Crossroads - Vidas Cruzadas

41 Capítulo 40 - Problemas de Sangue


Notas iniciais
Hey.... faz tempo que não atualizo CR aqui né?? Mil desculpas.... mas pra compensar o tempo perdido, uma série de 3 capitulos novos!!!! Quero coments hein????

POV – Nannah

- Como assim ela já está recuperada? – perguntei assustada. Violet tinha se acidentado há três semanas, pelo que o médico tinha me falado o caso dela era delicado e sério, sem contar que ela tinha quebrado a perna, isso levava o que, uns 40 dias pra estar completamente curado?

- Eu também não sei explicar, Sra Black. – Dr. Norton falou – Eu nunca vi um caso como o da sua mãe, Violet teve excelentes reações aos remédios e ao tratamento e o corpo dela se regenerou muito rápido. Eu conversei com um especialista aqui do hospital, ele é geneticista e talvez encontre alguma resposta nos exames a que Violet está sendo submetida.

- Eu posso falar com ele? – perguntei.

- Claro, vou pedir que ele venha até aqui quando puder. – Dr. Norton se despediu e saiu, me deixando com Anthony na sala de espera.

- O que você acha? – perguntei ao meu pai.

- Eu não sei Nannah, mas de qualquer forma eu estou feliz por ela poder ir pra casa.

- Eu também pai, mas me preocupa essa recuperação rápida demais.

- Rosana Black? – alguém me chamou e eu me virei encontrando um médico parado há poucos passos de mim. Um arrepio tomou conta de mim quando meu olhar encontrou o dele, e eu senti algo estranho vibrar no meu peito.

- Sou eu. – falei.

- Olá, eu sou Sloan Xavier. Sou o geneticista que está investigando o caso da sua mãe.

- Ah sim, muito prazer. – estiquei minha mão pra ele que a segurou firme. A temperatura dele era alta como a minha e de Jake – Então o que você acha que pode ter de errado com minha mãe?

- Será que posso conversar com você em particular? – ele perguntou ainda com um olhar intenso em mim.

- Particular? – perguntei – O que quer que seja, pode ser falado na frente do meu pai, ele é tão interessado na saúde da minha mãe quanto eu.

- Eu acredito que sim, mas eu realmente preferiria falar a sós com você. Depois, você pode contar pra ele, se achar adequado.

- Vai filha, depois nós discutimos sobre o que você conversar com ele. – Anthony falou me incentivando à seguir o médico.

- Quando Jake chegar, peça que ele me espere aqui. – pedi ao meu pai.

- Eu aviso.

Segui Sloan até o consultório dele. Era uma sala grande, uma mesa de vidro ocupava a parede de frente para a porta e tinha um notebook sobre ela além de alguns papéis e uma plaquinha onde se lia “Dr. Mark Sloan.” Do lado direito tinha uma maca e um pequeno ármario com objetos comuns para uma avaliação médica. Do lado esquerdo uma bancada com um microscopio e outros instrumentos de laboratório.

- Por favor, Sra Black, sente-se. – ele me indicou a cadeira na frente da mesa dele.

- Me chame de Nannah – pedi.

- Ok, Nannah. – ele se sentou na minha frente – Bom, o que tenho pra falar com você é um pouco delicado.

- Minha mãe corre algum risco de vida?

- Não, muito pelo contrário, eu acho que sua mãe ainda vive muito.

- Eu não entendo. Se é só isso, porque falar em particular?

- Nannah, eu conversei com o Dr. Norton e com o Dr. Karev.

- Alex? – estranhei – Ele é pediatra, o que ele tem a ver com o caso da minha mãe.

- Karev me contou que você veio para o hospital há uns seis meses sentindo dor e com febre altissima, mas sem uma única causa para isso. Todos os exames indicavam que você estava totalmente saudável.

- Sim. Mas onde isso se encaixa no caso da minha mãe?

- Você melhorou, apesar de ainda ter a temperatura muito alta, certo? – fiz que sim com a cabeça – E eu me arrisco a dizer que você teve alguns sentidos que ficaram mais aguçados... você enxerga melhor, ouve melhor, sente cheiros à distancias longas, está mais rápida.

- Onde você quer chegar? – perguntei me levantando nervosa. Eu me sentia presa naquela sala com aquele homem que parecia saber tanto sobre mim.

- Se acalme – ele falou parando na minha frente numa velocidade incrivel.

- Meu Deus... você é...

- Um transmorfo. Como você. – ele falou me levando de volta para a cadeira – Eu tomo a forma de pantera, sou o ultimo da minha espécia, quer dizer, eu achei que era até sentir você naquela sala de espera.

- Você é uma pantera? – praticamente gritei.

- Shiu. – ele me repreendeu – Sim eu sou uma pantera, e eu acho que é isso que está fazendo sua mãe se recuperar tão rápido.

