Crossroads - Vidas Cruzadas
42 Capítulo 41 - Na garagem
Notas iniciais
POV – Jake
Tudo o que eu precisava na vida era ver minha felina feliz como ela estava agora. Já tinham se passado seis meses desde que Violet sofreu o acidente e todas as loucuras se desencadearam. Ela aceitou que agora teria algumas caracteristicas de transmorfo, depois é claro de meia duzia de xingamentos dirigidos à mim, o que fez Nannah brigar com ela e as duas ficarem semanas sem se falar. Por fim Violet se desculpou e as duas voltaram às boas, claro que não se pode dizer ainda que elas têm um relacionamento normal de mãe e filha, acho que a relação de Nannah com Sue é mais proxima disso que com Violet.
- Tá olhando o que, Black? – Nannah perguntou percebendo que eu estava na porta da cozinha, assistindo ela andar de um lado para o outro preparando o jantar.
- Só conferindo o quanto minha mulher é linda. – falei vendo um sorriso surgir no rosto dela.
- E o senhor se importaria em parar essa observação para ir buscar nossos filhos na casa do George?
- Com prazer, mas antes... – falei e fui até ela a puxando para um beijo longo.
- Não implica com Embry. – ela falou antes que eu passasse pela porta – Deixe ele vir jantar conosco.
Eu ri, Nannah, assim como eu, sabia que Embry estava na casa de George e que ia querer vir pra nossa casa depois, o garoto não se desgrudava de Ivy nem por um segundo, exceto apenas para trabalhar. A faculdade ele já tinha largado de lado, disse que faria quando Ivy estivesse na idade também, assim os dois poderiam ir juntos, eu fingi que aceitei...
- Jake. – George me cumprimentou quando eu passei pela porta.
- Olá. – falei, Ivy se soltou de Embry e correu na minha direção, eu a peguei no colo fazendo cocegas nela – Hey gatinha.
- Cadê Nannah? – George perguntou.
- Terminando o jantar. – respondi – E me incumbiu da missão de vir buscar as duas pimentas.
Matt me ouviu minha voz e veio correndo da direção da cozinha, repetindo o gesto da irmã e pulando para o meu colo.
- E como estão os preparativos para o aniversário dos dois? – Leah perguntou entrando na sala. Ela estava linda com um barrigão e um sorriso que desde o Natal quando ela contou que estava grávida não saia do rosto dela.
- Estão tomando minha mulher de mim e me fazendo trabalhar mais que nas rondas, mas eu já me conformei. – falei arrancando risadas de todos – A propósito, Embry, ela quer você lá amanhã cedo para encher balões.
- Sem problemas. – Embry se levantou – Bom eu vou pra casa.
Ivy esticou os braços pra ele quando ele passou por nós, deixei que Embry a pegasse porque eu sabia que ela faria um escandalo se eu não deixasse. Nós seguimos pra minha casa.
POV – NANNAH
Ouvi baterem na porta poucos minutos depois que Jake saiu, fui depressa atender rezando pra não ser nada que me impedisse de terminar o jantar.
- Dr. Sloan? – perguntei espantada por ver o médico parado na minha porta.
- Olá Nannah? – ele respondeu com um sorriso no rosto – Me desculpe vir sem avisar, mas eu queria conversar com você.
- Tudo bem. Entre. – dei mais espaço para ele passar. Na minha cabeça eu tentava entender o que ele queria conversar comigo.
- Eu estou incomodando? – ele se virou pra mim – Por que se estiver eu posso ir embora...
- Não. – falei rápido – Bom, eu estou preparando o jantar, então se você não se incomodar de conversar na cozinha enquanto eu trabalho nas panelas...
Fui na direção da cozinha com Sloan no meu encalço, a curiosidade a respeito do que ele queria conversar ainda martelava a minha cabeça. Indiquei uma cadeira para que ele se sentasse.
- Quer beber alguma coisa? – perguntei – Uma água, um suco, ou me acompanhar no vinho. – levantei a taça de vinho que eu estava bebendo, era Jake quem estava me acompanhando antes de ir buscar as crianças...
