Crossroads - Vidas Cruzadas

44 Capítulo 43 - Linhagem...


Notas iniciais
Demorei, mas apareci... JURAVA que tinha postado esse capitulo antes... SORRY do tamanho do planeta!!!

Pra quem lê interativo, vou postar assim que tiver fics suficientes pra att do blog.

POV — Sloan

Era facilidade demais...pensei. Ou talvez fosse o destino me mostrando que eu estava certo.

Eu passei a noite inteira pensando. Nannah era a ultima pantera, mas tinha um imprinting com aquele cachorro vira-lata, o que tornava praticamente impossível convencê-la a ficar comigo e possibilitar a origem de uma nova linhagem de panteras, mas tinha algo que podia ser feito...

A filha de Nannah tinha o mesmo gene da mãe, o que deixava claro que no futuro ela poderia ser uma pantera também. Depois de muito refletir eu decidi pegar a menina, eu avaliaria o DNA dela primeiro e se confirmasse a presença dos genes felinos, eu a tomaria como minha no futuro.

Então desde que decidi pegar a menina eu estou entocado perto da casa de Nannah, esperando a oportunidade perfeita para pegá-la. Eu só não imaginava que essa oportunidade chegaria tão cedo.

- Vai ficar dormindo preguiçosa? – o vira-lata falou.

- Deixa... só mais um pouquinho... – Nannah pediu.

- Eu estou indo trabalhar. – o cachorro falou de novo – Logo Embry estará aqui, ok?

- Humrum. – Nannah murmurou. O cachorro ainda riu, eu pude ouvir o estalar de um beijo e minutos depois ele saiu de casa.

Ainda fiquei mais um tempo escondido, até que ouvi Nannah ressonando. Ela estava dormindo de novo. Me aproximei da casa pela floresta, impedindo que alguém me visse. Eu tinha que ser rápido, pois o tal Embry podia chegar a qualquer hora.

Abri a porta da cozinha que dava para o quintal. Tive que forçar a fechadura que estava trancada, tentei fazer o mínimo de barulho, afinal Nannah tinha uma audição aguçada e podia acordar.

Caminhei devagar pelo corredor e abri a primeira porta, era o quarto de Nannah.

Tive que prender a respiração com a cena que eu via. Ela estava deitada vestindo apenas uma camisa branca folgada, provavelmente do cachorro, o lençol estava meio enroscado nas pernas dela deixando muita pele exposta, era possível ver parte da bunda dela. Eu queria ficar ali observando e rezando para que ela se mexesse e me permitisse ver mais, mas não podia me arriscar a ser pego aqui. Com esforço eu me afastei e abri a próxima porta.

Era o quarto das crianças. Me aproximei dos berços, o menino estava dormindo sereno, mas a menina estava com os olhos abertos brincando com o móbile. Num quadro que decorava a parede do berço estava escrito “Ivy”, pelo pouco que me recordava de conversar com os amigos de Nannah e com os pais dela, era esse o nome da menina.

- Hey Ivy. – falei baixo – Vamos dar uma volta com o titio?

Ela continuou brincando com o móbile, eu o desprendi do berço porque imaginei que ela ia chorar se eu a levasse e o brinquedo ficasse lá. Levantei ela com cuidado, alcançando uma manta e a cobrindo, eu não ia arriscar dela adoecer com o frio que fazia lá fora.

Pensei em voltar pela sala, mas a janela do quarto estava mais perto. Eu a abri e pulei com facilidade, mesmo com Ivy no colo.

Corri o máximo que pude até meu carro que estava parado num lugar escondido da floresta. O difícil ia ser dirigir com Ivy no colo, eu arrisquei deixar ela deitada no banco de trás e arranquei dirigindo até o hospital.

Entrei por uma porta lateral onde eu sabia que ninguém me perceberia e fui até meu laboratório que essa hora estava vazio, trancando a porta assim que passei.

- Então gatinha. – falei a sentando no balcão que tinha ali – Será que você é como a sua mãe?

Ela sorriu como se entendesse o que eu estava falando. Acho que qualquer coisa que eu dissesse faria ela rir.

- O tio vai ter que tirar um pouquinho de sangue de você, pode ser? – falei, como se ela fosse me responder – Fica deitadinha aqui...

