Cuidado com as criancas!
74 Companhia Indesejada.
Notas iniciais
Narrador POV
Sem palavras, deixar Kise Ryouta sem palavras era algo cômico, mas naquele momento não estava sendo nenhum pouco engraçado.
"Você engravidou uma mulher aos 18 anos Ryouta!", se já não bastava o soco que tinha recebido agora sua face direita ardia, o tapa que sua irmã lhe deu fora forte, entretanto acima disso, ele conseguia sentir a raiva e decepção dela.
"Lise, e-eu não fiz nada", o copiador gaguejava e esfregava o rosto afetado.
"Como não? Olha o exame, é positivo", Yumi, mãe dos gêmeos era loura de olhos verdes, Lise é a cópia dela versão lolita, e quando brava seu tamanho não era nada, a loirinha realmente dava medo.
"Tem como ter filhos sendo virgem? Pelo que sei não", o copiador pegou nos ombros da irmã e balançava, aquilo era muito sério e ele estava desesperado.
"Bem, você fez algo...", a baixinha suspirou e olhou de modo frio para Masaki e continuou sua frase.
"Chega dessa palhaçada, se meu irmão está dizendo que não fez nada, ele não fez", a confiança que a Kise tinha no gêmeo era imensa, como estava muito irritada, se virou para ir embora, porém estava sendo segurada por um certo jogador da Kaijo, um pouco mais distante dela se encontrava Seijuurou, seus olhos heterocromáticos encaravam a menina com dúvida.
"Como veio parar em Rakuzan?", o ala-menor menor estava muito sério, poderia acontecer qualquer coisa com ele, mas aquilo era demais, ficaria difícil ele se impor, visto que realmente estava saindo com a garota a uns meses, cono daria sua opinião sobre tal coisa.
"O processo seletivo, quase ninguém faz para Rakuzan por ser muito complicado, realmente foi, todavia quando soube que você tinha vinha para cá, não hesitei em fazê-lo", na verdade a mãe de Kawamura tinha a mandado atrás do pai da criança, não aceitava sua filha estar grávida em seus plenos 17 anos, uma imprudência, queria colocar as cartas na mesa.
"Ela está omitindo alguma coisa", sussurrou Akashi, já estava cansado de toda aquela bagunça e foi para a sala do conselho estudantil.
"Eu vou embora", a vontade da agora gerente do time de vôlei era meter a mão na cara da menina, estava se segurando ao máximo.
"Vamos Nee, não tenho mais para o que fazer aqui", como se fosse namorado da pequena agarrou sua cintura e saíram.
"Esperem, eu... eu não tenho lugar para ficar", como era um colégio de elite, um colégio para ricos, se você passasse na prova a habitação ficava por sua conta e a morena, não tinha lugar para ficar, foi algo que ela não pensou quando fez, no momento que viu seu nome no edital dos aprovados do intercâmbio logo fez suas malas.
"Lise, ela pode ficar conosco?", Ryouta era cauteloso, apesar de ser o irmão mais velho, poucos minutos, entretanto ainda mais velho, sua loura sempre fora mais irritada e as ordens vinham delas, bem é assim desde a mudança de personalidades, não queria a loirinha na prisão por ter matado uma grávida.
"Não acha que está abusando? Vem aqui só para atrapalhar a nossa vida, por que você não morre?", Masaki nunca viu olhos tão frios, os que mais deram medo, e para ela ainda davam foi quando literalmente conheceu Seijuurou, aquele desprezo e indiferença faziam ela se sentir menos que uma formiga, olha que ela não era tão baixa e o ruivo não era alto.
"Minha irmã, ela está grávida, está dando para ver e não me sinto bem deixando ela assim, sei que você está se segurando para não fazer nada com ela, resolveremos isso o quanto antes, eu não fiz nada", se a Lise normal era irritada e tentava não fazer nada essa baixinha com emoções condensadas era ainda pior.
"Nii, que ela morra, ela e essa criança inútil, antes ela do que você, não serei eu quem farei algo, lembre-se que tem mamãe e caso realmente tiver dedo seu ai, se prepare, faça o que quiser garota", Lise agarrou a mão do irmão e saiu arrastando e a menina atrás.
Quando chegaram na casa de Yumi, casa da mãe deles a loura alta agarrou o filho, fazia tempo que eles não se viam, ela estava morrendo de saudades, regularmente quem fica com os filhos é a mãe, no entanto Matsuda trabalha demais, viaja bastante e Takashi o pai deles trabalhar em seu consultório e é mais tranquilo, apesar de ainda de perguntam de como um psiquiatra e psicólogo consegue ser tranquilo.
"Quem é essa?", a loura e corpo perfeito olhou desconfiada para Masaki.
"Kawamura Masaki, senhora", a garota se curvou, contudo não muito por conta de sua barriga.
"Que merda o Ryouta fez?", imediatamente Matsuda notou a saliência, diria que a menina estava com uns 4 meses.
"Eu não fiz nada mamãe, só essa louca que diz que está grávida de mim e não tem onde ficar", o copiador decidiu contar tudo de uma vez, deixar sua mãe descobrir seria uma desastre, alguém morreria se ela descobrisse a verdade daquele mistério.