- Aceito o vinho. – me virei para ele e o vi sorrindo ainda.
Peguei mais uma taça no armário e o servi. Sloan deu pelo menos uns três goles no vinho e nada de dizer o por que de estar aqui, e quando percebi que ele não diria tive que perguntar.
- Você disse que queria conversar. – falei – É algo sobre a Violet?
- Não, não. – ele depositou a taça na mesa e me olhou, senti um leve arrepio com o olhar dele, mas não disse nada – Sua mãe fez alguns exames semana passada e está tudo bem. Como nós já sabiamos, ela vai permanecer com algumas caracteristicas do DNA lupino do seu marido, mas não corre risco de se transformar...
- E você tem ideia de quais caracteristicas ela vai ter? – perguntei.
- Não dá pra saber ainda, isso só vai ser descoberto com o passar do tempo, mas eu acredito que não vai ser nada assustador não, ela vai lidar bem com isso.
- Como se trata de Violet, eu não coloco a minha mão no fogo...
- Você a chama de Violet, ao invés de mãe, e dá pra perceber que vocês não são muito íntimas. Seria muita indiscrição minha perguntar o por que?
- Eu sou digamos, filha bastarda no casamento de Violet... – falei – Quando nasci ela era casada com George Howard, acho que você o conheceu – Sloan assentiu – Bom Violet não me queria, ela tentou abortar, mas George não permitiu, ele não sabia ainda que eu não era filha dele... então eu nasci e minha ‘mãe’ nunca fez questão de me amar... nós vivemos dezoito anos nos odiando e agora estamos tentando ter um relacionamento, porque ela deu o braço a torcer que na verdade ela via em mim a pessoa que ela não foi...
- Como assim?
- Ela amava o meu pai biológico, Anthony, mas quando soube o que ele era ela teve medo e se afastou dele e o proibiu de se aproximar dela, mesmo sem saber que estava dando uma ordem de imprinting e que ele a obedeceria não importava o que acontecesse.
- E onde entra que ela via em você a pessoa que ela não foi? – ele perguntou.
- Eu era uma parte de Anthony. – expliquei – Quando me olhava ela via que não foi forte o suficiente pra enfrentar até mesmo o desconhecido e ficar com o homem que amava, então ela decidiu me odiar por eu fazê-la lembrar do meu pai.
- Ou, ela pensava que se mostrasse que te odiava, você não perceberia o quanto ela te ama, afinal você era a única coisa que ela tinha do homem que amava.
- Nunca pensei dessa forma. – falei enchendo nossas taças de novo.
- Porque você estava cega pela carência... odiar sua mãe era sua arma de defesa.
- Talvez... – dei de ombros – Mas não foi sobre isso que você veio conversar, foi?
- Não, não foi. – ele riu – Eu vim falar sobre as panteras.
Sorvi mais um gole de vinho e me virei para mexer uma das panelas, na verdade eu queria me desviar do olhar de Sloan que me incomodava.
- Até alguns meses atrás eu achava que era o ultimo pantera, e você que era a ultima também... mas olha nós dois aqui. Se só sobramos você e eu, isso faz de nós dois uma matilha.
- Pode ser, mas aonde você quer chegar com isso?
- Não sei. – ele se levantou e escorou na pia ao lado do fogão onde eu mexia nas panelas, como forma de me desviar do olhar dele – Eu só fico me perguntando o que vamos fazer em relação à isso...
- Nada. – falei me cansando da conversa – Sloan nós nos viramos bem até aqui. Eu sou uma pantera, mas só vou usar dessa minha condição se as pessoas que amo estiverem em perigo. Eu não vou me transformar todos os dias e ficr vagando pela floresta em rondas, já tenho quem faz isso aqui em La Push.
- Os lobos do seu marido. – ele falou, eu senti uma certa repulsa da parte dele ao dizer ‘marido’, mas tomei como uma impressão errada minha.
