Crônicas de um futuro

1 Capítulo 1 - Mudanças


Notas iniciais
Bem pessoal, aqui está a minha primeira história, ou melhor, o primeiro capítulo dela!
Bem, sintam-se a vontade para comentar. Qualquer erro, duvida, e semelhantes, é só me dizer que eu corrijo o mais rápido possível.

Enjoy! :D

Como todo dia, eu sigo a minha habitual e antiga rotina. Acordo às seis horas, vou ao banheiro, tomo um banho quente, escovo os dentes. Depois desço as escadas que separam o primeiro andar do térreo e tomo café. Espero o relógio marcar cerca de 7 horas para descer ao ponto do ônibus, e pegar o ônibus da linha 115. Demora cerca de quinze minutos para chegar em frente da escola. Chegando lá, eu vou até a portaria, mostro meu cartão de estudante, entro e vou para a sala 23, da turma 1-2. Entro na sala, me sento na ultima carteira da primeira fila, e espero o professor chegar e dar aula. Por enquanto que ele não chega, eu abaixo minha cabeça e fecho os olhos.

- Ei, David – uma voz fraca e aguda. Em seguida, alguém toca em minha cabeça.

- O que foi? – falo com uma voz carregada pelo sono, sem abrir os olhos.

- Ei David! – Novamente a voz feminina, que agora tento me recordar a quem pertença.

Automaticamente, eu com raiva e de mau humor, me levanto e olho para trás, gritando:

- O que foi poxa?

A sala estava toda em silencio. Olho para quem me chamava, era Aiwa, uma garota loira de olhos verdes que sentava em minha frente, mas por algum motivo, ela estava atrás da minha carteira. Logo em seguida, escuto uma voz grave atrás de mim, dizendo:

- Senhor David, poderia se dirigir a minha sala?

Viro para ver quem era, e vejo o vice-diretor em pé, com alguns papeis e um texto enorme anotado no quadro. Só consigo pensar em uma coisa no momento: estou ferrado. Aceno com a cabeça, e me dirijo para fora da sala de aula, e espero o vice-diretor sair. Ele fecha a porta, e se dirige para a sala de psicologia. É uma sala realmente confortável, com um condicionador de ar, um espesso tapete vermelho no chão e três confortáveis poltronas. O vice-diretor se senta na poltrona depois da mesa, e num movimento automático, eu me sento na poltrona que esta de frente à mesa. Ele coloca as mãos na mesa, e fala:

- Está tudo bem garoto? Ultimamente vários professores relataram que você esta dormindo nas primeiras aulas, e parece não esta se dando muito bem com os outros alunos.

Olho para ele, suspiro e falo: — As coisas estão complicadas para mim professor. Meus pais se separando, tenho dividas a pagar, eu trabalho até às 19 horas e quando não tenho trabalho domestico a fazer, só posso fazer as minhas atividades da escola às onze da noite. Acredito que não estou dormindo bem, e por isso durmo nas aulas.

- Você não acharia melhor trocar de turno, e ficar trabalhando pela manhã? Você teria um melhor aproveitamento de sua vida escolar, além de ter tempo para se estabilizar fora daqui. Tudo bem para você? – Ele perguntou, pegando alguns papeis na gaveta da mesa. Em um desses papeis, havia um com a minha foto, e diversas anotações à caneta.

- Se o senhor me der uma declaração, e me der um prazo de dois dias, tudo bem para mim.

- Sim claro, no caso, a declaração é somente de horário, ou quer que comprove que você estuda aqui também?

- Se tiver os dois, é melhor. – Falei passando o indicador por uma de minha sobrancelha.

- Certo, espere um pouco. Tem café naquela maquina. – O diretor aponta para uma máquina preta e marrom do outro lado da sala. — Sinta-se a vontade.

- Obrigado. – Levantei da poltrona, fui até a máquina de café, coloquei um copo na saída de café e apertei o botão que ao lado tinha escrito “café com leite – 250 ml”. O vice-diretor estava mexendo em seu laptop, possivelmente fazendo a minha declaração. Bem, ao que parece tenho que refazer a minha rotina, mas como o seu Joaquim, o dono da loja onde eu trabalho é gente boa, ele vai permitir e compreender a minha mudança. Peguei o copo de café, que já estava adoçado e sentei-me novamente na poltrona em frente à mesa. Dei algumas bebericadas naquele copo quente de café, até que alguém bate a porta da sala.

-Pode entrar. – Fala o vice-diretor, sem nem mesmo olhar para a porta.

A porta se abriu, e Aiwa entrou na sala com algumas folhas de papel.

- Com licença, aqui estão os protocolos que o senhor pediu. O único que faltou foi o do senhor... – Ela parou de falar quando me viu.

- Sim, o protocolo do senhor David será feito em breve. – falou o vice-diretor olhando para mim.

- Certo. – Aiwa fez um gesto dizendo para eu olhar o meu celular, e saiu da sala.

