Cygnus - Fallen

32 Professor Malfoy


Notas iniciais
Gente! Espero que gostem! =D A fic está terminando! Acho que só tem mais dois capítulos ^^ Mas eu espero que tenham gostado! Particularmente, eu estou adorando!! =D Bem... sem mais devaneios! #PartiuLer ~ PS.: Cenas fortes nesse capítulo =p ~

Professor Malfoy

Andar pelos corredores da escola era maravilhoso. Minha primeira aula seria para a turma do sexto ano. Só aqueles que passaram depois dos N.O.M.s. Aceitei todos que tivessem pelo menos um “Aceitável”. Eu era novo e achei injusto não dar uma chance para aqueles menos talentosos. Afinal, só cursariam a minha disciplina aqueles que tinham interesse.

Minha turma tinha quinze alunos. Era bastante gente. Comecei a explicar sobre Inferis, desde a origem deles, pela família Giovanni, até maneiras como derrotá-los. Contei sobre minhas experiências com as criaturas e como elas eram cruéis e obedientes para com sua missão.

Notei que todos me olhavam com um interesse absoluto. Passei um pouco de dever de casa, afinal eles precisavam desde já começar a se preocupar com os N.I.E.M.s, mesmo que só fossem fazer o teste no próximo ano.

Minha próxima aula era com o terceiro ano. Comecei com o bicho papão. Tio Harry sempre me falara dessa aula, afinal de contas.

Quis fazer igualzinho Remo Lupin fez. Peguei o aluno mais tímido e envergonhado e perguntei do que ele tinha medo.

– De sapos. – respondeu ele.

Todos na sala caíram na gargalhada e ele se encolheu, envergonhado,

– Por que os acha assustadores?

– Porque eles tem aquela cara feia e... e eles pulam de um jeito esquisito...

– Huummm... Você gosta de balões?

– Gosto...

– Acharia assustador se o sapo virasse um balão e saísse fazendo aquele barulho esquisito quando deixamos um balão esvaziar?

O garoto me olhou curioso.

– Não... seria engraçado...

– Perfeito! – disse sorrindo e ficando atrás dele. – Qual é mesmo o seu nome?

– Kurt... Kurt Lins...

– Muito bem, Kurt. Quando eu abrir aquele armário, o bicho papão vai virar o maior sapão. — o pequeno Kurt encolheu apreensivo e a turma deu algumas risadinhas debochadas – Então você vai pensar com bastante concentração no sapo inchando feito um balão e depois esvaziando com aquele barulho engraçado. Consegue fazer isso?

– Consigo. Eu acho...

– Muito bem. Então, quando estiver com a imagem bem forte na mente, você aponta a varinha e diz: riddikulus!

– Tá... – disse ele com expectativa.

Eu me virei e encarei os outros alunos.

– E então outra pessoa vai ter que enfrentar o bicho papão, ok? Vou dar dois minutos para que pensem naquilo que tem mais medo. Então pensem em como deixar engraçado, ok?

– Ok! – disseram eles. Era a turma da Grifinória e Lufa-Lufa. Imaginei que tudo sairia tranquilamente.

E não me enganei. Kurt derrotou o bicho papão e depois cada um foi fazendo o mesmo. No final o bicho papão começou a ficar todo zoado e eu dei o golpe de misericórdia, quando ele se transformou em mim, com as bandagens da múmia que a senhorita Grey tinha enfrentado.

– Muito bem. Vocês foram esplendidos. Palmas para vocês. – eu disse animado e todos aplaudiram contentes – Muito bem, pra próxima aula eu quero que façam uma redação sobre os bichos papões. Onde habitam, como evitar de tê-los em casa e como enfrentá-los! Leiam o capítulo três do livro texto se tiverem dificuldades. É só isso.

E fiquei muito feliz ao ver os alunos saírem animados para o intervalo.

– Você viu a minha múmia?

– E o meu fantasma?

– Oh... o meu cachorro gigante foi demais.

– O professor tem medo dele mesmo? Eu não entendi.

– Talvez tenha medo de sofrer um acidente. Ele estava todo enfeixado.

– Foi a melhor aula da minha vida!

Sorri fechando a porta e preparando o quadro para explicar sobre dementadores para o sétimo ano. Quando tudo ficou pronto, segui para o Salão Principal, para almoçar. O professor Longbottom me olhou muito feio e eu me sentei ao lado de Flitwick.