- Sim, os lobos. Eles não são poucos e sabem muito bem como proteger a reserva, afinal eles fizeram isso por muito tempo.
- Mas se você rejeitar sua forma de pantera, você vai morrer...
- Eu não rejeitei. – falei enquanto tirava o macarrão de uma panela – Eu me transformo em pantera, apesar de saber, graças a você que eu não vou morrer se parar, Jake é meu imprinting, então ele vai me manter viva...
- Eu ainda acho que nós dois deviamos começar a agir como a matilha que somos.
- Eu não quero ser de uma matilha. – falei – Olha só Sloan, Jake e os outros lobos estiveram por perto desde que eu cheguei em La Push, eles lutaram pra me proteger quando um vampiro apareceu querendo me matar, então eu não vou sair por ai correndo em forma de pantera e me colocando em risco, mesmo porque nós não sabemos quem me queria morta e se essa pessoa ainda quer isso.
- Alguém quis te matar? – Sloan parecia surpreso.
- Sim, um vampiro apareceu aqui quando eu ainda estava grávida, Jake conseguiu matá-lo, mas ele disse antes de morrer que tinha sido mandado, só não falou por quem.
- E você não tem ideia de quem possa ser?
- Até pouco menos de um ano eu nem sabia que era pantera, como vou ter ideia de quem pode estar atrás de mim?
- E seu pai, ele não disse nada sobre isso?
- Ele até procurou uma resposta, mas não encontrou nada e quando ele decidiu parar de se transformar essa questão foi meio que esquecida.
- Seu pai decidiu deixar de ser pantera mesmo sabendo que você corria perigo?
- Se você não sabe – falei começando a me irritar com os pre-julgamentos dele – Eu tenho dezesseis lobos responsáveis pela minha segurança, acho que meu pai tinha o direito de encontrar uma saida para a dor dele...
- Claro, deixando a filha em perigo...
- Qual parte dos dezesseis lobos você não entendeu? – perguntei nervosa.
- Me desculpe, mas eu não confio tanto assim nos seus lobos... tem algo neles que me faz achá-los fracos demais. Eu sou mais confiante em panteras. Talvez porque nós sejamos de uma lenda mais antiga, portanto, mais forte.
- Bom, se você pensa assim... – dei de ombros ou eu ia acabar ficando mais nervosa e me transformando.
- Vamos mudar de assunto. – Sloan pediu.
- E falar de que? – perguntei me entretendo em lavar a louça.
- De você...
- O que você quer saber de mim?
- Você é feliz Nannah? – ele perguntou quando eu me virei para colocar um prato no escorredor.
Sloan estava proximo demais e eu me assustei com a pergunta, de forma que o prato escorregou da minha mão, mas antes que ele alcançasse o chão, Sloan o aparou.
- Claro que sou feliz. – falei.
Ele levantou o rosto e falou sem tirar os olhos dos meus.
- Eu acho que você poderia ser mais feliz... se andasse com os da sua espécie. – ele se inclinou mais, eu queria me afastar, mas tinha algo no olhar dele que me impedia, era uma força que de alguma forma muito bizarra me comandava.
- Se afasta de mim. – pedi, queria que minha voz tivesse saido mais forte e imponente, mas tudo o que consegui foi um sussurro.
- Eu não quero. – ele falou se inclinando mais.
Ouvi a porta da sala ser aberta, e Sloan com certeza tinha ouvido também. A voz de Jake chegou aos meus ouvidos, ele entrava rindo de qualquer coisa que Embry tinha falado, e aquela risada rouca era o que eu precisava pra acordar do transe que o olhar de Sloan tinha me colocado.
O afastei com um empurrão, ele cambaleou pra trás por ter sido pego de surpresa e o prato que ele ainda segurava caiu se espatifando.
- Sai da minha casa, agora. – falei séria.
Num segundo Jake e Embry estavam na porta da cozinha. Ambos com o olhar assustado.
- O que está acontecendo aqui? – Jake perguntou.
