Notas iniciais
Oi amoras!!!! Mais um capitulo 'procês'... Antes jpa aviso, não queriam matar minha PP, okay??? Ela sabe o que faz... eu acho... kkkkk
Então vamos ler??? Enjoy it!

POV- Nannah

Doia muito fazer isso com Jake, mas doía ainda mais a desconfiança dele. Tudo bem, eu entendo que Embry sentiu – ou sente – algo mais que amizade por mim, mas o que importa é que eu não sinto, e mesmo que Embry tente algo, eu não vou corresponder.

- Nannah, fazer isso é mais forte que Jake. É o imprinting Nannah, ele vai sempre ter mais ciúme de você que os ‘homens normais’ tem de suas mulheres – Rachel tentou explicar.

- Não adianta defender ele, Rachel – falei me sentando no sofá – Jacob está errado. Será possível que ele precisa de mais provas do quanto eu o amo? Será que tudo o que eu fiz até agora não foi suficiente?

- Você namorou o Embry... – Rachel se sentou ao meu lado.

- Sim, eu namorei, porque Embry, mesmo sabendo que eu amava Jacob, quis tentar me fazer feliz, porque seu irmão tinha me dado um belo pé na bunda e me deixado com o coração quebrado.

- Ele já pediu desculpas por isso.

- E eu já o perdoei. Por que eu amo o Jake.

- Então se afasta do Embry.

- Não – falei – eu não posso. Eu preciso dele. E antes que você me pergunte por que, eu já digo que não sei. Eu só sei que preciso dele.

- Eu nunca vi um imprinting tão complicado como o seu e do Jake. – Rachel bufou e ligou a TV.

- Vou me deitar – falei.

- Vai deixar o Jake lá fora até quando? – Paul entrou em casa perguntando – Ele está lá parado no mesmo lugar onde você o deixou.

- Isso significa que ele não está interessado em consertar o que fez. Que fique lá então, ele não vai ficar doente, nem sentir frio – falei indo pro meu quarto.

Eu estava cansada demais. Troquei de roupa, coloquei um vestido soltinho mais confortável e me deitei. Acordei algumas horas mais tarde, Jake não estava no quarto. Me levantei e não o encontrei em nenhum lugar da casa, tudo que achei foi um bilhete de Rachel, dizendo que ela tinha ido pra casa, e que Jake estava na ronda.

Olhei pela janela da cozinha e não vi nenhum lobo perto da casa, mas eu sabia que um deles estava lá, como ‘guarda-costas’.

Se Jake não havia voltado, era porque ele não tinha retirado a ordem de manter Embry afastado de mim, e isso me deixava mais magoada que ele podia imaginar. Eu tinha sido sincera, eu também queria saber por que a presença de Embry era tão vital. Parecia que quando ele estava perto tudo estava completo. Quer dizer, quase tudo, afinal ainda tinha algo faltando, eu me sentia como um quebra-cabeças com uma peça faltando, tinha aquele buraco ali que incomodava muito. Voltei pra cama, onde eu ficaria sozinha hoje.

oOo

Já fazia uma semana desde que tudo aconteceu, e Jake ainda não tinha aparecido em casa. Estava dormindo na casa de Rachel. Seth e Mel haviam praticamente se mudado para minha casa. Seth dormia no sofá sempre que não estava na ronda e Mel ficava comigo na minha cama. O risco de perder os meus bebês, eu já não tinha, mas ele ainda podiam nascer a qualquer instante.

Todos esses dias longe de Jake me deixaram muito mal, mas eu aprendi a controlar minhas emoções. Ficar triste e nervosa não faria bem aos meus filhos, mas eu também não iria voltar atrás no que disse a Jake, não era racional o ciúme que ele estava sentindo de Embry, e eu não o desculparia até que ele corrigisse o erro com meu amigo.

Com tudo que tinha acontecido eu acabei tomando uma decisão difícil, mas que faria Jake pensar melhor em seus atos.

- Pode levar pro carro, Seth – falei indicando as malas em cima da cama.

- Tem certeza? Eu acho que você ta pegando pesado demais, Nannah. – Seth reclamou pela trilhonésima vez.

- Eu tenho certeza sim. Se Jake não tirou a ordem que deu a Embry é por que ele não faz questão nenhuma de estar comigo, então não vai fazer diferença pra ele onde eu vou estar.

- Eu não sei se posso concordar com isso, Nannah. Jake além de meu alpha, é meu amigo.

- Seth, se você não levar essas malas pro carro, eu mesma vou levar. – falei cansada dessa discussão – A escolha é sua.

Ele bufou e pegou com facilidade as três malas – duas minhas e uma dos bebês – na cama.

