Narrador POV

"Será que...?", pensou Akashi vendo a feição de tristeza, porém foi surpreendido quando ela abaixou a cabeça e soltou um sádico riso alto.

"Você acha mesmo que ela vai voltar?", Lise chegou perto dele e segurou seu queixo o forçando a olhar nos olhos.

"Ela nunca vai voltar", lambeu os lábios do capitão de expressão estagnada.

"Amor é ridículo, ninguém nunca vai fazer por você o que você faz por ela, cheio de sorrisos falsos e palavras mentirosas, eu só a protejo dessa coisa que todos consideram boa, já escondo todos os sentimentos que ela tem, é uma questão de dias até eu terminar de matar o que ela sente por você", comentou sentando no colo de Seijuurou acariciando seus cabelos.

"Ela não é fraca, você não vai conseguir", apesar da voz cortante estava levemente embargada.

"O imperador caiu por dentro, olha que coisa mais inútil se tornou, se não melhorar isso aí, eu vou te fazer perder, guarde minhas palavras, isso é um aviso", saiu do vestiário batendo a porta.

"Você já tentou uma vez não vai conseguir dessa", disse o imperador, mas a baixinha já tinha ido embora.

A pequena sempre é a fraqueza dele, contudo consegue o tornar muito forte, o problema atual é que ele quem está oscilando demais, sem uma determinação concreta a seguir, um time desorganizado, o que havia acontecido com Akashi Seijuurou? O passivo havia dominado? Mesmo se o tivesse ele era um capitão fascinante, um perfeito líder, porém não se pode dizer que aquele era o imperador.

O time de basquete não estava entrando no local por certo bilhete carinhoso.

[Se alguém entrar aqui vou jogar aos cães raivosos para rasgarem a sua carne carinhosamente]

Nem precisava colocar o remetente, era óbvio de quem era a ameaça, no vestiário o capitão se mantinha de cabeça baixa pensativo, partes do que ela disse tinha fundamento, a produtividade do ruivo tinha caído e agora com um time de desconhecidos sem sincronia ficou ainda pior.

"Como sabiam que não era para entrar?", questionou Akashi, nem todos do time conheciam a pequena.

"Shino-senpai nos avisou que o bilhete era de uma pessoa perigosa, contudo vimos uma baixinha muito bonita sair daqui", disse Koicchi Haise o pivô do time, um cara completamente narcisista, conseguia ser pior que o copiador que conhecemos, não é todo mundo que tira o capitão do sério, mas três palavras de Haise eram o suficiente.

Em um momento inesperado Asahi passa correndo desesperado pelo time de basquete, em um movimento rápido Akashi o segura, ele estava com mau pressentimento em relação a isso.

"O que ocorreu?", o imperador era sério como que já soubesse.

"Lise, Lise ela não anda muito bem, soube que ela rolou as escadas", Naruko não hesitou em contar, ouvindo tal acidente, convenhamos, quando essa menina está bem? Seijuurou começou a correr também. Levou apenas alguns segundos para que ambos chegasse ao local, a loirinha estava estirada no chão com uma pequena mancha de sangue onde havia batido sua cabeça, ela se encontrava desacordada.

Um loiro de uniforme azul saiu empurrando todo mundo para que pudesse chegar à irmã. Ele sempre a viu machucada ou doente e muitas vezes as duas coisas, contudo nunca se acostumou, o que ele tentava era manter a calma e analisar o estado.

"Sai todo mundo de perto, assim fica difícil dela respirar", indagou com a voz firme Ryouta.

Depois de uma breve análise, o ala menor a pegou no colo e chamou Asahi.

"Vá a minha casa, perto do quarto da Lise tem uma enfermari-" Kise foi interrompido pelo outro loiro.

"Tem uma enfermaria em sua casa?", a curiosidade falou mais alto, esse local na casa dos Kise era bem discreto, poderia até ser perto do quarto da loirinha por precaução, todavia não era fácil de achar quando não conhecia a casa.

"Eu tenho uma irmã doente crônica, meu pai queria morar perto do hospital", explicou o copiador indignado.

"Continuando, na enfermaria praticamente tudo lá é para Lise, ache as cápsulas que contém concentrado de plaquetas e traga uma seringa, ela bateu a cabeça forte para uma pessoa que tem insuficiência de plaquetas, se fere facilmente, ela ficará bem", o irmão gêmeo da loirinha sabia como cuidar bem dela.

