Curse and Love

10 Recuperando a joia! parte I


Notas iniciais
Yo minna!! Estou de volta, finalmente. Consegui arrumar tudo, mesmo que temporariamente... Bom, enfim... Aqui está mais um capitulo da fic. Ele saiu bem grande. Hehe. E sim essa é a parte 1 e logo logo estará saindo a parte 2. Isso eu garanto. XD Eu gostaria de agradecer a Tyra e a Angel pelos comentários, apesar de que eles mais pareciam ameças... Cof, cof. Voltando ao assunto... Eu realmente espero que gostem. Boa leitura!!



Lyra estava sentada a um pequeno banco, agora já destruído. A poucos quilômetros a sua frente havia um grande bosque, que não era frequentado diariamente. Esse bosque consistia de árvores altas e robustas, era totalmente fechado e quase não possuía animais.

A morena decidira ir para lá ao invés de ir para a aula. Novamente havia discutido com seus pais, e quando isso acontecia, saia de casa por dias, até que os dois a obrigassem a voltar.

Ela e seus pais entravam facilmente em desacordo. Seu pai, que nunca havia sido amável com ela, quase sempre a repreendia por alguma atitude errada ou impensada. Ele era ríspido e severo, duas qualidades que deixavam a pequena Lyra com raiva.

Porquê? Por que para ele qualquer coisa era errada, tudo tinha que ser feito com extrema perfeição, e para a pequena, as coisas podiam se feitas de modo divertido e simples. E com isso acarretavam as brigas e discussões.

Sua avó, que sempre lhe auxiliava, havia falecido cerca de dois anos atrás. Agora estava sozinha... Apesar de não se incomodar muito com tal situação. Na maioria das vezes preferia ficar sozinha à acompanhada. Já que o bosque era um lugar mal frequentado, aquele seria o ponto principal de sua solidão...

No dia seguinte, decidira que seria melhor ir para a escola. Não tinha amigos, por isso os outros alunos não sentiriam sua falta. Neste dia, corriam pelos corredores os boatos de um aluno novo. Este se chamava Guilhermo. O garoto possuía cabelos ruivos e olhos verdes.

A primeira vista era um garoto tímido, bonito, e de aparência adorável. Ele era extrovertido e alegre. Sentou-se ao lado de Lyra, e logo começou a conversar com a menina.

Meses se passaram e os dois estavam amigos, na maioria dos domingos saiam juntos para festas, parques e outros lugares. Em uma festa qualquer, os dois conversavam com outros amigos do ruivo, e estes fumavam cocaína.

– Oe Lyra! — o ruivo a chamou sorrindo alegremente — Você não quer experimentar?

A morena olha a pequena pedra da droga que lhe era oferecida receosa. Tinha medo de provar e coisas ruins a acontecerem.

– Você não confia em mim? — indagava o ruivo

A menina apenas balança a cabeça para cima e para baixo em resposta...

Uma vez experimentando a droga, ela viciara. Conforme os dias passavam, ela queria mais e mais. Gastava todo o dinheiro que recebia de mesada com drogas. E depois de certo tempo, a própria cocaína já não lhe satisfazia.

Dois meses nessa rotina... 28 brigas com seus pais... Graves hematomas espalhados por todo o corpo... Sua situação era péssima.

Já estava exausta daquela rotina insuportável, agonizante e torturante. Saiu de casa com 12 anos e chamou Guilhermo para lhe acompanhar. Contudo, o tempo não ajuda crianças... Sem dinheiro, sem casa, sem alguém para lhes ajudar e viciados em drogas, os dois não tinham para onde ir... E agora não tinham para onde voltar.

A menina, com o tempo se apaixonou pelo pequeno ruivo. Sentia como se fosse capaz de fazer qualquer coisa por ele. Estava perdidamente apaixonada...

Depois de muito tempo, Lyra consegue dizer para seu companheiro o que realmente sentia por ele. Ele simplesmente responde Eu também e a beija na boca com carinho.

Certo tempo depois os dois começam a namorar, e a morena começa a pensar que um dia poderiam viver felizes, os dois juntos e em uma situação financeira confortável. Sem que precisassem se preocupar com nada.

Pouco tempo depois, em uma rua qualquer da grande cidade de Tóquio, o ruivo se vira para Lyra, que estava sentada ao seu lado, e pergunta:

– Oe Lyra, estamos sem dinheiro... Como vamos comprar drogas e comida agora?