Sloan que ainda mantinha um sorrisinho irritante nos lábios passou por mim indo na direção da porta, onde Jake e Embry ainda estavam parados, cada um deles segurando um dos meus filhos.
- Nada com que precise se preocupar... por hora. – Sloan falou ao passar por Jake.
A porta de entrada foi aberta e fechada e eu pude ouvir os passos de Sloan se afastando até que ele entrou no carro e deu partida.
- Nannah o que ele fez? – Jake perguntou, agora parado na minha frente.
- Nada além de insinuações. – falei – Tem algo nele que eu não gostei Jake. Ele é estranho.
- Por que você o deixou entrar? – Jake perguntou me fazendo sentar e se sentando na minha frente.
- Porque ele queria conversar. – falei – Eu achei que seria interessante, afinal ele é a única pantera que sobrou além de mim...
- O que ele falou? Que insinuações ele fez?
- Não sei ao certo ainda. Minha cabeça está confusa, ele parecia falar em codigo... eu vou acalmar meus pensamentos, tirar as conclusões e falo com você. – avisei me levantando – Agora eu vou dar um banho nas crianças, você coloca a mesa do jantar pra mim?
- Claro que sim. – ele me deu um selinho antes que eu saisse da cozinha.
POV – Jake
Quando o subconsciente da gente grita que algo não está certo, a melhor escolha nunca é ignorá-lo. E no momento, meu subconsciente gritava que Mark Sloan ia me dar muito trabalho.
- Embry me ajuda aqui. – chamei da cozinha. Embry apareceu segundos depois.
Eu não queria que ele me ajudasse exatamente com a mesa do jantar que Nannah tinha me pedido pra arrumar, na verdade eu queria outro tipo de ajuda.
- Eu não gostei daquele cara aqui. – falei baixo o suficiente pra Nannah não escutar, mas de forma que Embry me escutaria bem.
- Tava um clima esquisisto nessa cozinha. – Embry falou – Eu também não gostei dele.
- Pois é, por isso quero sua ajuda.
- Fala.
- Você vai me ajudar a ficar de olho nele. – pedi – Eu não posso ficar em casa o dia todo, tenho que trabalhar, então eu quero que você fique aqui quando eu não estiver. Quero que você tome conta de Nannah pra mim.
- Eu? Tem certeza?
- Você tem a desculpa perfeita pra isso. – falei – Ivy. Você pode ficar aqui dizendo que é por causa dela e assim manter o doutorzinho longe de Nannah.
- Vai me deixar ficar perto de Ivy todos os dias? – ele sorriu de lado.
- Sacrificios que eu faço pela minha felina. – falei – Mas não é pra ficar babando na minha filha e esquecer da sua missão de proteger minha mulher.
- Sim senhor. – ele fingiu bater continencia.
- Vou pedir Seth que fique de olho no médico. – comentei – Quero saber o que ele faz quando não está no hospital.
- Uhhh Sherlock, só não se arrisca demais pra não caçar confusão com Nannah, você sabe que ela não gosta desse seu lado ciumento.
- Eu sei, eu sei.
- JAKE! – Nannah me gritou do quarto. Eu deixei Embry na cozinha e corri até lá.
- Algum problema? – perguntei entrando no quarto das crianças.
- Ivy não me deixa arrumar o Matt. – Nannah falou segurando minha princesinha que estava se dependurando no braço dela, a impedindo de arrumar Mathew.
- Hey gatinha, você não gosta de dividir a mamãe não? – brinquei pegando Ivy no colo – Tem que deixar um pouquinho pro seu irmão... e pra mim também.
Nannah riu.
- Engraçado é que quando está com Embry essa ai nem lembra de mim. – Nannah falou fazendo bico.
- Fazer o que se ela me ama? – Embry perguntou da porta.
- Convencido... – Nannah revirou os olhos – Você deve estar se esquecendo quem é que dobra o alpha pra você ficar mais tempo com a bonequinha.
