Cuidado com as criancas!
81 Especial de 1 ano - Parte 3
Notas iniciais
Narrador POV
"É você mesmo, como você cresceu!", a alaranjada abraçou o ruivo com vontade.
"Eu digo o mesmo Megumi", Akashi ficou um pouco sem reação com a atitude da moça.
"Como está? E sua família? Nunca mais nos vimos, tenho tanta coisa para te contar", a mulher elegante coloca sua mão em cima da do ex capitão o olhando com admiração.
Seijuurou não deu muita atenção ao que ela disse, pois começou a sentir falta de alguém naquela mesa.
"Minha mulher, sumiu de novo", suspirou, aquele monte de gente para achar uma nanica.
"Sua mulher? É casado?", os olhos azuis se arregalaram com a informação.
"Ele é", uma voz de menina fora escutada, contudo era uma voz fria.
"Lise, não faça essas coisas, esse lugar é muito grande", o empresário sentiu-se aliviado ao olhar a pequena.
"Só queria te deixar a sós com sua amiguinha", apesar de não ter pupila vertical os olhos da baixinha eram bem medonhos quando com raiva.
"Perdão minha falta de educação, meu nome é Nozarashi Megumi, sou amiga de infância de Seijuurou, mas não nos vemos desde os 7 anos", explicou educadamente, além de se levantar e de oferecer a mão para um aperto.
"Prazer, meu nome é Akashi Lise e sou a esposa de seu amiguinho de infância", a loirinha estava com tanta raiva que estava sendo irônica até com o ruivo.
Megumi olhou a mulher de cima a baixo, se é que se pode chamar aquilo de mulher na visão dela, nada elegante, sem curvas e uma cara de criança.
"Eu sou muito melhor que ela", pensou a Nozarashi.
Para incomodar um pouco mais, a alaranjada ficou conversando com o casal, melhor, conversando com Seijuurou, não ligava nenhum pouco para que a pequena dizia e tentava ao máximo tirar a atenção do ruivo da baixinha, falava sedutora e para que Lise realmente nao tivesse chance de argumentar falava somente da infância deles.
"Sabia Lise-san, Seijuurou me pediu em casamento quando tínhamos 6 anos", proferiu em tom de provocação.
"Ah, legal, todavia sou eu quem é casada com ele", devolveu sem cortes.
"Menina inútil, Seijuurou merece coisa melhor", pensou Megumi.
"A quanto tempo são casados?", perguntou para a Akashi com um sorriso gentil.
"Três anos", respondeu tomando um pouco de seu suco.
"Lise, vamos dançar", um louro abraçou a menina por trás e beijou seu pescoço carinhosamente.
"Vamos, não tenho mais nada o que fazer aqui", olhou com desprezo para a alaranjada e foi com o irmão.
"Como você deixa um homem qualquer a tirar assim?" questionou relutante.
"Ele não qualquer um, é irmão dela", respondeu o ruivo já começando a se irritar com que Megumi estava fazendo.
"Seijuurou, vamos tomar um vinho hoje a noite", Nozarashi chegou muito perto do rosto do homem.
"Megumi, deixa eu avisar uma coisa, sou casado e não vou trair minha mulher, se comporte", o Akashi que ela conheceu era muito mais doce, estava começando a achar estranho.
"Você mudou", a mulher saiu de perto dele fazendo beicinho.
"Vou buscar minha mulher", sem pedir licença o imperador se levanta, entretanto é segurado pelo braço.
"Seu pai deve ter te colocado nesse casamento, venha para meu quarto, posso te dar o que quiser", a elegância dela tinha caído por água abaixo.
"Só vou dizer uma vez, eu amo aquela mulher, só não posso dizer que é a única da minha vida, dado que ela me deu uma linda menina, não posso esquecer do meu pequeno Seicchi, então me deixe em paz", Akashi puxou seu braço a força e foi atrás do que lhe pertence.
"Filhos?", Nozarashi ficou estarrecida, quem naquela idade tinha filhos?
Todos nós sabemos que achar Lise não é fácil, ainda assim o marido dela já havia se acostumado com tal cois-
"Me acostumei nada, arruma esse negocio aí", proferiu Seijuurou furioso.
Como estava dizendo, o marido dela não havia se acostumado.
"Ela desapareceu de novo?", questionou Midorin ao ver o seu ex capitão olhar de um lado para o outro.
