Notas iniciais
Durante dez anos eu ministrei aulas de cerâmica e pintura para as crianças Xokleng, nas escolas básicas da Reserva Indígena Ibirama, e na Escola de Ensino Médio, perto da Barragem. As peças eram queimadas no forno de cerâmica da FURB e levadas de volta para os meninos.

Durante dez anos eu ministrei aulas de cerâmica e pintura para as crianças Xokleng, nas escolas básicas da Reserva Indígena Ibirama, e na Escola de Ensino Médio, perto da Barragem. As peças eram queimadas no forno de cerâmica da FURB — Universidade Regional de Blumenau — e levadas de volta para os meninos. Durante esse tempo, conheci os artesãos, os professores, os Caciques, com os quais fiz grande amizade. E é graças a essa convivência que hoje eu posso escrever este livro. Como já disse antes, não encontrei nenhuma diferença entre índios e brancos. Os Xokleng pensam como nós, e eles trabalham como qualquer colono da vizinhança. Apenas são índios por causa do sangue. Só. São brasileiros que jamais deveriam ser chamados de índios, ou botocudos, enfim, e muito menos quando isso se faz pejorativamente. Afinal, eles sempre estiveram aqui.

FIM

Notas finais
Os Xokleng pensam como nós, e eles trabalham como qualquer colono da vizinhança. Apenas são índios por causa do sangue. Só. São brasileiros que jamais deveriam ser chamados de índios, ou botocudos, enfim, e muito menos quando isso se faz pejorativamente. Afinal, eles sempre estiveram aqui.
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