- Ela é sua namorada? – O vice-diretor perguntou sorrindo.

- N-não, só somos amigos. Nada mais. – Tenho certeza que tinha ficado vermelho.

O vice-diretor sorriu.

- Certo. Vejo muitos casais se formarem assim. Mas e ai? Não vai ver a mensagem que ela te mandou? – Falou ele apontando para o meu celular, que estava em minhas mãos.

- Posso?

- Fique a vontade.

Apertei o botão de bloqueio do meu celular, desbloqueei o mesmo, e abri a mensagem. Dizia o seguinte:

“Está tudo bem? Fiquei tão preocupada quando você saiu da sala por minha culpa. Se eu não tentasse te acordar, nada teria acontecido. Me desculpa, Aiwa ”

Fechei o flip do celular, e olhei para o vice-diretor. Ele estava olhando para mim, e parecia querer ler meus pensamentos.

- E-está tudo bem. Não foi nada.

- Bem, se você diz. – Começou a rir, foi próximo à impressora e pegou quatro papeis. – Turma 1-5, sala 28, carteira c-8. Seus vizinhos são: Tachibana Rivas e Yui Arashiko. Parece que o sistema da escola gosta de você.

Estava de boca aberta. Comecei a rir.

- Nossa.

- Mas e ai? Vai abandonar a Aiwa?

- Bem, vou ter que fazer isso infelizmente.

- Talvez eu possa... – Uma batida na porta interrompeu o que o vice-diretor falava. Após a porta se abrir, um sujeito com uma arma e farda da Z-com entrou na sala.

- Senhor Vice-diretor? – Perguntou o sujeito que veio atrás deste com a arma. Ele estava trajando um terno azul escuro e carregava uma maleta de couro bege.

- Sim? Em que posso ajudar?

- Eu quero a ficha de certo aluno. Parece que o sistema abriu uma brecha no nosso sistema de segurança- Ele parou de falar quando me viu. Abriu a maleta, tirou de lá um tablet, desbloqueou o mesmo, e olhou novamente para mim. – Senhor David?

- Sim? – Falei, largando o copo de café na mesa, levantando-me, e encarado o homem, que apesar da aparência ignorante, era de baixa estatura.

- Venha conosco, por favor. – O baixinho fez um gesto para o homem, que eu presumo que seja o seu guarda-costas.

- Espere um pouco, quem é você? Por que está me dando ordens? E o que eu fiz de errado?

O baixinho retornou, e ficou frente a frente comigo.

- Você abriu uma brecha no nosso sistema de segurança para proteger a filha da presidente da Z-com. Vamos lhe dar duas opções: ou você se torna um segurança pessoal dela, ou sai desta escola.

O vice-diretor interferiu: — Você não tem autoridade para isto senhor.

Uma arma foi apontada para a sua cabeça. O pequenino começou novamente a falar.

- Você tem mais uma escolha a fazer. O diretor vivo e você vira segurança, ou o diretor morto e você expulso do setor 19. O que você deseja, jovem?

Isto é pressão demais para mim. Olhei para o diretor, ele acenava “não” com a cabeça. O que eu devo fazer? Pensa, pensa!

- Você tem dez segundos, a partir de agora.

Merda. É o fim.

- Nove.

Se eu falar não, estamos acabados.

- Oito.

Se eu falar sim, vou virar babá da filha das pessoas que mataram meus pais.

- Sete.

- Seis.

Eu não consigo lutar contra o grandalhão ali atrás. Reagir não é uma opção.

- Cinco.

Pude ouvir o som da arma sendo destravada.

- Quatro.

Olho ao redor, está tudo girando. O que está acontecendo?

- Três

É definitivo. Tenho que fazer algo.

- Dois.

Vou pegar a pistola que está na mão do grandalhão. Não posso servir a esses traidores.

- Um.

É agora. Preparo-me para pular.

- Fim do tempo garoto.

Dou um jab na cara do baixinho. Ele abaixou a guarda e com meu golpe, ele foi ao chão. Eu o agarro pelo pescoço, como se fosse um mata-leão, e grito para o soldado que estava com o diretor:

- Larga a arma!

O cara que segurava o vice-diretor larga a arma, chuta para mim, e coloca as mãos para cima. Eu pego a pistola, e aponto para a cabeça do cara que está sob minha custodia. O cara grande aperta um botão do rádio que ele tinha no colete, e fala “recusa. Código 23. Diretor feito refém”.

- Fim de jogo garoto. – O Soldado da Z-com que estava em minha frente e sob a mira da pistola fala, olhando para a porta.

Uma garota de cabelos loiros, quase brancos, e com o uniforme da escola entra na sala, e fala:

- Você é perfeito para ser meu segurança. Você ta contratado!

Notas finais
Bem, isso é tudo pessoal!
Daqui a 2 dias eu irei postar o próximo capitulo.
Envie-me sugestões, dicas e sua opinião que eu irei ler e responde-la.
Enjoy! :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.