Notas iniciais
OI flores lindas do meu jardim!!!! Como vão vocês? Eu estou bem... bom esse capitulo está escrito há um tempinho, eu deixei pra postar depois pra que ficasse junto com a postagem no TFI, onde ela é interativa... mas ai eu vi que o capitulo que vai ser postado lá hoje ainda é o 8. Então como não é justo deixar vocês esperando mais pra ler, eu vou postar esse logo, ok? Mas já vou avisando que o próximo vai demorar um pouquinho... primeiro porque ainda estou trabalhando nele, segundo porque quero deixar as postagens aqui e no TFI no mesmo capitulo e terceiro eu tenho 4 fics em andamento: Crossroads, Behind these hazek eyes (que está em hyatus, mas estou trabalhando no próximo capitulo, Doce Inferno (que é uma Beward, parceria minha com a LilyX) e Behind blue eyes (que é a continuação de Da Magia à Sedução). E ainda tem as fics que eu sou beta no TFI.

Mas mesmo assim acho que não vai demorar muito não ok?

Sem mais delongas, boa leitura!

POV – Terry

Eu estava bem mais tranqüilo vendo Nannah em La Push, apenas a demora em acontecer o encontro dela e de Jacob me atormentavam, mas segundo Sarah, a mãe de Jacob que conheci aqui nesse plano, as coisas aconteceriam no momento certo. Às vezes algumas situações eram providenciadas para que o ‘momento certo’ pudesse acontecer. E era exatamente por isso que Nannah não conseguia encontrar um lugar pra ficar, Sarah tinha algo em mente em relação a isso.

As coisas aqui nesse plano, o meu céu, como me referia ao lugar, estavam calmas, eu e Patch estávamos sempre zelando por Nannah, enquanto Sarah cuidava de Jacob. Tudo ficou mais complicado quando o pai de Jacob morreu, Sarah ficou bem abalada, não triste, pois ela o teria — o seu Billy, como ela se referia a ele – de volta ao seu lado, mas ver como os filhos sofriam ao se despedir do pai era muito difícil pra ela.

Ver Jacob, o filho caçula de Sarah e Billy, sofrendo era o que mais a deixava abalada. Segundo Sarah, Jacob sempre fora o mais forte, o mais destemido. Ele assumiu pra si a responsabilidade de cuidar do pai depois que suas irmãs mudaram de La Push e mesmo quando Rachel voltou ele continuou tomando para si a responsabilidade de cuidar de todos.

Quando aconteceu toda a situação com Bella e os Cullen – os vampiros – ele assumiu seu posto de alpha, cuidou de protege-la mesmo ferindo seus sentimentos, pois ele amava a garota. Ele assumiu um bando e fez isso com competência, todos o respeitavam, mesmo os garotos que pertencem ao outro bando.

A morte de Billy só fez essa angustia e a preocupação de Sarah aumentarem, por isso ela tinha a permissão de aparecer para o filho em sonhos, mais vezes que eu podia aparecer para Nannah. Sarah tinha que manter Jacob firme, ela tinha que guiá-lo no caminho certo, ou ele e Nannah nunca se encontrariam.

As circunstancias da morte de Billy Black ainda me faziam duvidar se as coisas que aconteciam em La Push e Forks eram realmente verdade, ou se talvez tudo, a minha morte, a minha nova vida como aprendiz de anjo da guarda, a vida triste que minha irmã e meus pais estavam levando, tudo isso não passasse de um pesadelo e que mais cedo ou mais tarde eu acordaria.

Mas era tudo verdade, por mais absurdo que parecesse, eu às vezes me pergunto como Nannah reagirá quando ela souber toda a verdade. Nannah sempre foi muito cética, nem mesmo as historias de monstros e fantasmas a deixavam com medo. Acho que o único medo que ela experimentou foi ficar sozinha depois que eu morri.

Mas agora ela já está bem, ela encontrou uma família em La Push. Sue cuida dela como nossa mãe deveria ter cuidado, os garotos a protegem, inclusive o tal de Embry que anda bem saidinho pro lado da minha irmã e o Seth...

