Notas iniciais
Deem uma olhada nas minhas outras fics, espero que curtam também!!!

Um assalto durante uma noite. Trinta diamantes levados de um cofre de última geração. Senhas criptografadas em três idiomas diferentes. Aberto sem dificuldades. O assalto durou cerca de dois minutos mas, por alguma razão, os criminosos decidiram não levar o dinheiro do lugar e simplesmente deixaram alguns explosivos no local e um bilhete que foi coletado pela polícia. Nele dizia " Sabe o que se vê independentemente da quantidade de escuridão, quanto mais se materializa mais aumenta, não é ser vivo mas consome qualquer um sem aviso prévio?" Essa é a descrição do assalto da semana passada que a polícia de Gotham obteve. Foi isso que meu chefe me passou e eu coletei sozinha, e assim monto a base do meu novo trabalho. Estava na cara o responsável desse crime. Um dos criminosos mais famosos de Gotham, cuja fama havia chegado aos ouvidos dos moradores de Metrópolis, o Charada seria a próxima figura que eu iria desmascarar. Obviamente minha obrigação não era prendê-lo, mas por garantia tinha de manter um guarda-costas por perto, então pedi para Jason cuidar de ficar de olho em todo o lugar até que eu terminasse meu trabalho. Envio um recado para o criminoso por meio de uma corrente, um cara que conhece um cara que conhece um capanga do Mestre dos Enigmas. Ele responde da maneira como eu esperava, mandando um cartão para o antigo endereço da minha mãe, onde continha uma pequena charada de aviso " O que é, o que é, pode e não pode, deve e não deve, a todos ordena e a poucos obedece, mas seu maior problema é aqueles a que se confere? ". Havia um galpão "abandonado" no centro, na Rua Presidente Franklyn Roosevelt, onde apareço com nada na bolsa além de uma caderneta e algumas canetas. Alguns capangas erguem suas armas desconfiados ao me verem entrar ali, mas um ruído vindo de uma barra metálica os faz abaixar as armas. Ergo a cabeça e, no topo de uma plataforma, Enigma me olhava com uma admiração peculiar antes de me chamar com um aceno de sua bengala, o qual sigo sem pensar duas vezes. Ao entrar em seu escritório ou o que quer que fosse aquela sala cheia de documentos cuidadosamente organizados.

— Ellis Turler. Você me parece uma pessoa inteligente.

— Obrigada, o senhor também me impressiona.

— Ócios do ofício. As loucuras que somos forçados a cometer por nossos trabalhos — Ele olha para a cadeira pensativo antes de voltar a falar — Pode se sentar senhorita — Eu o faço antes dele prosseguir — No entanto, existem atitudes que soam tão forçadas e desesperapdas de nossa parte que chegam a parecer burrice. Assim construo esse declive paradoxal.

— Acha que sou burra então?

— Quem seria louco de marcar um encontro com um criminoso procurado?

— Até onde eu sei você estava no Arkham — Declaro tentando me envolver pela conversa.

— O que tem?

— Essa é a minha visão de paradoxo — Ele sorri satisfeito e também se senta — Além do fato de seus homens não terem me revistado. O que garante que eu não sou uma louca querendo te matar?

— Mesmo se me matasse senhorita Turler, tenho razões de sobra para acreditar que não sairia viva deste lugar, então por que me preocupar se trouxe ou não um revólver? — Ele tira um pouco do pó de sua bengala — O que quer então? É uma admiradora afim de conhecer melhor seu ídolo?

— Antes fosse. Sou apenas uma jornalista querendo mostrar o lado desconhecido de Edward Nigma. O que faz você ser quem é, por que faz, essas coisas — Explico sem detalhes.

— Você é a primeira a pensar assim.

— Provavelmente, mas meu trabalho é pensar o que mais ninguém pensaria e seria bom o bastante para por nas páginas de um jornal.

— Gostei de você, senhorita, mas devo contestar sua posição — Ele se levanta da cadeira e aperta um mecanismo indiferente de sua bengala, revelando uma lâmina brilhante na luz daquela noite.

— Não precisamos disso, senhor Nigma. Não vim aqui para isso.

— Isso o que? Só queria mostrar esse botão novo que implantei nesse modelo interrogativo. Existe algo que me incomoda nesse papo de relatar o lado desconhecido de Enigma, por que está se esquecendo de um detalhe muito pontual desses tipos de situações — Ele se coloca atrás de mim e começa a massagear meus ombros — " O que é, o que é, sempre tem um pássaro na mão, mas o pássaro sempre voa sem ele deixar. Á noite ele prende para de dia abocanhar" — Ele dá uma risada leve antes de voltar para seu lugar — Onde está o Batman?

— Batman?

