Cuidando de Si Mesmo

4 Capítulo 4 - Parentesco


Os policiais ainda estavam investigando o roubo e assassinato do laboratório, porem, não era a única coisa em que estavam atrás de respostas. O investigador Leonardo, passou os últimos dias ocupados, seguindo Bartolomeu.
Leonardo havia adquirido uma informação sobre Bartolomeu, e o observava, para tentar encontrar alguma ação suspeita. Sem sucesso em seu objetivo, ele então resolve confrontá-lo pessoalmente na própria casa.

Bartolomeu estava sentado no sofá com a televisão ligada em algum desenho animado, Bart, ao lado, olhando fixamente para tela, entretido com as animações.
Leonardo chega a frente da porta e bate. Bartolomeu abaixa a televisão, pega Bart em seu colo e vai até à porta, olhando pelo olho magico, reconhece Leonardo, e então abre, com esperanças que eram informações que poderiam ajudá-lo.

— Bom dia Bartolomeu.
— Bom Dia Investigador Leonardo. Alguma novidade?
— Hoje eu não vim falar sobre isso. Vim falar sobre outra coisa.
Bartolomeu fica com um pouco de medo de qual seria o assunto que Leonardo gostaria de falar com ele.
— Qual e o nome do garoto mesmo? — Pergunta o investigador olhando para Bart.
— Bartolomeu Júnior, porém o chamamos carinhosamente de Bart.
— Poderia me mostrar os documentos dele?
Espantado com o pedido de Leonardo, Bartolomeu faz uma pergunta desesperada.
— Por que quer ver os documentos dele?
— Eu faço as perguntas aqui rapaz. Suponho que não tem nada a esconder, certo?
— E suponho que você tenha um mandato para querer ver isso, certo?
Bartolomeu apenas percebeu o quão estupida suou aquela pergunta depois de fazê-la. Se Leonardo tinha alguma suspeita de que aquela criança não era seu filho, agora ele teria certeza.
— Você quer saber o porque? Ok! Eu estive vendo a sua ficha, e nela não havia nenhuma informação de que você possuía algum filho. Então Bartolomeu, eu acho melhor você colaborar comigo, ou na próxima vez que vier aqui, além de um mandato de busca terei um de prisão.
— Me desculpe. Por favor, entre!

Leonardo então entrou na casa de Bartolomeu e se sentou em uma poltrona, enquanto esperava a entrega dos documentos. Bartolomeu subiu para seu quarto com Bart em seu colo, e ao entrar resolve ligar para Elizabete, para falar com ela sobre o que estava ocorrendo e então perguntar:
— Você poderia colocar os dados do Bart nos sistemas da policia? O investigador está pedindo os documentos. Eu tenho certeza que não será o bastante, ele vai tentar conferir.
— Bartolomeu, não é assim tão rápido. Eu vou precisar que você enrole ele um pouco, eu preciso de um tempo para fazer isso. E mesmo assim, não garanto que vá conseguir. — Diz Elizabete, que então lembra que o nome dela está no documento. — Merda! Meu nome está nesta merda. Eu tenho que conseguir! Enrola ele!

Elizabete então desliga o celular sem se despedir, ela agora estava focada em colocar os dados de Bart nos sistemas da polícia. Enquanto isso, Bartolomeu teria um difícil objetivo pela frente, enrolar o policial, sem deixá-lo nervoso.
Foi então que Bartolomeu teve uma ideia, ele tinha um álbum de fotos de quando ele era bebê, isso poderia ajudar a enrolar Leonardo. Ele só teria que remover as fotos em que aparecia com seus pais, Bartolomeu poderia mentir dizendo que eram os avós, porém, teria que explicar o porque ele não estaria em nenhuma foto, então seria mais fácil falar sobre um álbum onde apenas “Bart” aparecia.
Ele então desce até a sala, se aproxima de Leonardo e começa sua enrolação.
— Eu ainda não encontrei os documentos do Bart, mas eu acredito que fotos poderiam servir como documento. Alias, são registros de uma vida. Mesmo que não se convença com isso, eu adoraria que você olhasse. Tenho muitas recordações neste álbum, e seria um prazer te mostrar.
— Bartolomeu, não tenho tempo para isso.
— Vamos lá Investigador. Até eu me lembrar conde coloquei os documentos. Ultimamente estou cheio de preocupações, e difícil se lembrar de algo, enquanto sou pressionado por um oficial. Olhe o álbum comigo.
Antes que Leonardo pudesse proferir mais uma palavra para evitar a enrolação, Bartolomeu já estava falando sem parar enquanto apontava as fotos no álbum e as explicava. Sem dar tempo para que Leonardo falasse, e dando tempo para que Elizabete agisse.
Mas, Bartolomeu não conseguiu segurar a atenção de Leonardo por muito tempo, que aumentou a voz dizendo que queria os documentos rápido, ou teria que tomar medidas desagradáveis. Bartolomeu sem saída não tinha mais opções, fingiu se lembrar onde estavam os documentos e foi pegá-los.
Com os documentos já em mãos a frente de Leonardo, ele respira fundo disfarçadamente, e entrega as mãos do investigador.
Leonardo pega seu radio comunicador, e se comunica com a central da policia.
— Michael! Poderia me confirmar a veracidade de um documento para mim?
— E claro! Fala a numeração que vou procurar nos sistemas.
— A numeração é, 1762538.
— Só um momento e já te retorno Leo.
Bartolomeu estava tenso enquanto esperava a resposta de Michael a Leonardo. Pensava em o que faria se tudo ali desse errado agora, talvez atacar o investigador e tentar desmaiá-lo, pegar Bart e fugir. Nada no que ele pensasse poderia ser uma solução viável.
— Leo na escuta?
— Pode falar Michael.
— Olha, eu tentei encontrar mais de uma vez, porém, eu só consegui encontrar na terceira pesquisa. Os sistemas hoje estão uma droga aqui na central. Porem, está tudo certo, o documento é verídico.
Bartolomeu ao ouvir isto sentiu-se aliviado, poderia fazer uma dança da comemoração ali mesmo, mas manter sua postura.
— Desculpe o incomodo Bartolomeu, mas você sabe, sou um investigador, é meu trabalho.
— Eu entendo Investigador. Meus parabéns pelo seu trabalho.
— Bom, vou voltar a central, creio que estamos chegando perto dos criminosos que mataram o guarda da ANF e roubou os arquivos. Já temos uma suspeita que foi uma quadrilha criminosa, que rouba e vende documentos importantes para corporações. Agora se me der licença.
— Tenha um ótimo trabalho investigador, e não exite em me consultar se precisar.
Leonardo então se levantou da poltrona e saiu da casa de Bartolomeu, que ao fechar a porta pegou o celular rapidamente para consultar Elizabete.
— Você conseguiu! Meu Deus do céu, achei que tudo iria estar acabado hoje.
— De nada. Deve ter sido o trabalho mais rápido que tive que realizar. Já fiz uma vez, então foi menos complicado, tendo o código fonte de invasão comigo.
— Muito obrigado por toda sua ajuda.
— Não me sinto menos louca em participar disso com um obrigado, mas, de nada.
Bartolomeu termina a chamada e volta ao sofá com Bart, aumenta o volume da televisão, se acomoda no sofá, e olha para o teto aliviado. Mas, seus momentos de reflexão terminaram logo, Elizabete ligou para ele algum tempo depois dizendo:
— Bartolomeu. Descobri algo sobre os arquivos roubados e sei onde encontrá-los.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.