"Eu vou Ryouta, sei bem onde está isso além de que posso ir mais rápido", vontade de jogar na cara de Asahi que ele era pobre não lhe faltou, sabemos o quanto esse ruivo é arrogante.

"Sim, eu vou levar ela na enfermaria daqui e fazer um curativo rápido", disse Kise.

"Vou trazer a pomada que usamos nos ferimentos dela também", depois dessa última frase o ruivo saiu rapidamente.

"O que anos de namoro não faz, ele sabe muito bem como cuidar dela", disso Naruko não pode negar.

Não demorou nem dez minutos para que o capitão voltasse, os dois loiros tinham quase certeza que alguma multa o ruivo levou, Akashi trazia consigo as cápsulas e pomada, enquanto ele preparava a injeção o copiador fazia o curativo.

"Que trabalho mais sincronizado", comentou Asahi vendo os dois concentrados.

"Experiência de anos", respondeu ambos.

Após já ter injetado as plaquetas e o curativo já feito a deixaram dormir, não podiam esquecer que faltava apenas alguns dias para acabar a Inter High, ganhar também era uma prioridade.

Lise acordou algumas horas depois, cansada e com fome pedindo desesperadamente um cappuccino, quase jogou a bebida quente na cara de Asahi quando ele entregou na temperatura errada.

"Imprestável", proferiu quando já estava morno.

"Gostaria de saber por que vocês não se acertam logo, entretanto eu quero fazer isso agora com você", chegou perto da pequena e deu um leve selinho, nem mesmo ele soube por que quis dar um beijo em Lise, ele a tinha como uma irmã, não era à toa que Kise sentia muitos ciúmes, mas simplesmente parecia que era algo que traria o conforto a menina, Asahi prometeu a si mesmo que não a beijaria mais, era o ápice da amizade.

"Não é como se eu fosse te beijar de verdade, você sabe bem de quem eu gosto", Naruko sorri docemente e a deixa descansar, afinal ele ainda tinha que ver os jogos.

Como a baixinha foi obrigada a ficar de repouso por pelo menos dois dias ela obrigou tanto seu irmão quanto Asahi a gravar os jogos, óbvio que ambos notaram que ela estava planejando alguma coisa, em vez de descansar ela assista casa jogo com atenção e fazia inúmeras anotações, se o tablet que Akashi lhe deu não fosse tão potente já teria explodido com tanta informação que a Kise havia coletado.

"Seijuurou eu te avisei", sussurrou para si mesma, quem a visse se assustaria com o sorriso estampado, aquele sorriso louco, Tetsuya sempre avisou.

"Ela é pior que Akashi-kun"

Falando em Kuroko, o pobre azulado sofreu com a pequena nos últimos dias que antecederam a final, não se sabia por que, entretanto Lise cismou com Tetsuya, ficava atrás dele o tempo todo.

“Tetsu você é uma gracinha”, ele poderia ser baixinho, ainda assim nunca maior que a loira.

“Lise-san, você nunca gostou de mim desse modo e eu também não gostaria de ter uma pessoa como você, não que seja uma pessoa ruim, mas somente Akashi-kun para te colocar rédeas”, explicou apático e se afastou da menina que estava perto demais.

Não deu outra, a Kise colou mais ainda no pobre menino sem uma posição correta no basquete. Antes que a loirinha pudesse enfim beijá-lo Kuroko foi salvo por Asahi que pegou a gerente e a colocou em seus ombros.

“Tome cuidado, da última vez que ela cismou com um cara ela não o deixou em paz enquanto não conseguiu um beijo completo, olha que ele é gay”, a Kise estava muito assanhada ou carente mesmo, só que o loiro capitão não entedia, visto que ela é uma menina bonita, poderia conseguir um bom namorado, no time deles mesmo.

“Fala sério Reo é um belo homem e sei muito bem o que pensa, eu me recuso a ficar com aquele desbotado”, se não existisse Akashi nessa história toda Naruko teria certeza que ela acabaria com Akabayashi.

Os dias não foram bonzinhos com ninguém e passaram muito rápido, e lá estava estampado para todos verem, a final enfim tinha chegado e os times já se preparavam.

Ninguém podia negar que esperaram muito para aqueles dois se enfrentarem.

Sem mais delongas, que comece a final da Inter High!

Kaijo vs Rakuzan