Cuidado com as criancas!
37 Despertar
Notas iniciais
Ryouta POV
Quando cheguei perto de Lise ela já estava inconsciente, eu via sangue escorrer por debaixo de suas costas e em sua cabeça o que me deixou mais desesperado do que já estava, cogitei em pega-la, no entanto tinha total consciência de que ela estava com alguma fratura por conta da queda e isso seria perigoso.
No momento em que lembrei de Sayuri a vi paralisada na sacada e quando ela me olhou saiu correndo, pensei em ir atrás, todavia me recusava em deixar minha irmã sozinha.
Sem muito o que fazer chamei a ambulância, não tinha ninguém para me ajudar, dado que meus pais tinham dispensado todos os empregados.
Com a chegada da ambulância, somente disse que ela caiu da sacada sem muito detalhes, apesar de tudo, queria manter em segredo o acontecimento real.
Depois de alguns exames no hospital soube tudo o que Lise havia sofrido. Os cacos dos vasos que amorteceram a queda perfuraram profundamente sua pele, disseram que ia deixar cicatrizes feias, entretanto poderia ser amenizado com uma cirurgia e cremes. Por conta do impacto que teve alguns ossos de suas costas foram rachados, por não terem quebrado ela ainda conseguiria andar, e também ocorreu uma hemorragia interna e eu fui seu doador.
Narrador POV
Poucos sabem o que acontece na mente de Lise, ela nunca teve duas personalidades como foi dito, por dois acontecimentos em sua vida ela não se dividiu como o Akashi e sim criou uma outra Lise que era capaz de proteger a frágil e inocente, ser traída por sua melhor amiga e a separação de seus pais fizeram isso com a pequena.
Ryouta POV
Quando Lise acordou ela estava muito estranha, ela tinha olhos frios e calculista, falava de um modo mais gélido e sarcástico, dava respostas que nós nunca ouvíamos dela como "Estou nem aí para o que você pensa", " Se continuar aqui eu te mato", "Tanto faz, por que ela não morre?", eu a irritei tanto um dia que ela pegou o compasso com que eu estava fazendo trabalho e enfiou em minha perna. Fizeram exames psicológicos para ver se ela não tinha perdido a razão, entretanto ela estava muito bem.
Eu fazia minhas lições no hospital para não deixa-la sozinha, todavia diferente de antes ela não queria mais minha companhia ou de quem quer que seja perto dela.
Foi no ultimo dia internada que eu perguntei uma coisa e recebi o primeiro sorriso sádico dela, mas a sua resposta esta aqui, em minha mente para sempre.
"Quem é você?"
"Quem sou eu? Eu sou a parte insana que surgiu para proteger a mim, de mim mesma"
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