– Temos duas opções. — respondeu — Podemos roubar a droga e a comida, ou roubar o dinheiro para comprá-los.

O ruivo fica pensativo por alguns minutos. Ponderando cada situação, cada conseqüência... Que, agora, não importaria muito, pois já estavam em uma situação muito problemática.

– Vamos roubar o dinheiro. — afirmou convicto

Uma semana depois da decisão das crianças, eles tentam assaltar um banco não muito conhecido. O plano funciona! Agora tinham dinheiro em mãos. Porém, eles sabiam que o mesmo não duraria muito, precisariam de mais.

A mesma seqüência se repetiu várias vezes. Algumas roubando lugares mais ricos e frequentados, outras lugares mais pobres. Entretanto...

Lyra e Guilhermo decidiram se arriscar um pouco mais. Assaltariam um banco famoso e muito conhecido. Durante o ato, a policia foi chamada, e em apenas dois segundos o ruivo não estava mais presente no local.

A morena fora abandonada em um momento crucial. Estava sozinha... Cercada de policiais... Não havia mais ninguém que pudesse lhe salvar naquele instante...

Parecia que tudo a sua volta havia escurecido... Que ninguém estava junto a ela... Sentia-se, pela primeira vez, realmente sozinha. Mas aquilo lhe incomodava, não era como das vezes em que ia para o banco em frente a floresta... Era diferente... Completamente diferente...

Fora levada pelos policiais. Eles olharam seus dados, e agora tiravam conclusões sobre o que fazer com a menina.

– Não podemos prendê-la. — afirmou um dos policiais.

– Ela é muito nova, certo?

– Por que ao invés de prendermos ela em uma cela, não a colocamos em prisão domiciliar? Isso é permitido. — sugeriu outro

Mesmo que a menina ficasse em prisão domiciliar, isso para ela não era considerado prisão. Então não se importaria em passar um ano e meio sem poder sair de casa. Aliás, isso era o que ela mais desejava... Ficar sozinha.

Queria ficar sozinha para poder pensar, acalmar os nervos e pensar sobre tudo o que acontecera em sua vida, e nesse tempo aproveitaria para largar seu vício das drogas. Tudo o que ela faria agora era entender o que aconteceu nesses últimos anos... Com ela e o Guilhermo...

(...)

Lyra hoje estava com 15 anos. Voltara a estudar e agora possuía amigos de verdade. Robin, sua irmã mais velha havia chegado de viagem, e logo ficara sabendo do acontecido.

Bonney, uma menina de cabelos rosa, olhos roxos e personalidade forte, agora acompanhava a sorridente morena. Alguém havia surgido para alegrar a vida amarga de Lyra, e esta agora estava mais contente.

A escola continuava sendo exaustiva, entediante e monótona. Mas gostava de ir para conversar com a rosada, que mesmo sem querer, conseguia arrancar algumas risadas dela.

Quando saia da escola, passava pelo centro e olhava algumas vitrines, afinal era parte do caminho rotineiro dela. Em uma loja de eletrônicos, os televisores avisavam sobre um acidente que acontecera a duas quadras de onde a mesma estava.

A noticia reportava que um caminhão desgovernado havia atropelado sete pessoas e depois empurrado dois carros contra uma parede. Todos haviam morrido no mesmo instante. Policiais tentavam descobrir a identidade de algumas pessoas que estavam dentro dos carros e quem era o dono do caminhão.

A jornalista mostra as placas dos carros que foram atingidos e as fotos de pessoas que já foram reconhecidas. Dentre eles os pais de Lyra.

A garota entra em choque no mesmo momento que escuta o nome de seus pais. Sem pensar duas vezes corre para o local do acidente. Seus olhos observavam uma cena horrível e tenebrosa.

Sentiu suas pernas bambearem e um arrepio percorrer todo o seu corpo. Da cabeça aos pés. Sentia vontade de gritar, mas sua garganta não permitia. Sentia vontade de correr até os corpos de seus pais, mas suas pernas estavam fracas.
Tudo o que sentiu foram lágrimas rolando por seu rosto. Tentava impedir que essas saíssem,entretanto não conseguia. Seu corpo não reagia a nenhum comando. Não tinha reação...

Dias depois o funeral aconteceu. Lyra tinha um olhar de melancolia e tristeza. Sua irmã tenta reconforta-la, mas a dor de uma perda é sempre dolorosa. Com o tempo aprenderia a disfarçar a dor, já que algo assim nunca se esquece.

