Crossroads - Vidas Cruzadas
37 Capítulo 36 - Mãe e Filha
Notas iniciais
CAPITULO 40 – HELP
POV – Nannah
Acordei sentindo a cabeça doer muito, também pudera, eu havia chorado todas as minhas lágrimas ontem. Procurei Jake pelo quarto e não o encontrei, já devia estar no trabalho, o céu do lado de fora da janela me indicava que já passavam boas horas da manhã, encontrei uma bandeja de café da manhã na cama e um bilhete.
‘Não quis te acordar, você demorou muito a dormir ontem. Quase não consegui sair do seu lado, mas Embry me lembrou que eu tinha que cuidar da oficina, por favor, me liga pra me dizer como você está. E não se preocupe com o assunto do seu pai, nós vamos resolver isso juntos. Tome seu café da manhã e me ligue. Te amo. Jake.’
Peguei meu celular na mesa de cabeceira e disquei o numero da oficina. Algumas semanas atrás Jake e Embry juntaram as economias que tinham e montaram uma oficina na reserva, era bem simples, mas os dois estavam tirando um bom dinheiro, alguns dos clientes vinham de Forks e Port Angeles só porque tinham ouvido que o serviço feito pela Black & Call era bom de verdade. Eu estava cheia de orgulho do meu noivo.
- Black & Call Mecanica – Embry que atendeu o telefone.
- Oi meu futuro genro – brinquei o ouvindo rir do outro lado.
- Nannah. Que bom que você ligou, eu já estava quase acorrentando Jake no carro que ele está consertando... eu nem quero imaginar como está aquele motor...
- Chama ele pra mim?
- Agora. JAKE! – ele gritou, eu só não sei por que, se ele sussurrasse Jake ouviria.
- Amor? – a voz rouca, e preocupada, de Jake chegou aos meus ouvidos. – Como você está?
- Oi meu bem. – falei – Eu estou bem, acabei de acordar.
- Tomou seu café?
- Ainda não, a propósito, obrigada por ele... parece estar delicioso.
- Coma tudo, ok?
- Vou tentar.
- Amor você é uma transmorfa agora, e transmorfos não ficam sem fome. – ele brincou.
- Mas quando a gente descobre que o pai ta querendo morrer a coisa muda de figura. – falei fungando, já sentindo as lágrimas se acumularem nos meus olhos.
- Nannah, Anthony não vai morrer, nós vamos dar um jeito. Nem que a gente tiver que ir buscar o imprinting dele...
- Como assim buscar? Pelo que ele me falou eu achei que ela tivesse morrido.
- Você não sabe quem é? – Jake parecia surpreso.
- Não, mas você vai me dizer agora.
- Toma seu café, eu estou indo pra casa conversar com você.
- Não demora. – falei e desliguei o telefone. De repente a fome tinha aparecido, e não só a minha. Ouvi o resmungo de Ivy e minutos depois, Marta, antiga empregada do meu pai que agora me ajudava a cuidar dos meus bebês, entrou no quarto com minha escandalosa no colo.
- Bom dia – Marta sorriu e me entregou Ivy – Ela é tão agitada de manhã.
- Totalmente o oposto do irmão. – falei e Marta riu.
- Venho pegar ela daqui a pouco, estou passando algumas roupas. – Marta saiu e me deixou sozinha com minha filha.
Ivy me olhava com os olhos grandes e negros como os do pai, era uma coisinha tão miúda, tinha a sorte de ter dois avôs, mas não teria chance de conhecer um deles. Fiquei ali, olhando minha princesinha enquanto ela se alimentava.
E foi olhando pra ela que uma ideia surgiu na minha cabeça. Podia não dar certo, mas também podia ser o fator que fizesse Anthony ficar comigo. Voltei a pegar o telefone e busquei o numero dele na agenda. Ele atendeu no segundo toque.
- Nannah.
- Oi pai – falei, a palavra se engasgando um pouco na minha garganta – eu queria conversar com você, será que pode vir aqui em casa um minutinho?