– Rancoroso esse Neville... – murmurei sorrindo.

– Por que ele não gosta de você? – perguntou Flitwick. – Ele é tão gentil com todo o mundo...

– Eu meio que... transei com a filha dele. – respondi – Só que eu estava muito bêbado... e posso ter feito algum estardalhaço sobre o feito...

– Oh! – riu Flitwick escondendo um sorriso com as mãos, ficando muito vermelho – Que coisa...

– Eu era um cretino. – disse rindo.

Todo fim de semana eu voltava para a Mansão Malfoy. Meus pais queriam saber de tudo e eu sempre passava horas falando dos meus alunos.

– Kurt fez uma redação perfeita sobre os bichos papões... e Carmem... ela fez um feitiço estuporante de primeira! Ela é muito dedicada, essa Carmem. E Maya? Maya já quis saber quais eram as aulas da próxima semana para estudar logo. Muito esforçada também... Oh. Eu contei do Rodolfo? Ele fez uma redação maravilhosa sobre as maldições imperdoáveis e...

– Cygnus... se gosta tanto de crianças, case logo e me arrume um netO. – disse meu pai rindo pra mim – Virgo está enrolando e Scorpius só me arruma netas ruivas e sardentas.

– Pai... não tenho tempo pra isso... – resmunguei.

– Mesmo? Não tem nenhuma aluna bonita no sétimo ano?

– Draco! – ralhou minha mãe.

– Que? São todas maiores de idade no sétimo ano! – riu meu pai.

– Minerva vai me demitir se me ver flertando com alguma aluna. – murmurei.

– Então não a deixe ver. – piscou meu pai.

– DRACO! – ralhou minha mãe.

Minha vida seguiu tranquila até o dia das bruxas. Minhas alunas olhavam para mim apaixonadamente em todas as aulas, em todos os anos. Eu logo descobri que tinha um fã clube e quase morri de raiva quando uma apareceu com a revista do Seminário das Bruxas – sim, a fatídica revista...

– Por favor, professor. Assina pra mim! – pediu Isabelle Goyle

– Onde arrumou isso?

– Era da minha tia! – riu ela.

Mas no dia das bruxas...

Eu estava na minha sala, corrigindo algumas tarefas, quando Myrcella Valentine apareceu. Ela estava no sétimo ano e era da Sonserina.

– Professor Malfoy, eu posso entrar? – perguntou ela.

– É claro, Myrcella. – respondi sorrindo – Aceita um pouco de chá?

– Por favor. – murmurou ela.

A garota se sentou. Parecia prestes a cair no choro.

– Camomila? – perguntei.

– É melhor... – murmurou ela.

– O que houve?

Então os lábios dela curvaram quando ela fez bico e começou a chorar.

Fiquei completamente sem reação.

– Foi horrível, professor! Horrível! – lamentou ela – Eu estou desesperada. Preciso de ajuda!

– O que aconteceu? – perguntei servindo o chá e ficando ao lado dela.

– Sabe o Thomas Crussew?

– Sétimo ano da Sonserina. Sei.

– Ele... ele... ele fez algo horrível. – lamentou ela.

– O que? – perguntei. Mas a menina voltou a chorar – Myrcella, se você não se acalmar... já sei. – fui até minha estante de poções e peguei um pouco de gole da paz. Voltei a me agachar ao lado dela e coloquei a mão em seu ombro. Ela me olhou assustada e me empurrou, jogando o frasco no chão.

– NÃO ENCOSTE EM MIM!

E eu tive certeza do que tinha acontecido.

– Myrcella... fique calma, ok? – mas ela continuava chorando. – Myrcella... Escute... Crussew... ele te tocou?

Ela concordou em prantos.

– Ele colocou alguma coisa na minha bebida, no Três Vassouras! – lamentou ela – Eu não conseguia me mexer... ele me levou para... para a casa dos gritos e... Eu só lembro dele... mas teve mais gente... teve mais gente.

Respirei fundo.

– Você tem certeza? É uma acusação muito séria...

– Eu tenho certeza sobre o Crussew... Mas eu não consegui identificar os outros dois...

Minha nossa...

– Bem... vamos ter que falar com a diretora e...

– Não! – disse a menina, que tremia – Por favor não conte pra ninguém!

– Temos que contar, Myrcella.

– Não! Eles falaram que... que vão mostrar as fotos!

– Que fotos?