Pouco depois, o advogado do Sr. e Sra. Yowane havia chamado as duas irmãs para conversarem. Elas receberam a noticia de que seus pais tinham lhes deixado uma grande fortuna em dinheiro. A herança que receberiam somado a quantidade de dinheiro dado pelo governo por causa da morte, daria para elas viverem tranquilamente.

Tudo seria divido igualmente entre elas. Cada uma receberia 50% do valor total, que ainda sim seria uma grande quantidade em dinheiro...

No dia seguinte, a aula ocorreu normalmente. Bonney fazia de tudo para alegrar a amiga, que passara os últimos dias mais amargurada. Ninguém além das irmãs e da rosada sabia da grande herança recebida. A morena queria que continuasse assim.

Quando o horário do almoço se aproximava, a noticia de que um professor novo chegaria correu por todos. Lyra não havia se incomodado com a nova surpresa, alias pouco se importava.

O novo professor se chamava Marcos, tinha por volta de seus 20 anos de idade. Seus cabelos eram castanhos bem penteados para trás, uma boa forma física e era muito inteligente. Sua voz rouca e suave conseguiria hipnotizar qualquer mulher.

Sua matéria destinada era química, uma das preferidas da morena. A aula passou tranquilamente e como todas as outras, lenta. Como era a última aula do período da manhã e antes do almoço, Lyra arrumava seus materiais para que ninguém mexesse.

Enquanto isso o professor se aproxima, querendo conversar com a morena, e então começa:

– Gostaria de oferecer ajuda, caso precise...

– Hum... — sem se interessar respondeu o olhando de canto.

– Lyra, não é? Avise sua amiga de cabelos rosados que também vou ajuda-la no que precisar.

– Avisarei.


Os dias foram se passando e Marcos tentava se aproximar cada vez mais de Lyra e Bonney. As duas chegavam a pensar que tal ato se tornara uma paquera.

Dois meses depois, Lyra começava a se sentir atraída pelo professor. Ela possuía o habito de se apaixonar facilmente, de confiar facilmente.

A morena sabia interiormente que isso era errado, não queria deixar ninguém saber de seu terrível passado. Decidiu então se afastar, fingir não sentir nada.

Em um dia qualquer, em horário de almoço, Lyra se convence de que seria melhor contar a verdade para sua amiga...

– Bonney... — chama

– Pode falar — autoriza com a boca cheia de fatias de pizzas

– Sinto que estou apaixonada...

– Por quem?! — indagou quase cuspindo a comida

– P-Pelo Marcos... — a garota respondia sem jeito, envergonhada enquanto enrolava seu dedo indicador uma pequena mecha de cabelo.

Agora sim Bonney havia colocado toda a comida mastigada para fora. Não conseguia acreditar.

– Hehe Lyra, se apaixonando novamente? Diga para ele o que sente besta. — ordenou enquanto lançava um olhar malicioso sobre a morena

– Eu tenho medo de que aconteça novamente... — explicou

– Ahh sim... Eu havia me esquecido desse detalhe gigantesco...

Logo depois o silêncio se instala no local, tornando tudo muito mais embaraçoso.

– Ah sim! Me lembrei que neste domingo haverá uma pequena festa para comemorar... Comemorar... Ahr, comemorar alguma coisa aí. No centro da cidade vai ter várias barraquinhas de comida, jogos e lembrancinhas. Topa ir? — sugeriu a rosada

– Claro.

O domingo havia chegado rápido. As duas meninas perambulavam pelo centro de Tóquio olhando cada barraquinha e cada produto. Conversavam sobre tudo o que se podia imaginar.

Conforme o dia passava mais atividades eram exercidas. Lyra havia ganhado um urso de pelúcia em um dos jogos, Bonney havia ganhado o concurso de gula¹ e logo após reclamava que estava com fome.

A noite se aproximava, e enquanto a rosada olhava uma vitrine um pouco mais afastadas da feira, a morena estava mais afastada olhando os céus com alegria, pela primeira vez havia se divertido muito depois da morte de seus pais.

– Konbawa! cumprimentou uma voz familiar. — Lyra se vira para encarar o dono da voz.

– Ah, é você professor Marcos. — disse em tom de surpresa estampando um lindo sorriso em sua face.

– Onegai me chame apenas de Marcos.

– Tudo bem...