"Ciúmes dessa vez, não deveria ter deixado chegar a esse ponto, aquela garota, não tem o que fazer", apertou as têmporas e suspirou, quantas vezes ele tinha suspirado desde que começará essa viagem.
"Que garota?", o esverdeado ficou um pouco curioso, normalmente aparecia uns doidos na vida deles por conta da pequena ter alguns contatos.
"Nozarashi Megumi, amiga de infância", e mais um suspiro para completar a coleção e um susto ao ver um moreno conhecido correndo de uma mulher.
"Vocês só aprontam, depois sou eu quem tem que arrumar", indagou Akashi, naquele momento de irritação ele só queria estar em seu quarto com a mulher que ele ama nos braços enquanto se beijam até chegar em outro patamar, era pedir demais.
"Só aceitei a proposta pelo belo lugar que escolheram, nem imaginaria que estaria aqui", explicou Shintarou tentando tirar o dele da reta, o lançador conhecia o ruivo o suficiente para saber que o mesmo poderia explodir a qualquer momento e alguém ia parar no hospital e na pior das hipóteses no necrotério.
"Me solta!", os homens de cabelos coloridos escutaram o grito conhecido.
"Vá logo Seijuurou, fica perdendo tempo comigo", Midorima já não era tão irritado com o imperador mais, era bom deixar o passado no passado, contudo os que mais brigavam eram eles e pode ter certeza que isso não os deixava mais amigos.
No momento que o ruivo chegou na fonte do berro alguém lhe virou rapidamente e beijou seus lábios.
"Deixa ela, aproveita a noite comigo", sussurou no ouvido do empresário olhando de forma provocativa para a mulher do mesmo.
Em uma expressão apática o ruivo colocou a mão no pescoço da alaranjada como se fosse beijá-la, a mulher abriu um sorriso quando o sentiu perto de seu ouvido.
"Sabe, eu não fico com vadias, não relo um dedo para não me contaminar, e você é uma dessas, não vale a comida que come, quem diria que se tornaria uma mulher tão leviana. Deixa-me lhe avisar, não chegue mais perto de mim nem da minha esposa, pois da próxima vez eu arranco sua garganta", a voz do empresário era fria, cortante, cheia de desprezo e indiferença, medo era pouco para que Megumi sentiu nesse momento.
Aquela carinha de yandere do imperador que fazia tempo que não aparecia, os olhos heterocromáticos arregalalados, sorriso sádico e o brilho a mais no olho mais claro que ainda tinha dúvida se era de cor laranja ou amarelo.
"Aka-chin ainda vai acabar matando um", disse Murasakibara comendo um doce que tinha comprado.
"E você vai morrer de diabetes", o pobre homem não estava muito bem hoje.
Akashi chegou até sua pequena que estava jogando poker com umas pessoas estranhas.
"Você sabe que é ruim nesse jogo, por que joga?", soprou no ouvido da loirinha arrepiando sua pele.
"Prefiro perder aqui a ficar beijando outras pessoas", indagou friamente.
"Lise, foi ela quem me pegou de surpresa, você é minha esposa, sabe que eu te amo demais", abraçou a baixinha por trás e colocou o queixo no ombro dela.
"Estão todos estragando nossas férias", proferiu magoada enquanto mostrava seu full house.
"Iremos comer, depois passarenos o dia no quarto, amanhã será bem diferente e só nosso", explicou Seijuurou deixando a loirinha com sorriso no rosto.
"Perfeito", saiu do jogo após perder mais uma partida.
"Menina, você está nos devendo!", disse um velho rude.
"Sei, eu só tenho cartões", fez bico para o marido, havia perdido muito dinheiro, todavia dava para pagar 60% do valor com o que tinha ganho.
"Quantos ela deve?", inquiriu o armador tirando sua carteira do bolso.
"De acordo com o que perdi, subtraindo o que ganhei, pois não vou ficar com esse dinheiro resta 7.500,00 ienes", fez o cálculo rapidamente e respondeu tranquila.
"Sorte que estou com 10 mil aqui, restante está no cartão", Akashi deixou na mesa todo o dinheiro que havia dito.
"Restante... Você fala como se tivesse aí só uns 50 mil", indagou a nanica comonse aquele valor não fosse nada.
"Sim, toda nossa fortuna é bem mais, muito mais, contudo fica no banco querida, você quem carrega mais dinheiro, sempre anda com 500 mil no cartão", deu um beijo na testa dela e fez carinho nos cabelos.