Coloquei Ivy deitada no balcão e peguei o que precisava para tirar o sangue dela. Ela chorou bastante e eu tive trabalho para fazê-la se calar, mas por fim eu consegui. E mesmo com ela sentada no meu colo eu consegui fazer todos os testes que precisava. O triste era ver que Ivy não tinha os genes de felina de Nannah, ou seja, ela era uma humana normal.

- Você não é tão especial como eu pensei gatinha. – falei a sentando na minha frente – Vou ter que levar você de volta e deixar você seguir sua vida humana comum...

Eu tomei um susto quando a porta do meu consultório foi arrombada e um Jacob furioso estava parado na minha frente.

POV – Embry

Uma sensação estranha estava me deixando agoniado desde o começo da madrugada. Eu não sabia explicar era como se estivesse no ar uma onda de mau presságio.

Um vento forte soprou pela janela, fazendo alguns papeis caírem da mesa de estudos do meu quarto – que por acaso nunca foi usada. Me abaixei para catar as coisas e as coloquei de volta sobre a mesa, mal me virei de costas e outra rajada de vento soprou, mas dessa vez derrubando apenas um quadrado pequeno de papel.

Eu o peguei e vi que era uma foto minha de Ivy. A sensação aumentou e eu tive certeza que tinha algo acontecendo com ela. Alcancei uma camisa e calcei meu tênis enquanto ligava para Nannah.

- Alô. – Nannah falou com a voz rouca pelo sono.

- Nannah é o Embry, tá tudo bem com Ivy? – perguntei.

- Está sim, por que?

- Não sei, eu acordei com uma sensação estranha... achei que pudesse ser algo com ela.

- Vocês lobos imprinted estão muito desesperados. – ela riu – Ivy está bem... deve estar dormindo, pois ainda não chorou para eu pega-la. E você está vindo pra cá né? Tem muito balão pra ser enchido.

- Eu já estou a caminho. – falei – Mas Nannah, será que você pode dar um pulinho no quarto dela e olhar se está tudo bem mesmo?

- Caramba La Push, você me amola demais. – ela resmungou – Mas eu vou lá olhar e te falar o que eu já sei, que Ivy está...

Silencio.

- Nannah? – chamei começando a me preocupar – Nannah, Ivy está o quê? – nada de resposta, mas eu ainda podia ouvir a respiração acelerada dela – NANNAH! – gritei.

- Ivy não está aqui. – ela falou num sussurro.

- Como assim não tá ai? – perguntei parando de andar, o coração já estava aos saltos.

- Não tá aqui! – ela falou desesperada.

- To chegando ai. – desliguei o telefone e corri com toda velocidade que tinha para a casa de Nannah. Não me interessava nem um pouco se alguém me visse numa velocidade sobre-humana.

- Nannah! – chamei entrando na casa.

- Jake não está com ela. – Nannah apareceu na sala com Matt no colo – La Push, fala que não é brincadeira sua.

- Eu não brincaria com isso Nannah. – falei.

- Jake disse que ela estava no berço quando ele saiu. Droga Embry eu não devia ter ficado dormindo.

- Calma... vamos tentar ter calma. – falei acho que mais pra mim que pra ela – Vamos pensar quem pode ter pego ela.

- Encontraram? – Seth perguntou entrando na casa, Mel logo atrás dele.

- Não. – Nannah choramingou se sentando no sofá – Quem pegaria a minha filha, e por que?

- Deixa eu ficar com Matt pra você. – Mel pediu tirando o menino do colo de Nannah.

- Amor? – Jake também chegou, e parecia que com a chegada dele as forças de Nannah se foram, pois ela começou a chorar assim que encontrou os braços dele.

- Eu quero minha filha Jake. – ela chorou – Eu quero minha Ivy.

- Nós vamos achá-la amor. – Jake falou limpando o rosto de Nannah – Eu juro pra você que nós vamos encontrá-la. Seth, chama os garotos, coloca todo mundo na floresta em busca de qualquer coisa, qualquer estranho qualquer sinal...

- Oh meu Deus! – Nannah exclamou ficando branca, Jake estreitou os braços ao redor dela a mantendo de pé.

- O que foi Nannah? – ele perguntou, a voz ganhando uma preocupação maior.

