Cuidado com as criancas!
70 Imperatriz Restabelecida.
Notas iniciais

Narrador POV
Com a declaração da baixinha assustada Akashi imediatamente virou para o louro que olhava a garota ainda com aquele sorriso radiante, segunda posição, então significa que ele é mais inteligente que Lise que ocupa a terceira, da última vez que apareceu um desses cinco estudantes não deu boa coisa, por um momento ver aquele garoto sorrir tão doce para a menina irritou o ruivo.
“Ela não é mais minha Lise, não tenho por que ficar assim”, pensou o capitão balançando sua cabeça em negação
“Finalmente lembrou de mim, fiquei magoado por ter me esquecido” o louro fez bico e olhou com tristeza.
“Como eu não lembrei de um doido que parece meu irmão em personalidade?”, reclamou a menina dando um pequeno soco em sua testa e logo a sentindo arder pelo corte.
“Sua louca, foi difícil conter o sangramento, e lembrando do seu irmão, eu sou mais inteligente que aquela loira modelo” disse ofendido e arrumando o curativo.
“Por que veio para Rakuzan, Asahi?”, questionou a loura sendo levantada pelo garoto.
“O diretor me ofereceu uma bolsa, disse que queria aproveitar meus talentos tanto intelectuais quanto os esportivos, ele também se referiu da terceira posição estar aqui”, explicou Naruko levando a Kise para a enfermaria.
“Estudo aqui desde o ano passado literalmente”, por um momento a nanica deu graças a Deus por Asahi ser do vôlei se não teria que ouvir ele lhe falar um monte de merda sobre a questão de Seijuurou, pensar nesse assunto seu coração já aperta, precisava tomar o controle de tudo aquilo, já estava passando dos limites e ela estava ficando irritada.
O capitão cuidou de cada machucado na baixinha, era atencioso e sabia os remédios e pressão ideal para aquela menina com plaquetas baixas.
“Esses sangramentos anormais, você também apresenta manchas vermelhas na pele, Lise, você tem plaquetas baixas, deve fazer tratamento”, terminou de enrolar a bandagem na testa da loura.
“Faz um tempo que não faço reposição, está tudo bem assim”, ela se levanta e se prepara para sair.
“Imprudente, você me parece estar muito doente, tome seus medicamentos direito”, exigiu Naruko segurando Lise pelo braço, ele olhava para ela muito bravo, ele gostava muito de cuidar das pessoas, contudo indivíduos que não ligam para sua saúde o irritavam.
“Eu não sou sua irmã, amiga ou namorada, me deixe em paz”, soltou seu braço a força e saiu andando sem ao menos agradecer o jogador pelo tratamento.
“Ela está tão diferente desde que a vi na América, preciso de mais informações”, disse para si mesmo Asahi.
Desde que mostrou quem realmente era, ou melhor, fez a pequena lembrar quem ele era Asahi não saiu do pé dela, parecia um stalker que não a deixava em paz. Por muitas vezes a Kise tentava chutá-lo, porém ele desvia com facilidade, se alguém perguntasse a loura para indicar uma pessoa perfeita, de começo ela pensaria em Seijuurou, mas logo lembraria de Asahi, o ruivo era absoluto, o louro era perfeito em tudo que fazia, como era uma garota que gostava de ler mangás muitas vezes já o comparou com Usui Takumi de um mangá que gostava muita, contudo a diferença de personalidade era grotesca, já que Naruko era muito parecido com seu irmão.
“Eu já disse que vou tomar meus remédios e vitaminas, então saia da minha casa agora!”, gritou Lise para Asahi que tinha invadido a casa na visão dela, todavia na verdade fora Yumi quem o deixou entrar, a loura mãe olhava tudo do batente da porta, aquele menino estava sendo a solução para a depressão da garota.
“Só sairei se tomar aqui na minha frente!” afirmou o capitão de olhos violetas cruzando seus braços.
“Mãe, me dê minhas vitaminas antes que eu tire esse homem daqui a tapas”, olhou para sua mãe que foi buscar o que ela pediu aos pulos de alegria.