Então ela me estendeu um bilhete, com as mãos trêmulas. Peguei o pedaço de papel e li, enchendo-me de desgosto.

“Se contar pra alguém, amanhã vamos mandar as fotos pra escola. Não duvide, Valentine.”

– Eles deixaram uma foto pra mim... e eu estou... eu estou... completamente exposta – ela recomeçou a chorar – Não quero que ninguém saiba. Por favor... por favor...

Me sentei na minha cadeira e concordei em silêncio.

– Eu acho que você deveria contar, mas a escolha é sua... Alguém mais sabe?

– Não... só você professor. – murmurou ela.

– Ok... Você tem certeza de que não quer falar com a professora McGonagall.

– Tenho. Por favor... não conte pra ninguém, professor. Por favor.

– Não vou contar.

Dilema

Estava explicando como se livrar de um espírito agourento quando Crussew jogou uma bolinha de papel em Myrcelle, que encolheu parecendo infeliz.

– Crussew. – ralhei. Ele me olhou com desdém – Peça desculpas à senhorita Valentine.

– Desculpe, Valentine. – disse ele de maneira debochada. Os dois amigos dele riram achando graça. Malcon Felix e Edward Tûk.

– Se eu te ver fazendo isso de novo, vai estar encrencado, garoto. – ameacei.

– O que andaram te contando de mim, professor? Parece até que está zangado comigo. – riu ele. Myrcella encolheu-se na cadeira.

– Não gosto de quem faz bullying com os colegas. Apenas isso. – respondi severamente. Então sorri para ele me aproximando. – Sabe... todo garoto que faz bullying com os coleguinhas tem sempre as três mesmas características. – eu disse para a sala levantando a mão e mostrando três dedos. O mindinho, o anelar e o do meio – A primeira – e mostrei o dedo médio pra ele, arrancando risadas dos outros alunos – é que todo valentão sabe que vai ser um merda pelo resto da vida, então implica com aqueles que são mais capazes que ele. – Olhei para a turma, que segurava o riso – E se alguém duvidar é só olhar o grande “T” de TRASGO que você e seus colegas tiraram na tarefa sobre o feitiço do fiel segredo. Vamos torcer para que vocês três nunca precisem se esconder, não é? – perguntei olhando para eles, que coraram, envergonhados – o segundo motivo – e mostrei o dedo anelar para a turma – é que o cérebro de um valentão é bem reduzido. Do tamanho de uma noz. É por isso que eles fazem brincadeiras iguais a dos trasgos... Sabem, trasgos ficam exibindo o tamanhos de suas clavas, se achando maravilhosos quando tem clavas maiores que os outros... Os valentões gostam de mostrar o quanto são burros e desprezam inteligência... Por isso o mais burro, normalmente é o líder do grupo. – sorri para os três, que me olhavam com fúria. Então levantei o mindinho – E a terceira característica... os valentões tem essa mania idiota de implicar com os outros, por serem frustrados, por terem o pauzinho muito pequeno.

E a turma toda gargalhou mostrando o dedo mindinho para os três, que coraram envergonhados. Mas Crussew não aguentou e sacou a varinha apontando-a para mim. Sorri animado e saquei a minha.

– Vamos ver quem é melhor, senhor Crussew? Por que se for olhar seu desempenho no clube de duelos... suas chances são bem mínimas.

– Ninguém faz pouco de mim! Nem um professor playboyzinho que pousou para uma capa de revista adolescente!

Eles sempre tinham que se lembrar daquilo, não é?

– Meu maior feito, concordo. – disse sorrindo assim mesmo.

– E ele tá lindo! – gritou Marlene Cotton.

E então Crussew atacou. Me defendi com tranquilidade, o desarmei e o pendurei no teto, no lustre, pelas calças. Myrcella chorava de tanto rir.

– Detenção para o senhor Crussew. – disse pegando a varinha dele – Vai ficar ai até que algum outro professor o venha salvar. E se alguém contar que ele está ai, vai levar detenção também. – foi a primeira detenção que eu dei – E os senhores... – olhei para os amigos dele – Vocês ficam porque eu quero falar pra vocês o quão deploráveis foram suas redações. O resto dos meus queridos aluninhos estão dispensados.

Então pisquei para Myrcella que sorriu para mim. Quando ficamos sozinhos, me voltei para os dois.

– O que vai falar, professor? – perguntou Félix.

– Vocês já ouviram falar em legilimens? – perguntei.