- E se quem mandou aquele vampiro atrás de mim pegou a Ivy? – minhas pernas cederam e eu cai sentado no sofá. – Jake, seja quem for que está atrás de mim, me queria morta... pensa o que essa pessoa pode fazer com um bebê!

- Ninguém seria louco de encostar na Ivy. – falei me levantando – Eu juro que mato quem quer que ouse encostar um dedo para machucá-la.

Eu não queria ouvir mais nada, ia eu mesmo sair nessa floresta caçando o miserável que tinha pego minha garotinha.

POV – JAKE

- Deixa ele ir. – falei – Ele é dentre todos nós o mais motivado a encontrar minha filha. Eu sei disso por experiência. Seth, você e Quill vão até os Cullen saber se eles viram alguma coisa, o restante dos garotos você manda fazer rondas pela reserva e pela floresta. Eu quero cada canto vistoriado, cada caverna, cada cabana, cada casa.

- Pode deixar. – Seth falou e saiu.

- Nannah, amor eu preciso que você se acalme – pedi – Eu não vou conseguir sair daqui com você desse jeito.

- Acha ela pra mim Jake. – Nannah pediu chorando ainda.

- Eu vou achar. – falei dando um beijo na cabeça dela – Vou olhar no quarto, ver se encontro alguma pista.

Me aproximei do corredor que levava aos quartos e meu corpo tremeu quando eu senti o cheiro ali.

- Jake? – Nannah chamou, obviamente sentindo, pela ligação de imprinting, como eu estava me sentindo.

- Foi ele. – falei reconhecendo o cheiro – Sloan.

- Sloan? – Nannah falou parando ao me lado num pulo e inspirando para sentir o cheiro.

Eu segui o rastro. Primeiro ele tinha parado na porta do meu quarto, ele não chegou a entrar, pois o cheiro não estava lá dentro. A primeira imagem que surgiu na minha cabeça foi a de Nannah e da forma como eu a deixei na cama, vestindo uma camisa minha e nada além de um lençol enroscado nas pernas. O filho da puta tinha parado na porta pra espiar a minha mulher.

Voltei pro corredor e vi que ele tinha seguido até o quarto dos meus filhos. O cheiro dele estava bem concentrado no berço de Ivy, segui um pouco mais até a janela, ele tinha saído por ali.

Pulei a janela e senti Nannah vindo atrás de mim. Nós seguimos o cheiro de Sloan até a fronteira com Forks. Tinha marcas de pneu na terra que margeava a estrada, o que deixava claro que ele tinha seguido de carro.

- Tenho que pegar o carro. – falei.

- Temos. – Nannah estava séria – Eu vou com você.

- Amor, é melhor não. – eu sabia que se ela fosse junto não me deixaria bater em Sloan, como eu queria fazer.

- Jake, alguém tem que cuidar de Ivy enquanto você mostra a Sloan que ninguém pega o filho dos outros assim. – ela me olhou ainda séria.

Eu me limitei a rir e puxar Nannah a jogando nas minhas costas enquanto corria de volta pra casa.

Ela entrou rápido no nosso quarto e vestiu uma calça e uma blusa e nós seguimos para Forks. No caminho Nannah ligou para Carlisle e ele conseguiu obter no hospital o endereço de Sloan.

A casa dele era simples e bem afastada da cidade, mas bem longe de La Push e da casa dos Cullen, por isso nem nós lobos, nem os vampiros tínhamos percebido a presença dele por aqui antes do acontecido com a mãe de Nannah.

- Batemos ou arrombamos? – perguntei quando parei na porta da casa.

- Ele entrou na minha casa sem bater, porque eu vou bater na dele? – Nannah desceu do carro e subiu os degraus da varanda rápido, com um chute só ela abriu a porta – SLOAN! – ela gritou.

Não obtivemos resposta, por isso saímos procurando em cada um dos cômodos.

- Ele não está aqui. – falei entrando numa espécie de escritório onde Nannah olhava um livro velho – Que isso?

- O diário dos antepassados dele. – ela falou sem tirar os olhos do livro – E pelas anotações aqui, mais o que Sloan falou comigo lá em casa ontem, eu acho que sei o que ele quer com Ivy.

- O que?