- Claro que posso, estarei ai logo. – desliguei o telefone e coloquei Ivy, já adormecida na cama.
Me levantei e troquei de roupa, ia levar a bandeja com o café que Jake tinha preparado para a cozinha, mas olhar pra aquela comida vez meu estomago roncar, acabei me sentando na cama de novo e tomei o café. Marta voltou no quarto para pegar Ivy, mas eu disse que podia deixa-la comigo, ela voltou levando a bandeja junto.
Não demorou muito e eu pude ouvir os passos de Anthony na escada da varanda seguidos de outro par de passos, mais pesado, Jake. Ouvi a porta sendo aberta, os dois conversando algum assunto se importância, mais passos e a porta do meu quarto foi aberta.
Jake colocou a cabeça pra dentro e sorriu ao me ver. Ele entrou e abriu mais a porta para que Anthony passasse.
- Como você está? – Jake perguntou me dando um selinho.
- Bem.
- Você passou mal ou algo do tipo? – Anthony parecia preocupado.
- Não foi nada demais – falei tentando reprimir a tristeza na minha voz – Só meu pai que decidiu sozinho morrer e me deixar pra trás, de novo.
- Nannah, já conversamos sobre isso, eu achei que você tivesse entendido.
- Eu não quero discutir – falei me levantando – Eu só queria fazer uma coisa.
Jake olhava quieto enquanto eu pegava Ivy no colo e andava em direção à Anthony.
- Vocês ainda não foram apresentados da maneira que se deve – continuei falando – Ivy, esse é seu avô, meu pai. Pai, essa é sua neta, Ivy. Vocês não vão ter muito tempo pra se conhecer, então acho que você devia aproveitar agora pra segurar sua neta no colo e conhecer pelo menos um sorriso dela.
Coloquei Ivy nos braços de Anthony e sai do quarto, agora as lágrimas podiam cair. Senti os braços de Jake ao meu redor e escondi meu rosto no peito dele.
- Você não devia ter feito isso pequena. Foi maldade com ele. – Jake falou baixo enquanto acariciava minhas costas.
- E o que ele tá fazendo comigo, não é maldade? – funguei.
- Também é, mas não é certo fazer o mesmo com ele. Seu pai ta confuso Nannah, ele ta sem o imprinting dele e não tem mais um motivo pra lutar contra a dor que é ficar sem a escolhida... antes ele tinha você como razão pra viver, ele tinha que te treinar, te preparar pra seguir em frente sem ele. Mas agora, agora você esta pronta. É corajosa, sabe se defender...
- Quem é o imprinting dele? – perguntei.
- Você não sabe mesmo?
- Se eu estou te perguntando Jake... – falei sem paciência.
- Sua mãe – ele falou de uma vez me fazendo perder o compasso da respiração.
- Vi-Violet? – Jake fez que sim com a cabeça – Então porque ele não vai atrás dela?
- Ele tem medo. Medo dela estar com raiva dele, medo dela não o aceitar, medo de sofrer mais do que ele já está sofrendo.
Me soltei de Jake e voltei no meu quarto para conversar com Anthony, se o problema era estar longe de Violet, ele podia simplesmente ir atrás dela na Califórnia. Mas ele não estava lá. Ivy estava deitada quietinha na cama, e ao lado dela o mesmo bilhete que Jake tinha me deixado mais cedo, mas agora com um outro recado no verso.
