Cupcakes
1 Sweet
Notas iniciais
Era uma manhã fria e nevava; Toquei a campainha da casa e, alguns segundos depois, me deparei com a imagem de um Ruki de avental todo sujo com massa para bolo.
- U...Uruha?! Você, aqui, na minha casa? — Sua cara transbordava espanto. — Por quê? O que aconteceu? Alguém morreu? Esqueceu a chave? Por que não disse que vinha? Você está passando mal?
- Calma, Ruki. Não é nada disso. Eu só estava passando por aqui e resolvi dar um \'oi\'.
- Ah... — Ele me olhou. Alguns segundos depois vi seu rosto corar. — Desculpa a falta de educação! Pode entrar, Uruha... Se estiver com tempo, né.
- Pra você tenho todo tempo...
- O quê? — Disse, me olhando com cara de quem não escutou direito.
- Na-nada. — Coloquei a mão na frente da boca.
- Er.. Não liga pra bagunça, tá? Pelo menos a sala tá limpa.. Me espera lá que eu tenho que terminar uma coisa na cozinha e já vou.
- Claro. — Sorri.
Fui para a sala enquanto ele ficou para trás, na cozinha. Olhei para a janela, a neve caia intensamente do lado de fora; Voei um pouco em meus pensamentos e só fui \"acordar\" quando senti um cheiro bom. Olhei para a janela e vi o reflexo do menor, carregando uma bandeija de forma desajeitada.
- Desculpe demorar, Uruha. — Disse ele, colocando a bandeija na mesa e sentando do meu lado. — Gosta de cupcakes?
- Sabe Ruki... Eu nunca comi cupcakes.
- O quê ? — Falou, assustado, como se eu estivesse cometendo um pecado. — Bom, eu fiz e você pode comer, se quiser. Juro que não coloquei veneno.
Nós dois rimos.
- Acho que não vou recusar.
Olhei para eles, cada um mais decorado que o outro; Talvez desse até dó de comer.
- Pega esse... Foi feito especialmente pra você. — Disse, me empurrando um com vários corações e coisas assim.
Peguei o bolinho e dei uma mordida.
- Está uma delícia, Ruki. — Sorri e mordi mais uma vez.
- Obrigado. Uru, aqui tá sujo. — Ele se aproximou de mim, tocou meus lábios com seus dedos e limpou o lugar sujo.
Olhei em seus olhos, me aproximei de seus lábios e... O telefone começou a tocar. Ruki corou, se levantou em um pulo e foi atender o telefone.
- A-alô? — Disse ele, ao atender. — Está certo, estou indo.
Ele desligou o telefone e virou para mim, ainda corado e aparentemente trêmulo.
- Uru, estão chamando a gente para um ensaio extra antes do show...
- Ah, certo. Vamos então. — Respondi com um tom de decepcionamento na voz.
Saimos da casa dele; Lá fora fui na direção do meu carro, achando que Ruki faria o mesmo, até perceber que ele estava me seguindo.
- Não vai com seu carro, Ruki?
- Eu prefiro ir no seu... Ai na hora que você for me trazer para cá de volta a gente pode terminar o que não acabamos, o que acha? — Disse, abrindo um pequeno sorriso.
Sorri de volta; Eu que sempre achei Ruki um anjinho, mas havia acabado de descobrir que talvez ele não fosse tão anjinho assim.
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