– Realmente achei bom lhe encontrar... Eu gostaria de lhe pedir um favor. — começou

– Um... Favor? — repetiu Lyra sem entender

– Sim. Vamos para um lugar mais vazio, assim poderemos conversar melhor. — disse e assim foi feito. Os dois seguiram para uma parte vazia da cidade naquele horário.

Bonney olhava em volta segundos depois, contudo já não encontrar mais a amiga.

Marcos estava um pouco mais atrás de Lyra, que olhava para o horizonte tampado por prédios e casas. O homem pega do cós de sua calça uma arma calibre 38 e aponta para a garota.

– Eu fiquei sabendo que seus pais morreram a pouco tempo... Querida Lyra — começou a falar com uma voz tenebrosa, dando inicio a uma ameaça. — Também soube que eles lhe deixaram uma grande quantidade em dinheiro, certo?

– S-Sim. — respondeu

– Que bom que não pensa em mentir. Eu quero me dê todo o dinheiro.

– Não irei dar. — afirmou

– Será que não?! — se fez de inocente — Acho que vou ter que fazer uma pequena visita a sua irmã, Robin. O que acha?

– Como sabe de minha irmã?

– Não é muito difícil saber sobre algumas coisas sobre os outros quando se é professor...

– ISSO AINDA NÃO RESPONDE A MINHA PERGUNTA! — replicou nervosa

– Estava na sua ficha escolar que seus pais avisam morrido em um acidente de carro. E quando tirou uma nota baixa, quem compareceu a escola foi sua irmã, sua responsável atualmente, não seus pais... De tudo consegui tirar minhas conclusões...

A menina engoliu em seco. Não queria colocar sua irmã em perigo, não queria envolver ninguém. Não podia deixá-lo envolver ninguém.

– Tudo bem. Eu lhe dou o dinheiro.

– Boa menina — elogiou falsamente e rindo como um maníaco. Exibindo seu sorriso diabólico...

As aulas voltaram e nenhum rastro de Lyra foi encontrado por lá na Segunda de manhã. Bonney estava confusa. Primeiro sua amiga havia sumido de repente, depois não havia ido à escola.

Durante uma semana seguiu-se assim... A Lyra desaparecida, a Bonney confusa... E a irmã da morena, Robin, preocupada... No outro final de semana surgi nos jornais noticias de que uma garota de 15 anos havia assaltado um dos maiores bancos do mundo.

Sim! Lyra havia sido obrigada a roubar grandes bancos para desviar a atenção do professor sumido.

Em meio a toda aquela agitação, o homem libera Lyra de sua frustrante ameaça e foge para as periferias de Tóquio, já que ainda não poderia ir muito longe.

A morena estava com ódio, seu olhar era mortal. Seu olhar era colérico, e seus orbes castanhos pareciam estar em chamas. A sensação de humilhação e remorso invadia seu peito e lhe bambeava as pernas. Aquele gosto amargo de tristeza e rejeição surgia em sua boca novamente.

Sua decisão surgira impensável e impulsiva. Decidira que iria se vingar do maldito que um dia lhe infernizou a vida.

No dia seguinte pegou duas facas grandes de cozinha e seguiu para onde o homem havia ido. Ele, sem perceber, havia deixado explicito para onde iria e até quando ficaria lá. Foi o mais rápido que pode para o local.

Apesar de afastado, o lugar possuía algumas casas, que aparentavam ser de pessoas ricas. E assim que chegou, arrombou a porta o mais silenciosamente que conseguiu, todavia seu ser foi percebido ao entrar.

– O que está fazendo aqui? — berra para a garota

– Vim me vingar. — respondeu com frieza

– Não irá conseguir. — replicou

Lyra saca uma das facas e corre em direção ao outro. A faca pega de raspão no ombro do maior, causando um pequeno corte. O mesmo corre em direção a uma mesinha de enfeite com uma gaveta. Nela, uma arma estava guardada.

Ele consegue pega-la, e em um instante Marcos se vira rapidamente e atira...

Um dos vizinhos escuta o barulho do tiro e logo depois um grito abafado de uma garota, que parecia estar sendo jogada longe. Assustados eles chamam a policia.

O tiro não acertara a morena, mas, em um reflexo, o homem chuta-a em seu abdome com força. A dor era escruciante. O mais velho mira para atirar novamente... A arma falha. Estava sem munição.

Ele tenta correr para procurar seus objetos almejados.