Filha, me perdoe por isso. Eu sei que estou te fazendo sofrer, mas eu não consigo mais lutar contra a dor que há tempos virou minha companheira. Eu amei sua mãe... eu amo sua mãe, mas não posso ir até ela, ela me impediu disso, quando soube o que eu era e o que ela era pra mim, ela me rechaçou, ela me expulsou da vida dela e hoje não há mais nada que eu possa fazer. Eu sei que vai doer em você quando eu partir, mas eu quero que você se lembre do quanto eu amo você e de como eu me orgulho da mulher que você se tornou. Você é forte Nannah, você vai conseguir superar e passar por isso, eu vou ser só uma lembrança na sua vida. Eu sinto também por não ter conhecido meus netos como eu devia conhecer. Eu tinha que me deitar com eles no tapete, brincar de cavalinho, soltar pipa, enchê-los de doces enquanto você ficaria brigando comigo por tirar o apetite deles. Eu devia pegá-los no domingo e levar pra fazer piquenique, mas eu não vou fazer nada disso, deixo essa responsabilidade pra George, que foi um pai melhor que eu e que com certeza será um avô melhor também. Quanto à sua segurança, minha guerreira pantera, eu confio em você, sei que você pode lutar contra qualquer coisa, você é forte. Mas por via das duvidas, eu confio em Jacob, em Seth, em Embry e em todos os outros lobos quileutes, e nos Cullen também... vê só, você e seus filhos estão seguros. E você me aceitou filha, você me permitiu entrar no seu coração e ser seu pai. Obrigado. E eu amo você Nannah, minha guerreira, minha filha. Vou estar sempre por perto.
Minhas lágrimas caiam no papel borrando a tinta. Jake estava ao meu lado, ele tinha lido tudo. Deixei o papel cair no chão e sequei minhas lágrimas.
- Vamos pra Califórnia – falei abrindo o armário.
- Como assim vamos pra Califórnia?
- Eu e você Jake. Nós dois vamos pra Califórnia. – coloquei uma mala na cama e comecei a colocar algumas roupas dentro dela – Se Anthony é covarde o suficiente pra não ir atrás da mulher que ele ama, eu vou fazer isso por ele.
- Você vai procurar sua mãe? Isso é loucura Nannah, ela te odeia, é triste isso, mas é a verdade.
- Eu não vou deixar meu pai morrer! – falei – Se existe uma forma dele permanecer vivo, eu vou encontra-la. Custe o que custar. Você vai comigo?
- É claro que eu vou. Que pergunta idiota. Não vou deixar você enfrentar a cobra da sua mãe sozinha. Eu to com você, pra sempre.
- Obrigada amor – eu o abracei e ele me apertou contra seu corpo.
- Você tem noção que isso vai ser difícil, né? – Jake me olhou sério – Não vai ser fácil falar com sua mãe.
- Eu tenho esperança. Se ela é o imprinting de Anthony, ela tem que se sentir tocada por ele de alguma forma.
- Então vamos tentar.
oOo
- Mathew não gosta que balance ele demais – falei para Martha – Ivy vai dormir mais fácil com o Embry, ele sempre consegue domar a fera, mas o Matt é mais tranquilo, ele não gosta muito de colo, então não deixe ninguém ficar pegando ele demais, principalmente a Rach, controla aquela doida.
- Amor, você já falou isso tudo pra Martha ontem, tenho certeza que ela não se esqueceu. – Jake falou tentando me levar para o carro.
- Só mais uma coisa – me soltei dele e voltei até Martha que estava com Matt no colo – qualquer coisa que acontecer por favor me liga, tá bom?
- Pode deixar Nannah – Martha me respondeu cansada – Eu cuidei dos meus sobrinhos, cuidei do Terry, cuidei de você... acho que consigo olhar seus pequenos.
- Principalmente por que ela só vai precisar olhar o Matt, tenho certeza que de Ivy Embry da conta. – Jake completou voltando a me puxar pro carro – Agora anda logo senão vamos perder o avião.
- São só três dias – falei dando um beijo na testa do meu filho e correndo em seguida até Ivy que estava empoleirada no colo de Embry – mamãe volta logo.
Entrei no carro, onde Jake já estava e nós partimos para o aeroporto de Port Angeles, de lá pegaríamos um voo para Seattle e outro para a Califórnia. Chegaríamos lá já no finalzinho da tarde. Suspirei alto, Jake tirou uma das mãos do volante e segurou a minha.
