Cuidado com as criancas!

86 Mais um ruivo e um puxa saco


Narrador POV

"Vai para onde?", questionou Akashi sugerindo que dissessem novamente.

"Então a pirralha mimada está aqui? Ora, seus olhos estão vermelhos, tinha que ser um bebê chorão", contando o capitão escarlate chega um outro ruivo, não tão vermelho quanto o que conhecemos, na verdade era um cabelo de cor laranja.

"Akabayashi Seijuurou", Lise mostrou uma expressão dura ao alaranjado.

"Quantas vezes eu tenho que dizer para não me chamar por esse nome ridículo? É Seiji", mal entrara no clube de vôlei e a loirinha arranja briga, acontece que esse menino além de ser ruivo tinha o nome parecido com o imperador o que levava a baixinha se confundir inúmeras vezes, por esse motivo ela criou uma rixa enorme com Seiji que é recíproco.

Akabayashi Seiji, o líbero do time, segundo ano, porém uma criatura que não liga com nada, ou não ligava ao menos, era tranquilo, sem maiores problemas, só havia uma coisa que ele odiava, ser comparado ou confundido, poderia ser estranho ou até rídiculo, mas se quiser maiores explicações peça ele, desde a chegada de Lise ao time o ruivo alaranjado endoidou de vez, vivam brigando e quase saindo no soco, o time era obrigado a separar os dois e nem preciso dizer o motivo do ódio da pequena. Ele é alto de corpo atlético, muito flexivel que o permite ser um perfeito líbero, gosta do que faz e está sempre disposto a ajudar o time, menos Lise.

"Repete Akabayashi", disse o presidente trincando os dentes.

"Ora, se não é o presidente do Conselho Estudantil, é um praz-", Seiji tinha uma enorme admiração pelo avermelhado, contudo não tinha conhecimento da relação dele com a Lise.

"Gostaria que dissesse meu nome completo Seiji", as pupilas verticais brilhavam, a heterocrômia era notável.

"Akashi... Seijuur-", antes de concluir a sentença ele engoliu seco, o nome que o mesmo tinha chamado de ridículo era do imperador.

"Não é só o seu verdadeiro nome que é ridículo, é seu corpo, sua alma...", presunçosa a loirinha provocava.

"Maldita...", o clima não ficou nada bom.

"Akashi-san, peço lhe um favor, em cinco segundos, segure bem forte Lise-chan pela cintura", disse Asahi no ouvido do capitão.

"Por que?", Seijuurou teve sua resposta quando viu claramente Lise e Seiji avançarem um no outro.

"Respondendo sua inquirição, eles se odeiam e se deixar, se matam", seguindo o que lhe fora pedido o ruivo segurou a nanica, o pequeno corpo tremia de raiva e seu inimigo já estava rosnando do outro lado.

"Eu tenho mais o que fazer do que ficar discutindo com esse ferrugem", revirou os olhos, tirou as mãos fortes de sua cintura e se recompôs.

"Lise-chan, sabia que estava aqui, vamos jogar shogi?", um menino mais baixo que Akashi, de olhos azuis deveras intenso sorriu gentilmente para sua gerente.

"Claro Tomoe, assistir jogos de vôlei não vai me ajudar muita coisa mesmo", a voz cortante se acalmou e começou a seguir o menino de cabelos castanho claro.

"Está enchendo o saco da gerente de novo Akabayashi", os olhos marinhos pousaram no alaranjado, franziu os lábios em irritamento.

"Sai daqui Yasutora, vocês são tudo metidos a besta com essas inteligências inúteis", Seiji passa a mão nos cabelos relativamente medianos.

"Não me compare a gerente, não chego aos pés dela", proferiu o moreno.

Yasutora Tomoe, cabelos castanho claro e olhos muito azuis, meio baixo e corpo magro, usa óculos somente para leitura, o levantador do time, o mais inteligente do time, pode ser considerado, a inteligência dele se difere de Asahi, sabe arquitetar inúmeras jogadas e confundi seus adversários como ninguém, tem uma personalidade calma até chatearem a sua gerente, ele admira muito a menina e sempre a segue para lá e para cá, não é sério e gosta muito de brincar, um garoto humilde que a apesar de tudo sabe seu lugar.

"Devo dizer que o Q.I. do Asahi é inútil mesmo", indagou a Kise saindo rindo sendo seguida por seu fiel levantador.
Durante a caminhada ambos passam por um enorme mural, cheio de fotos, classificações e similares, Tomoe que era do primeiro ano não conhecia quase ninguém, principalmente dos times de basquete, por suma curiosidade ficou observando o quadro.

"Sei.. era um menino muito fofo, tão baixinho", Liso sorriu ao ver as fotos onde continham a Geração dos Milagres.

"Não sei muito sobre esse time, só me recordo de dizerem que foi o mais forte", disse o levantador.

"Sim, eles eram e agora são ainda mais e engraçado que eu nem tenho a ver com isso", a loirinha lembrava dos treinamentos rigorosos que personalizava para cada um, admirava Tetsuya por nunca ter desistido deles.

"Onde está você? Pelo que soube era da Teiko, basquete não é?", perguntou Yasutora a procurando na parte da classificação de gerentes.