- Não... minha mãe não tem os genes de pantera. – falei – Eu herdei isso do meu pai.

- O que está na sala de espera? – ele parecia confuso – Mas eu não o senti... ele parece ser um humano normal.

- Ele não se transforma há algum tempo. Ele desistiu de ser uma pantera...

- E não morreu?

- Ainda não.

- Então espera. – Sloan voltou a se sentar na cadeira dele – Se o gene é do seu pai, eu não sei o que pode estar acontecendo com sua mãe.

- Eu acho que sei. – falei e ele me olhou curioso – Minha mãe recebeu uma doação de sangue do meu marido.

- Sim eu soube disso. Mas não tem nada de anormal nisso.

- Não teria se meu marido fosse... normal. – falei – Jacob é um transmorfo... de lobo.

- Seu marido é transmorfo? E doou sangue para sua mãe? Agora faz todo o sentido, as reações que vi no sangue dela eram o DNA do seu marido alterando o da sua mãe.

- Isso quer dizer que ela vai virar um lobo?

- Não exatamente. – ele explicou – Acredito que ela vai adquirir algumas caracteristicas, como a cura rápida, mas não vai chegar a se transformar em loba.

- Que bom. – falei sem pensar.

- Você não gosta de ser pantera?

- Não é isso. Eu amo a minha condição de transmorfo, além de ter a certeza que vou viver com meu marido pra sempre, isso permite que ele ‘folgue’ um pouco aquela coisa de me proteger o tempo todo... a questão é que minha mãe não gosta disso.

- Ela sabe?

- Sabe. Por causa do meu pai, ele contou pra ela, afinal ela é imprinting dele.

- Então o imprinting existe. – ele perguntou parecendo admirado.

- Existe sim. – falei – não aconteceu com você?

- Até hoje não. – ele sorriu – Você conhece mais alguém além do seu pai, e de mim agora, que seja pantera?

- Não. Meu pai disse que ele era o ultimo da espécie, e quando ele desistiu, eu passei a ser a ultima.

- Então nós dois somos os ultimos. – ele sorriu. Tinha um significado a mais naquele sorriso. Eu decidi sair dali.

- Bom, acho melhor eu voltar – falei –Meu marido já deve ter voltado.

- Claro. Qualquer duvida, pode me procurar. Como eu sei que sua mãe vai receber alta hoje ainda. – ele me esticou um cartão – Sinta-se a vontade para me ligar. A qualquer hora do dia.

- Obrigada. – estiquei a mão de novo pra ele, mas dessa vez ele se inclinou e deu um beijo demorado nas costas da minha mão.

Sai depressa da sala de Sloan e encontrei Jake na sala de espera.

- Onde está Anthony? – perguntei.

- Com sua mãe. – Jake me abraçou e me deu um beijo – Então, o que você conversava tanto com o médico?

- Com ciúmes, Black? – brinquei.

- Não confio muito nos médicos daqui. – ele sorriu torto – Ainda não me esqueci do charminho que o Karev ficou jogando pra cima de você.

- Eu só tenho olhos pra você seu bobo. – ri.

- Mas me conta, o que vocês conversaram?

- Você nem vai acreditar. – me sentei numa das cadeiras e Jake se sentou ao meu lado – Se eu escrever um livro sobre a minha história ele com certeza vira um best seller. Não vai me surpreender muito se o Terry virar o fantasma da ópera.

- Vai me contar hoje ainda?

- Ihhh apressado. – ele riu – O Dr. Sloan é uma pantera. – Jake arregalou os olhos e prendeu a respiração.

- Uma pantera? Mas seu pai não era o ultimo?

- Ao que parece não. Bom ele achou que a recuperação rápida da minha mãe era porque ela tinha o gene de transmorfo...

- Mas ela não tem, tem?

- Não exatamente. Ela tem uma alteração no DNA.

- Alteração? Como assim Nannah?

- Ela recebeu seu sangue Jake, e seu DNA é de certa forma é mutante. Assim como o meu, o do meu pai... nós somos transmorfos, então somos mutantes...

- E o meu DNA mutante, alterou o da sua mãe. – fiz que sim com a cabeça – Então ela vai entrar pra matilha?

- Não. Sloan acha que a alteração não foi suficiente pra ela se transformar em loba, ela apenas adquiriu algumas caracteristicas lupinas...

- Sua mãe vai querer me matar quando souber. – ele resmungou.

- Você salvou a vida dela. Ela não vai ter argumentos contra isso. – sorri e dei um selinho nele.

- Quando ela vai pra casa?

- O médico disse que hoje ainda.

- E pra onde ela vai?