- Vai levar a mala dos bebês, também? – Mel perguntou quando passamos por ela na sala – vai ficar tanto tempo assim?

- O tempo que vou ficar depende de Jacob – falei – E eu estou levando as coisas dos bebês por precaução, afinal eles podem nascer a qualquer momento.

- Coloquei tudo no carro – Seth falou voltando pra sala.

- Então vamos. – saí – Pare na casa da Rachel por favor – pedi quando Seth estava no carro.

- Vai conversar com ele? – Seth perguntou entendendo que eu estava indo na casa de Rachel conversar com Jake.

- Vou me despedir, deixar que ele saiba por que eu estou indo. – Seth me olhou confuso – Eu não estou fugindo Seth.

Seth não disse mais nada, apenas dirigiu. O caminho até a casa de Rachel era curto, mas isso não era tão importante, eu não precisava criar coragem para partir, eu já havia decidido, e nada que Jake fizesse me faria mudar de idéia, exceto aceitar que errou e tirar a ordem estúpida que deu a Embry.

- Quer que eu vá com você? – Seth perguntou quando abri a porta pra descer.

- Não precisa – falei já saindo do carro.

Jacob estava sentado no sofá, o sorriso que ele abriu ao me ver era de iluminar o mundo.

- Nannah – ele sussurrou se levantando.

- Eu vim me despedir – falei rápido antes que ele me alcançasse. Jake travou no lugar onde estava e me olhou com uma expressão que eu definiria facilmente como desespero.

- Despedir?

- Sim, me despedir. Eu estou indo pra Califórnia. Vou voltar pra casa do meu pai.

- Por que?

- Por que não faz sentido eu tirar Seth e Mel da casa deles pra me fazer companhia porque meu noivo não está comigo em casa.

- Mas eu não estou com você porque você não deixa. Vontade não me falta – ele se aproximou – Vontade de te abraçar, de te tocar, de te beijar, de sentir seu cheiro, de ter o seu rosto como a primeira imagem do meu dia...

- Foi você que me obrigou a isso — falei firme, por mais que meu corpo pedisse eu não cederia aos encantos de Jake – foi você que deu aquela ordem estúpida pro Embry...

- E você ta feliz agora? – ele falou nervoso – Você não tem ele na sua vida, nem eu.

- Não Jake, eu não estou feliz. Eu estou tudo menos feliz. – falei impedindo as lágrimas que enchiam meus olhos de cair. Eu não ia chorar, não ali, não agora – eu estou cansada. Cansada dessa sua teimosia e desse amor que você diz sentir por mim, mas não demonstra...

- Eu não demonstro? Eu? Não sou eu que faço tanta questão de ter meu passado ao meu redor.

- Eu não vou discutir isso com você. Eu vim aqui me despedir, apenas isso.

- Você não pode me deixar.

- Eu não sou um lobo da sua matilha, Jacob. – falei sem olhar pra ele – Você não pode me dar uma ordem pra que eu fique.

- Por favor, fica. – ele pediu chorando – Não faz isso com a gente, não faz isso com nosso amor.

- Eu ficar ou partir, está nas suas mãos Jake. Nosso amor está nas suas mãos, e na sua decisão de assumir que errou e corrigir esse erro.

- E os meus filhos, você não pode me afastar deles.

- E não vou. Sinta-se a vontade pra vê-los quando quiser.

- Eu não vou deixar você ir – ele falou avançando e segurando meus braços, eu podia sentir ele perto, sua respiração quente batendo no meu rosto – eu te amo e não vou permitir que você se afaste. – ele me beijou urgente e desesperado e isso me partiu ainda mais o coração. Por mais que me doesse, eu precisava me afastar.

- Me deixa ir. – falei usando o tom de imprinting, mais uma vez. Eu não queria nunca mais ter que fazer isso, não queria nunca mais ver a expressão sofrida que eu via agora no rosto de Jake saí dali depressa, eu não podia mais ficar ou choraria na frente dele. Entrei no carro e pedi Seth que saísse dali logo.

- Nannah! – ouvi Jake gritar, mas não me virei para vê-lo.

POV – Jake

“Se você for me deixar, baby
Deixe morfina na minha porta
Porque eu vou precisar de todo medicação
Pra perceber que o que costumávamos ter
Não vai mais acontecer”

Me transformei e corri, à margem da estrada, mas ainda entre as árvores. Não me importava se alguém me visse, nada mais me importava, só a minha mulher que ia embora com meus filhos e meu coração. Eu me sentia vazio.

‘Deixem ele sozinho’ ouvi alguém falar pros outros lobos que estavam em ronda, mas não me interessava quem era. As imagens dos meus momentos com Nannah rolavam soltas na minha cabeça, como um filme tendo suas cenas aceleradas.