“Desde quando tem olhos tão verdes?”, perguntou Naruko pegando no queixo da baixinha e encarando-a, os olhos deles chamavam atenção por ser uma cor linda, apesar de Murasakibara também os ter dessa cor, os cabelos claros de Asahi faziam uma diferença no destaque.
“Sempre os tive, agora tire a mão de mim”, a nanica o olhou com raiva e estapeou sua mão, o louro já havia feito isso com ela uma vez.
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Em Harvard durante o curso.
“Você é muito linda baixinha”, Asahi ficou bem perto dela quase a ponto de seus narizes tocarem e sorriu alegre.
“Me deixa em paz”, bateu na mão do garoto que segurava seu queixo.
“Seu namorado deve ter sorte”, após dizer isso a segunda posição foi embora.
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“Como você sabia que eu tinha namorado?”, questionou Lise tentando prender seu cabelo com um lápis que logo quebrou.
“Um dia eu ouviu você conversando no telefone”, o capitão a vira de costas e começa a prender seus cabelos.
“Você então ouviu o nome?”, nesse momento os ombros dela ficaram rígidos e Asahi notou e imediatamente raciocinou, o garoto estuda em Rakuzan.
“Não”, terminou o coque sem nem mesmo precisar de algo para fixar.
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Naruko andava pelos corredores como sempre, quase nunca ia nas aulas e palestras, achava irritante e em um desses passeios viu a garota que estava abaixo de si no ranking japonês, sem querer ouviu parte de sua conversa.
“Seijuurou eu logo volto, não venha para América, você vai fazer alvoroço”, proferiu Lise para o telefone.
“Sim, sim, eu também te amo muito ruivinho”, logo após isso ela desligou e Asahi saiu de lá.
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“Eu já tomei minhas vitaminas, remédios e minha saúde está boa, pode fazer o favor de sair daqui antes que eu te chute?”, sugeriu Lise olhando para o louro com raiva.
“Mas Lise-chan, esse loirinho é tão bonito, contudo eu ainda prefiro aquele ruivinho que vinha aqui sempre”, a mãe da pequena colocou as mãos no rosto corado.
“Mamãe, combinamos em não tocar nesse assunto”, a baixinha fecha os olhos em irritação.
“Bem, eu vou indo, fique bem Lise, você também Yumi-san”, Asahi beija a mão da loura mais velha e quando nota que a mais nova estava com a guarda baixa dá um beijo na testa dela a assustando.
“Insolente”, apertou os dentes.
Desde que Naruko entrou na vida da loirinha as coisas tinham ficado cada vez mais irritantes para ela, conviver com alguém mais inteligente que ela não era normal, ainda mais Asahi.
Uma das coisas que ela poderia considerar boas é que o grupo da Maya tinha parado de importunar ela, o capitão sempre estava na cola da baixinha, parecia um stalker, Lise nem ao menos conversava com ele, muitas vezes o garoto ficava falando sozinho enquanto fazia coque no cabelo enorme dela, desde que ela tinha cortado já havia crescido consideravelmente, estava quase chegando aos joelhos de novo.
Durante uma reunião do time de vôlei onde Asahi tinha que estar presente Hirano decidiu fazer mais umas coisinhas com a pequena que parecia que seu sadismo tinha acabado, só parecia mesmo.
A Kise andava com a blusa aberta mostrando seu corpo, a única coisas que tapavam seus seios era o sutiã vermelho que usava, ela deveria usar uma regata como era a regra, todavia nem sempre obedecia.
“Estou farta de tudo isso, agora ela conseguiu me irritar”, a baixinha abotoou o único botão que sobrará, passou a mão na parte de seu cabelo recém-cortado, sim, Maya se atreveu a cortar parte do cabelo da baixinha, fora muita sorte que não foi muito e ainda poderia manter longo, porém ficaria no máximo cobrindo suas costas.
A loura trocou seu uniforme e foi direto para o clube de kendo, queria ter uma conversinha com o capitão.
“Oe, me empresta uma dessas?”, questionou Lise olhando uma das espadas de madeira que usavam para treinar.
“Você não é do clube, não será possível”, disse educado um garoto forte e moreno.
“Se eu ganhar você me dá?”, desafia
“Como que se isso fosse possível”, o capitão deu de ombros e sorriu presunçoso.
