Crônica: Peregrino da Alvorada
1 Tudo que ao cotidiano,muda para uma descoberta
Assim,todos os dias Alan vendo,presenciando,estando de saco cheio de brigas constantes com seus pais,tanto quanto a limpeza e principalmente a sua "religião".Tendo que só em livros,amigos e noites talvez sim,talvez não sonhos que faziam no fugir da triste realidade de estar fardado a longos anos viver com os pais.
Todos os dias acordando tarde por não conseguir dormir,tendo que estudar a maioria do tempo,e quando chegando a noite,vindo as aulas,massivas,umas ou outras mais legais,mas claro que não é fácil pra ninguém.
Ao anoitecer,quando já era fim de aula,Alan foi até o segundo andar,num ponto distante da escola,quando vindo na direção contrária a ele,um homem já de idade,aproximadamente uns cinquenta e três anos,barbado até o começo da caixa torácica,a barba meio turva,muito branca,pouco adiantado para a sua aparência,ele mancava pouco,mas era perceptível.Vindo em direção frenética com passos longos e rápidos,firmes pelo desespero,Alan achou realmente estranho aquele velho barbado indo insanamente ao encontro dele,mas ficou estático do começo ao fim.Quando ao chegar na frente de Alan,o velho disse:
– " Ao alvorecer da noite,seja no claro ou escuro,branco ou preto,indo para um mundo onde o irreal só depende da loucura de cada pessoa,você terá ao poder de príncipe,reinar onde o mau já governa supremo."
Logo após,o velho tocou com o indicador e médio na testa de Alan,onde ficando tonto ele se manteve inconsciente por três minutos,sem nenhuma marca aparente ele ficou aliviado,mas logo ao ficar de pé,onde exatamente o velho tinha o tocado,ardia incessantemente,colocando a mão na testa,não havia sobressalto,mascas ou arranhões,somente parecia que o psicológico havia sido atingido.Alan começou a soar frio,não sabia quem era e nem o que queria aquele velho,que agora o tinha causado uma ardência na testa,e...um recado que ele mal entendera.
Voltando pra sala,percebeu que tudo estava normalmente calmo,no que geralmente os mais atormentados agitam a sala e em poucos minutos vira o caos.Ficou muito quieto em quase todas as aulas,fazendo somente o que os professores mandavam no fazer,as suas colegas/amigas perguntaram se estava tudo bem,ele fazendo que sim com a cabeça não achou que elas concordariam com a resposta .
Indo intrigado a noite toda,quando faltavam quinze minutos para bater o sinal e o tumulto tiver tomado conta dos animais da sala de aula,Alan começou a novamente ficar tonto e sonolento,ao pensar que isto seria impossível,tão cedo e tanto sono...mas a final aquela noite já havia começado estranha.
Quando todos indo,ou correndo ou andando,ou em filas ou passando um por cima doutro Alan foi sem esperar ninguém,inclusive suas colegas/amigas,no qual quando ao se dissipar em pelo pátio todos os alunos,elas vieram numa rasante,perguntando:
– Está tudo bem contigo?!
Disfarçando,mas sem olhar para elas ele respondeu
–Sim,só estou um pouco cansado e com sono hoje.
Elas com cara de espanto responderam
–Sono? Logo você! Que milagre!
–Probabilidade minhas caras...
–Hahahahaha boa Garry...
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Chegando no terminal,Alan passou na catraca junto com Jú e Nana,indo para a plataforma de seu ônibus.Começou a bater um papo descontraído,mas claro que sempre em mente o fato ocorrido na escola.A viagem foi tranquila,cerca de trinta e cinco minutos.Assustado ao andar por três quarteirões até chegar em casa Alan estava apavorado,ficou alerta contra supostos eminentes perigos,mas mesmo com todo seu pavor a volta para casa foi tranquila.
Logo em casa Alan foi fazer coisas rotineiras como tirar o tênis,jogar a mochila,comer algo,colocar uma roupa mais fresca,e...conversar com seus colegas/amigos no facebook,Sam,Naná,Jú,Ott,Fan,Gabs,são algumas pessoas em que quando voltando cansado,uma das coisas que ele mais queria fazer era de falar com eles,revisando toda noite deus blogs,falando de vários assuntos do cotidiano e outras coisas.O sono incessante não passava,o mais importante teria que esperar pois uma necessidade básica que era dormir estava chamando-o ao dever.
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