— Acha que sou idiota? Acha que não sei que o Batman está atrás de alguma coluna ou mesmo debaixo desse chão esperando o momento certo para atacar?

— Eu juro que vim sozinha — Ele coloca uma série de documentos em cima da mesa antes de me mostrar uma foto — Sua mãe, não é? E esse aqui é seu pai. Ambos mortos. Uma pena. Impossível te ameaçar, é terrível esse tipo de caso, mas eu sempre encontro uma solução para o enigma, e com você não será diferente — Aquele homem estava perdendo completamente o juízo, se é que havia restado algum. Estava disposto a provar de qualquer maneira que eu conspirava e que estivesse com o Batman. Embora parte fosse verdade, Bruce nada sabia sobre estarmos ali, então era uma preocupação a menos. O problema é que eu não contava com um lunático paranoico com uma adaga na ponta da bengala. Nos encaramos por alguns instantes, suficientes para ele erguer a maldita bengala e apontar para mim, que não tinha ideia do que fazer. Independente do que eu falava, a desconfiança aumentava e a minha condição só piorava.

— No que está pensando, senhorita Turler? — Quer chamar seu morcego para cá? Por que isso não tem graça. Se ele vem até mim é por que eu quero, estamos entendidos?

— Podemos continuar com a nossa entrevista? — Ele sorri com diversão e se ajusta na cadeira.

— Quer continuar com esse jogo? Pois bem — Me revolto de uma vez e levanto da cadeira para desabafar.

— Para com isso, seu imbecil. Se eu estivesse acompanhada pelo Batman eu teria um precaução comigo, talvez até uma escuta, mas nem celular eu trouxe. Se quer a porra do Batman, então liga o sinal e espera ele aparecer, senão, para com esse papo e me deixa continuar com o meu trabalho — Ele me encara com seriedade, estava mais pensativo do que de costume.

— Tire o casaco.

— Puta que pariu. Você ouviu alguma coisa do que eu disse?

— Eu mandei tirar o casaco — Tiro o casaco impaciente e jogo em cima de sua mesa antes de me sentar outra vez.

— Não quer que eu tiro tudo?

— Só o casaco já está bom — Ele passa as mãos com paciência pelo casaco, primeiro por fora, depois por dentro. Como não encontra nada, sorri satisfeito.

— Pronto?

— Não me subestime, senhorita — Ele se levanta e ativa outra vez a lâmina, então fura meu casaco, abrindo um leve buraco apenas para ter acesso ã lã interna. Depois de alhuns instantes que pareciam durar uma eternidade, quando meus braços e pernas tremiam de ansiedade para que aquilo terminasse urgentemente, Nigma tira a mão do casaco e, para a minha surpresa, ela não estava sozinha. Entre seus dedos havia um dispositivo que piscava azul.

— Engenhoso, devo admitir — Confessa Charada erguendo a bengala para o meu rosto — Quer dizer onde está o morcego ou vamos ter que apelar para as dicas? — Subitamente, uma série de disparos ocorre do lado de fora da sala. Corremos para o lado externo do pátio e entro em desespero ao ver Jason lutando com meia dúzia de capangas de Charada, e pior ainda, estava com sua lança. Depois de alguns movimentos sutis e recuados, o Robin esquiva das facas e socos e disteibui golpes com as pernas e cotoveladas nos seus oponentes, fazendo uma série de movimentos que lembravam uma dança antes de avançar e pular no ar apoiando sua lança no chão, subindo para o andar de cima e dando de cara com outro capanga. Este, no entanto, Jason encara por alguns instantes antes de começar a espanca-lo sem dó.

— Lembra do que você fez? — Grita Robin revoltado sacando sua lança, mas ao tentar movê-la, Batman aparece e segura a lança com tanta força quanto Jason, abrindo um corte na luva da armadura. Os dois se encaram continuamente, em seguida ficam de costas um para o outro e derrotam os últimos bandidos. Observando a ação de Bruce, Jason toma a frente e avança no homem que desesperadamente tentava matar quando Batman o segura pela capa e o puxa para si, chutando o criminoso para longe antes de encarar Charada, que aponta sua bengala na minha direção, mas num movimento que quase não percebo, o Batman lança um batarangue que acerta em cheio a mão do bandido, que em seguida recebe um chute meu. Assim que cai, Charada tenta se levantar apoiando em algum objeto, mas o Batman estava ali em cima e o encarava sério.

— Você vai voltar ao Arkham que é o seu lugar — Afirma Bruce levantando o criminoso.

— Gosto dessa insinuação. Me responde uma coisa, o que faz tudo pelo que almeja e não passa de um passarinho numa gaiola?

Notas finais
Mais um criminoso que o vigilante de Gotham captura de volta ao Arkham!!!