Esse daí ainda me dá dor de cabeça, eu tenho pra mim que ele ta querendo tomar meu lugar. Vive perto de Nannah, fica numa preocupação só em ela conseguir um emprego, um lugar pra ficar... não sei não, será que esse moleque não entendeu que só existiu e só vai existir um Terry?

- Ele não ta querendo ser ‘o Terry’ – Patch falou se sentando do meu lado – e você devia estar feliz por ele estar cuidando da sua irmã.

- E você devia parar de xeretar na minha cabeça – falei – deixa de ser intrometido.

- Hey – ele reclamou – olha o respeito, eu ainda sou o superior aqui! – eu ri – é sério Terry, essa crise de ciúme é perda de tempo, ninguém vai ocupar seu lugar no coração de Nannah.

- Ta, ta – dei de ombros – mudando de assunto, o que você e Sarah vão fazer a respeito desse triangulo ai? – falei mostrando a cena de Jacob e Embry brigando por causa da minha irmã. Nós estávamos escorados na parede do corredor da casa de Jacob, observando os dois brigarem enquanto Seth levava Nannah nos braços pra casa dele.

- Nada – ele falou simplesmente.

- Como assim nada? – olhei pra ele incrédulo – Isso não vai fazer bem depois do negocio lá do imprinting...

- Terry, todos tem livre arbítrio – Patch falou como se ensinasse uma criança – se Nannah quiser ficar com Embry, ela fica, se ela quiser ficar com Jacob, ela fica, e se ela quiser ficar sem nenhum dos dois, ela fica!

- Esperai – gritei – eu a convenci de vir pra ca por causa desse imprinting, e agora você me fala que isso pode não acontecer?

- Ela viria de uma maneira ou de outra – ele falou – você só me ajudou a orienta-la pra que ela chegasse mais ‘rápido’.

- Mas se ela ficar com o Embry...

- Terry – ele segurou no meu ombro – ela é a prometida de Jacob, o que acontecer antes deles ficarem juntos, se acontecer algo, é para evolução deles... eles precisam aprender, é pra isso que a vida na Terra serve.

- Mas se ela vai ficar com Jacob, ai não se encaixa o tal livre arbítrio – falei seguindo Terry.

- Se encaixa sim – ele me olhou sorrindo – foram eles que escolheram ficar juntos...

- Como assim?

- Eles escolheram isso antes mesmo de nascer. – ele falou e voltou a andar. Ok agora sim isso estava virando loucura.

POV – Jacob

Ta bom que eu não entendia o que eu estava sentindo em relação a Nannah, mas que o Call estava me dando nos nervos ele estava. Sempre se oferecendo pra ajudar, sempre amiguinho demais...

- Já ta saindo fumaça da sua orelha Jake – Seth falou cortando meus pensamentos – e tenho certeza que você não esta pensando tanto sobre o motor do carro.

- Embry e Nannah são assim grudados desde que ela chegou aqui? – perguntei na lata, rezando pra Seth não me perguntar o motivo da curiosidade.

- Não, na verdade todo mundo é ligado na Nannah – ele riu – é como se ela fosse nossa irmã mais nova que precisa de mais cuidado que todo mundo. Como se fosse uma menininha.

- Mas todo mundo é assim com ela, como Embry é? – perguntei de novo.

- E como Embry é? – ele me olhou com as sobrancelhas arqueadas.

- Sei lá – fingi dar de ombros – ele parece gostar mais dela do que como amigo...

- Talvez – ele voltou a mexer no motor do carro – eu só não sei se ela retribui. – um pequeno sorriso se formou no meu rosto, mas eu tratei de desfazê-lo antes que Seth começasse a perguntar coisas que nem eu mesmo sei responder. – e você Jake?

- Eu o que? – disfarcei o susto com a pergunta dele.

- O que você achou da Nannah?

- Ela é legal – falei simplesmente.

- Só legal? – ele insistiu.

- Ela é diferente Seth... – falei desintindo de mexer no carro e passei a encará-lo – é como você disse, ela parece uma menininha que precisa de cuidados o tempo todo, como se qualquer palavra, qualquer ação errada fosse quebrá-la. – ele me olhou e riu de lado. Percebi que ele ia falar mais, só que fomos interrompidos por Embry que entrava na garagem.

- Vocês demoraram – falei.

- Nannah pediu que eu a levasse na Sue – Embry respondeu – Jake onde tem antitérmico?