- Ainda da tempo de voltar. – ele falou me olhando.
- Não. Tenho que tentar isso pelo Anthony. – respondi e passeia a olhar a paisagem pela janela.
Há pouco tempo eu tinha chegado em La Push e minha vida tinha dado uma volta de 180 graus. Antes eu não tinha ninguém, o único que me amava, o único pra quem eu tinha alguma importância tinha sido tirado de mim, então eu me aventurei numa viagem sem rumo e vim parar numa reserva indígena onde ganhei uma família e um amor.
Olhei pra Jake que dirigia em silencio, ele deve ter sentido me olhar, pois virou o rosto na minha direção e sorriu.
- Pesando em que? – ele perguntou
- Em como eu me tornei feliz aqui em La Push – falei – eu ganhei muito aqui, Jake. Ganhei você, a Ivy, o Matt, todos os lobos, que são como irmãos pra mim, ganhei amigos, e se for parar pra pensar, talvez se eu não tivesse decidido vir pra ca George não teria sentido minha falta, e eu não teria ele na minha vida hoje...
- E o Anthony também. – ele falou sem tirar os olhos da estrada.
- Sim, o Anthony também. Você vê porque eu não posso desistir dele? Ele faz parte da minha vida agora, eu não posso simplesmente ignorar o fato que ele quer morrer.
- Engraçado isso – Jake murmurou – Há dois dias você parecia odiar seu pai.
- Eu queria odiar ele, mas não conseguia... – falei confessando algo que até então eu não tinha admitido nem pra mim mesma – Quando Anthony apareceu, quando eu soube pela primeira vez que ele era meu pai biológico, foi um susto, mas um susto bom... eu fiquei feliz em saber que ele existia, mas eu não podia simplesmente encher ele de beijos e agradecer por ele ter aparecido na minha vida. Não quando ele esteve por perto o tempo todo, viu como eu me sentia sozinha e não fez nada. Só que mesmo com tudo que ele tinha feito, eu já sentia que o amava, eu só não queria que ele soubesse disso, eu queria que ele sentisse na pele o quanto eu sofri todo o tempo que fiquei sem ‘meus dois pais’, então eu fingi odiá-lo pra que ele não visse que na verdade eu o amava.
- Quanto tempo isso ia durar? – ele perguntou – Quanto tempo você ia fingir odiar seu pai?
- Não muito tempo, eu já não estava aguentando mais, eu queria poder perguntar sobre a vida dele, sobre a família, sobre meus antepassados pantera...
- E como você acha que vai ser com sua mãe?
- Eu não sei, Jake. Não sei mesmo. Violet é um mistério que eu nunca quis desvendar...
Ficamos em silencio o resto do caminho. Jake sabia o quanto era difícil pra mim falar da minha mãe, e não perguntou mais nada. Só voltei a tocar no assunto quando já estávamos chegando em Los Angeles.
- Sabe uma coisa que não entendo? – perguntei baixo de forma que só Jake me ouvisse.
- O que?
- Se Violet é o imprinting do Anthony, como ela conseguiu mandar ele embora? Como ela conseguiu ficar tanto tempo sem ele?
- Você conseguiu se afastar de mim uma vez.
- Mas eu sofri demais. – falei – era muito difícil ficar longe de você.
- Talvez sua mãe seja tão amarga por causa disso. – ele me olhou com olhos ternos – Você já parou para pensar que ela possa usar dessa amargura, dessa raiva como uma defesa?
- É talvez.
O comandante anunciou que estaríamos pousando em Los Angeles, eu e Jake voltamos a ficar em silencio (...)
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‘O que eu estou fazendo aqui?’ me perguntei encarando meu rosto no espelho do banheiro luxuoso.
Eu tinha pedido a George para reservar um hotel simples, mas ele escolheu o mais cara de Los Angeles.
