Crônicas do CasteloBruxo - Interativa
1 Prólogo - Porto dos Bruxos
Era o dia mais feliz da vida de Heitor Galardo. E ele era um rapaz que sempre teve uma vida muito feliz. Vinha de uma família bruxa, não pobre, não rica. Viviam no centro do Rio de Janeiro, disfarçados como trouxas.
Há uma semana ele havia sido aceito na Instituição CasteloBruxo para Jovens Bruxos. Seu pai o levaria para o Porto dos Bruxos na terça-feira, dia que Heitor tanto ansiou.
Finalmente compraria seus livros, seu animal de estimação (Que entre o gato preto e a rã, preferiu a Arara Vermelha.) e, é claro, sua própria varinha. Ele estava agitado durante toda a semana, imaginando sua visita á Loja da Madame Carmem.
E finalmente o dia chegou. Seu pai, Marcos, pegou um pouco de Pó de Flu, e junto com o filho, viajou até o Ceará. O porto dos bruxos, era cheio de vendinhas. Haviam apenas duas lojas enormes, e estas tinham uma grande fila: Empório das Varinhas, comandada pela Madame Carmem, e Pet Bruxo, a loja de animais.
Heitor comprou os livros, que admitiu ser a parte mais chata do dia, foi para a loja Pet Bruxo, e comprou a Arara Vermelha, que nomeou Tangerina. Finalmente, entrou na fila do Empório das Varinhas. Depois de uma longa espera, entrou. Seu pai ficou o esperando do lado de fora, á pedido do rapaz na entrada.
Ele seguiu por um corredor até chegar em uma câmara com diversas varinhas á mostra. Mas nem sinal de Madame Carmem. Ela, porém, aparatou em sua frente. O cabelo loiro, preso num coque, e um longo vestido roxo.
—Bom dia, deixe-me ver. — Ela pegou a mão direita do garoto.
—Perdoe-me, eu sou canhoto. – Carmem agarrou então a mão esquerda de Heitor.
A Madame aparatou novamente. Heitor olhou a sala. Notou diversos quadros da própria, junto com outra jovem. Carmem aparatou atrás dele, segurando uma varinha feita de Acácia. Ela entregou a varinha ao garoto.
—Aponte e diga Wingardium Leviosa. – Carmem ordenou. Se aparatando para uma pequena bancada, segurando uma chave.
Heitor respirou fundo.
—Wingardium Leviosa. -
A chave levitou perfeitamente por diversos segundos, até que Heitor a largou. Carmem analisou a situação e aparatou para frente do garoto, assustando-o.
—Deixe-me tentar algo. – Madame Carmem pegou a varinha da mão de Heitor e aparatou, deixando o garoto sozinho novamente. Ele chegou mais perto de um dos quadros, que tinha uma plaqueta embaixo. Ela lia:
Madame Carmem Flora e Srta. Helena Flora
—Vejo que achou minha filha. –Carmem havia aparatado para trás dele. –Ela irá para o CasteloBruxo este ano também. – Carmem estendeu a mão para o garoto. –Tente novamente. –
Subiu novamente no balcão e segurou a chave. Heitor fez o movimento com muita naturalidade, recitando as mesmas palavras.Um raio amarelado vazou da ponta da varinha, batendo no candelabro que iluminava o lugar, quebrando parte dele.
—Interessante. – Carmem disse. –Reparo! — Assim, que ela disse, o candelabro se reparou. –São 30 Penos. –
—Mas... – Heitor parecia confuso. Ele não havia feito a varinha levitar.
—Me perdoe. Ela é uma varinha feita de amieiro, Núcleo de Escama de Boitatá, bastante flexível e 11 centímetros e meio. -
—Não, eu quero dizer, aquele feitiço não foi bom... -
—Eu nunca na minha vida vendi uma varinha errada, e não será hoje. –
Heitor segurou a varinha e a colocou no bolso. Ele saiu da loja, intrigado. Porém, quando ele saiu pela porta, viu diversas pessoas correndo, gritando. Elas corriam de um grupo de oito homens que vestiam túnicas negras e máscaras, cada um com uma diferente. Eles lançavam feitiços para todos os lados, acertando algumas pessoas que caiam no chão, desacordadas.
