Céu Estrelado (oneshot)
4 Bônus III
Notas iniciais
KKKKKKKKKKKKKKKKKK, G-ZUIS, amei de mais o rumo que ela levou.
Parei ok.
To tranquila, beijos, mereço comentários?
~
No grande reino.
– Ôh, minha jovem, não se acanhe — Dizia-lhe a senhora Kunai, que foi designada a ficar no meu encalço e cuidar de mim, como uma protetora e conselheira, suspirei, era uma ótima senhora, porém parecia desvendar tudo , simplesmente olhando entre meus olhos castanhos — Conte-me pequena, o que tanto aflige, diga-me
– Kunai-sama — Apesar de sermos íntimas o bastante, ainda a trato respeitosamente — Sinto dores terríveis, e sinto que estou para morrer.
– Não diga isso jovem rainha, isso não é coisa que se diga — Repreendeu-me com o olhar, suspirei rendida, e acenei a cabeça em concordância. — Mas o que a faz pensar que está a beira de sucumbir para os Deuses da discórdia ?
–... — Tremi com a frase metódica, e bem colocada — Meus sangramentos não mais descem, sinto dores terríveis no meu estômago, parece que estou pondo para fora todos meus orgãos, enquanto vômito, e não sinto desejo em comer, porém as vezes devoro tudo que vejo pela frente, estou sempre mau-humorada com meu amado, sinto que ele irá abandonar-me, não sei o que fazer, dai-me uma luz, — Meus olhos lacrimejaram na hora, não aguentei, e chorei baixinho, já sentindo as dores no estômago. — Por favor... — Sussurrei compenetrada nas dores.
– Menina... — Abraçou-me como uma mãe que não tive o direito de compartilhar por muito tempo, e afagou-me o cabelo — Não sinta-se assim, direi-lhe o que é , mas na hora correta, preciso falar com meu Mestre, e direi a ti assim que comprovar, porém, não se aflija, não é momento de tristeza, digo com todas as letras que isto não é algo ruim. — Olhei pasma ainda confusa com as palavras dela.
– Como algo que dói , pode chegar a ser tão bom como diz a mim? — Perguntei estarrecida com tais coisas.
– Oras... quando virastes mulher, também doestes e nem por istos estás a reclamar — Olhou-me maliciosamente, corei, lembrando das cenas, senti que não era eu mesma ali, e sim uma selvagem realizando algo já premeditado, apertei o Kimono, e encarei minha mão , realmente, a senhora Kunai tinha razão...
– erm... — Ofeguei um pouco e continuei — Por que o nome da senhora é Kunai ? — Perguntei aflita, em busca de mudar de assunto sobre os momentos constrangedores.
– Vou fingir que não percebi a mudança imediata... — Rolei os olhos rindo, com ela em seguida acompanhando. — Por que meu pai, um belo Youkai, quando casou com minha mãe, estava em guerra, e com uma Kunai, abriu-lhe a barriga, e tirou-me de lá, pois minha mãe já estava morta. — Embasbaquei-me com o modo que ela falava, tranquilamente, lembrei então que os Youkais pouco demonstrava os sentimentos. — Não me olhe assim, enfim, volto já, fiquei aqui, e descanse enquanto eu vou falar com meu Mestre. — Assenti brevemente, afinal... é uma solução, e pelo menos não é algo que vá me fazer tão mal.
Kunai
Sinto-me tão contente pela jovem Rainha, tão cedo o reino abrirá as portas, as janelas, e tudo que lhe a direito, para reverenciar o pequeno herdeiro do trono, digno dos pais que tem !
Praticamente corri pelos corredores enormes do reino, já saltitando, usando minha velocidade Youkai, cheguei até o escritório do meu mestre, respirei profundamente, bati...
Uma
Duas...
– Entre — Soou a voz grossa e fria do meu mestre, ainda tenho arrepios de medo apesar de viver a muitos anos por aqui.
Entrei pela porta, reverenciando, encarou-me questionador.
– Um herdeiro meu Rei, um herdeiro — Respondi-lhe o olhar, com um sorriso de orelha-a-orelha, pela primeira vez percebi o olhar frio e meticuloso do meu Mestre, de frio para feliz, de feliz para frio de novo, levantou-se rapidamente, e desapareceu diante dos meus olhos, oras... nem respondeu-me nada, e desaparece, bufei irritada, sai e fechei a porta, é bom que ele dê a notícia, antes que a menina roa as unhas e os dedos juntos, fui andando pelo extenso corredor resmungando como uma velha.
Sesshoumaru/Sesshomaru
Abri a porta de sopetão, e encarei minha Rin abri os olhos lentamente, parece que cochilava a poucos minutos.
– Minha Rin — Percebi os lábios dela tremerem, e a mão institivamente parou na barriga, e fez uma careta de dor — Não sabes o que tem, minha Rainha?
– hrmm — Gemeu um pouco, sentou-se frente a mim — Não — Falou baixo , com olhos pidões e chorosos — O que eu tenho Sesshy ? É grave? — Fez um adorável beiço infantil, sorri de canto , neguei com a cabeça, sentei ao lado da minha pequena, e afaguei a bochecha dela, tomando cuidado com as garras afiadas.
– Não minha pequena, o que tens, é completamente natural, estás grávida . — Percebi ela arregalar os olhos, e em seguida sorri como nunca vi, achei que ela não pararia de esticar seus lábios, até que o sorriso se desfez, não entendi, ela não está mais feliz? — O que te aflige? — Perguntei preocupado, pousando minha mão no seu ombro.
– Inuyasha — Levantei a sobrancelha questionador, não entendendo , o que meu meio-irmão, tinha a ver... — Hanyou – Embargou um pouco a voz como se estivesse prestes a chorar.
– Meu anjo, não chore, não irão fazer nada a meu herdeiro, terá que passar por um exercíto e por mim, coisa que será impossível, pois defenderei meu herdeiro , e minha rainha, com a minha própria vida — Percebi ela me encarar surpresa, afaguei seu ombro e beijei-lhe os lábios — Ficará comigo para sempre, e irei protege-los. — Não foi uma pergunta, foi uma afirmação, coloquei-a aninhada no meu colo, e sondei seu sono, já que a pequena não aguentou tamanha emoção e entregou-se ao sono, cochilando e ronronando meigamente.
– É minha Rainha, pelo visto , temos muitas coisas pela frente — Sussurrei em seu ouvido, enquanto me ajeitava na cama, e acariciava sua barriga, ainda não saliente — Dormir meu amor, dormir, por que quando acordar tudo será bem mais perfeito.
Obrigada Pai, Obrigada por mostrar-me que humanos não são o que eu pensava.
Notas finais
Beijosss!
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