- Ela ta com febre de novo? – perguntei já limpando as mãos e vestindo uma camisa.

- Ta – ele falou me seguindo – mas a febre não ta muito alta não...

- Você devia tê-la trago logo – o interrompi – não tinha que ter ficado passeando, não com ela doente. – entrei na cozinha e fui pegar um copo de água, mas Embry já estava com um na mão, segui então pro banheiro pra pegar um comprimido.

- Basta falar onde estão os comprimidos e eu pego – ele reclamou tentando passar na minha frente – você pode voltar pra garagem.

- Você ta na minha casa Call – falei rude – eu te aconselho a cair fora. – tentei entrar no quarto de Rach, no mesmo momento que Embry também entrava, o que fez com que nós dois ficássemos ‘enganchados’ na porta.

Empurrei Embry e entrei.

- Eu disse pra você não abusar – me agachei ao lado da cama – mas parece que você não quer me escutar. – entreguei Nannah um comprimido, Embry a deu água, fazendo cara feia pra mim. Idiota, basta uma ordem de alpha e ele sai daqui com o rabo entre as pernas.

- Deita que você logo fica melhor – Embry falou se sentando ao lado dela cama e alisando o cabelo de Nannah – eu vou ficar aqui cuidando de você. – ai eu fiquei nervoso, como assim vai ficar aqui?

- Não precisa Call, pode ir pra casa ou então arrumar algo pra fazer, eu cuido dela – falei nervoso.

- Eu a deixei doente, então eu cuido dela – Embry retrucou, esse garoto ta abusado. Comecei discutir com ele, mas Seth entrou no quarto nos interrompendo.

- Hey, você vão deixa-la pior desse jeito – ele falou alto – cai fora daqui os dois, deixa que eu cuido dela.

- Nem pensar moleque – falei – os dois podem fazer o favor de ir embora.

- Vocês deviam continuar o que estavam fazendo – Embry falou se levantando e indo até a porta. É agora que eu quebro a cara desse moleque abusado.

- Você que ta sobrando aqui Call – falei me levantando também e parando na frente dele.

- Ah qual é Jake – ele me enfrentou – eu não to entendendo essa sua crise.

- Qual é digo eu Embry, ta pensando em enfrentar seu alpha?

- E você vai usar sua superioridade na matilha pra me afastar dela? – nós nos encaramos, só agora percebendo sobre o que discutíamos e na frente de quem estávamos falando coisas que não deviam ser ditas.

Como se estivéssemos em câmera lenta, nos viramos para a cama pra ver Nannah que a essa altura devia estar com uma tremenda cara de espanto. Mas quem ficou com cara de espanto fomos nós dois, pois a cama estava vazia. Nem Seth nem Nannah estavam no quarto.

- Pra onde é que aquele moleque a levou? – perguntei nervoso.

- Provavelmente pra casa dele – Embry falou saindo – eu vou lá.

- Não Embry – falei e ele travou no meio do caminho – Seth tem razão, essa nossa discussão não vai ajudar Nannah a melhorar, deixa pra ir lá mais tarde.

- Se você quiser ficar ai, pra mim é melhor – ele falou e saiu, eu me joguei no sofá. Que diabos estava acontecendo comigo? Que reação é essa com Nannah?

POV – Leah

Estava tudo tranqüilo hoje, acordei cedo apesar de ter feito ronda de madrugada. Tomei um café rápido e fui me reunir com os garotos na casa de Jacob, fiquei sabendo ontem por Seth que ele estava de volta.

No caminho encontrei Embry, Quil, pra variar, os dois falavam da bonequinha de porcelana. É incrível como ele são mansos quando se trata dela, ficam todos babões e se esquecem de um detalhe importante, quanto mais próxima de nós essa garota fica, mais fácil ela descobrir nosso segredo.

Entramos na casa de Jake e vimos ele, Seth e a princesinha conversando na cozinha.

- Já vieram filar café de novo? – Jake perguntou fazendo careta, a princesa e Seth riram.

- Não preciso filar café na sua casa Jacob – falei ignorando as hienas – minha mãe cozinha o suficiente na minha casa. E bem melhor que você.