Voltei pro quarto e encontrei Jake sentado na cama, com as costas escoradas nos travesseiros e um lençol o cobrindo até o quadril. O peitoral e o abdômen definido estavam a mostra, mas eu estava tão quebrada por dentro que não senti o familiar calor tomar conta de mim
- Vem cá pequena – Jake esticou a mão me chamando e eu pulei na cama me engatinhando até conseguir esconder meu rosto no peito dele, ele me abraçou apertado. – O que está te deixando preocupada?
- Eu to com medo do Anthony fazer alguma coisa enquanto estamos fora.
- Ele não vai fazer – Jake falou seguro – pelo que eu entendi o processo depois que ele parar de se transformar é lento, ele não vai morrer de uma hora pra outra.
- Mesmo assim eu tenho medo. – confessei.
Então me deixa te fazer esquecer de tudo só por hoje. – ele me puxou me colocando sentada no seu quadril e segurou minha nuca, me fazendo inclinar pra frente e o beijar.
As mãos de Jake entraram por baixo da minha camisola enquanto sua boca maltratava meu pescoço. Ele dedilhava minha pele como um pianista buscando as notas certas pra musica perfeita.
Não demorou pra eu estar deitada de costas na cama, minha camisola estar no chão e a boxer de Jake estar fazendo companhia a ela. Eu gemia alto enquanto ele brincava com meus mamilos, os fazendo crescer na sua língua.
A trilha de beijos foi tomando direção no rumo da minha barriga, passando pelo meu umbigo até parar na barra da calcinha, essa Jake fez questão de tirar com os dentes, bem devagar.
- Jake... – ronronei.
- Fala minha gata selvagem — ele jogou minha calcinha no chão e subiu, colocando a boca no meu ouvido – o que você quer de mim, hum?
- Que você me ame. – falei trazendo os lábios dele até os meus – Forte e quente, como só você sabe fazer.
Não precisei pedir mais nada, ele se colocou na minha entrada e investiu forte me fazendo gritar o nome dele. Com uma das mãos Jake se apoiava na cama, pra não deixar todo o peso em cima de mim, com a outra ele segurava minha perna na altura da sua cintura, facilitando pra que ele fosse mais fundo dentro de mim.
- Geme pra mim, Nannah. Geme alto pra mim minha gostosa... – ele dizia no meu ouvido enquanto investia rápido, não demorou pra eu sentir os primeiros sinais do meu orgasmo, mas eu ainda não queria gozar. Não antes de Jake.
Usei a força que agora tinha e inverti nossas posições, ficando por cima dele, assim seria mais fácil controlar as investidas. Além disso eu também sabia o quanto Jake gostava dessa posição, o quanto o agradava ter total visão de mim e as duas mãos livres.
Ele segurou meu quadril me ajudando a subir e descer até que eu encontrasse o ritmo, depois ele subiu as mãos segurando meus seios, me inclinei para poder beijá-lo. Jake segurou minha nuca com uma mão e com a outra forçou meu quadril pra baixo, buscando mais contato, o movimento fez o membro dele alcançar um ponto meu que nunca tinha sido explorado.
Gemi alto e ofeguei, pontos coloridos pintaram minha visão. Jake deu um sorriso safado e voltou a pressionar meu quadril pra baixo, eu gemi de novo e ele riu.
- Acho que eu encontrei alguma coisa – ele falou rouco no meu ouvido e inverteu nossas posições.
- Não – reclamei – estava... bom...
- Eu sei – ele riu de novo – mas vai ficar melhor. – Jake puxou um dos travesseiros – Deite de barriga pra baixo.
Eu fiz o que ele pediu. Ele colocou o travesseiro debaixo do meu quadril, o deixando mais elevado. Recebi alguns beijos na nuca e nas costas, que me deixaram arrepiada, as mãos de Jake me apertavam a cintura e as coxas.
- Sabia que você tem a bunda mais linda desse mundo? – ele perguntou rouco no meu ouvido. Eu devia ter me virado e o interrogado à respeito de que outras bundas ele andava vendo, mas a língua dele brincando na minha orelha me deixou momentaneamente sem palavras.