- Uma companheira.

- COMO É? – ouvimos um rosnado e nos viramos dando de cara com um Embry trêmulo parado há poucos metros de nós.

- Agora eu consigo ver que Sloan ontem estava insinuando que eu devia largar você pra ficar com ele Jake. – ela falou colocando o diário de volta na mesa – Ele quer retomar a linhagem pantera, e como eu sou a útlima...

- Ele acha que Ivy pode ser pantera no futuro – falei entendendo o que Nannah queria dizer.

- E levando ela agora ele garantiria que ninguém o impedisse de fazer dela a mulher dele quando for a hora. – Nannah completou meu pensamento.

- Mas nem no sonho dele isso vai acontecer. – Embry voltou a rosnar – Ivy é minha escolhida, e hoje ela é só uma criança. Eu mato esse miserável antes que ele pense em fazer dela companheira dele.

- Nós também não vamos deixar isso acontecer. – falei – Só resta saber onde encontrá-lo.

- Se ele não está aqui. – Nannah falou – ele só pode estar no hospital.

- É pra lá que eu vou então. – Embry se virou pra sair, mas eu o segurei.

- Você vai com a gente. – falei – sozinho você vai fazer merda, vai acabar se transformando dentro do hospital.

Nós três saímos de carro para o hospital, eu coloquei toda a velocidade que o motor aguentava.

- Embry tá tudo bem? — Nannah perguntou, Embry estava no banco de trás e de repente tinha ficado tenso e ofegante.

- Tem alguma coisa errada, Jake... – ele falou – Ela tá sofrendo de alguma forma, eu consigo sentir.

- Jake, é melhor você correr ou eu desço e vou na forma de pantera. – Nannah falou já começando a tremer as mãos.

Pisei mais no acelerador e num minuto estava estacionando numa vaga qualquer no hospital. Nannah me segurou quando eu estava entrando.

- O que? – falei.

- O cheiro dele, está para aquela direção. – ela mostrou uma entrada na lateral do hospital.

Passamos pela porta, encontrando os corredores vazios. Aquela devia ser a entrada para funcionários e como ainda era muito cedo, não tinha ninguém passando por ali. Seguimos o cheiro até uma espécie de laboratório.

- Você não é tão especial como eu pensei gatinha. – ouvimos Sloan falar com minha filha – Vou ter que levar você de volta e deixar você seguir sua vida humana comum...

Eu não raciocinei muito quando chutei a porta a abrindo, a única coisa que passou na minha cabeça foi esse filho da mãe ontem se insinuando para a minha mulher, a mera ideia dele a observando hoje de manhã e o simples fato dele ter sequestrado minha filha.

- O que você fez com ela? – Embry perguntou praticamente arrancando Ivy dos braços de Sloan e avaliando um curativo pequeno do lado de dentro do cotovelo dela.

- Eu só tirei uma amostra de sangue dela. – ele falou se levantando.

- Você a furou? – Embry começou a tremer, mas conseguiu se controlar quando apertou Ivy nos braços.

- Você provavelmente é louco ou está mesmo querendo uma surra. – falei – Tava pensando o que? Que não podia ter minha mulher então ia ficar com minha filha?

- A questão de ter ou não a felina ainda não foi decidida por mim. – ele falou sorrindo.

Mas o sorriso não durou muito na cara dele não, pois eu juntei toda a minha raiva no meu punho e soquei com força a cara dele. Foi prazeroso o ver cair para trás esbarrando num balcão e derrubando computador e mais uma pancada de coisa que tinha ali em cima.

Eu o levantei pela gola da blusa e dei mais um soco nele. Minha cabeça criava imagens dele com Nannah, o que só servia para aumentar a minha raiva. Ele reagiu e conseguiu acertar um soco no meu estomago, me fazendo curvar de dor. Era uma briga entre iguais, uma vez que ele também era um transmorfo forte como eu.

- Minha vez. – Embry falou o segurando – Por você ter pego a minha Ivy... – ele deu um soco na boca de Sloan, ainda o segurando pelos ombros deu uma joelhada na barriga dele – E por você machucá-la.

Sloan caiu no chão tossindo. Eu me levantei já recuperado e avancei na direção dele, pelo canto do olho eu vi Nannah entregar Ivy para Embry e vir na minha direção. Imprinting. Ela ia querer ter certeza que eu estava bem.

