito, por que eu estou aqui?

-Frantura, na coluna e na perna esquerda.

-Nossa... — Gerard fitou o calombo que era sua perna, sobre os lençóis, sem conseguir mover-se muito, por estar imobilizado pelo estranho aparelho que ligava as vértebras do pescoço ao cóccix, terminando com uma auréola, cingida em sua fronte.

-Eu sou um monstro... Quer que eu vá embora?

-Não... Frank, não foi culpa sua, não é você que é forte demais, sou eu que sou muito fraco.

-Para de tentar fazer eu me sentir melhor...

-Se eu parar, você fica?

-Fico...

-Você não vai voltar atrás, né, Frank? Foi uma noite mágica, linda, Fran...

-Pra mim também, Gee... Mas eu não quero te machucar mais, por que eu te amo...

-Dá-se um jeito, Fran...

-Prometo que vou ser mais cuidadoso, da próxima vez.

-Vai ter próxima vez?! Oba...

-Han-han, tarta de se curar, primeiro, depois a gente pensa nisso.

-Certo... Quanto tempo eu fiquei inconsciente?

-Uma semana... Você estava tão fraco, os médicos pensaram que... — Frank engasgou-se com as palavras.

-Shiuu... Não pensa nisso, eu tô aqui... Enquanto você me quiser eu estarei.

-Obrigado, Gee, por voltar pra mim...

-Obrigado por estar ao meu lado...

Frank acariciou-lhe levemente a bochecha, que era lugar que parecia estar um pouco menos machucado.

-Quanto tempo vou ter de usar isso? Eu posso andar?

-Pode... Claro que pode andar, a fratura da perna não foi assim tão séria. Esse aparelho... É pelo baile, por acaso? Você vai estar lindo, Gee, eu prometo.

-Frank...

-Sete meses...

-Bem... Olhe pelo lado bom, eu ainda vou tirar.

-Vai sim... E não é tanto tempo assim, sete meses passam rápido, não dá tempo nem de alguém nascer.

-Nascer... Sabe no que eu tava pensando, já que a gente vai casar mesmo...

-Depois, tem que se curar primeiro.

-Hum... Não vai conversar comigo direito?

-Não, se cure primeiro.

Notas finais
Só mais dois cap. e eu já começo Crepúsculo rubro, a continuação da fic. Reviews?