- Jake... – reclamei numa mistura de súplica e resmungo.
- O que minha linda? – ele voltou a falar rouco no meu ouvido.
- Você parou o que estava bom... – falei gemendo.
- Humm... você tem razão... eu tinha encontrado um ponto mágico né? – ele continuou distribuindo beijos pelas minhas costas.
- Jake tem coisa melhor pra você fazer com sua boca do que ficar falando... – reclamei.
- Eu sei... – ele sussurrou contra a pele da minha nuca – eu posso beijar você, cada mínimo centímetro dessa sua pele branca...
Eu só consegui murmurar um ‘humm’, eu não encontrava o caminho entre meu cérebro e minha boca pra dizer algo mais coerente, não com Jake beijando e lambendo a pele das minhas costas.
- Mas não é isso que você quer agora, não é mesmo – ele voltou a falar baixo no meu ouvido – você me quer dentro de você de novo... apertando aquele ‘botão’ que eu encontrei...
Ele apoiou um das mãos no colchão e com a outra guiou o membro dele de volta pra dentro de mim.
- Porra amor... você tem que estar tão molhada? Você me mata qualquer dia desses. – ele sussurrou rouco no meu ouvido.
Jake entrou devagar. Devagar ate demais, mas eu não me importei com isso por muito tempo, porque ele finalmente voltou a atingir aquele ponto delicioso.
- Hummm... – gemi e involuntariamente apertei seu membro. Jake gemeu alto e investiu mais rápido.
Ele colocou uma mão por baixo do meu quadril e apertou meu clitóris e eu literalmente vi estrelas e senti meu corpo vibrar. Mas Jake ainda não tinha terminado, e investiu mais forte e mais rápido. Sua boca ainda estava na minha orelha, intercalando beijos e lambidas, não demorou muito pra eu sentir mais um orgasmo, dessa vez junto com ele.
Jake caiu ofegante em cima de mim.
- Amor... eu sou forte, mas você é pesado – falei e ele deitou do meu lado rindo. Eu me aproximei me aconchegando no peito dele.
Ficamos um tempo em silencio, os dedos dele fazendo desenhos aleatórios no meu braço.
- Desde quando você é tão experiente no sexo? – perguntei de repente, agora minha mente estava clara pra raciocinar.
- Oi? – ele perguntou me olhando de sobrancelhas arqueadas.
- Não vem com oi – falei – eu só quero saber onde você aprendeu as coisas que fez hoje...
- Ah... sei lá... um pouco com os garotos lobo... um pouco em filmes....
- Hey – falei me sentando – que tipo de filme você anda assistindo...
- Ah Nannah, dá um tempo. – ele desconversou me puxando de volta pro peito dele e ficando tímido – Eu vejo o tipo de filme que todo homem vê.
- Hum... sei... e é nesse tipo de filme que você anda vendo outras bundas??
- Como assim amor?
- Você disse que eu tinha a bunda mais linda do mundo... isso significa que você anda reparando em outras bundas...
Ele começou a gargalhar alto e eu o olhei sem entender.
- Qual a graça?
- Você com ciúmes. – ele me beijou – Sabia que você fica incrivelmente sexy com esse biquinho?
-Ah é? – falei já me colocando em cima dele.
- Sabe que eu aprendi muito mais coisa? – ele falava enquanto beijava meu pescoço.
Nossa noite foi longa e pelo menos enquanto estava nos braços de Jake eu me esqueci do encontro que teria com minha mãe pela manhã.
(...)
Parei de frente para a porta, eu podia ouvir daqui a respiração irregular de Jake no carro. Meus braços pareciam pesar toneladas quando toquei a campainha.
Eu queria que uma empregada qualquer viesse atender a porta, mas pro meu azar era a própria Violet quem estava na minha frente.
- Você? – ela perguntou me olhando de cima abaixo.
- Oi Violet. – falei seca.
- O que você quer?
- Conversar.