- A Sue cozinha magnificamente bem, mas o café do Jake não está de se jogar fora. – a ‘bonequinha’ falou fazendo Jacob sorrir feito um bocó, revirei os olhos.

- Valeu pelo elogio Nannah! – Jake falou.

- Às ordens – ela respondeu.

- Já se tratam intimamente? – perguntei.

- Acho que a noite passada nos deu esse direito, não é Jake? – ela piscou o olho pra ele, idiotas, sai batendo o pé mas antes ainda ouvi a imbecil falando – eu acho que ela te ama Jake.

Até parece que eu vou perder meu tempo gostando desse demente. Ele já deve ter esquecido a sanguessuga sem sal, pois já ta arrastando as asinhas pra bonequinha de luxo. Caminhei até a praia, onde me sentei e fiquei olhando o mar.

Pensei em tudo que aconteceu comigo desde o dia que me transformei. Lembrei de como foi difícil perder meu pai e como, bem antes disso, foi difícil perder o Sam. Pra todo mundo eu sou apenas um garota amarga que ficou rabugenta depois que o namorado a trocou, mas ninguém me entendia de verdade, pra ver como era difícil lidar com tudo.

Ninguém tinha idéia do quão difícil era pra mim estar na matilha de Sam e ver na cabeça dele o quanto ele adorava a Emily, ver todo o amor que ele sente por ela, o desejo de casar, ter filhos, ter uma vida que ele compartilharia comigo. Tudo isso machucou muito, até eu conhecer a minha salvação, quando Jake reivindicou pra si o posto de alpha de direito, eu vi ali a minha chance de fugir da dor. Mas eu não podia pensar em nada, se Sam cogitasse essa possibilidade, ele iria me dar a ordem pra ficar, não porque ele me queria perto dele, mas porque ele não queria perder mais um guerreiro pros vampiros.

Me mudar pra matilha de Jake foi a coisa mais certa que eu fiz, pelo menos eu achava isso, até me apaixonar por ele. É a bonequinha de luxo tinha razão, eu estava sim apaixonada pelo Jake, mas eu luto contra esse sentimento, eu sei que não é certo, além de ter o fato de acontecer um imprinting e eu sofrer tudo de novo, tem a questão de que ele nunca iria me querer, ele é obcecado por Bella, mesmo que agora ela seja uma sanguessuga fedorenta.

Fiquei na praia mais um pouco, mas comecei a sentir o cansaço da ronda me abater e resolvi ir pra casa, talvez minha mãe estivesse lá pra me dar um colinho. Cheguei em casa e vi um bilhete da minha mãe dizendo que ela estava na casa da Sra Uley, me joguei no sofá e liguei a TV. Não demorou muito e minha mãe voltou.

- Em casa a essa hora, filha? – ela perguntou – Achei que você ficaria na casa do Jacob.

- Não – respondi seca – lá estava chato.

Ela não falou mais nada, foi para a cozinha provavelmente preparar o almoço. Pouco tempo depois uma batida leve na porta e Embry entrou.

- Tia Sue? – ele ainda tinha a mania ridícula de chamar minha mãe de tia, como se fosse um garotinho – eu trouxe uma visita pra senhora.

- Visita? – mamãe perguntou vindo da cozinha enxugando a mão num pano de prato – Nannah! – ela exclamou ao ver quem atravessava a porta entrando – que surpresa boa.

- Oi Sue – a coisinha falou abraçando minha mãe – estava passando por perto e pedi Embry que me trouxesse aqui pra te ver.

- Que bom – mamãe a fez se sentar no sofá – fica pro almoço?

- Não Sue, muito obrigada, mas eu tenho que fazer companhia pro Jake.

- O Jake já voltou? – Mamãe gritou da cozinha – achei que ele só voltaria daqui alguns dias.

- Ele resolveu voltar antes – ela respondeu me encarando – mas a Rachel ainda ficou lá.

Comecei a encará-la também, essa garota tem algum problema ou não tem medo de morrer.

- Embry será que você pode me dar uma ajudinha aqui? – mamãe falou e Embry foi ajudá-la deixando eu e a coisinha sozinhas.

- Desculpa pelo que eu falei mais cedo – ela falou quebrando o silencio – eu não quis ser rude com você.

- Tanto faz – falei – sua opinião não me importa.