- Na verdade, eu estive pensando nisso... – falei chamando a atenção de Nannah pra mim – Acho que você precisa de um tempo pra você, as crianças acabam tomando todo o seu tempo e você não consegue fazer as coisas que gosta, então eu liberei Embry pra ficar mais tempo por aqui.
- Quem é você e o que fez com meu marido? – Nannah perguntou me encarando, depois riu – Eu faço o que gosto Jake. eu gosto de cuidar dos nossos filhos.
- Eu sei, mas sei também que você sente falta de ler seus livros, de compor, de tocar...
- Outch, você me pegou agora. – ela sorriu pegando Matt no colo – Eu sinto mesmo falta de tocar.
- Viu? Eu te conheço, gata. – me inclinei pra baixo e dei um selinho nela.
- Ok, isso é lindo, mas eu to faminto! – Embry falou da porta – Não dá pra vocês dois deixarem o amor pra depois do jantar? De preferencia quando eu estiver em casa e as crianças dormindo?
- Acho que vou voltar atrás na minha decisão. – falei – Ele é muito palpiteiro.
- Também acho. – Nannah falou rindo – Anda La Push, vamos comer!
oOo
- Embry, não entrega a colher pra ela! – Nannah reclamou quando Embry deu a colher pra Ivy comer sozinha – Olha ai... ela tá fazendo bagunça.
- Ah deixa a menina se divertir. – Embry resmungou – Tá gostoso não tá princesa?
Ivy deu uma risadinha e bateu a colher no prato fazendo espirrar comida no rosto dela.
- Você vai limpar isso La Push, e vai dar banho nela também.
- Deixa comigo L.A. eu cuido dessa gatinha depois. – Embry apertou a bochecha de Ivy.
Matt resmungou vendo a irmã se divertir com a colher, ele também queria a colher dele e mesmo sabendo que levaria uma bronca de Nannah eu o entreguei.
- Jake! – Nannah reclamou batendo no meu braço.
Matt gritou ‘papa’ e bagunçou a comida no prato, fazendo boa parte cair na mesa da cadeirinha dele.
- Viu ele gostou. – falei.
- É ele adorou! – Nannah revirou os olhos – E você vão adorar o serviço depois.
Matt ficou gritando papa, papa, papa e batendo a colher no prato, enquanto Ivy esticava a colher suja na direção de Embry, como se estivesse dando comida pra ele.
- Biiiiii. – ela gritou quando ele não deu atenção para o que ela fazia.
Nós três paramos de comer pra encarar Ivy. Ela ainda não tinha dito nada além de balbuciar um gugu-dada, e agora tinha gritado o que – pelo menos eu tinha entendido – parecia ser o nome de Embry.
Ele também devia ter entendido isso, pois olhava minha filha com uma cara de idiota que chegava a ser comica.
- Eu não acredito. – Nannah reclamou – A primeira palavra dela foi o nome de Embry?
- Eu acho que foi amor. – falei.
- To começando a me irritar com esse imprinting. – Nannah fez bico – Ele tá tomando tudo o que é meu.
Eu tive que rir dela, estava parecendo uma menininha que não ganhou a boneca que pediu de Natal, o problema é que quando Nannah fazia esse jeitinho de menina ela me deixava doido, e tudo o que eu conseguia imaginar era ela parada na minha frente vestida com uma roupa minima de colegial e o cabelo preso em duas trancinhas laterais... ok, melhor parar por aqui.
- Embry se você não fechar a boca a baba vai escorrer. – Nannah falou desfazendo o bico e começando a rir da cara de Embry, que ainda não tinha se mexido, continuava encarando Ivy como se ela fosse uma estrela caida do céu.
- Bi, Bi, Bi! – Ivy gritou irritada pela falta de atenção vinda de Embry, e como se gritar não fosse suficiente, ela jogou a colher na cara dele.
Nannah e eu rimos muito, o que fez Ivy e Matt também acharem engraçado e começarem a gargalhar. Matt pra não ficar de fora da brincadeira, jogou a colher dele também e logo depois o prato.