"Grávida? Ryouta tem algo chamado preservativo, por que não usou? Sempre achei quem se tornaria mãe primeiro era Lise por namorar tão cedo, porém você nunca nem ao menos me apresentou alguém, o que tem nessa cabeça loura ai?", Yumi é alta, seu sotaque de voz arrastado juntando com sua voz manhosa de natureza era algo bonito, ainda assim por sua face se manter tão suave dava medo, nunca se sabe o que essa mulher vai fazer.
"Eu estou dizendo que não fiz nada, eu sou virgem", o pobre garoto nunca se sentiu tão desesperado, podia acontecer-te tudo, entretanto ele ainda se perguntava do por que daquilo.
"Quantos meses está menina?", os olhos verdes intensos focaram na grávida, os braços estavam cruzados em cima dos seios fartos e seu olhar desconfiada continuava.
"Quatro, senhora", a morena procurava não falar tão embolado como costumava, sabe aquela aura assustadora que Akashi tem e Lise adquiriu dele, Yumi era um pouco pior, visto que seu rosto não expressava o que ela dizia.
"Estranho, não foi a quatro meses que você ficou internado por uma quase overdose Ryouta, ainda não sabemos como aconteceu, encontraram você assim", a modelo olhou para o filho lembrando do ocorrido que quase matou a família Kise e Matsuda do coração, a gêmea mais nova sempre fora mais fraca, internada várias vezes os deixavam um pouco negligentes em relação ao mais velho, ele não ligava, entendia, seu amor pela irmã era mas forte, nunca aconteceu nada com ele e quando souberam disso, sem demora dirigiram para o hospital central de Tokyo, nessa época a pequena ainda estava no hospital de Kyoto e não fora informada.
"Como assim internado? Eu não soube de nada", os olhos verdes iguais de sua mãe cresceram no instante que ouviu o que aconteceu com seu amado irmão maquina de xerox.
"Encontram seu irmão caído em um beco, levaram para o hospital e o diagnóstico deu que ele quase teve uma overdose, foi por pouco, quando acordou não lembrava de nada, só de ter ido ao colégio, como você também estava internada não quisemos te informar", Matsuda abaixou o olhar ao recordar o quão triste foi ter ambos filhos internados.
"Se eu encontrar quem fez isso eu dilacero", a pouca emoção que tinha nos olhos verdes agora voltaram a ser incrivelmente claros e frios.
"Mas bem, já está a noite pode ficar aqui, dorme no quarto de Lise, vou fazer o jantar", aquele assunto deixou a modelo cansada mentalmente, queria esquecer tudo aquilo.
"Mamãe, mas e Lise?", questionou o ala-menor curioso já que não tinham quarto de hóspedes.
"Dorme contigo, vocês dois sempre foram um grude um com o outro", sorriu ao lembrar que mesmo esses dois tendo quartos separados de noite alguém saía do seu e ia dormir no quarto do outro, Yumi cansou de acordar e se deparar com os dois loirinhos dormindo juntos.
Masaki foi tratada bem, no entanto foi totalmente esquecida, a mãe dos gêmeos assistiu um filme com os mesmo e quando findou encaminharam-se para seus quartos.
Como no outro dia havia aula dormiram cedo. No dia seguinte seria a apresentação de Ryouta e Kawamura para a turma que ficariam por essas duas semanas.
Rakuzan é um colégio de elite com alunos bem educados, nunca viram uma menina grávida tão cedo e ainda solteira, também eram preconceituosos com essa questão, nem precisa dizer que Masaki não foi muito bem recebida, diferente e Ryouta que já o conheciam.
A morena não tinha ninguém e ficava seguindo os gêmeos, claro que Asahi ficava na cola deles também, todavia obtinha mais atenção.
"Kise-kun", chamou.
"O que quer?", a expressão alegre do louro mudou de imediato.
"Hoje eu tenho médico, vamos comigo", estava envergonhada de pedir isso.
"Não tem lugar para ficar, mas médico arranjou né, se essa criança é mesmo de meu irmão, faz um favor, aborte!", Lise não deixou o louro responder, estava mais que irritada com aquela menina os seguindo para todo canto.
"Se estão com tanta dúvida se é dele ou não, faça um teste de DNA", Seijuurou que já estava a par da história sugeriu.
"Não é uma má ideia, entretanto esperar todo esse tempo para o bebê nascer não é legal", torceu o nariz ao pensar que teria que ficar mais cinco meses com a garota.
"Façam um e-DNA, é ainda na gravidez, se não tiverem dinheiro eu pago, contudo parem com essa bagunça", o ruivo de olhos heterocromáticos estava irritado também.
Seguindo o que o imperador sugeriu fizeram o teste, foi difícil, dado que esse tipo de exame traz risco de aborto, porém foram na melhor clínica, apesar de Lise está querendo que morra logo.
"Estão, preparados para saber o resultado do teste", proferiu o médico com o envelope em mãos.
"Sim!", disseram todos.
"Então..."
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