Aconteceu rápido demais. Ao mesmo tempo que Nannah se aproximou, Sloan se levantou avançando, eu consegui me desviar, mas o soco dele acabou acertando Nannah, que ‘voou’ pra trás batendo de costas na parede.

- Nannah! – eu e o filho da mãe gritamos ao mesmo tempo.

- Porra, isso não era pra você. – Sloan falou tentando se aproximar de Nannah, mas eu o empurrei pra trás o jogando em cima de outro balcão e derrubando mais uma pancada de coisas.

- Amor, você está bem? – perguntei ajudando Nannah que já se levantava. Um pequeno filete de sangue escorreu pelo canto da boca dela.

Eu levantei minha mão para limpar o lugar e só ai percebi o quanto eu tremia. Aquele miserável além de tudo o que tinha feito, ainda ousou machucar a minha mulher. Eu ia matá-lo.

Repirei fundo me afastando de Nannah e me virei, agarrando Sloan pela gola da camisa e o arrastando para fora do hospital, mais especificamente para a floresta, onde não haveria problema em me transformar deixar as panteras em extinção, com só uma da espécie viva. A minha pantera.

Mas Sloan foi mais rápido que eu, antes que alcançássemos a floresta ele se soltou de mim, avançando logo em seguida em forma de pantera.

Eu não consegui me desviar nem me transformar a tempo de forma que ele conseguiu me arranhar. Eu cai no chão sentindo o peito arder onde três longos cortes sangravam. Eu tentei me levantar pra me transformar, mas meus ferimentos doíam muito o que dificultava minha concentração. Quando Sloan viu que eu estava em desvantagem, minha felina avançou se mantendo parada na minha frente rosnando pra Sloan.

POV – Nannah

Não se aproxime mais dele. – falei em pensamentos para Sloan. Eu podia ver toda a estratégia de ataque dele, e principalmente, podia ver suas intenções.

Ele queria matar Jake nessa luta, assim, viúva, as chances de ficar com ele eram maiores.

Você ainda não entendeu que eu NÃO vou ficar com você. Nunca. Nem nos seus sonhos. – falei.

É ai que você se engana felina. – ele falou rindo – Eu realmente tentei fazer diferente, ia aceitar esperar por sua filha, mas ela é normal... sem genes felinos, então é você que vai comigo.

E eu posso saber como? – perguntei – Por que por livre vontade eu não vou.

Eu sei disso... mas tem uma coisa que você não sabe. Na nossa espécie, mulheres não podem ser alpha, mesmo porque isso nunca aconteceu com uma mulher antes de você... então mesmo o seu DNA sendo superior ao meu... como nós somos os dois últimos da espécie e EU sou o macho... você me obedece, felina. – eu podia ver o sorriso de vitória pelos pensamentos dele – Eu estava esperando você se transformar, pra eu poder ORDENAR que você venha comigo. AGORA.

Não. – falei, mas eu sentia que minhas palavras não tinham força – Eu não vou.

Rosana. Você vai me seguir agora. Isso é uma ordem. – ele falou me fazendo me aproximar dele mesmo contra a minha vontade.

Automaticamente minha cabeça se virou pra Jake... se eu conseguisse me destransformar, eu poderia contar pra ele...

Não. – Sloan falou alto – Em forma de pantera até que estejamos longe.

Não faz isso Sloan. – pedi sentindo a dor de me afastar de Jake – Ele é meu imprinting... eu não vou sobreviver longe.

Nem mais uma palavra. – ele reclamou – Agora vai, correndo pra minha casa, e se você tentar uma gracinha se quer eu volto naquela casinha que você e o vira-lata chamam de lar e acabo com seus filhotinhos... você viu como foi fácil pra mim pegar a Ivy, eu posso fazer pior se eu quiser.

Não. Não faz nada com meus filhos.

Então vamos comigo. Agora e sem olhar pra trás.

E tudo que eu pude fazer foi correr pra longe de Jake, de Ivy e de Embry. Pra longe da minha vida.

Notas finais
Sloan seu FDP!!!! Como ele é mau! O que vocês acham que Jake vai fazer???? Digam nos coments....
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.