- Ok... a brincadeira tá começando a ficar suja demais. – Nannah se levantou pegando nossos pratos e levando pra pia, eu comecei a ajudá-la tirando o restante das coisas da mesa enquanto Embry, acordado do seu transe, pegou Ivy e Matt e os levou pro banheiro pra tomar outro banho.
Coloquei o que estava na minha mão na pia e me abaixei para pegar o prato de Matt que ele tinha jogado no chão, quando me virei de volta dei de cara com Nannah inclinada colocando os pratos na lava-louça. Parecia provocação, pois ela nunca usava aquela coisa, ela sempre preferiu lavar tudo na pia mesmo, mas era como se ela soubesse que essa seria a minha visão quando eu me virasse.
Me levantei e me aproximei devagar, dando um tapa na bunda dela e depois apertando o lugar.
- Não é justo me provocar com Embry aqui. – falei baixo no ouvido dela. Eu podia ver os pelos dela se arrepiando e a respiração ficando falha, em reação a mim.
- Eu provocando? – ela se fez de inocente – Eu só estava colocando a louça pra lavar...
- Na lava-louça? Aquela que você odeia usar? – eu a puxei pra mais perto de mim, espalmando minha mão na barriga dela enquanto falava perto do seu ouvido.
- Jake... Embry tá aqui... e as crianças estão acordadas... – ela falou baixinho, mas se esfregando cada vez mais contra mim.
- Eu resolvo isso rapidinho. – falei.
- Não vai mandar ele embora – ela reclamou – ele tá cuidando das crianças.
- E eu vou cuidar de você agora. – sussurrei no ouvido dela antes de levanta-la no colo e sair para a garagem.
Senti o vento frio bater contra minha pele quando saimos pra fora de casa e mesmo sabendo que ele não afetaria Nannah em nada, eu a abracei mais, protegendo-a. Mas ela tomou aquilo como incentivo e apertando mais as pernas na minha cintura ela me puxou pra um beijo forte e quente.
Abri a porta da garagem com um chute e a fechei da mesma forma em seguida. Lá dentro estava tudo escuro, mas eu não precisava de luz pra enchergar, de forma que foi fácil alcançar o carro.
O Mustang do irmão de Nannah era o que estava mais próximo e foi no capô dele que eu a sentei. Nannah não me deixou afastar dela, ela continuava prendendo minha cintura com as pernas, mas eu coloquei um pouquinho mais de força e consegui me soltar, afastando dois passos pra trás.
- Você não tem noção do quando me deixa doido pequena. – falei enquanto tirava minha camisa e a jogava num canto qualquer – Essa sua pele branquinha e lisa... esse seu cheiro, seu gosto. A mera lembrança sua já é o suficiente pra me fazer subir pelas paredes.
- Então vem aqui matar sua vontade. – ela falou baixinho, mas eu neguei, me mantendo afastado, fazendo charme até que ela implorasse por mim. Tudo porque eu sabia do que Nannah era capaz quando estava no seu limite.
- Jake... – ela choramingou, mas depois mudou o tom de voz para ameaçador – Não me faça ir ai.
- Se me quiser vai ter que pedir. – falei me afastando mais e me sentando num sofá velho que tinha ali.
- Eu quero você Jacob... – ela falou descendo do carro, me fazendo arrepiar pela forma como meu nome soou nos lábios dela – Quero suas mãos em mim, quero sua lingua na minha boca, quero seus beijos no meu corpo... quero você me invadindo forte como só você sabe fazer.
Ela dizia cada palavra enquanto dava um passo na minha direção. As mãos pequenas e delicadas se livravam das roupas devagar demais pra minha sanidade, eu queria arrancá-las com força, era excitante no fim das contas quando eu acabava rasgando uma peça ou outra.
- Vem cá baixinha. – chamei Nannah quando ela parou há alguns passos de mim.
- Eu não sei se devo... – ela falou com a mão no cós do short que já estava desabotoado, me permitindo ver o elastico da calcinha dela.
- Então eu vou ai. – falei me levantando.