– Não vou te deixar escapar! — gritou Lyra correndo em direção ao homem coma faca em mãos.

Sem piedade nem ressentimento, ela o acerta nas costas, bem ao rumo do coração, fazendo jorrar sangue para todos os lados. Suas mãos agora avermelhadas mostravam o que ela poderia fazer em estado de raiva possessiva.

Sirenes podiam ser ouvidas. Aquele som de sirenes a partir de agora sempre lhe traria ódio a sua mente e alma, pois a faria relembrar desse inferno que vivera...

.......

Lyra abrira os olhos em um ato de susto. Acabara de ter um daqueles sonhos que parecem durar uma eternidade.

– Por que demônios estou sonhando com isso? — perguntava para si, enquanto se sentava e levava uma de suas mãos a sua testa.

Estava assustada, suando e tremula. Acabara de relembrar seu temível passado. Quando olhava para suas mãos, parecia que o sangue daquele dia ainda estava impregnado ali.

Olha para o relógio ao seu lado e vê que são 08h47min. Havia dormido muito, mas parecia que não havia dormido durante a noite inteira.

Se levante devagar, e segue para o banheiro. Queria tomar um banho extremamente gelado. Deixar-se sentir a água resfriar seu corpo... Entrou debaixo do chuveiro e parou.

A água escorria por todo seu corpo, abaixando sua temperatura, lhe acalmando, e lhe afastando os problemas. Neste momento, não queria que ninguém gritasse seu nome... Que lhe pedisse algo... Que lhe disse algo... Queria apenas fechar os olhos e esquecer o último pesadelo que teve.

Algum tempo antes...

Eustass rolava de um lado para o outro na cama. Não conseguia voltar a dormir... Estava acordado desde as 04h32min da madrugada. Cansado de ficar deitado, ele se levanta e segue para a cozinha.

Para tentar se manter acordado o ruivo prepara um café com muita cafeína, tinha que ter energia de algum jeito.
O passado de Lyra ainda era um segredo evidente para Eustass, mesmo que ela tenha lhe falado de modo geral o que acontecera, faltavam detalhes. Detalhes que ajudariam a compreendê-la.

A curiosidade estava aguçada, e quanto mais pensava nisso mais perguntas lhe vinham à mente. Ignorar a curiosidade e seguir a razão agora seria a melhor coisa a se fazer.

Pegou algo para comer e assim que terminou sua refeição foi para a sala. Contudo não permaneceu lá muito tempo. Dirigiu-se para o computador. Queria tentar encontrar algo sobre a jóia do colar.

As horas se passavam e Lyra não acordava. Eustass já chegara a pensar que a mesma teria entrado em coma, quando ouve o barulho do chuveiro sendo ligado...

Agora...

– Ohayo! — cumprimentou a morena com feição de cansaço

– Ohayo Lyra! Dormiu bem?

– Não, estou com uma dor de cabeça forte...

– Creio, então, que hoje não procuraremos pistas sobre a jóia...

– Não. Eu irei ao cemitério. — comentou. Kid arregala os olhos após essa afirmação. Logo, a morena completa. — Vou devolver o colar da Osíris.

O ruivo solta um grande suspiro ao ouvir seu motivo.

– Tudo bem se eu ficar aqui? É que não gosto de cemitérios...

– Claro. — o interrompe

O tempo volta a passar normalmente. Lyra ficava pensando o que aconteceria se não conseguissem recuperar a jóia do colar para quebrarem a maldição. Logo uma coisa atingiu seu pensamento, afastando todas as outras coisas... O que acontecerá depois de quebrarem a maldição de Eustass?

Lyra sente um aperto no peito ao pensar que se separaria do ruivo.

– Pare de se sentir assim Lyra. Você não tem motivos para ficar ao lado dele depois que tudo acabar. Então, não se sinta assim... — murmurou para si como sempre fazia.

Por volta das seis da tarde, Lyra pega o carro e vai para o cemitério. Chegando lá ela coloca o colar em uma rachadura, que formava um pequeno buraco, na lapide.

– Eu realmente tenho que lhe agradecer. — disse Osíris. Que agora estava de pé em frente a Lyra e atrás da lápide.

– Você já me agradeceu, lembra? — indagou — Antes de eu sair de sua casa.

– Estou em débito contigo.

– Não, não está. Só acho que ninguém deve perder algo que lhe é precioso. Seja um bem material ou não. — replicou em um tom calmo e tranquilo.