Heitor correu junto com a multidão, procurando pelo pai. De repente, foi atingido por um feitiço. Caiu no chão, de joelhos. Não conseguia se mover, apenas ficava ali. Desesperado, ele viu um dos homens vir em sua direção. Ele usava uma máscara de Oni verde. Ele apontou a varinha e riu.
—Negrus! – O homem gritou. Heitor começou a berrar, pois sentia como se uma faca estivesse arranhando seu braço. Após o feitiço parar, o corpo de Heitor conseguiu se mexer, e ele caiu. Heitor olhou para o próprio braço, e um símbolo tinha sido desenhado. Era um corte em formato de duas asas, com a inscrição “Anjos Negros” embaixo.
—Implore... – O homem disse. –Implore por sua vida, garoto! —
—Por favor... Por favor... Deixe-me ir... – Heitor chorou.
—Não é o suficiente... – Heitor encarou a máscara de olhos vazios mais uma vez, antes de ver um clarão vermelho vir em sua direção.
Se contorcendo, Heitor gritou, mas o que saia de sua boca eram apenas gemidos, mas nenhuma palavra. Ele começou a ficar desesperado quando viu os outros Anjos Negros se juntarem ao Oni. O porto estava vazio novamente. Não havia esperança. Iria morrer. Tudo o que desejava era que a tortura acabasse, que morresse logo...
Mas ele finalmente viu seu pai ao longe. Antes que qualquer um dos Anjos puxasse a varinha, seu pai apontou a própria para o Anjo mascarado de Oni. Tudo que Heitor desejou e que seu pai tivesse pensado um pouco mais. Ele não usou um Expelliarmus ou um Estupefaça. Ele usou um Avada Kedrava.
O corpo mascarado caiu no chão, em frente á Heitor. A dor parou, e ele pôde ver os Anjos correndo. Diversos Milignus, os policiais bruxos, entraram. Conseguiram Estupefar dois anjos e seu próprio pai.
—==-
Duas semanas se passaram. O pai estava preso, ainda em julgamento pela morte do bruxo João Canesco. Heitor estava triste. Não queria mais ir ao CasteloBruxo. Preferia ficar em casa. Olhou para a marca dos anjos em sua pele. Ela tinha ficado praticamente invisível, mas Heitor sabia que algo estava errado. Nenhum Milignu conseguiu examinar a marca, nunca haviam a vista antes.
Heitor pegou o controle e digitou o canal 615. Era uma tela chiada. Ele apertou os botões 1 e 3, e finalmente um canal chamado “Canal Cartomante” apareceu. Era o jornal noturno.
"-Ataque massivo no Porto dos Bruxos. Milignus fecham todas as lojas para inspeção, os materiais escolares da Instituição CasteloBruxo para Jovens Bruxos podem ser comprados num lugar escondido no Rio de Janeiro, a passagem para ele está nos fundos da loja "Bazar Nani" do mercado trouxa "Mercadão de Madureira". Pedimos compreensão da sociedade bruxa, o julgamento de... "
Heitor desligou a televisão. O Canal Cartomante sempre passava baboseiras. Ele, sim, estava lá. Foi como fazer compras no inferno. E ninguém foi capturado, nenhum dos atacantes foi posto em julgamento. Mas seu pai foi.
"Como a vida é injusta." Foi tudo que o Heitor pode pensar.
Notas finais
Nome:
Apelido (N/ Obrigatorio)
( ) Sangue Trouxa - ( ) Sangue Bruxo - ( ) Sangue Misto
Matéria Preferida (Considerando as de Hogwarts, inclusive extracurriculares como Adivinhação):
Romance?
Animal de Estimação:
Personalidade:
História:
Gostos:
Medos:
Manias:
Nome do Ator/Ariz:
Casa (Pôde ver os traços na foto da Fic, mas se quiser, pode deixar eu escolher!):
Algo Mais? (Curiosidades, Situação Financeira, etc.):
Fale com o autor