- Acredito que pra casa do Anthony. – suspirei – Eu me aproximei dela Jake, mas acho que ainda não estou 100% pronta para um relacionamento mãe e fillha. Talvez um dia isso aconteça, mas acho que a hora não é agora.

- Eu entendo. – ele me abraçou de lado e deu um beijo na minha cabeça – Bom, se meu DNA tiver dado a ela a chance de não envelhecer, vocês terão um longo tempo pra consertar tudo.

- Eu não tinha pensado nisso. – me levantei – Deus eu realmente não tinha pensado nisso.

- Qual o problema amor? – Jake também se levantou segurando minhas mãos.

- Se Violet tiver recebido essa caracteristica, se ela não envelhecer mais... o meu pai, Deus Jake, meu pai vai sofrer muito mais. – ele me olhou ainda sem entender – Anthony tá morrendo Jake. Como você acha que vai ser pra ele quando souber que a mulher que ele ama, aquela que por ter mandado ele embora fez ele desistir de tudo, vai viver pra sempre e ele não vai mais estar aqui com ela?

- Nannah se acalma. – Jake segurou meu rosto entre as mãos – Eu estava conversando com Anthony quando você estava lá com o Dr. Sloan, e seu pai acha que se ele se esforçar talvez ele consiga voltar a se transformar.

- Será? – um fio de esperança cresceu em mim.

- Vamos esperar. É você mesma que diz que o tempo é a melhor resposta. – ele me deu um selinho.

POV – Anthony

Violet estava dormindo agora. Era tão bom poder estar perto dela, poder senti-la viva aqui ao meu lado.

- Anthony Epsteim? – alguém me chamou e eu me virei para a porta, vendo o geneticista que tinha conversado com Nannah.

- Sim?

- Posso conversar com você um instante?

- Claro. – me levantei e o acompanhei até o consultório dele.

- Eu conversei com sua filha sobre um assunto... delicado. Ela me contou algumas coisas que eu confessso que me deixaram no minimo curioso. – ele sorriu – Antes de dizer qualquer coisa, você precisa saber um segredo meu que até então ninguém sabia, mas que eu contei para Nannah.

- Segredo?

- Sim. – ele respirou fundo – Eu também sou um transmorfo de pantera.

Fiquei sem saber o que dizer.

- Eu sempre achei que eu fosse o ultimo. – falei por fim.

- E eu achei que eu fosse o ultimo. – ele riu – Mas ao que parece não somos. Bom, Nannah me contou que você parou de se transformar e é sobre isso que eu queria falar com você. Eu sempre soube que abdicar da forma de pantera era decidir morrer e bem, você está aqui na minha frente, parecendo cheio de saúde.

- Eu parei de me transformar há três meses. – falei – A principio nada mudou, mas com o passar dos dias eu comecei a perceber que não tinha mais os sentidos tão aguçados, e nem era mais tão rápido... Um amigo meu, que é médico percebeu que eu estava me tornando mais humano a cada dia – decidi por não revelar que Carlisle também era um vampiro, eu não sabia qual era a opinião desse médico a respeito dos vampiros — então nós deduzimos que seria assim eu ia me tornando mais humano e perecendo como um humano com uma doença terminal.

- Interessante. – ele me analisou com os olhos um minuto – E talvez aceitável, se você não estivesse tão saudável. Você sente alguma coisa? Alguma fraqueza, alguma dor?

- Agora não. – falei – acho que ver minha Violet se recuperando está me fazendo esquecer dos meus próprios problemas.

- Ou talvez... – ele se levantou e pegou um livro antigo numa estante, voltando pra mesa e folheando o livro até encontrar algo – Esse é um o diário de uma ancestral meu – ele explicou, só então eu percebi que era parecido com o diário que minha mãe me deu. – Aqui ele fala que eles descobriram que desistir da forma de pantera, era o mesmo escolher não ter mais alma.

- Sim, eu já sabia disso – falei – eu tenho um diário como esse.

- Certo, certo... mas algumas páginas mais a frente, ele fala sobre ‘o encontro’ que é como eles chamam o momento em que encontramos nossa escolhida.

- O imprinting. – falei e ele confirmou.

- “É como encontrar algo que nem se quer sabiamos ter perdido. É um pedaço de nossa alma, é a segunda asa que nos permite voar nos céus, é batida que faz soar nosso coração, é o alicerce que nos matém, vivos.”

- Eu entendi bem? – perguntei, mais pra mim mesmo que para o médico.

- Violet é sua escolhida, certo? – eu assenti – Ela é uma parte da sua alma... ela é o que vai te manter vivo.

- Eu preciso respirar – falei me levantando depressa e saindo dali.

Passei pela sala de espera sem olhar pra quem estava lá e fui direto para o lado de fora do hospital em busca de ar.

- Pai? – Nannah me chamou – algum problema, aconteceu alguma coisa?

