Cuidado com as criancas!
57 Desprezível
Notas iniciais

Narrador POV
De tarde Lise pedira que fizessem um bolo, pois ela queria comer doce, os empregados da família Akashi estavam tão feliz com a volta da pequena que fizeram um bolo de festa para ela. A baixinha comia tranquilamente com Hiiro enquanto conversavam sobre seus gostos e muitas outras coisas quando a porta da frente da mansão é aberta e entra alguém que ninguém lá gostava.
“Eu gostaria de falar com Seijuurou, meu noivo, o chamem por favor”, parece que todo mundo decidiu tomar porte de arrogância.
Reparando que tinha visita na casa Lise e sua amiga foram para a entrada encontrando o ruivo que olhava a morena de olhos azuis com desprezo, ele não entedia como a sua outra personalidade estava criando sentimentos para com ela, é uma garota bela realmente, todavia irritante demais. A morena correu para os braços não receptivos do imperador e foi nessa hora que Hiiro soube quem era, a loura havia lhe contado toda a história, e saber que aquela garota estava na lá na sua dianteira agarrando o namorado da sua amiga fez seu sangue ferver.
Sem muito o que pensar a morena alta da Kirisaki Daiichi agarra a Miyazaki pelo colarinho e sai arrastando até a sala onde ela e a Kise estavam, vendo que ainda restava metade do bolo a gerente fez questão de esfregar o rosto de Sayuri no mesmo, a garota protestava e se balançava tentando sair do agarre, gritava por ajuda, entretanto todos somente observavam a cena como se fosse um filme, em suas mentes algo faltava, a pipoca para continuar a assistir a maravilhosa cena.
“Vamos ter uma conversinha, lá no secundo andar” dessa vez Hiiro agarrou os cabelos e a levou escada a cima até chegar em um ambiente onde tivesse uma linda sacada.
“Então, está gostando do passeio aqui na mansão dos Akashi?” pergunta irônica a morena gerente forçando o corpo da mais baixa cada vez mais para fora.
“Quer me derrubar?” os olhos da suposta noiva do ruivo mostravam o horror que sentia.
“Ah, não sei, estou pensando ainda, mas acho que você não teve essa reflexão antes de lançar Lise sacada a baixo” sua voz soava tão sarcástica, a última frase foi dita quase aos berros.
“Isso faz muito tempo”, tentar intermediar naquele momento não era uma opção.
“Claro, muito tempo, sabia que ela tem as cicatrizes até hoje, há partes dela que comprometeram por sua culpa” se Hiiro a empurrasse mais um pouco ela ficaria suspensa.
“Que tal pedir desculpas?”, sugeriu
“Isso não vai fazer diferença” Sayuri odiava Lise e abaixar sua cabeça e pedir desculpas não passava pela cabeça dela.
“Claro que vai, vai me impedir que te jogue”, a situação era, ou ela pedia desculpas ou ela pedia desculpas, não tinha outro jeito, Hiiro estava bem séria.
“Tudo bem”, depois de tudo que aconteceu desde que chegou a morena não duvidava que ela seria capaz de jogar mesmo.
Com a afirmação a morena mais alta solta a menina e fica na porta para que ela não saia, Sayuri não sairia de lá sem ter que se humilhar um pouquinho, ou ela mesma se lançaria de sacada.
“Perdão Kise-san”, ouvir o nome “Kise” sair da boca daquela garota fazia o estômago da pequena embrulhar.
“Sabe, eu não sou uma pessoa tão boa assim”, apesar da diferença um pouco grande de altura Lise conseguia tocar seu ombro tranquilamente.
“Eu aprendi isso com um certo alguém”, a loirinha deslocou o centro de gravidade da Miyazaki e a derrubou no chão, versão Kagami e Akashi feminina? Poderia até ser, porém ali continha uma rivalidade muito diferente, mais perigosa.
“Abaixe sua cabeça” sabe aquele mesmo olhar de indiferença que Seijuurou carrega para lá e para cá, aquele olhar que faz as pessoas tremerem, faz os indivíduos se afastarem, a treinadora estava com esse mesmo olhar, poderia se dizer que até um pouco mais medonho, visto que dava para ver o brilho psicótico em seus olhos verdes.
Akashi ficou o tempo inteiro escorado no batente da porta do lado de fora, ele queria ter certeza que sua mulher não surtaria de novo, ele conseguia ouvir um pouco da conversa, a última palavra fez o ruivo estampar um sorriso louco, sorriso que muitos temiam e que a pequena sádica amava.
“Tire ela daqui agora”, a Kise ordenou, sua paciência estava esgotando e estava vindo cada vez mais à vontade de dilacerar a morena.
Hiiro pega a garota pelos cabelos de novo, nesse meio tempo bastante cabelo da morena fora arrancado, a gerente leva Miyazaki escada a baixo sem pensar se estava machucando ou não, ela queria tirar aquele ser desprezível o mais rápido possível de lá.
Chegando no portão o motorista olhou para sua patroa horrorizado, principalmente quando a menina fora jogada para fora, ele encarou uma certa loirinha se mantinha assistindo a cena.
“Diga ao pai desse verme que eu Kise Lise sou a verdadeira noiva de Akashi Seijuurou”, a pequena se vira para ir embora, contudo retorna sua face para o homem.
“Diga também que se ela voltar aqui eu mesma farei questão dela ir embora com as tripas na garganta”, quem conhecia Lise já estava com saudades do verdadeiro sorriso sádico dela.
Aquela pergunta que ninguém conseguia responder sempre que se deparava com a Kise nesse estado, “como que uma garota tão pequena consegue me deixar com tanto medo?”, acredite, nem mesmo Akashi conseguia responder, dado que ele também já presenciou o terror de sua namorada daquele modo, não é atoa que ela era a única que conseguia controlar o imperador, a resposta mais sensata fora dita por Kuroko Tetsuya, “Lembre-se, ela é pior que Akashi-kun”.
No momento que todos voltaram para dentro da mansão Lise deu de cara com um certo ruivinho com um sorriso no rosto, não um sorriso louco e sim aquele sorriso que ele só dava para ela.
“Noiva é?”, questionou o menino que estava no início da escada.
“Sim, tem algum problema?” ela ainda estava irritada, então se ela viesse a ameaçar até mesmo ele não seria novidade.
“Nenhum, eu já lhe disse isso uma vez”, afirmou Seijuurou lembrando do bilhete de meses atrás.
“Deveria fazer isso um pouco mais adequadamente não?” ela olhava o garoto pelo canto dos olhos.
“Simples” ele se moveu para chegar mais perto da loura.
“Você vai se casar comigo”, ele ordenou a fitando nos olhos.
“Por que Makoto não é assim” Hiiro se lamentou.
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