- Eu não conversava com você quando morávamos na mesma casa, o que te leva a crer que vou conversar com você agora?
- Acredite Violet, se não fosse algo importante eu não estaria aqui.
- Vai me dizer que veio trazer seu rebento pra me conhecer, esqueça a possibilidade dele ou dela me chamar de vovó.
- Meus filhos não estão aqui. – falei já perdendo a paciência com ela – Eu vim falar de Anthony. Do meu pai biológico.
Violet ficou branca de repente, os olhos azuis arregalados.
- Como, como assim?
- Vai me deixar entrar ou vamos conversar aqui?
- Não vamos conversar – ela tentou voltar à pose fria dela, mas eu percebi que ela tinha ficado abalada.
- Olha só, eu tenho que conversar com você, não por mim, nem por meus filhos, mas pelo Anthony. Pelo meu pai, ele precisa que eu converse com você e eu vou conversar.
- O que aconteceu entre Anthony e eu ficou no passado, apesar desse passado insistir em me assombrar. Eu não quero saber de mais nada sobre ele.
- Como você consegue? – perguntei – Como consegue fingir que não sente a falta dele? Como conseguiu ficar anos longe da pessoa que você ama?
- Eu não o amo – a voz dela subiu uma oitava – Você não sabe o que ele é. Você não sabe nada sobre a vida dele.
- Você diz sobre ele ser um transmorfo? Sobre ele se transformar numa pantera negra enorme? Eu sei sobre isso, e uma novidade, mãezinha, eu sou igual a ele. Foi por isso que ele me procurou, ele se preocupou comigo.
- Eu devia imaginar que tinha uma razão pra eu nunca me dar bem com você. – ela murmurou baixo – Você é mesmo igualzinha à ele.
- Sim eu sou. Exceto por uma coisa, os sentimentos a seu respeito. Ele ainda te ama, apesar de você não merecer nenhum sentimento vindo dele. E é só por isso, só porque ele te ama que eu vim até aqui te pedir ajuda.
- Em que mundo você acha que eu te ajudaria? – ela riu desdenhosa.
- Ele vai morrer – falei de uma vez, Violet engasgou com as palavras que estava pensando em dizer – Anthony decidiu parar de se transformar, e pra nós panteras, isso é o mesmo que cometer suicídio. Sem a transformação o corpo definha... como se a alma não mais existisse. E eu não posso deixar meu pai morrer, não antes dele viver comigo, antes de conhece-lo, antes dele conviver com meus filhos. – nesse ponto as lágrimas já saiam dos meus olhos sem minha autorização.
- Que triste a sua história de vida... – ela cruzou os braços e escorou no batente da porta – Você já reparou que as pessoas que decidem te amar morrem? Primeiro foi o Terry... agora o Anthony... se eu fosse você avisava o George pra se afastar ou ele pode ser o próximo... ou talvez o índio pai dos seus filhotes...
- Como você pode ser tão cruel? – perguntei sentindo como uma facada as palavras que ela dizia – Como você pode dizer coisas tão ruins de forma tão fria.
- Você não merece minha consideração. – ela falou raivosa – Você me tirou tudo, menina. Você me tirou o homem que eu amava, você me tirou meu filho, você me tirou o George... você me tirou tudo. E agora você quer que eu tenha consideração por você?
- Eu tentei me aproximar, eu quis ser sua filha, mas você sempre me afastou. Você nunca quis ser minha mãe. – eu chorava de verdade agora, odiava isso, não queria demonstrar fraqueza, mas as palavras dela eram tão duras e doloridas que eu não conseguia controlar. Eu queria Jake aqui, mas me virar e chama-lo seria mostrar pra Violet que eu não conseguia a enfrenta-la sozinha. – Você diz que eu te tirei tudo.... eu não tirei o homem que você amava, foi você quem o mandou embora, tenho certeza que se você quiser, o Anthony volta. Eu não te tirei o Terry... Deus eu sou a ultima pessoa no mundo que queria que ele morresse, ele era o único que me amava! E o George, foi você quem afastou, com a sua loucura e o seu egoísmo.