- Eu não sei mais... não sei o que pensar. – falei me sentando no chão mesmo.

- Pai você tá me assustando, o que aconteceu? — ela se sentou do meu lado.

- Eu conversei com Sloan – falei – Ele me disse o que é. E nós descobrimos uma coisa importante.

- O que? – a voz dela saiu trêmula.

- Ao que parece eu não vou mais morrer – falei encarando os olhos da minha filha – Eu ainda vou viver com você filha.

- Oh meu Deus. – ela colocou as mão na boca e seus olhos se encheram de lágrimas – Como assim? Por que?

- Violet... ela é minha escolhida, então ela é uma parte de mim... da minha alma. É ela que vai me manter vivo.

- Ela não pode mais ir embora. – Nannah falou e correu pra dentro do hospital. Eu fui atrás dela.

Nannah entrou com tudo no quarto de Violet, que já estava acordada.

- Meu Deus, aconteceu alguma coisa? – Violet perguntou preocupada.

- Você não vai mais embora, vai? – Nannah perguntou de uma vez – Por favor diz que você não vai, ou então se você for, permita que meu pai vá com você. Não manda ele pra longe mais.

- Hey, calma. Respira primeiro – Violet pediu se sentando – Que história maluca é essa.

- Anthony decidiu deixar de ser pantera – Nannah falou mais calma, os olhos de Violet estavam em cima de mim, eles estavam tristes – E ele ia morrer...

- Ia? – Violet olhou de mim pra Nannah um par de vezes.

- Eu descobri hoje que desde que nós estejamos juntos, você me mantém vivo. – falei. Eu temia olhar pra ela e ser rechaçado de novo, meu coração implorava para que ela não me afastasse mais.

- Eu estava aqui agora mesmo, rezando pra você ainda não ter desisitido de mim. – ela falou baixo me fazendo a encarar com um sorriso enorme – Eu voltei pra vida vendo tudo de uma forma diferente. Eu sei que não sou merecedora de tudo isso que vocês estão fazendo por mim. Não mereço toda essa preocupação, não merecia o sangue que seu marido doou pra mim Rosana, não mereço você estar aqui praticamente todos os dias, deixando seus filhos de lado por se preocupar comigo. Não mereço seu amor, Anthony, não depois do que fiz com você. Mas eu rezava pra que vocês me dessem uma segunda chance. E respondendo à sua pergunta – ela se virou pra Nannah – Se vocês me permitirem ficar, eu seria muito feliz tentando consertar os dezoito anos de erros que cometi.

- Eu realmente quero apagar o passado e começar tudo de novo. – Nannah falou de cabeça baixa – Não vai ser fácil, porque querendo ou não as lembranças vão estar sempre aqui, mas eu prometo me esforçar.

- É tudo o que eu quero. – Violet sorriu – Só quero uma chance.

- Você vai tê-la – Nannah sorriu e se virou para sair do quarto, mas antes falou comigo – Vou voltar pra La Push com Jake. Vou arrumar sua casa pra que você possa levá-la pra lá. Eu peço algum dos garotos pra vir buscar vocês mais tarde.

- Obrigado filha. – Nannah saiu do quarto me deixando sozinho com Violet.

- Ela é uma mulher e tanto – Violet murmurou – Eu queria ter a metade da personalidade que ela tem.

- Você também é maravilhosa – falei – Só precisa se deixar viver um pouco mais... e aceitar que às vezes as coisas podem ser diferentes do normal.

- Eu vou aprender. – ela sorriu e fez sinal pra que eu me aproximasse. Eu me sentei na beira da cama, ao lado dela.

Violet segurou minha mão, mas ela parecia ter medo de me tocar. Eu peguei a mão dela entre as minhas e dei um beijo ali.

- Me desculpe. – ela sussurrou – Eu fui cruel com você. De todos você foi quem mais sofreu por minha causa. Nannah tinha o Terry para amá-la por mim, mas você estava sozinho. Eu fiz você sofrer tanto.

- Shhh, já passou – falei limpando as lágrimas que escorriam dos olhos dela – Nós vamos recomeçar.

- Posso te pedir um beijo? – ela perguntou me fazendo sorrir.

- Pode me pedir quantos quiser. – falei antes de me inclinar e selar nossos lábios.

- Eu te amo. – ela sussurrou contra minha boca.

- Também te amo. Você é literalmente a minha vida.

Eu sentia tanta falta disso, de senti-la nos meus braços, totalmente minha. Eu precisava dela mais do que imaginei, eu senti minha vida ser preenchida quando Nannah entrou nela, mas agora eu me sentia totalmente completo.

Notas finais
E então? O que acharam da segunda chance da Violet??? O Anthony merece viver esse amor, não???? Digam-me o que acharam nos coments... estou esperando