Cuidado com as criancas!
6 Proteger!
Notas iniciais
POV Akashi
Entramos no carro rumo ao shopping que não era muito longe da casa de Lise, mas ainda sim não era perto o suficiente para irmos de a pé, apesar da insistência da mesma falando que era saudável andar e seria bom para fortalecer meus músculos já que jogava basquete. Durante o trajeto comecei a entender o motivo de tanto de tanto empenho para não irmos de carro. A garota não falava nada, ficava somente ouvindo musica em seus fones, mas comecei a observar certas mudanças nela no decorrer do caminho, ela estava ficando cada vez mais pálida, se mexia desconfortável em seu assento, seus lábios já não tinham nenhuma cor.
"PARA ESSE CARRO AGORA!", Lise simplesmente gritou em alerta.
O motorista achou rapidamente uma vaga para que pudesse parar o carro e quando finalmente parou a loura de súbito saiu do carro e é claro comigo atras. Ela andava de um lado para o outro e parecia buscar muito ar fresco já que sempre estava respirando fundo, fiquei preocupado.
"O que aconteceu ?", perguntei serenamente a ela, não queria assusta-la, mas ela não me respondeu nada e nem ao menos se deu ao trabalho de olhar para mim.
Eu estava preocupado com aquela, aquela arrogante e ela nem ao menos me da atenção, sim eu sei sou um simples servo ao ver dela naquele instante, mas ao menos me desse um explicação do ocorrido.
"Lise, você esta bem?", que pergunta idiota, é claro que ela não esta bem, mas ela me deu sua atenção e finalmente decidiu me dizer o que aconteceu.
"Bem, e-eu tenho enjoo em veículos", ela disse pausadamente e envergonhada e prosseguiu.
"Se eu ficasse mais cinco minutos eu iria vomitar, não tinha ventilação o suficiente para me deixar mais calma.
Realmente não havíamos aberto as janela e só tinha o ar condicionado, e de acordo com que já tinha lido sobre isso precisa de ar corrente para manter pessoas com esse problema tranquilas.
"Por que não pediu? eu tinha aberto para você.", aquilo parecia um absurdo, ela era capaz de tanta coisa mas não pedia para abrir a janela de um carro.
"Não quero parecer frágil diante do meu es-cra-vo", respondeu a loura já mais calma.
Olhei bem onde estávamos e notei que não era tão longe de nosso destino final e daria para ir andando tranquilamente.
"O que acha de nós irmos andando o resto do caminho?", sugeri a ela que me olhou animada.
"Perfeito! ", respondeu Lise dando pequenos pulinhos, achei aquilo muito engraçado, levando em conta sua estatura ela realmente parecia uma criança.
Avisei Lise que iria avisar ao motorista que iriamos seguir o resto do caminho andando para depois irmos, ela concordou com um sorriso. Avisado ao motorista voltei até Lise e fomos andando ate ao shopping conversando banalidades e as vezes por conta de respostas que não lhe agradavam eu levava alguns chutes na canela que doíam muito, eu me perguntava que se continuasse assim eu conseguiria continuar a jogar basquete.
Chegando ao shopping e eu fui comprar nossos ingressos para o filme escolhido pela loura, o filme era Livrai-nos do Mal que pelo que eu tinha lido no panfleto era de terror o que não me surpreendeu, ficaria assustado se fosse uma comedia romântica.
Lise me xingou um monte só por que eu paguei os ingressos, mas que tipo de servo eu seria se eu não fizesse no minimo isso para minha mestra. Algumas garotas me olhavam e comentavam entre si enquanto andávamos pelos andares do shopping já que faltava ainda tempo para começar a sessão, mas Lise as olhava com um olhar medonho que afugentava algumas e outras não, tenho certeza que estão pensando que ela deve ser minha irmãzinha ou algo semelhante, dado que Lise era baixinha e sua aparência não mostrava sua idade.
Naquele shopping ela não parecia a estudante mais inteligente da Teiko, muito menos seria e introvertida do jeito que era no colégio, estava muito alegre, davas pulos de um lado para outro, seus olhos brilhavam quando via um mangá que tanto queria ou um acessório de seu anime favorito. Quando tomamos sorvete ela se lambuzou toda e me encheu de chutes e socos quando tentei limpa-la dizendo que era vergonhoso. Antes mesmo de chegar a hora das compras eu já carregava um monte de sacolas com coisas que Lise havia comprado e outras que eu comprei para ela mesmo com a negação da mesma para não comprar.