- Senta Jake. – Nannah falou naquele tom que não me permitia não obedecer.
- Rosana Black, venha aqui. – falei sério, mas só o que consegui foi que ela risse de mim – Nannah... – falei manhoso dessa vez.
- De alpha à cãozinho manhoso? – ela desdenhou – Que mudança hein, Sr Black...
- Eu posso mudar pro que você quiser. – falei me inclinando pra frente, tentando chegar mais perto dela, mas a ordem de imprinting me prendia ali – Só não me tortura mais, pequena.
Ela riu enquanto abaixava o short devagar. E lá estava ela, seminua na minha frente, e eu aqui sentado sem poder tocá-la e já com dor entre as pernas. Foi então que num estalo eu percebi que eu podia entrar no jogo dela.
- Ok, você não me deixa ir ai... – falei me rendendo – E nem quer vir aqui...
Ela mordeu o lábio inferior quando viu que eu estava me livrando da minha bermuda. Eu vi, mesmo na escuridão os olhos dela brilharem depois que tirei minha boxer. Eu estava pronto pra ela, mais que pronto eu diria, mas quando ela deu o primeiro passo na minha direção, eu tirei a carta que me colocava no jogo.
- Fica ai. – falei no tom de imprinting. Eu tinha me esquecido desse detalhe por um instante, eu era objeto de imprinting dela e podia exercer a mesma vontade que ela exercia sobre mim. Um sorriso surgiu quando eu vi a cara dela, era uma mistura de sentimentos, mas o que prevalecia era a surpresa.
- Jake... – ela falou frustrada quando me viu segurar meu membro. Nossos olhares se encontraram, os meus estavam fixos nela e em cada reação dela, mas os dela se revezavam entre meu rosto e minha mão.
- Você foi má comigo. – falei – Agora vai ficar de castigo ai me vendo brincar sozinho aqui.
- Jacob Black, não faça isso comigo. – ela falou brava me deixando ainda mais excitado – Não me deixa assim...
- Assim como? – perguntei – Fala pra mim, assim como Nannah?
- Louca... quente... excitada... – ela falou mordendo o lábio.
- Mais alguma coisa? – perguntei.
- Querendo você Jake. – ela respondeu manhosa – Querendo muito você me apertando, me marcando... eu quero seu cheiro em mim...
- Vem aqui, minha felina.
Eu não precisei pedir duas vezes e ela já estava em cima de mim, com a boca colada na minha. Eu não tive paciencia de tirar a calcinha dela com delicadeza, então eu arrebentei o elástico. Nannah apoiou no meu ombro e se levantou, voltando a sentar em seguida, eu deslizei pra dentro dela. Nós dois gememos juntos.
- Porra mulher, você ainda me mata de tesão sabia? – falei apertando a cintura dela.
- Nem brinque com isso. – ela falou risonha me beijando – Você está proibido de morrer, mesmo que seja de prazer.
- Voce tá falando demais. – puxei a cabeça dela com uma mão enquanto apertava a cintura dela com a outra.
Ela subia e descia devagar, eu comecei a cogitar a idéia dela estar querendo me matar assim. Puxei o sutia dela o jogando de lado, a droga era poder apenas olhar aquele par de seios que me tentavam, mas como Nannah dizia, eles agora eram de Matt e Ivy, nada pra Jake, por mais que eu fizesse biquinho, ela não liberava.
Mas eu podia toca-los, como fazia agora, e mesmo apenas esse gesto era o suficiente para ela arquear extasiada. Aproveitei que ela tinha inclinado a cabeça pra trás e me ocupei em lamber e chupar o pescoço exposto dela.
Por mais que eu gostasse da posição, por mais que fosse excitante ver Nannah no controle, eu estava com meus movimentos restritos, eu queria ir mais fundo, mais rápido, mas a ordem dela ainda me prendia sentado no sofá.
- Me libera... – pedi no ouvido dela.
Nannah parou de se movimentar por um instante, eu vi os olhos dela brilharem perversos.