- O que eu te fiz? – ela perguntou eu a olhei com cara de como assim? – Eu não sei por que você me trata desse jeito.

- Eu não te trato ‘desse jeito’, só não me interesso na sua historinha, no seu mundinho... não sou do tipo que segue tendências, e ao que parece você é a tendência do momento.

Ele fez uma cara de quem comeu e não gostou e se recostou na poltrona onde estava sentada. Eu bem que queria que ela fosse embora logo, o cheiro dela era enjoativo. Não demorou muito e ela pediu Embry pra que a levasse pra casa, ele como o bom cachorrinho que é obedeceu.

Os dois saíram e logo em seguida minha mãe veio da cozinha me olhando com cara de quem ia me dar uma boa bronca.

- Leah Clearwater – ela falou parando na minha frente com as mãos na cintura – nem eu nem seu pai lhe demos essa educação.

- O que eu fiz? – falei me fazendo de inocente.

- Eu ouvi a maneira como você falou com Nannah, custa tentar ser agradável com a garota?

- Custa mãe – falei me sentando – eu não vou ficar por ai abanando o rabinho pra essa garota, ninguém aqui conhece ela e fica todo mundo adulando e fazendo charminho. Ah tenha paciência!

- O que isso Leah? – ela me olhava assustada – essa não é a minha garotinha.

- É mãe, talvez a Nannah seja uma filha melhor que eu – levantei e sai, eu não queria mais conversar sobre isso.

Eu estava começando a cochilar quando ouvi as vozes de Seth e da minha mãe, fiquei quieta ouvindo a conversa, eu estava com medo de ter magoado minha mãe com as minhas palavras, mas eu acabei ouvindo um nome que não me agradou em nada: Nannah. Levante e abri a porta a tempo de ver Seth entrar no quarto dele com ela nos braços.

- O que aconteceu? – perguntei, tudo bem que eu não morria de amores por ela, mas também não desejava que a garota morresse, talvez apenas da boca pra fora.

- Ela adoeceu depois que Embry jogou ela na água ontem à noite, a febre vai e volta... – Seth respondeu a ajeitando na cama.

- E porque ela não ta na casa do Jake? – perguntei.

- Porque ele e Embry estavam se matando pra ver quem cuidaria dela, então eu decidi que era melhor tirá-la de lá antes deles se matarem.

- Fez muito bem filho – minha mãe falou entrando no quarto com um termômetro – deixa que eu cuido dela.

Ótimo quanto mais eu corro do capeta mais ele vem me atazanar.

POV – Embry

Ta certo que brigar com Jake por causa da Nannah não foi muito racional, mas quem disse que eu fico racional perto daquela garota? Quem diria, eu Embry Call, o rei das baladas, literalmente de quatro por uma garota.

Mas Nannah era especial, ela era incrivelmente linda, doce, carinhosa, sincera e ainda tem aquele par de olhos azuis que enfeitiça qualquer um. E nesse qualquer um lê-se: Jacob Black. O imbecil mal chegou de viagem, mal conhece Nannah e ta se achando o dono dela, ainda vem com essa historia sem noção de me dar uma ordem de alpha pra eu me afastar dela.

Seth é outro intrometido, da onde ele tirou a idéia de que ele podia tirar Nannah da casa do Jake assim sem falar nada com ninguém, ele ia era ganhar uns cascudos, moleque abusado. Cheguei na casa de Sue e entrei sem nem mesmo bater na porta, que por acaso estava aberta.

- Tia Sue? – chamei – Seth?

- Aqui no meu quarto – ouvi Seth falar, mas nem cheguei a me aproximar do corredor e tia Sue apareceu na minha frente com cara de poucos amigos. Eu só via essa expressão em uma pessoa, na minha mãe e só quando eu fazia algo bem errado.

- Oi tia – falei – a Nannah ta ai?

- ta dormindo – ela falou cruzando os braços – que idéia de jerico foi essa de jogar a menina na água fria de madrugada?

- Desculpa tia, eu nem me lembrei que ela é uma humana normal, que sente frio... eu to tão acostumado com os outros lobos e já me sinto tão a vontade perto de Nannah que nem me toquei que ela adoeceria.

