Pulga. Eu ouvi a palavra pulga. Aquela palavra me provocava uma coceira atrás da orelha.

— Vocês me ouviram? — Frankling indagou. Os humanos passavam pelas ruas, ignorando totalmente o que acontecia no beco escuro da fifth Avenue de Nova York. — Eu tô com pulga, mano!

— PARA DE FALAR PULGA! — Tamília implorou. Me escondi no meio das latas de lixo. Se eles me encontrassem, eu teria que correr muito mais que da última vez.

— Você tá falando pulga! — Anastazia sussurrou.

— MIAAAAAAAAAAAAAAU. OI PANDORA. — Castélie se jogou de sei-lá-onde pulando em cima de mim. Rolei para a lata de lixo do lado. Os cães se viraram para nossa direção com os olhos brilhando.

— Affeeeeeee Casté. Agora vamos ter que correr! VAI VAI! ATÉ A MADISON AVENUE. VAI.

— AU. AU. ESTAMOS OUVINDO VOCÊS! — Anastazia chamou o bando, pegando um atalho mais rápido para a Madison. Rangi os dentes.

— AI, SAI DA FRENTE PANDORA.

— PARA. PARA. NÃO VAMOS PODER FUGIR DELES!

Então, de repente, me vi em frente uma limousine preta no meio do asfalto, junto com Castélie. Como os cães haviam desviado o caminho para chegar na Madison Avenue, foram praticamente enrolados. E eu e minha amiga... Quase mortas.

De dentro do carro saiu uma mulher loira. Que arrancou o óculos de sol no meio do trânsito matinal de New York, e pronunciou lentamente:

— Tirem esses bichos da faixa de pedestres.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.