Quando chegou o horário do filme subimos para o ultimo andar no elevador panorâmico, a loura ficava agarrada ao vidro vendo a paisagem descer enquanto subíamos para o andar desejado. Chegando ao local fomos comprar refrigerante e pipoca, bem eu fui comprar já que Lise já tinha gastado todo seu dinheiro, mas liguei nem um pouco com isso já que era minha intenção desde o começo pagar o que fossemos comprar, fomos em direção as salas e entramos na fila para passar os ingressos, logo apos eu entregarmos nossos ingressos fomos para nossas poltronas que eram bem no meio da sala. Nós se sentamos confortavelmente para prontamente assistirmos ao filme ate que chega um casal a nossa frente e por ironia do destino o cara era alto demais e se sentou bem a frente da loura que tampou toda a sua visão, Lise olhou para mim pedindo ajuda e eu levantei para que trocássemos de lugar e com isso ela ficou toda feliz.
Quando começou o filme Lise já estava mais do que concentrada, seus olhos iam rapidamente de cima a baixo para ler a legenda e no durante o filme tinha algumas cenas de suspense que fazia a loura dar pulos de susto e as vezes me agarrar, o problema foi quando ela se assustou tomando refrigerante, a unica coisa que vi foi uma baixinha cuspindo o liquido todo para fora e tossindo em seguida por ter se afogado. Eu não sabia se ria ou se a ajudava, mas minha preocupação falou mais altos e dei leves tapinhas em suas costas para que aliviasse, ela me olhou com o rosto todo corado, era notável sua vergonha já que todo o cinema praticamente olhou para ela durante o ocorrido, eu simplesmente lhe dei um sorriso doce para conforta-la.
O resto do filme transcorreu calmo e sem contar que Lise ainda continuava se assustando, mas não ocorreu nada mais grave, com o termino saímos da sala.
"Meus olhos, meus olhos", Lise reclamava com as mãos tampando seus olhos, dizem mesmo que olhos claros são mais sensíveis a claridade, bem eu não sei como tenho olhos heterocromáticos um vermelho e outro amarelo meio laranja nunca sofri nada parecido.
Voltamos a andar pelo shopping e passamos por uma loja de joias e lá tinha um prendedor de cabelo vermelho sangue com um gato em uma de suas extremidades, a loura ficou olhando por um tempo aquele objeto, mas seguiu seu caminho.
"Amo gatos", Lise disse de repente.
"Você tem algum ?" perguntei olhando e vendo o quanto ficou animada com minha pergunta.
"Tenho sim, Yoruichi minha gata negra", respondeu a loura com um sorriso radiante, e senti novamente minhas bochechas arderem.
"Eu gosto de gatos, mas não tenho nenhum", disse virando meu rosto para ela não me ver naquele estado.
"Por que?", me disse um pouco triste.
"Meu pai não deixa e desde que minh-", eu me interrompi, não queria falar sobre aquele assunto não me sentia seguro.
E como se lesse minha mente Lise só proferiu um "Depois me conte ok" com um sorriso doce, estava ficando acostumado com seus sorrisos e na minha mente eu não queria vê-la chorar nunca, queria protege-la.
Como já havíamos comprado tudo que Lise queria decidimos ir para casa, pois já estava a noite e no outro dia teríamos aula de manhã.
Andamos o quanto pudemos a pé ate Lise dizer que poderíamos voltar de carro, não queria vê-la passar mal novamente. Liguei para o motorista que não demorou muito para chegar onde estávamos, antes de entrar Lise disse que não queria conversar durante o trajeto, em razão de que isso aumentava seu estado de enjoo, então seguimos em silencio ate sua casa. A deixei em sua residencia e a ajudei a levar suas compras para a sala, onde cumprimentei seu pai Takashi, que era muito parecido com Lise e não gostava que chamassem ele pelo segundo nome, cumprimentei Ryouta também e me dirigi para a porta sendo acompanhado pela loura.
"Gostei muito do passeio, só não fale mais bobagens se não em vez de te chutar quebro sua perna", ela me disse com aquele olhar Unohana da vida.
"Também gostei e irei me certificar antes de falar algo agora", respondi com um pouco de medo e hesitação em minha voz. Ela me deu um sorriso e um aceno com a mão quando sai pela porta em direção ao carro.
Segui para minha casa, para enfim me refugiar em meu quarto, não quero ver meu pai, ele me irrita e se muitas pessoas acham que eu mando nas pessoas iram mudar imediatamente de pensamento quando conhecer meu pai. Jantei em meu quarto mesmo e fui logo dormir, estava ansioso para o próximo dia. Eu só tinha um pensamento em minha mente, eu quero proteger aquela pequena garota.
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