– Não. – responderam os dois, enquanto Crussew se debatia lá em cima.

– É uma magia muito interessante para descobrir segredos. E eu duvido que qualquer um dos três patetas saibam se esquivar dela. – eles me olharam com pânico – Legilimens!

E então vi tudo o que precisava saber. Myrcella tinha falado a verdade. Os três a tinham drogado, a tinham estuprado e fotografado o processo, tomando o cuidado para que seus rostos não aparecessem nas fotos.

– P-p-professor... – disse Félix, encolhendo.

– Calado. – rosnei – Vocês se acham muito machões, não é? Os três vão comigo para a sala da diretora.

– N-não...

– E espero que passem uma semana em Azkaban. Azkaban conserta ratos como vocês. Eu falo por experiência. – tirei Crussew do teto e levei os três, mas Tûk achou que conseguiria fugir. Então o levantei com um feitiço, e o fiz girar de cabeça para baixo. – Mais um de vocês vai tentar fugir?

– N-não... – choramingou Félix. Crussew me olhava desesperado.

Quando cheguei na sala de McGonagall, ela me olhou curiosa.

– Professor Malfoy, largue Tûk antes que ele vomite na minha sala.

Então o deixei cair pesadamente.

– Como quiser.

– Malfoy! Ele poderia ter se machucado!

– Ah, eu espero que ele tenha se machucado. E muito. – retruquei. Minerva me encarou parecendo muito zangada, mas eu não liguei.

– Senhor Malfoy. Esse comportamento não será aceito e...

– Esses três estupraram uma aluna. – cortei a diretora. Saquei um vidro com veritassium do bolso e coloquei em cima da mesa – Pergunte o que quiser. Eu vou pegar as outras evidências que eles usaram para chantagear a vítima.

E não dei tempo para que falassem comigo. Eu sabia onde estavam as fotos e as encontrei com facilidade, no malão de Crussew.

– Degradante... – murmurei com nojo daquilo.

Voltei para a sala da diretora e coloquei as fotos em cima da mesa dela. Ela as olhou horrorizada.

Os três alunos foram expulsos da escola e tiveram mesmo que ficar em Azkaban, mas muito mais que uma semana. Um ano e meio de prisão, no nível médio. Muito mais branda do que o meu mês, que estava no nível máximo, mas... Seria uma boa lição. Usaria da influência da minha família para que tudo se passasse com absoluta discrição. Não queria expor Myrcella.

Quando os três foram expulsos eu a chamei na minha sala e expliquei para ela o que tinha acontecido.

– Eu sei que você me pediu para não contar, mas foi necessário... Eles podiam achar que se safaram e então tentariam fazer com outras alunas, outras mulheres... você me perdoa por quebrar seu voto de confiança? – perguntei sentado na minha cadeira, ao lado da dela.

Myrcella sorriu para mim e me beijou.

Céus... eu estava encrencado. Eu vivia cercado de adolescentes que viviam me dando bola... mas agora estava sozinho na minha sala, com uma aluna... eu não deveria fazer aquilo, mas as mãos dela abrindo a minha camisa... aquilo me tirou do sério. Quando ela tirou a própria blusa então...

– Eu não deveria fazer isso... – murmurei tentando me afastar dela.

– Professor, por favor... – sussurrou ela manhosamente no meu ouvido. – Eu te quero tanto, professor...

Aquilo era errado e ela era minha aluna. Céus a situação era tão excitante... e eu não presto. Por que ficar me fazendo de santinho?

– Se alguém ficar sabendo, eu vou ser demitido.

– Não vou contar pra ninguém! – garantiu ela desafivelando o meu cinto.

Eu não deveria, eu não deveria.

– Myrcella... é melhor não... – mas era impossível discutir enquanto ela ficava de joelhos entre as minhas pernas...

Myrcella Valentine tinha acabado de garantir um “O” em Defesa Contra as Artes das Trevas...

Merlin, Cygnus! Dá pra tentar ser correto uma vez nessa sua vida miserável? Ela está abalada e não sabe o que está fazendo!

– Myrcella... vamos ser racionais a-a-aqui... – gaguejei – Eu sou s-seu p-p-p-professor...

Meu deus, ela consegue meter tudo até a garganta.

– Meu professor favorito. – disse ela lambendo a minha barriga – Eu só quero te agradecer, professor.

– Considere-se super agradecida. – respondi a olhando com desejo.