- Você é a maldição aqui. – ela falou ainda mais ácida – Não sou eu que me transformo num monstro.
- Foi por isso que você afastou o Anthony? – perguntei – Porque você o considerava um monstro? – ela não respondeu nada – O engraçado é que ele te ama, mesmo você sendo esse poço de maldade e de rancor. Só que apenas amar você não está sendo o suficiente, ele está sofrendo e tão cansado de sentir a dor de não ter você, que está decidido a se matar, e só você pode salvá-lo. Eu sei que ai dentro desse seu coração de pedra ainda tem algum sentimento bom... e eu estou te pedindo por favor, não deixe meu pai morrer.
- Seu maridinho sabe o que você é? Ele sabe que você tem essa carinha de anjo com esses olhinhos azuis tão delicados de dia, mas que à noite você é uma fera horrenda que anda sobre quatro patas?
- Eu sei tudo sobre Nannah – ouvi a voz de Jake atrás de mim e logo senti a mão dele na minha cintura – E eu a amo independente do que ela seja, porque primeiro ela me amou mesmo sabendo que eu era um transmorfo e ela até então uma humana comum.
- Então além de um índio, pobretão e órfão você também é uma aberração como ela? – Violet destilou o veneno dela. – Nossa vejo que a probabilidade dos seus rebentos serem como vocês é grande... quero ver você conseguir amar os dois quando começar a perder tudo por causa deles...
- Jake pode ser tudo o que você falou, Violet, mas tem algo que ele é que supera tudo isso. Ele é meu. É alguém que eu sei que vai me amar pra sempre, que vai estar por mim quando eu precisar, que vai segurar minha mão nos momentos difíceis... e ele já provou isso, inúmeras vezes. E sim, a probabilidade de Ivy e Matt serem como eu ou como Jake é grande, mas eu vou saber como cuidar deles e principalmente vou saber como amá-los, sabe por que? Porque tenho um exemplo a não seguir. Eu sei o que é ser o tipo de mãe que você é e eu sei o que é ser sua filha, e pode ter certeza que como você eu nunca serei. Eu sei amar meus filhos, incondicionalmente, eu faria qualquer coisa por eles sem me importar com consequências.
Virei as costas pra sair dali, eu estava de saco cheio de tentar convencer Violet em ajudar meu pai.
- Eu ainda estou me perguntando o que eu vim fazer aqui. – falei voltando a ficar de frente pra ela – Eu não sei por que eu ainda tinha um fio de esperança que você tivesse algo de bom ai dentro. Você não tem, nem mesmo seu amor pelo Terry era bom... ele era doentio, você nem mesmo queria que meu irmão me amasse. Você é podre por dentro Violet, e um dia isso vai acabar com você. Você vai perceber cedo ou tarde que está sozinha e vai procurar por companhia, mas não vai ter... você afastou o George, você me afastou e principalmente, você afastou e matou o Anthony, a única pessoa que te amaria mesmo você sendo fria. Você disse que eu sou um monstro. Mas você estava errada mãe. Você é o monstro, é de você que as pessoas fogem. Enquanto você estiver aqui, sozinha na sua casa grande e cheia de luxo, eu vou estar na minha casa simples, com o meu marido órfão, índio e pobretão e com os meus rebentos... mas eu vou cercada de amor e de pessoas que me querem bem. Então, adeus mãe, eu só desejo que você aprenda algo com a sua solidão.
Corri até o carro na minha velocidade de transmorfo, sem me importar que Violet estava vendo ou que mais alguém pudesse estar vendo, eu só queria sair dali depressa, queria nunca mais ter que ver a cara da minha mãe.
- Vou te levar de volta pro hotel – Jake falou depositando um beijo na minha cabeça antes de ligar o carro. Quando estávamos longe da vista de Violet eu permiti que as lágrimas caíssem.
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