‘Hey, Jake, você não pode mais seguir por aqui assim’ Jared pensou e eu me dei conta que a floresta tinha acabado, por onde o carro seguia agora não tinha onde eu me esconder dos olhos humanos, minha Nanah seguia em frente, pra longe de mim ‘ela volta logo’ Jared voltou a pensar me empurrando de volta pra La Push.

“Por que não haverá luz do sol
Se eu te perder, baby
Não haverá céu azul
Se eu te perder, baby
Meu olhos farão como as nuvens
Se você se você se for
Todos os dias vai chover...”

UMA SEMANA DEPOIS

- Porra Jake, vai ficar largado ai? – Paul entrou na minha casa nervoso depois de quase derrubar a porta.

- Não enche – respondi, essa era minha única resposta ultimamente.

- Não enche o caramba, levanta daí logo, porra. – ele parou na minha frente – Sabe você tem uma matilha sob sua responsabilidade.

- Vocês são todos crescidos, podem se virar sem mim.

- Qual a parte do ‘lider’ você não entende. – ele cruzou os braços – Nós podemos ser todos crescidos pra tomar conta da nossa vida humana, mas na forma de lobo, não agimos sem um comando.

- Você quer um comando? – perguntei me levantando – Vão se ferrar.

Deixei Paul na sala com a cara fechada e fui até a cozinha onde peguei mais cerveja, voltei e me sentei no mesmo lugar onde eu estava. Abri a cerveja, mas antes que ela chegasse à minha boca a garrafa foi tomada das minhas mãos e atirada na parede.

- Eu não vou me ferrar – Paul falou me encarando – E não vou deixar você se ferrar, nem ferrar a sua vida. Sabe por quê? Porque apesar de você ser um filho da mãe, ignorante, burro e indigno de qualquer amor que Nannah possa te dar, nem ela nem a Rachel merecem ver o estado em que você se encontra.

- Você me deve uma cerveja. – falei ignorando o que ele havia falado e abrindo outra garrafa.

— Deixa de ser burro, Jake! – ele falou alto – Ela ta lá esperando você ir buscá-la.

- Se ela me quisesse não teria ido embora. – falei sentindo o coração doer pela falta que minha Nannah fazia.

- Ela foi embora porque você não quis tirar aquela ordem estúpida que você deu pro Embry.

- Estúpida? Como você reagiria se seu melhor amigo ficasse rondando a Rachel?

- Se ele estivesse a protegendo quando eu não dei atenção suficiente pra ela, eu o agradeceria. – eu tive que rir depois disso.

- Eu estava dando atenção à ela. Eu estava procurando o filho da puta que queria matá-la.

- Coisa que nós podíamos fazer junto com você. Jake, você estava em todas as rondas. Você estava o tempo todo for de casa. Nannah ficava aqui sozinha. Eu tenho certeza que ela sentia sua falta.

- Eu também sentia falta dela. – falei – Mas o medo do vampiro pegá-la falava mais alto.

- Que dia você vai entender que não está sozinho? Que nós antes de sermos do seu bando, somos seus amigos, seus irmãos e que nunca deixaríamos nada de ruim acontecer com sua mulher e com seus filhos?

- Eu sou um imbecil. – falei largando a cerveja de lado – Eu perdi minha mulher por uma infantilidade.

- Assumir as burradas é um bom começo – Paul riu – mas acho que ir buscar sua família seria melhor.

- Ela não quer. Ela me pediu, me ordenou que a deixasse ir.

- Você é mesmo um idiota. – Paul riu mais e eu o olhei sem entender – Ela quer tanto que você a busque que te deu todas as dicas pra isso, mesmo que tenha sido inconsciente.

- O que você está dizendo?

- Ela ordenou que você a deixasse ir, não que você não a trouxesse de volta.

Só depois de Paul falar eu entendi. Nannah não tinha me proibido de ir lá, pelo contrário ela disse que eu poderia ir vê-la quando eu quisesse, eu é que fui covarde e tive medo dela me rejeitar quando eu aparecesse na sua porta, então se eu podia aparecer lá eu podia trazê-la de volta, bastava eu assumir que errei... e corrigir meu erro.

- Onde você vai? – Paul perguntou quando eu me levantei pra sair.

- Conversar com Embry – falei.