“Oras, então aceite meu desafio”, a muito tempo não se via aquele sorriso sádico serpenteando os lábios de Lise.
“Venha”, o garoto logo ficou em posição.
“Só preciso te desarmar né”, ela só pegou um pouco de velocidade e saltou atacando o moreno que logo defendeu sem problemas.
A baixinha toma um pouco de distância e volta a saltar, dessa vez bem mais alto girando no ar em seu próprio eixo e ficando na parte de trás do adversário, vendo o que ela fez ele não perde tempo, vira e logo ataca, a nanica defende mesmo com a diferença de forças, volta a girar e lança a espada dele longe, pousa a sua no chão e se equilibra na mesma somente com uma mão.
“Essa é forte, ficarei com ela mesma, gostei da luta, beijinhos”, sorri de forma louca, aquela pressão e aura que havia adquirido com Seijuurou estava voltando.
Com a espada em posse sai em buscas de seus alvos, ela não precisaria de nenhuma espada de madeira para fazer esse trabalho mas…
“Me sinto Aisaka Taiga, isso é legal”, sorri infantil e sai correndo.
No momento que encontra uma das garotas a mesma a olha confusa, a Kise só chega perto e vira de costas e abaixa elevando sua perna de forma ereta até chutar a face da menina.
“Me desculpe, acho que exagerei, que tal assim?”, agora de frente volta a chutar a garota a derrubando no chão.
“Você é louca?”, era uma das frases que a loirinha mas tinha ouvido.
“Sim, eu sou e o sangue do seu nariz sujou minha perna que nojo”, a baixinha olha para a mancha na sua meia.
Durante o resto do caminho Lise já tinha acabado com mais duas garotas, sua espada e pernas se mantinham sujas por conta do sangue dos narizes das meninas, só faltava Maya e mais uma de porte grande.
“É bom Maya começar a rezar”, ela foi impedida de continuar seu trajeto, pois foi segurada por alguém e esse mesmo alguém lhe tirou os fones que tinha acabado de colocar.
“Por que está toda suja de sangue? O que andou fazendo?”, perguntou Seijuurou vendo a situação da loirinha.
“Nada do seu interesse cabeça de tomate-kun”, a cada dia o acervo de apelidos aumentava.
“Responda minha pergunta”, ordenou apertando mais seu braço.
“Antes que comece a porcaria do discurso de eu sou absoluto e tudo que digo é certo, sugiro que solte meu braço antes que eu deixe a marca da minha linda espada na tua fuça vela de macumba-chan”, Akashi nunca tinha convivido tão diretamente com aquela Lise, ele notou o quanto elas eram diferentes, nesse pequeno momento de cogitação sentiu algo molhado passar por seus lábios, sim Lise tinha o lambido.
“O que está fazendo?”, se assustou ao ver ela tão perto, seu coração começou a bater de maneira desenfreada.
“Lambendo, você é um homem muito gostoso, mas no momento tenho coisas mais importante para fazer, então se não se importa...”, a loura o beijou e forçou sua língua por um instante na boca do ruivo, quando notou que ainda era aceita saiu com um sorriso no rosto.
“Droga, eu deveria resistir, não é a mesma garota, mas ainda é o mesmo gosto do beijo”, seu coração pulou uma batida ao lembrar, sentiu aquela pressão familiar no estômago, aquele amor que ele queria esquecer, estava difícil.
A nanica enfim encontrou a garota de porte maior, como andou fazendo seu dever de casa em obter informações já sabia de qual clube Maya andou tirando aquela menina.
“Você é do clube de judô, grandes coisas”, deu de ombros, começou a dar pequenos pulinhos para frente e para trás, quando a garota veio para cima dela, a baixinha acertou em cheio sua espada no pescoço.
“Vai ficar uma marca linda, o gosto de Seijuurou continua aqui”, lambeu os lábios com gosto.
“Sua vadia”, a garota alta conseguiu acertar um soco em Lise, deixou pequena sem reação por alguns segundos, mas logo ela saltou e chutou com tudo a cabeça da garota, outro nariz estragado.
“Agora só falta Maya”
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