– Entendo... Não se esqueça do que eu lhe disse aquele dia. — após dizer apenas essa aviso, seu espírito se desfez no ar, levando pequenas partículas brilhantes rumo ao lindo por do sol a frente da garota.

O por do sol estava lindo, alaranjado e iluminando tudo. Como o cemitério ficava em uma montanha da cidade, a vista era perfeita nessas horas...

Lyra apenas abre um sorriso singelo e verdadeiro, para responder:

– Não vou esquecer...

(...)

No dia seguinte, Lyra se levanta mais cedo que Eustass. Toma o café da manhã, mas não se senta à frente da televisão como fazia sempre. Decide ir dar uma pequena volta... Era cedo, então não havia importância, ate porque o ruivo iria acordar mais tarde. Parecia que não havia dormido bem na noite anterior.

Em seu passeio, a menina volta a pensar sobre o que aconteceria depois que tudo acabasse... Novamente ela sente seu peito apertar, mas dessa vez parecia mais forte. Aquele gosto amargo invadia sua boca depois de tantos anos, e com isso sente uma grande tristeza.

Sentia-se triste porque teria de se separar de Eustass, e por mais que não quisesse admitir, gostava de estar ao seu lado... Gostava de suas conversas loucas e sem sentido... Gostava de seu sorriso...

Ah... Seu sorriso... Aquele sorriso tão lindo e sedutor que lhe trazia a calma tão facilmente... A morena tinha vontade de sempre poder vislumbrar aquele sorriso.

Ela queria nunca sair do lado de Eustass. Mas aquele medo de se apaixonar novamente era grande e ainda tomava conta de si.

Ao perceber no que estava pensando, ela balança a cabeça de um lado para o outro, na tentativa de espantar essas coisas de sua mente. Logo volta a caminhar, mas desta vez prestando atenção nas vitrines de algumas lojas que tinham por aquele local.

Lyra passa por um parque infantil que havia em uma das praças ali perto. Nessa praça havia várias bancas de revistas e jornais. Aproxima-se e vai olhando uma por uma.

Um dos jornais chama sua atenção. Era uma reportagem sobre um músico que voltara de um show em São Paulo. Na foto da reportagem o cantor exibia seu estilo e suas jóias.

Lyra simplesmente congela ao observar melhor a foto. Fica estatizada e sem reação.

– Só pode estar brincando... — sussurra

– Posso ajudar senhorita? — pergunta o dono da banca

– Sim. Q-Quanto custa o jornal? — respondeu com outra pergunta e com dificuldade já que não sabia falar o português brasileiro.

– São 0,50 centavos.

A morena paga o senhor e volta com passo acelerado para o hotel, quase que correndo. Quando entra decide ir de escadas, o elevador iria demorar muito... Com pressa sobe os degraus pulando ora um ora dois.

Quando chegou abriu a porta alvoroçada e a bateu para que fechasse mais rápido. Logo corre para o quarto onde Eustass ainda dormia.

– EUSTASS! — gritou já pulando em cima do homem. O ruivo abafa um grito de dor e aperta os olhos.

– O que te deu para sair pulando em cima de mim sua louca? — indagava irritado.

– Primeiro, eu não sou louca. Segundo, se você não quiser saber as noticias de hoje eu não te conto, mas você é quem vai sair perdendo. — chantageava

– O.K. O.K. Fala logo. — respondeu ríspido

– Eu achei pistas sobre a jóia do colar. — disse alegre e mostrando o jornal para Eustass.

O ruivo começa a ler a reportagem. A principio não encontra nada de mais. Contudo quando analisa a imagem mostrada com mais calma arregala os olhos e fica de boca aberta.

– Só pode estar brincando... — murmurou

– Ou, essa frase é minha! — advertiu

– Isso não pode ser verdade... Tipo... O que?!

Notas finais
E aí gostaram? Comentem, deixem o favorito ou recomendem, isso faria uma autora muito feliz! Sim, finalmente meus problemas pessoais se foram, e minha inspiração veio com tudo para mim escrever depois que eles viraram pó. Pretendo logo estar postando logo a parte 2 então esperem mais um pouco meus leitores queridos! Bom... Antes de ir eu prometo que não vou ficar escrevendo fics alheias quando estiver com os capítulos da Curse and Love atrasados igual fiz da última vez... Ok? Obrigada a quem leu. Até o próximo capítulo! o/