“Por você eu vou tentar
eu vou tentar, eu vou tentar, eu vou tentar
Eu vou pegar essas peças quebrada
até que eu esteja sangrando
Se isso fizer você ser minha”

POV – Embry

Eu sentia uma falta enorme de Nannah, não era algo físico, como todo mundo pensava, era falta da presença dela, era necessidade de ter certeza da segurança dela, mas vai fazer esse povo ignorante entender isso. Todo mundo achava que eu estava apaixonado pela mulher do meu alpha, mas eu não condenava ninguém, afinal eu mesmo cheguei a pensar isso. Eu também achei que estava apaixonado por ela, mas depois dessa ordem de Jake, depois de ser obrigado a me afastar dela, eu percebi que não era paixão, só que eu também não sabia explicar o que era.

O mais difícil era não pensar nisso, cada vez que eu me forçava a não pensar os sentimentos estavam lá, me perturbando. Por isso eu evitava ao máximo me transformar, eu ficava na minha forma de lobo apenas na ronda, e quando estava eu me concentrava na conversa dos outros garotos, eu buscava me distrair com tudo, não queria de forma alguma que meus pensamentos chegassem a Jake, não queria que ele sentisse ainda mais raiva de mim, e eu sabia que tinha gente ali pronto pra pegar o primeiro escorregão dos meus pensamentos e colocá-lo na cabeça de Jake.

- Embry – ouvi Jake me chamar e levantei os olhos pra encará-lo – to precisando falar com você.

- Senta ai – falei indicando o lugar vago no tronco ao meu lado. Eu tinha saído pra andar na praia, ver se me distraia da minha cabeça confusa.

- Me desculpa – ele falou depois de alguns minutos de silencio.

- Te desculpar? Pelo quê?

- Pela ordem idiota que te dei, por ter te tratado mal quando você estava cuidando de Nannah por mim...

- Stressa não. Você foi um idiota, mas acho que eu teria feito o mesmo. – ele riu.

- Obrigado por estar perto quando ela precisou.

- Você pode ficar com raiva do que eu vou falar, mas eu vou dizer assim mesmo – ele me olhou com a sobrancelha arqueada – De alguma forma estranha, que eu não consigo entender, eu sinto que meu lugar é perto dela.

- Eu não gosto disso...

- Eu sei... me desculpe, mas é o que acontece. É o que eu sinto...

- Eu queria entender isso. – Jake falou sério olhando o mar – Queria saber por quê vocês se sentem assim..

- Vocês?

- É Nannah sente o mesmo – ele explicou – ela me disse que sentia uma necessidade de ter você perto, que você completava algo que estava faltando... foi isso que me deixou com raiva, por isso te dei a ordem. Eu é que tenho que completá-la...

- Jake, eu não amo Nannah como eu achei que amava antes de vocês perceberem o imprinting. Não é como mulher que eu a quero. Tudo bem que eu achei que era isso, mas não é. E ela também não me quer como homem...

- Como você tem tanta certeza?

- Como? Presta atenção, man. Ela te perdoou depois de você ter transado com ela e ter dado um pé na bunda dela. Ela aceitou que ia se casar com um cara que vira lobo pra caçar vampiros... ela entendeu todas as noites que você teve que deixá-la sozinha pra poder achar o vampiro que queria matá-la, por que ela sabia que você estava a protegendo e protegendo seu povo... se isso não é a forma mais clara dela te amar então eu não faço a menor idéia do que é amor.

- Mas se ela me amasse ela não teria ido embora.

- Ela foi embora exatamente porque ela te ama.

- Como alguém que ama pode abandonar?

- Ela não te abandonou, ela fez você enxergar que estava sendo infantil e que estava cego pro amor dela. E agora eu aposto que ela ta esperando você ir buscá-la.

- E se ela não quiser voltar? E se ela não me quiser mais?

- Eu saio pela reserva vestido de Lady Gaga e dançando o Poker Face. – nós rimos – Ela vai voltar, man. Pode confiar.

- Eu vou lá então. – Jake se levantou – E a ordem está retirada, mas... não fica muito em cima não falou?

- Pode deixar. – me levantei também – vou me esforçar pra ser só o amigo...

- Isso ai.... se comporta e talvez, só talvez eu te convido pra ser padrinho de um dos meus filhos, mas eu vou pensar, não sei se quero você na minha família não.

- Vai zoando... sabe eu sou lobo, não envelheço... você vai ter uma filha...

- Nem brinca – ele falou sério – Vou me lembrar de deixar minha filha bem longe de você. – nós rimos de novo e Jake saiu em direção à casa dele. Nannah ia voltar, e eu ia fazer o possível para cumprir minha promessa a Jake.

Notas finais
Estão muito bravas por a pp ter feito isso???? Vão ficar mais felizes se eu contar que recompenso no capitulo que vem???? Então COMENTEM!!!! Ah e quero agradecer as que deixaram indicações... vocês são umas lindas!! Nos vemos semana que vem se Deus quiser!!! Bjokas amoras!!!!