A quem eu estava querendo enganar? Eu não ia resistir.

No minuto seguinte estava trepando com ela em cima da minha mesa.

– — -

Motivos

– Eu sou um terrível professor. – lamentei ouvindo Scorpius e Rose gargalharem de mim – Isso é sério! Eu transei com uma aluna! – ralhei – Céus... eu não deveria ter feito isso! Sou tão idiota!

– Meu Deus, Cygnus. Você não consegue se segurar? – riu Rose.

– Queria ver alguém se segurar com aquela menina... – resmunguei – Você não sabe o que ela conseguia fazer com a língua...

– Remo tinha razão... ele não vai durar até o natal... Minerva logo fica sabendo disso. Você sabe que Hogwarts não guarda segredos. – riu Scorpius.

– Se ele transar com outra aluna, elas vão ter crise de ciúmes... aí que vai dar problema. – garantiu Rose – Vê se não engravida ninguém, heim!

– Eu fiz a poção pra ela e a vi beber. – resmunguei zangado.

– E então aproveitou que já tinha feito sexo com ela mesmo e repetiu a dose, não foi? – perguntou Scorpius. Como eu não poderia corar – Eu sabia... – disse ele morrendo de rir.

– Céus... tinha taaaaanto tempo que eu não transava... – lamentei escondendo o rosto com as mãos – Eu estou tão ferrado!

– Bem... pelo menos você garantiu que não teria bastardinhos, né? – riu Scorpius.

– Pois é. – murmurei – Mas sei lá, né... Eu tenho uma sorte de transar com mulher que é resistente a chá de lua... – resmunguei.

– Ué... Lily te contou? – perguntou Scorpius franzindo a testa. Rose olhou pra ele com pânico.

– Não, idiota. Ele se referia a Dominique, obviamente. – disse Rose, nervosa – Vamos beber um hidromel, Cyg...

– Pera ai. – eu disse me levantando – O que você disse?

– Ham... – Scorpius olhou culpado para Rose, que o olhou furiosa. – Opa...

– Scorpius... que papo é esse? – perguntei com pânico.

Scorpius fez uma careta.

– Oh... Harry vai me matar... – resmungou ele.

– MEU DEUS, SCORPIUS! – ralhou Rose.

– Harry? – perguntei. Scorpius me olhou mordendo os lábios, parecendo ainda mais culpado.

– Caralho... – murmurou ele – Foi Albus quem me contou! Pronto, falei. – disse ele.

– O que houve? – perguntei com as mãos trêmulas. Os dois ficaram em silêncio, me encarando, sem saber o que fazer. Minha ira foi aumentando e eu tenho certeza que se eu não tivesse passado um ano no Mungus eu estaria surtando naquele momento.

– Você ficou desaparecido duas semanas... – murmurou Rose olhando Scorpius com censura – Quando acharam que você tinha sido sequestrado...

– Ele foi sequestrado! Pelo cajado! – disse Scorpius.

– É... que seja. – Rose soltou um suspiro – Céus, Scorpius... Eu não acredito que você me soltou uma dessas.

– Foi um acidente! – reclamou Scorpius – Mas o Cyg deveria saber. Eu sempre disse isso!

– O ponto não é esse. – retrucou Rose.

– É claro que é! O filho era dele, ora!

– Merlin... vocês dois... parem... com essa... punheta... e abram ... o bico. – rosnei zangado, cuspindo cada palavra, sentindo meu corpo tremer de raiva.

Rose e Scorpius trocaram um olhar hesitante.

– Lily tava grávida, quando você tava preso. O chá de lua furou... sério... Chá de lua sempre fura, né? – resmungou Scorpius.

– Comigo sempre funcionou quando você não estava me atrapalhando.

– Mas de qualquer maneira... – disse Scorpius quando eu o olhei zangado por estarem fugindo novamente do assunto – Ela estava meio desesperada, achando que você não ia sair da cadeia, mas quando você saiu, vocês brigaram e ela... ela tirou...

Ela tirou...

– Mas deu problema. – adicionou Rose – Ela teve uma alergia ferrada e ficou internada durante meses. – explicou Rose – Mas Harry não quis que ninguém soubesse... Por que... bem... é meio constrangedor, saca? Então... só eu e Scorpius ficamos sabendo, porque Albus contou pro Scorpius, que me contou...

– Papai, mamãe, nossos avós, Virgo e Remo... ninguém sabia que isso tinha acontecido. – adicionou Scorpius.

