Crônicas de uma jovem paulistana

1 Capítulo 1 - O ensurdecedor silêncio


Notas iniciais
Heey povo! o/ Aqui está o primeiro capítulo, espero que vocês curtam essa séries de crônicas. Take a good read ~

Num fim de tarde em São Paulo, a cidade que nunca dorme uma garota de quinze anos chamada Samanta, entra no ônibus habitual para voltar para casa e se senta em seu lugar favorito, ao lado da janela. Abre seu livro, e começa a ler. Ela avança três parágrafos, até que uma mulher se senta ao seu lado e começa a falar ao telefone, e isso irritou profundamente a jovem leitora. Para conseguir “paz” ela pega seu Mp3 e começa a ouvir sua playlist favorita, então retoma ao seu entretenimento.

Após alguns segundos de trégua, novamente um ruído a perturba, o freio estridente de seu “querido” ônibus, que além de ser caro também não é lá muito confortável. A garota aumenta o volume do aparelho, um pouco indignada. Entre tanto logo depois a buzina do carro ao lado a tira do sério. Ela fecha o livro brutalmente, coloca o volume no máximo, e encosta a cabeça na janela para adormecer. Assim fica até chegar ao seu ponto. Ao descer a jovem abaixa o som e caminha um pouco brava pelo ocorrido. “Ufa, como é bom chegar em casa depois de ficar o dia inteiro na escola.” Pensou. E logo chega no seu lar.

- Oi filha, como foi o dia? – Pergunta a mãe docilmente ao ver que a filha tinha chegado, mas não escuta uma resposta.

- Como foi o dia filha? – Repete um num tom um pouco mais alto, mas novamente nenhuma resposta vinha. Estranhando a atitude, ela vai ao encontro da garota, que esta sentada, e um pouco surda pelo excesso de ruídos do dia, lendo finalmente o seu livro. A mãe a cutuca, e pergunta de novo:

- Como foi o seu dia filha? – Dessa vez um resposta.

- Com certeza silenciosa não foi. – Bravejou.

- Que isso menina, só estava perguntando como foi o seu dia. – Recuou a mãe.

- Desculpa, é que foi um dia difícil. – Se explicou.

Depois de se cansar de ler, Samanta se levanta e vai até o parapeito da varanda do apartamento, que ficava no 15° andar, para observar o pôr-do-sol. “perfeito”, foi como a garota o definiria. A brisa de fim de tarde, que fazia com que seus cabelos negros ficassem agitados, o som dos carros ao longe (ainda bem!), isso a fez se esquecer do dia cansativo que teve. Até ouvir alguém a chamando da cozinha:

- Sam! Ei, Sam, está na hora da janta!- É o pai dela, Carl. Ele é um homem não muito alto, com cabelo castanho curto, e olhos castanho-escuros.

- Vem logo, se não eu vou pegar as suas batatas fritas também! – Ameaçou Cris, na verdade Cristina, a irmã mais nova de 13 anos que é praticamente uma miniatura de Samanta. Tanto que os amigos da mais velha irritam a pequena chamando-a de “mini-Samanta”.

- Como assim, TAMBÉM?! – Se assusta ao perceber que poderia ter sido vítima de roubo de comida, e vai em direção á sua ladra para pegar o que é seu de direito.

Todos se sentam numa mesa quadrada, cada um se serve das panelas do fogão e se senta para a refeição. Durante a janta os quatro conversam como fora o dia. E logicamente, todos estavam exaustos pelo dia corrido, comum naquela cidade. Depois de todos estarem satisfeitos Susan, a mãe de Samanta que tem cabelos negros como a noite, e olhos iguais de seu marido, a manda lavar louça:

- Acho que está na sua vez de lavar a louça mocinha. – Falou levantando a sobrancelha esquerda.

- Sim senhora general! – Ela responde com a mão na cabeça, assim como os soldados fazem em sinal de respeito aos seus superiores, e cai em gargalhada, pois sua mãe nunca foi uma pessoa exigente, muito menos uma general.

Após terminar a louça, de tomar banho e assistir a sua série favorita com Cris, a garota dá boa noite a todos, e vai para o quarto. Acende a luz, e já começa a ter de aturar os latidos do cachorro de seu vizinho, um pinscher. Ela pegou seu travesseiro, que esta com a capa de cachorrinho, que têm até orelinhas, e o pressionou em seu rosto tentando abafar os ruídos (irônico, não?), mas de nada adiantou. Então a garota resolve ignorar enquanto se arruma para dormir, aquilo a deixa nos nervos. Já pronta ela vai até sua janela, que esta virada para uma visão panorâmica de São Paulo, o que a deixa feliz, pois ver as luzes a deixa encantada. A jovem olha rapidamente ao relógio azul claro redondo pendurado em seu quarto, e vê que já esta muito tarde, e decide fechar aquele “portalzinho” e ir dormir. Quando ela se deita, observa que há algo de errado. Algo a que não esta acostumada. O silêncio, o animal finalmente se acalmado e ficado em silêncio. Que alívio!

Sam esticas os braços e as pernas, olha fixamente para a parede de seu quarto que tem estrelas e nuvens coladas. “Como pode essa cidade se dizer tão evoluída, se nem mesmo tem um dos primeiros prazeres do mundo, o silêncio?” Pensou a jovem. “Tenho saudades da época em que morava no campo, aonde os ruídos vinham quase exclusivamente dos pequenos mosquitos zunindo em meus ouvidos, ou o das cigarras, cantando desesperadamente no meio da floresta tropical. Bem... Mais ou menos, as cigarras são bem irritantes depois de algum tempo, e os mosquitos não me deixavam dormir. É... acho que São Paulo não é tão ruim quanto pensava. Ou melhor, acho que um lugar sem barulho nenhum deve ser muito entediante.” Concluiu a sábia menina. Que aos poucos sede e adormece profundamente, sonhando.

Antes de o Sol nascer, o despertador do celular de Samanta começa a tocar a música “radioactive –Imagine Dragons” no cover da Lindsey Stirling junto com o Pentatonix. Ela abre um dos olhos para ver que horas eram, o relógio de parede aponta o pequeno ponteiro para o número 5 e o maior para o número 3. Solta um pequeno resmungo e sai da cama. E segue sua rotina de sempre de abri a cortina, escovar os dentes, se trocar, arrumar sua mochila enquanto escuta suas músicas no celular.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado dessa primeira crônica >.O Que tal deixar um comentário? Ou só pra dizer um oi? Eu ficaria, realmente, mega feliz em conhece VOCÊ.
Ainda tem muitos outros textos por vir, para saber quando eu postei um novo, acompanhe, é bem mais fácil :DD

Kisses ~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.