- Vocês são todos inconseqüentes. – ela balançou a cabeça – agora ela ta dormindo, eu dei um chá a ela que vai deixá-la melhor. Amanhã ela já vai estar bem, foi só um resfriado. Mas ela fica aqui até amanhã.

- Posso ficar por aqui hoje? – perguntei fazendo cara de menino que sempre amolecia a tia Sue.

- Vai adiantar se eu disser não? – ela sorriu e me deu um beijo na testa, andando na direção da cozinha em seguida – se for no quarto, faz o favor de não acordar Nannah.

- Pode deixar – falei me dirigindo ao quarto de Seth.

A porta estava entreaberta, dava pra ver Seth sentado na beira da cama olhando pra Nannah com carinho. Ele também? Será que todo mundo resolveu gostar dela?

- Posso entrar? – perguntei baixinho fazendo ele olhar pra minha direção.

- Pode – ele falou e voltou a encarar Nannah dormindo.

- Tenho que pedir desculpas a ela, por aquela cena com o Jake. – falei enquanto me abaixava ao lado da cama.

- A gente pode conversar lá fora? – Seth me olhou e se levantou. Dei um beijo na testa de Nannah e saí com ele.

Nós caminhamos um pouco pelas ruas de La Push, Seth ficou calado, o que era estranho, pois foi ele que pediu pra conversar.

- Eu vou falar só uma vez – ele falou parando e se virando pra mim, os olhos sérios – eu tenho Nannah como uma irmã. É do conhecimento de todo mundo o quanto Leah ficou amarga depois de se transformar, ela não trata mais ninguém com carinho, nem mesmo eu e minha mãe que somos a família dela, então Nannah meio que supriu o que faltava.

- Onde você quer chegar Seth? – perguntei não entendendo o que ele queria dizer com essa conversa.

- Onde quero chegar... – ele me olhou muito sério – eu posso ser mais novo que vocês, mas se eu souber que você ou o Jake ou qualquer outra pessoa fez Nannah sofrer, vocês vão conhecer um Seth que nunca viram antes.

Dito isso ele enfiou as mãos nos bolsos e saiu andando de volta pra casa dele. Mas antes de sair da minha vista, deu um ultimo recado.

- Melhor você me substituir na ronda hoje – falou – avisa o Jake que não vou porque vou cuidar da Nannah. – eu ia abrir a boca pra questionar, dizer que ele podia fazer a ronda que eu cuidaria dela, mas ele foi mais rápido – e não, você não pode cuidar dela.

Seth andou depressa pra casa e me deixou parado com cara de paspalho. Desde quando esse moleque acha que pode mandar em mim? Eu ia ignorar o que ele falou e ia ver Nannah, mas resolvi não brigar, não hoje. Fui pra minha casa, eu precisava de um banho frio.

POV – Seth

- Onde você quer chegar Seth? – Embry perguntou notavelmente sem entender o que eu estava dizendo.

- Onde quero chegar... – o olhei sério, pra que ele entendesse que quem estava falando não era mais o moleque da matilha – eu posso ser mais novo que vocês, mas se eu souber que você ou o Jake ou qualquer outra pessoa fez Nannah sofrer, vocês vão conhecer um Seth que nunca viram antes.

Disse isso e voltei a caminhar, dessa vez pra casa. Deixei Embry parado no meio da rua, mas antes de me afastar dei um ultimo recado.

- Melhor você me substituir na ronda hoje – falei – avisa o Jake que não vou porque vou cuidar da Nannah. – eu sabia muito bem o que estava passando na cabeça dele nesse exato momento, então eu me virei e completei antes que ele falasse – e não, você não pode cuidar dela.

Eu seguia pra minha casa quando resolvi parar em um lugar antes. Apressei meus passos até parar de frente pra casinha vermelha. Eu ouvia o barulho na garagem, mas nem precisava disso, eu sabia que Jake estaria lá.

- E ai moleque – ele falou assim que entrei – você podia ter avisado antes que tava levando Nannah pra sua casa.

- Vocês não iam me ouvir – dei de ombros escorando na moto de Jake que estava parada num canto.

- Como ela está? – ele perguntou – já trouxe ela de volta?

- Está bem, e não – falei – ela vai ficar lá em casa até amanhã. Ordens da Sra Clearwater. – ele riu.