– Mas Lily ficou internada ao mesmo tempo que você... ela ia te visitar quando você estava em sono induzido... Ela se arrependeu por ter tirado. – explicou Rose.

– Por conta de você ser tão apegado com o Leon... mas ela estava meio louca por conta dos hormônios... – murmurou Scorpius – As mulheres piram mesmo quando ficam grávidas... – ele abraçou Rose – E acho que te ver daquele jeito em Azkaban fez ela ficar ainda mais... afetada... sei lá... Ela falou que tinha pesadelos todas as noites... acho que era influência do Cajado... Harry ficou com o Cajado na casa dele um tempo, sabe? Todos os Potter estavam meio afetados com aquela coisa... principalmente a Lily... – Scorpius soltou um longo suspiro – Ela sonhava com quando você estava possuído... e você mandava ela abortar, porque não queria um bastardo dela... então, num momento de pânico, ela tomou uma porção abortiva...

– Mas Lily ficou se sentindo tão culpada, que não teve coragem de falar com você... Nem de escrever... ela tinha certeza que você nunca a perdoaria... – Rose suspirou – Eu disse que ela deveria falar com você, mas ela não quis... ela estava tão desesperada. Era de dar pena... Quando ela descobriu que James estava escondendo as cartas que você mandava para ela... Eles brigaram muito feio e James saiu de casa. Foi a maior confusão...

– E Murlock? – perguntei – Por que ela começou a sair com aquele idiota?

– Sei lá... eles se conheceram no Mungus. O Imbecil tinha levado um balaço na cabeça e entrou em coma. Eles ficaram internados juntos... – disse Scorpius – Ele ser do time do James foi coincidência...

– Eles ficaram amigos e depois começaram a namorar. Ele estava apaixonado por ela... Já tinha pedido pro James apresentar a Lily há séculos, mas você sabe como o James é ciumento.

– Então Lily terminou com o cara... Ela queria abrir o jogo com você... mas vocês brigaram de novo...

– E ela teve certeza que você nunca a perdoaria. – murmurou Rose – Você já estava completamente destruído por ela ter te “abandonado”...

Olhei para os dois, completamente chocado.

– Desculpe, mano... eu queria contar antes, mas... – Scorpius segurou minha mão, mas eu me afastei. Fiquei olhando para os dois, com puro desgosto. Sentia-me completamente traído por eles.

– Eu... eu pensei que eram meus amigos... – murmurei completamente horrorizado com aquilo tudo – Como puderam não me contar isso?

– Prometemos que não iríamos. – Disse Rose – Por favor, Cygnus, entenda que...

– Não... não vou entender merda nenhuma. Vão pro inferno que os carregue! – peguei minha varinha e aparatei pra casa.

Tudo... tudo fazia sentido agora... Tudo...

Sentei no chão, me sentindo péssimo.

As coisas que eu tinha dito pra ela... As coisas que eu tinha jogado na cara dela...

E Harry sabia... Harry sempre soube... ele vinha me visitar lá no Mungus pelo menos uma vez por semana... e nunca falava como Lily estava...

Fechei os olhos, furioso.

Lily tinha engravidado... Ela abortou sem me avisar... e ficou de cama... Internada... Era correto eu ainda sentir raiva dela? Mesmo que talvez tivesse sido culpa da Influência do Cajado de Slytherin? Eu tinha feito tanta merda quando estava sendo controlado por ele, não foi?

Mas correto ou não, eu senti raiva. Mas... mas agora havia culpa em mim também. Eu achava que ela simplesmente não quis me visitar por pirraça... por achar que eu não merecia que ela viesse me ver... como se ela fosse boa demais para se dignar a escrever uma mísera carta.

Mas era apenas culpa e vergonha...

Quantas vezes eu a evitei por sentir isso?

Peguei a varinha novamente. Mas eu estava tão puto... se eu fosse vê-la, eu iria fazer besteira...

Então usei a lareira e voltei para Hogwarts. Me escondi no meu escritório, completamente furioso. Achei melhor nem olhar para as tarefas do quarto ano, que ainda precisavam ser corrigidas...

Apenas deitei no sofá e fiquei lá, praguejando até dormir.

[Cygnus]

Notas finais
Assuntos bem sérios nesse capítulo! D= Então, finalmente começamos a entender o que aconteceu com a Lily. Como será que o Cyg vai lidar com isso?