"Eu não estou aí, estou aqui!" sinalizou para a outra parte.

"Treinadora? Treinadora da Geração dos Milagres", o treinador da Teiko certamente se encontrava ali, contudo Lise não podia ser considerada gerente, nunca pode.

"Vamos Yasu, eu quero ver o jogo do meu irmãozinho", a pequena voltou a sua forma fria e calculista, esquecendo totalmente que Tomoe queria jogar shogi com ela.

Como não havia partidas de vôlei naquele instante Naruko não impediu a baixinha de ir assistir, ele só achava que ela devia ver os jogos do qual ela pertence, dado que a mesma não entende muito bem do esporte, na verdade ela não entende nada, em um dos jogos a mesma disse para enterrar a bola enquanto o jogador cortava, o basquete corria pelas veias da nanica, todavia Naruko pretendia mudar tal coisa.

Sentada na grama de lazer que ligava os dois ginásios, a baixinha verificava os números atuais dos times de basquete e para não dizer que não fazia nada como gerente de vôlei a mesma decidiu ler ao menos alguns livros de regras, todos de estratégias já havia lido.

"Que negócio chato...", suspirou chegando ao final do grosso livro de apenas 679 páginas.

"Vou tentar adquirir informações, se bem que Riku faz isso melhor que eu com as gerentes", indagou recordando do menino estranho e fofo.

Yamagishi Riku, estatura mediana e corpo esguio, cabelos azuis escuros e olhos verdes azulados, o mais estranho do rapaz era que sempre andava com um tipo de um arco em sua cabeça, enfeitava com orelhas de raposa, como tudo sempre tem um motivo o arco de Yamagishi também tinha, só não será contado agora, se bem que ele não contou a ninguém tal motivo, as gerentes perguntavam, contudo o azulado as olhava carinhoso, sorria gentil e dizia “Se-gre-do”, não preciso dizer que elas se derretiam pelo menino fofo.

Lise POV

Sim, eu imaginava, ele está bem diferente, não digo sobre sua personalidade, as habilidades de Seijuurou, como estava no clube de vôlei, era um prazer ver os jogos de basquete, muitas vezes era obrigada por Asahi a ler e assistir partidas das quais eu não gostava.

“Lise, vamos quero que análise Sakayama", falando no infeliz.

Não é por que tem uma Rakuzan de vôlei que necessariamente encontraríamos o restante dos times conhecidos, bem que eu conheço, tem sim, contudo eles não devem ter a mesma fama como em basquete.

Seguindo o louro mediano chegamos ao ginásio onde garotos de uma boa estatura começariam o jogo em menos de uma hora, Naruko gostava que eu visse o aquecimento também.

Peguei minhas coisas me sentei na arquibancada, peguei meu tablet e procurei por minha caneta magnética, depois de longos minutos a procurando lembrei que estava em minha escrivaninha, todavia ainda tinha mais uma.

Levantei-me com os olhos violetas me fitando furioso, qual é? Eu nunca quis estar aqui.

“Aonde vai?", questionou sério.

“Buscar minha caneta magnética, preciso dela", respondi indo em direção aos vestiários, não de vôlei.

Akashi sempre usava o mesmo número, entretanto esporadicamente trocava sua senha, depois de algumas tentativas abri o armário do ruivo. Era tudo muito bem arrumado, os uniformes extras exalavam o cheiro de roupa limpa e claro o perfume do capitão.

Sei sempre teve um cheiro único, desde que eu disse a muitos anos que havia gostado de tal perfume ele nunca mais o trocou.

Um pouco para o fundo do local eu encontro minha caneta, quando vou a pegar uma mão segura a minha.

"O que está fazendo aqui?", essa voz sexy nunca muda.

"Vim pegar isso", com a mão livre pego o objetivo e balanço na frente dele.

"Como sabe minha senha?", inquiri segurando o outro braço.

"Por quanto tempo você acha que fui sua garota?", revirei meus olhos e deixei a pergunta retórica no ar.

Por que esse cosplay de fósforo estava tão perto? Eu posso ter escondido a mais de oito mil chaves meu amor por você, mas o desejo continua aqui, ficar tão perto de mim assim não é uma boa ideia Seijuurou, esse ruivo insistia em ficar colado a minha pessoa.

Indo pelos meus instintos selei nossos lábios, droga, meu coração está muito acelerado e meu corpo relativamente mole, esses toques... Uma de suas mãos agarravam meus cabelos e a outra serpenteava minha cintura.

Eu sentia que ele estava sem controle, era sempre assim, era fácil tirar o controle, porém era mais fácil ainda para ele recuperar, só uma questão de segundos, ele criou esse autocontrole a muitos anos.

"Sabe Sei, isso me lembra quando você perdeu seu controle pela primeira vez, ficou uma semana fogoso", sussurei em seu ouvindo sentindo apertar minha cintura.

"E outra...", larguei do ruivo e me encostei no batente da porta.

"Diga um oi por mim, a sua namorada...", sorri sarcástica e sai do vestiário, não sem antes ver aqueles olhos heterocromáticos se arregalarem e sua boca proferir em alto e bom som.

"Droga"