- Você ainda está sob a minha ordem? – ela perguntou e eu assenti, o sorriso dela aumentou. – Isso é... humm... interessante.
- Nannah... – falei em tom de alerta.
- Coloque as mãos pra trás Jake. – ela falou séria, mas ainda com um sorriso minimo no rosto. Algo me dizia que eu estava ferrado agora – Acima da sua cabeça.
Bufei frustrado fazendo o ela mandava, não tinha como não obedecer.
- Não tire as mãos daí. – ela falou – E não me toque.
- Não! – gemi – Por favor pequena, não me proiba de te tocar.
- Shiu. – ela reclamou – Me obedeça ou você vai ser castigado.
- Mas Nannah... eu to ficando impaciente aqui... tá meio urgente...
- Quieto. – ela se inclinou e me beijou – Não diga nem mais uma palavra.
E o que eu podia fazer além de obedecê-la? Nada, pois agora eu nem podia mais falar, ou seja, não podia dar uma ordem de imprinting que fizesse ela me liberar. Eu er submisso dela agora. Mas qualquer pensamento meu foi obscurecido quando Nannah começou a se movimentar, ela subia e descia devagar, numa tortura lenta. Minha respiração já era superficial, meu coração martelava acelerado, até que Nannah parou. Eu queria reclamar, porque mesmo que torturante, os movimentos lentos eram melhores que nada.
Olhando nos meus olhos ela subiu até quase me tirar de dentro dela e depois sentou num movimento rápido, me fazendo entrar fundo. Ela gemeu alto deixando a cabeça pesar sobre o meu ombro e voltou a me olhar.
- Me ama. – ela pediu – forte e quente como só você é capaz.
Eu não precisava de uma ordem mais explicita que aquela. Sentindo que o que me prendia no sofá tinha me soltado, eu virei Nannah a deitando de costas e me colocando em cima dela. Segurei as mãos dela no alto de sua cabeça e a beijei forte, do jeito que eu sabia que a deixava mole e sem fôlego.
Puxei uma das pernas dela para a minha cintura, e ela automaticamente levantou a outra, me abraçando com as pernas, me dando mais espaço para investir contra ela. Os gemidos de Nannah eram altos e isso era o que eu amava, ela não se continha quando estavamos juntos, ela não se importava em quem iria ouvir ou o que iriam pensar. Ela era a minha gata selvagem.
Como que para provar o que eu falava ela afundou as unhas nas minhas costas, me arranhando e marcando o que era só dela.
- Jake... – ela ronronou – Mais rápido...
Ela não precisava pedir duas vezes, não hoje. Nós já tinhamos nos torturado demais, agora era hora de matar o desejo que se fosse possivel, já teria incendiado a garagem.
Eu investi mais rápido e senti Nannah tremer embaixo de mim, esse era o primeiro sinal de que ela estava chegando lá. Mantive uma mão apoiada no sofá e a outra eu coloquei debaixo da cabeça dela, a puxando pra mim, pra que eu sentisse aqueles lábios doces e viciantes... o beijo dela era como veneno... me consumia aos poucos... Nannah era meu veneno e eu completamente viciado na minha menina-mulher.
Mais algumas poucas investidas e ela arqueou as costas atingindo o prazer máximo, eu senti ela apertar meu membro, me levando junto. Ela voltou a deitar e eu me deixei cair sobre ela, me sentindo completo como era toda vez que nos amávamos, toda vez que eu olhava pra ela.
- Eu te amo. – sussurrei contra a pele do pescoço dela – Te amo demais baixinha.
- Também te amo, Jake. Mais do que eu consigo suportar... – ela falou puxando meu rosto para que eu a olhasse nos olhos – às vezes parece que meu peito vai explodir, como se não coubesse mais felicidade e amor nele.
Eu não disse nada, só a beijei, calmo e doce como era sempre depois que nos amávamos.
Notas finais
Só eu achei o momento na cozinha muuuuuito cute???? E o Sloan? O que vocês tem pra dizer sobre as insinuações dele????
Digam-me nos coments!
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