- Eu imaginei que Sue não ia deixar ela sair de lá até ela estar melhor. Embry apareceu por lá?

- Apareceu e já foi embora.

- Achei que ele fosse ficar por lá...

- Eu o mandei ir embora – ele desviou os olhos do carri e me encarou com uma sobrancelha arqueada – olha só Jake – falei – você pode ser mais velho que eu e pode ser meu alpha também, mas eu vou ignorar tudo isso e vou te dar o mesmo recado que eu dei pro Embry.

Ele continuava me olhando, mas agora com o cenho franzido, eu podia sentir no ar que ele estava preste a colocar seu lado alpha em jogo.

- E não adianta me ordem de alpha não – falei o fazendo fechar ainda mais a cara – Nannah é especial demais pra virar brinquedinho seus, então seu eu souber que um de vocês a magoou ou a fez sofrer, é comigo que vocês vão acertar as contas, e pode ter certeza que eu estou pouco me lixando se você é meu alpha. Eu te considero meu melhor amigo, espero que você não queria colocar nossa amizade em risco.

Assim como fiz com Embry, eu falei e sai, deixando Jake sozinho. Eles dois estavam me deixando estressados, e o piro eles estavam deixando Nannah estressada e assustada. Dois malucos, era bom os dois se entenderem longe dela.

Voltei pra minha casa, eu já estava cansado desse dois. Mal entrei e Leah apareceu na minha frente me fuzilando com os olhos. Respirei fundo, mais uma pra enfrentar.

- O que é Leah? – perguntei me jogando no sofá.

- Por que você trouxe a bonequinha de porcelana pra cá? – ela perguntou se sentando na minha frente.

- Porque ela ta doente Leah, ela precisa de cuidados. – falei recostando a cabeça no encosto do sofá.

- Então levasse ela pra um hospital!

- Por que Nannah te incomoda tanto?

- Porque ela é uma fingida, falsa que ta fazendo todo mundo de besta com essa carinha de menina abandonada.

- Você ta com ciúmes dela Leah – falei encarando minha irmã – e ta ciúmes porque você não é capaz de tratar as pessoas como Nannah trata. Você sempre foi doce Leah, porque será assim agora? Porque tratar todo mundo mal? Até a mãe você magoou!

- Eu não falei aquilo com ela por mal – ela falou olhando pro chão, visivelmente envergonhada – eu estava nervosa, com raiva. Tudo agora gira em torno da bonequinha, tudo tem que ser pra Nannah, como Nannah quer... eu já me cansei dessa garota.

- Um dia as coisas foram pra você, como você queria, mas por causa dessa sua armadura, você perdeu tudo. Talvez se você voltasse a ser a Lee.

- Você prefere ela né? – Leah gritou se levantando – você queria que ela fosse sua irmã, não eu.

- Leah você está incoerente – falei me levantando também, eu ia era tomar um banho e deixar essa doida conversando sozinha.

- Eu ouvi Seth, eu ouvi o que você falou com o Embry – eu virei para olha-la e ela tinha lágrimas nos olhos – eu ouvi você falando que ela supria o que faltava em mim. Eu vi como você a defendeu, como você conseguiu ameaçar o Embry e até mesmo enfrentar o Jake, o seu alpha por ela, mas você nunca fez isso por mim. Você nunca enfrentou o Sam por mim.

Ela saiu descontrolada pela porta correndo em direção à floresta, pouco tempo depois eu pude ouvir ao longe o som das roupas dela sendo rasgadas e os passos pesados de loba. Ok agora eu tenho certeza, La Push inteira está enlouquecendo!

Notas finais
E ai flores... parece que o bichinho verde do ciúme andou mordendo todo mundo em La Push não?.... Mas me digam, o que vocês estão achando? Seth está brabo não acham? Eu até fiquei com medo dele. *ui* como será que nossa PP vai reagir quando encarar Jake e Embry? Será no que vai dar esse triângulo? E o ciúmes do Terry e da Leah? Ambos acham que seus postos de ‘irmãos’ estão sendo ‘roubados’... se bem que Leah tb tá com um ciuminho do Jake... mais aventuras nos próximos capítulos... não esqueçam de deixar um comentário pra mim, ok? Beijinhos...