"Eles são malucos? Estão falando de dinheiro como se as quantias que dizem são muito pouco", disse um homem que estava na mesa de poker.
"Comer Seikun, comer, estou com fome", levantou as mãos tentando alcançar os cabelos carmesim.
"A questão é, está com fome de que?", ela sentiu o sorriso safado enquanto proferia cada palavra ao pé do ouvido.
"Comida, eu brinco com você depois", saiu andando, mas claro sem antes sorrir para o ruivinho.
"Estou ansioso por isso meu amor", seguiu a mulher até poderem caminhar de mãos dadas.
Chegaram no restaurante muito luxuoso do lugar, um cardápio com um extenso número de pratos, refeições deveras gostosa.
Ambos se alimentaram e como o homem tinha dito, foram para o quarto, dessa vez trancaram a porta, Seijuurou estava começando a achar que invadiriam o quarto em naquele momento crucial.
"Vamos meu amor, tira essa saia", o empresário ainda devidamente vestido dizia a pequena a sua frente, estavam jogando xadrez, entretanto era muito parecido com strip poker, todos nós sabemos que a baixinha não é boa com cartas logo não teria graça, em razão disso escolheram xadrez.
"Filho da mãe", disse baixinho enquanto tirava a peça.
"Vai ficar nua antes do esperado", o ruivo sorriu, porém seus lábios logo ficaram numa linha reta com o resultado atual do jogo.
"Camiseta querido", Lise tinha muita malícia nos olhos, brilhavam ao ver o ruivo remover a roupa.
"O que é isso?", questionou irritada vendo a regata no corpo masculino.
"Você usa sutiã aí em baixo, só deixei igual", respondeu, ele se sentia injustiçado, visto que usava menos roupas que ela, rapidamente deu um jeito de ficar igual.
O jogo estava sendo muito divertido para os dois, mas Seijuurou segurava o riso observando as reações de sua parceira, a camiseta da mesma já havia saído.
"Agora tira essa regata", disse exasperada apontando o tecido que tanto lhe irritava.
"Eu te conheço meu amor, não acha que vai acabar não prestando atenção na partida, eu sei que você gosta do meu corpo", indagou provocante, já sem a regata a pequena encarava o abdômen definido, aquela combinação a matava, a pele alva e os músculos bem trabalhados.
"Seijuurou, você é gostoso, é óbvio que eu encaro, todavia não será isso que vai tirar minha atenção, só se eu te ver nu e excitado", proferiu como se aquela frase não fosse nada ao mesmo tempo que movimentava seu cavalo.
"Quando chegar essa hora, nós fazemos amor", a falta de expressão era incrível.
"Está sendo muito direito Sei, a calça", ordenou deixando o imperador só de cueca.
"Como que se você não gostasse minha querida, você é uma pervertida", a única pessoa que via aquele sorriso safado era a Sr Akashi.
"Aliás, o sutiã...", continuou quando capturou a rainha da menina.
A loirinha tirou a peça receosa, aquele sorriso sacana nos lábios do ruivo estava a irritando, sem contar da vergonha de simplesmente jogar mostrando seus seios.
"Sei-kun, estou com vergonha", a face da menina estava vermelha, quando faziam sexo era normal e ela nem notava, somente sentia, agora não, Akashi fazia questão de encara os montículos.
"Como se eu nunca tivesse visto ou tocado", revirou os olhos, ela era muito mais pervertida e fogosa que ele, o armador estava achando irônico a embaraço.
O jogo continuou, uma partida entre eles era sempre acirrada, a diferença que um certo ex capitão aprendeu a lidar com a baixinha.
"Xeque mate", indagou Seijuurou encurralando o rei adversário.
Logo após isso o homem só requisitou seu prêmio pela vitória, era óbvio o que ele queria.
"Seijuurou-kun!", chamou o imperador que lia o jornal para saber se tinha mais coisas estranhas sobre ele.
"Sim?", os olhos heterocromáticos que ela tanto amava lhe encararam.
"Eu te amo", disse sincera, os olhos verdes brilhavam em admiração.
"Eu te amo mais", Akashi deitou a cabeça loura em colo e ficou mexendo nos longos cabelos.
"Estou com saudade e preocupada com nossos pequenos", falou sentindo falta daqueles tomatinhos que faziam a bagunça da mansão.
"Vamos ligar para meu pai", a loirinha ficou feliz quando ouviu tal coisa.
Enquanto isso na mansão Akashi.
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